segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Janelas poéticas

Criaste janelas
Aonde havia muros
Para poderes ver
O teu horizonte tão belo
Mas tão longínquo.
É algo novo
Tens dificuldade
Em o reconhecer
Quando isso acontecer
Inventa... não ponhas grilhetas
Nos teus pensamentos.
É preciso ter fé
Quando se vive num mundo
Tão imprevisível como o das letras
Sempre em mudança
Quem não acredita em si
Nunca transformará
Os seus sonhos em matéria.
Nunca terá
A glória de acontecer
Nunca saberá o que é vencer à la longue...
Puseste asas nos teus pensamentos
Eles agora voam por cima de ti
No meio do céu azul
Entre rios de nuvens
E ventos alísíos
Os seus olhos de águia
Procuram  reconhecimento
Uma espessei de cimento
Que os torne aceites.
O poeta fica a vê - los
E deseja - lhes boa sorte
Qual caravelas querem descobrir.
No meio de correntes e ventos contrários
E enormes vagalhões de espuma e água azulada
Novos públicos, novas gentes,
Novas terras para assentar arraiais.
A sua juventude
É desconcertante.
Os seus cabelos coloridos ao vento
As suas calças  rasgadas
A sua mente sempre de novas experiências
Carente...
É prova disso. 
Trazem a vontade
Das novas gerações
Acreditam na mudança
Querem deitar fora
As velhas formulas
Mas a sapiência livresca...velha
Aliada da cultura querem conservar
Para poderem subir nos ombros de gigantes
Qual montanha de Atlas,...
E verem
Numa pequena nesga de um muro
Muito espesso
O que está por fazer
Por dizer e por escrever.


P.S -  São pássaros coloridos e hipnóticos de vontade imensa
         Querem cravar as suas garras invisíveis
         Na tua alma e deixar a sua marca indelével.
                                                                                               

P.P.S. - Quero transformar sonhos em matéria e colocar janelas em muros para ver mais longe com os olhos da alma.

                                                                                                           
                                                                                                         Monsieur Bon Aire






   

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Puzzle poético

Quando passares
Por mim  tenta vislumbrar
O meu querer e a minha vontade
Em colocar as palavras
No papel.
Juntando no espaço - tempo... experiência de vida
Leituras diversas, alguma sapiência  e frases dispersas
No mesmo rectângulo branco
Em gestos desordenados
E apaixonados
A lembrar os condenados que lamentam
A sua sorte mas que sabem
Que têm que passar por "estes" tormentos
Para ficarem mais fortes.
Por vezes a rimar
Outras vezes a soltarem - se da rima
E muitas vezes a tentar  fugir
Por mim acima.
As palavras moldam - se à minha vontade
Porque sou um poeta lesto
E meto - as no cabresto
Dão alguma luta
Mas acabam por se entregar
E assim vou construindo um puzzle poético
Antes de ser invadido
Pela embriagues suave  dos sentidos não de vinho
Mas de palavras...
A estrutura do poema vai aparecendo
E o seu significado vou lendo
Só tenho de o descobrir
Entre a matéria e o sonho
E assim vão caindo muros
E abrindo - se janelas
No meu horizonte poético
Só o podes ver
Se me conseguires ler com os olhos da tua alma
Quando tiveres sintonizado (a) com a poesia
Porque de o outra maneira não vale a pena
Porque os significados perdem - se
E a música esgota - se e não a vais conseguir ler - me nem  ouvir - me.



P.S -  A poesia nasce sozinha pela mão do seu criador mas precisa de público
         para poder sobreviver.



                                                                                                 Monsieur  Bon Aire





domingo, 15 de dezembro de 2019

Write that down

Write that down
Write that down on paper...
Say everything that is stuck
In your throat
Hidden deep inside your heart
Lost in your brain
But it gives no rest to your soul
You have to leave the past on paper
To be free to love and live your
Life and be happy.
If you do that
You will sleep in a river of clouths
In a deep blue sky remebering
When everything was shining wall
Around you
For a short period
In your childhood...
Maybe you can find
That peace and that shine again
Write that down,
Write that down on  paper...


                                                                                                       
                                                                                                    Monsieur Bon Aire

P.S - Monsieur Bon Aire a étudié en Angleterre et écrit parfois en anglais.


sábado, 7 de dezembro de 2019

Believe

If you don´t believe in you
You will always fail miserably
You´l never know who you are
Your soul will wander tormented and aimless.

And your dreams will look
To you incredulous and shocked
Wandering in your arteries
Looking for that moment when you wake up and decide
That you want to accomplish your goals.

When you fight for something
Don't waste time with excuses
Do what has to be done
Because it is still possible to win in this world
Stay focused don't get scattered.

If you find a hole in the ground
From those you know can bring you problems like
Thinking too much about politics and economics don´t jump in... jump out
Forget don´t make your way a long and tortuous journey full of thorns.

Don't be afraid to win
Defeats will make you stronger
Only those who give up fighting
Are defeated and above all don't blame others for your failures.

And one day you will feel your soul
Smiling and your body getting wings
And you will feel it was worth not giving up on you and your dreams
Because when we achieve something no one can take it away from you.
                                                                                                     
                                                                                                           Monsieur Bon Aire

P.S - Monsieur Bon Aire a étudié en Angleterre et écrit parfois en anglais.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Não ponhas...

Os muros que construo
Ao meu redor são altos mas
Não são intransponíveis
São perfeitamente transponíveis
Só te peço...
Que não coloques arame farpado
Em cima do meu muro.
Descobre o que gostarias de fazer
Quando não estás a trabalhar
O que gostarias de comer
Quando estás esfomeado
Mesmo sem o estar
À sombra daquela árvore que tens
No teu jardim
Ao pé daquelas estátuas de mármore
Em posição airosa que mandaste vir de Itália
E que não sabes muito  bem o que representa.
Convida para o almoço
Quem quiseres
Delicia ~te a comer caviar
A devorar croquetes
E a beber champanhe
Se quiseres pede aos teus amigos
Para ficarem  para o jantar
Mas não ponhas arame farpado
Em cima do meu muro
Se a tua vida te parece incipiente
Lê um livro,
Aprende a tocar um instrumento, agarra - te
A uma causa com unhas
E dentes.
Alimenta com cultura a tua  mente
Vai viajar
Põe a tua alma a sorrir
Suavemente...
Descobre o  equilíbrio
Do teu metabolismo
Porque ele anda por ai descompensado
A perguntar por ti.
Em cada frase que proferes sente - se
Que és alguém que procura desesperadamente
Algo que perdeste pelo caminho
A tua raison d´être.
Os teus obstáculos
Que precisas ultrapassar
Para te sentires realizado
Estão ai ao teu lado
Mas primeiro...
Descobres quem és
Faz o que gostas
Resolve tudo o que dentro
Do teu córtex cerebral tem de ser resolvido esquece tudo
O que tem de ser esquecido...
Mas não ponhas arame farpado em cima do meu muro
Que tanto me custou a conquistar
E a perceber...
Ganha asas descobre
O que te faz feliz
Vive a tua vida
E não vivas a vida dos outros.
Esta grita por ti não a ouves gritar?
                                                                                                     Monsiuer Bon Aire

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Nada é estático

O nosso caminho é pessoal
E intransmissível
Está nos nossos genes
Mas nada é estático
Diz o poeta...
Mas há pelos menos um ser humano
Que nasceu para escrever poesia
E prosa.
Faz o que gosta
Banha - se no rio do  conhecimento
Já leu,
Algumas grandes obras universais
Compreende e gosta
Do seu conteúdo
Que fica gravado no seu cérebro
Bailando e preparando - se
Para de alguma forma fazer parte de um próximo
Poema que escondido na sua alma
Andando de um lado para outro como um felino prepara o salto
Para o papel
Mas isso só acontece quando os astros
Se alinham
E deixam lastro na alma do poeta
Que na sua sapiência confia
E em tudo o que aprendeu com os seus mestres
Mas também em tudo o que aprendeu à revelia....destes...
E depois escreve uma ínfima parte
Daquilo que leu, ouviu, viu e filtrou
E depois de muito penar
Escrevendo o poema vezes sem conta
Deste tortuoso processo qual
Caldo primordial
Fica,
No papel...
A sua impressão digital.

                                                                                                     Monsieur Bon Air


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Desejo animal

Os teus lábios
O teu corpo generoso
Passeiam pela pradaria como lobos
À procura da volúpia
E do amor
Têm mil pernas e mil olhos
E perseguem o desejo como loucos
Cheios de energia e de força
Ao jantar gostas de usar a mesma loiça
Fundo branco decorado com um fio de azul real
E brasão de armas
Gostas de viajar em águas calmas
À luz das velas
No lusco - fusco
Os teus pensamentos soltam - se
Enquanto misturas os acontecimentos passados com
Os novos por ti encontrados um pouco
Por todo os lados
Enquanto salpicas a vida com teu charme
E vives a vida louca
E como sabes o que queres não
À razão para alarme
Mas quando a natureza invoca
O teu nome
Os lobos que vivem na tua alma soltam - se
E sobem pela colina acima como
Cães...esfomeados
E uivam como as mães quando
Dão à luz um filho...
É o gatilho que põe a tua testosterona aos saltos
Tu olhas - me e sinto
O teu desejo animal
Bem dentro
No meu olhar...
                                                           
                                                                                                        Monsieur Bon Air

                                 

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Eles vivem

A minha pessoa
Bem que tenta dar voltas
As voltinhas do Marão
E esquecer - se de mim,
Mas acabo sempre por me descobrir
A colher poemas que plantei
No meu jardim.
E não os posso deixar para trás
Eles não deixam...aparecem para me visitar
E não querem viver só na minha cabeça
Querem deslizar pelo papel
E por uma questão de personalidade não se escondem
Se não os escrevo fazem birra
Eles vivem...
O corpo é o papel
As palavras a sua alma
Quando os escrevo ficam a olhar
Para mim, a tentar perceber quem sou
Dolentes na tarde calma...
A minha pessoa
Bem que tenta dar voltas
As voltinhas do Marão
E esquecer - se de mim,
Mas acabo sempre por me descobrir
A colher poemas que plantei
No meu jardim.
Os homens também podem gerar filhos
Os filhos de antanho
Quando nascem são muito pequenos
Mas se lhe der alguma visibilidade talvez um dia
O povo lhes "pegue" e eles cresçam
E fiquem de bom tamanho
E ninguém lhes fique indeferente
É o que eles têm em mente
Ouço o palpitar do seu coração
A sua voz
Algures entre a minha alma
E o meu live arbitrio, o meu querer
Tenho de os deixar acontecer
Parecem galgos
A subir por mim acima
Às vezes nem tenho tempo
Para aprimorar a minha rima levam tudo à frente
E não tocam no chão
Ficam no ar como
Uma coisa,
Que anda no ar não poisa...
Querem nascer
Nem que seja de cesariana
Às vezes gostava que os meus poemas
Ficassem escondidos debaixo,
Da minha cama...
Mas eles não querem
São uns garotos...
É deixar a  poesia sair
O que será deles no há-de-vir?Não me preocupa
Eles encontrarão o seu caminho...
A minha pessoa
Bem que tenta dar voltas
As voltinhas do Marão
E esquecer - se de mim,
Mas acabo sempre por me descobrir
A colher poemas que plantei
No meu jardim.


                                                                                 
                                                                                          Monsieur Bon Air


Post Scriptum - Os deuses escrevem a 1.ª estrofe de um poema, o  poeta cria os poemas, o povo cria os génios, ninguém o é  antes de o ser.

  



segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O jogo

Jogas o jogo
Da loba e do lobo
Manténs o equilíbrio
Num fio de luz muito fino
Preso nos teus cabelos rebeldes
Em desalinho.
Sorris quando queres dizer
Algumas  palavras
Que nunca serão ditas.
E gritas quando,
Queres apenas que olhem para ti
Mas esperas que
Ninguém perceba muito bem
O queres dizer.
Jogas o jogo
Da loba e do lobo
Manténs o equilíbrio
Num fio de luz muito fino
Preso nos teus cabelos loiros
Em desalinho.
Para os cambiantes da vida
Não estás nem ai
Não dás nenhuma batalha como perdida
Nas tuas aventuras amorosas...
Descobres sempre uma saída um
Labirinto secreto que só tu conheces
Para te refugiares
E recarregares energias…
Jogas o jogo
Da loba e do lobo
Manténs o equilíbrio
Num fio de luz muito fino
Preso nos teus cabelos rebeldes
Em desalinho...
Os teus medos foram
Conquistados numa tarde de muito Sol
E pouco vento…
Em que o teu positivo pensamento
Colocou o medo no descanso
E soltou  -  te a alma sempre a ferver
E assim construíste uma reluzente e vetusta armadura
A volta do teu ser ... para te proteger.
Jogas o jogo
Da loba e do lobo
Manténs o equilíbrio
Num fio de luz muito fino
Presos nos teus cabelos
Em desalinho.
Jogas o jogo ...
Da loba e do lobo…


domingo, 3 de novembro de 2019

Poesia lirica

A M.B sabe o quer quer
Deambula pelo seu mundo
Tem movimentos de garça
E tudo o que faz tem graça.
Atira o coração para o alto
Diz que não...mas gosta de andar
Pelo meio do planalto ou passarelle como se diz
No meio... que frequenta porque o seu "look"
Aguenta àquelas luzes que parecem obuses
Para quem não tem bagagem genética para
Aquelas vidas tão stressantes.
Não havia nada disto dantes
No tempo da outra senhora
O pais era atrasado
E a maioria das pessoas  
Só queria futebol, Fátima e fado.
Já passou muito tempo
E àgua...
Por baixo dessa ponte
Mas tudo muda, tudo passa...
O glamour esse continua
No olhar da J.P só tenho pena
Que esse olhar que tanto procura
E não me vê...um dia  pertença a alguém
Que  não a mereça...
E que o brilho do seu olhar se perca
Antes de descobrir o verdadeiro amor
Estamos todos sujeitos
A essa desdista,
Que um dia um poeta escreveu
Na ponta do lápis
E que se tornou
Um virus que não mata
Mas mói os menos avisados
Destas questões da atração fisica...
Mesmo que a M.B fosse tisica gostava dela
O amor está na alma não no aspeto fisico
Somos almas gémeas
Destinados um para o outro como um potro que um dia
Depois de ser desmamado
Está destinado a calcorrear a imensa pradaria
E a liderar a manada
Por entre o imenso prado
Amarelo e verde
E por esse pantano de àguas turvas
Que é a vida que nem sempre parece o que é
Cheio de perigos e incertezas
Que baralham o nosso coração mas
À que confiar no destino...
E perceber que ninguém vence sozinho
A união faz a força e lá vamos levando a àgua
Ao nosso moinho.

Reflexões filosóficas

Tem a palavra o monsieur Bon Air:

A origem do mal

Depois de muita reflexão, muitos livros,que li avidamente inundaram a minha mente de dúvidas,
Questões, tormentos, lições, considero ter conseguido, trazer alguma luz, para a escuridão
 em que me encontrava.

Que não me deixava perceber a origem do mal no ser humano mas
já consegui surpreende - lo nas suas diatribes descobri aonde ele vive, dorme e se alimenta.
Está no nosso cerebro, numa pequena parte, conhecida como o cerebro reptiliano está na biblia, esse tormento, alguém já o tinha descoberto é só preciso saber ler nas entrelinhas.

No Gênesis na segunda narrativa Deus criou o homem do barro e colocou- o no jardim do Éden, é lhe dito que pode comer de todas as àrvores do Jardim excepto da àrvore do conhecimento do bem e do mal. Eva é criada a partir de uma costela de Adão, para lhe fazer companhia mas uma serpente engana Eva convencendo - a a comer o fruto da àrvore proibida e dá também esse fruto a Adão. Estes atos dão - lhes novos conhecimentos mas também a noção do bem e do mal assim como noções destrutivas e negativas.

Quem é que tentou Eva?Uma serpente, um reptil,  o livro sagrado dos judeus é baseado em metaforas logo porque um reptil?Porque o mal está escondido no nosso cerebro reptiliano, somos parte reptil, eis na minha opinião, humilde de um devoto católico crente em Deus e nas escrituras sagradas, a origem do mal, está anichado numa pequena parte do nosso cerebro, que a maior parte de nos consegue controlar facilmente mas uma pequena parte de nós, não o consegue controlar muitas vezes ate o desenvolve.
E é ai que este cerebro reptiliano espalha a semente do mal um pouco por todo o lado deixando o nosso mundo questionando - se por que é que o mal passou por aqui?Porque é que uma pessoa tem de passar por estes tormentos?

Quo Vadis?

Para onde vamos?
Os recursos da terra
São limitados
O nosso mundo abana por todos os lados
Poluição, extinção de expeceis, campos, florestas, nem as montanhas escapam
À destruição.
Não podemos deixar que destruam a nossa casa
Porque se assim for para onde vamos?

Gênesis

O homem foi criado por Deus a partir
Do pó...
Após os céus e a terra...(Gênesis 2:77)

O bem é a verdadeira essencia do homem
Aonde estará a origem do mal?
Será que o Homo Sapiens Sapiens
Se desviou do seu verdadeiro caminho?
Ou para se descobrir o bem tem de se superar o mal?

Flores do bem

O bem caminha
Lado a lado com o mal
O homem olha para o abismo
E é tentado por ele...
E é nesse momento que se revela
O seu caracter.

monsieur bon air

monsieur bon air:

É professor de filosofia, católico apostólico romano, amante da poesia, pai de filhos
Monarquico, meão na altura, usa bigode retorcido na ponta, e oculos de ver ao perto
Gosta de ler livros, muito rigoroso nas suas analises, não se considera um ser perfeito.
Eis algumas das suas revelações sobre o presente, o futuro e sobre a natureza do homem
Na sua opinião o mal afastou o homem do seu verdadeiro caminho
Que é o caminho do bem e considera que só percebendo a origem do mal
O homem poderá libertar - se da sua origem primitiva e deste processo  nascer um novo homem
Esta nova criatura será mais humano, tolerante, solidário, e amigo da natureza.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O pequeno corcel

                                                                                  I

O pequeno corcel
Fio de luz
No meio da pradaria apesar
Da sua pequena existência
A cair e a reerguer - se
Por querer dar saltos
Maiores que ele...
Maiores
Que a vida.
                                                                                  II
Mas levantasse sempre
Do tapete de erva verde
E amarela onde costuma
Cravar os cascos com a ousadia de um...
Antigo guerreiro basco.
                                                                                  III
Os tombos e saltos
Do pequeno corcel não são
Vitórias de Pirro… fá-lo crescer e endurecer
Só de pensar que a sua mãe à pouco tempo lhe cortou
O cordão umbilical do seu umbigo.

                                                                                  IV

O pequeno corcel montasse no vento
Relincha e solta a sua crina,
Num subtil ...movimento primevo
Antes de apanhar...
O fio do seu pensamento já coevo
Que lhe dá alento e forças mil como  quem escreve
O seu próprio enredo
Quer e parte do meio da erva
E do arvoredo,
Em busca do seu Sol.
                                                                                  V
Os seus coices pelo ar
São um portento de força
E ousadia...
Quer mostrar quem é...
Aos outros habitantes
Da pradaria.
                                                                                  VI
Uns criticam outros aceitam
A sua rebeldia,
Os que aceitam percebem e sabem
Que todas as gerações trazem consigo
O germe da mudança,
E percebem também que o pequeno corcel é ainda uma criança...
                                                                               
                                                                                  VII
È um ser pequeno
Mas que cresce dia a dia sem
Hesitar faz frente
Às constantes mudanças
Do seu mundo,...
Porque já o conhece bem no fundo...


                                                                                 VIII
O pequeno corcel
È da cor Isabel,
O Peito é musculado e forte
O focinho é bem delineado
A crina ao vento
É instável parecem bandos de
Estorninhos a querer voar
Em assimétricos voos
Desenhando, desenhos
Fantásticos no semblante
Do potro, cujos olhos
Meigos e muito castanhos
Passam pelo mundo observando tudo
À sua volta.

                                                                                 IX
O corpo é esbelto
As pernas são grossas mas
Muito bem delineadas
Os cascos parecem ter
No seu interior almofadas.
E quando o pequeno corcel
A trote ou a passo passeia
Parece que flutua
No espaço sem tocar no chão
Qual unicórnio.

                                                                                 X
Será que tem asas?
Ou será que um dia vai ter asas
Para poder descobrir
O seu próprio há-de-vir
O seu destino?
O seu à vontade profundo
A sua confiança
Revela que um dia quer
Conquistar o mundo.

                                                                                 XI
A sua personalidade é forte
Quer conquistar os seus sonhos
Que um dia vislumbrou
Quando Morfeu o visitou e lhe mostrou
Puros sonhos de realização pessoal
Daqueles que nos libertam a alma e nos ensinam a
Que aquele é o nosso caminho
Que nós transformam em nós próprios
E sabemos então que temos de vestir
A farpela que Deus nos deu
E vestir de sonhos
A nossa matéria que é pura
E não efémera.
Se formos connosco verdadeiros
E humildes como o pequeno corcel
Cuja alma é pura como o mais puro pingo de mel.

                                                                                XII
O pequeno corcel
Quer escrever a sua história
Mas não quer desenhar ao vento
O que já foi escrito e rescrito
Por vezes as pessoas pensam
Que ele é...um bonacheirão maldito.

                                                                               XIII
Qual Ícaro
Quer voar
Mas não quer cair
Gosta de ver a sua pessoa a evoluir
Sabe que as coisas evoluem
Ao misturar - se o velho com o novo
Mas o novo per si, sem essência, sem conteúdo
E sem a social ciência
É um estorvo à sapiência.

                                                                                XIV

Dá valor à amizade
Ao observar um pequeno pássaro,
Que voa em grupo para fugir
Aos predadores...o estorninho
Compreendeu... que ninguém vence sozinho.

                                                                                 XV

O pequeno corcel
Tem receios tem medos
Mas gosta de lhes fazer frente com
Fé em Deus,
E coração ao alto...
Qual leão...gosta de andar pelo meio do planalto.
A trote ou a galope
Às vezes pensa que tem azar
Mas também já teve sorte
As pessoas por vezes, lembram - se que já tiveram azar
Mas esquecessem dos momentos
Em que já tiveram... muita sorte
É um equilíbrio justo.

                                                                                XVI

E os lá de cima
A abusarem do nepotismo, peculato e corrupção
Que nos afunda
Que devora o pais,
Assim não vamos a nenhum lado
Será que vai ser sempre este
O nosso triste fado?
A sua linhagem é forte
Mas ,às vezes, o pequeno corcel pensa
Que vai tudo ficar em escombros
Porque ,por vezes, sente que carrega...
O mundo de Atlas... aos ombros.

                                                                              XVII

O pequeno potro
Já é um garanhão.
Porque o tempo voa... o tempo passa...
É o líder da manada
Gosta de sentir o cheiro das éguas
E da terra molhada.
O chão treme todo
À sua passagem.

                                                                               XVIII
Já tentou vários caminhos
Mas volta sempre ao seu,
E sente - se livre como um pássaro e...
Aceita o caminho que Deus lhe deu.

                                                                              XIX

À noite as sombras perseguem - o
E tentam encurrala- lo qual fossa
Mas  já sabe como evitar
O caminho de Canossa.

                                                                           
                                                                               XX                                            
Aprendeu com o seu avô
Que sempre lhe ensinou
Coragem  retidão, valores e ética acima de tudo
Pela sua boca e palavras
Mas também pela sua conduta moral irrepreensível
E assim o pequeno corcel
Vai passando entre as gotas da chuva,
Passando por aquela pequena fresta
Qual açor que com grande agilidade passa
Pelo meio da floresta...

                                                                              XXI

O garanhão lidera a manada logo
Pela madrugada,
E sem medo de nada
Troteia livre do cabresto
E do stick,
Em busca de si próprio
Em busca do seu Sol.



                                                                              XXII
Mas para mim será sempre
O pequeno corcel,
Fio de luz no meio
Da pradaria …
Apesar da sua pequena existência
A cair, a reerguer - se
A dar saltos
Maiores que ele...
Maiores que a vida.


 


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Poemas lusos e outros poemas

Olá a todos gostava de vos dizer caros leitores que gostam da minha poesia que está à venda um  ebook com 42 poemas, da minha lavra no kindle Store da Amazon cujo nome é "Poemas lusos e outros poemas". Se o quiserem adquirir está em promoção.


 

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Não confies no tempo

Não confies no tempo
O tempo é enganador
Chega a fingir que não é tempo
E que parou ao teu redor. 
(mas o tempo não para ...)

Mas tudo
Se renova
Desde o entardecer
À aurora...
Diz tudo o que tens a dizer
Faz tudo o que tens a fazer...
Porque a felicidade são breves momentos
E quando os tentamos apanhar já se foram embora.

Não confies no tempo
O tempo é enganador
Chega a fingir que  não é tempo
E que parou ao teu redor.

Mas o tempo também contém
Algo de bom em si mesmo
O tempo leva as tristezas
Para longe do nosso coração
E da nossa vista e...
Cala a desgraça
E tudo cura,
E tudo passa...

Não confies no tempo
O tempo é enganador
Chega a fingir que não é tempo
E que parou ao teu redor.

Se gostas de alguém
E à muito tempo que não lhes dizes...
Ao ouvido que a amas
Não te esqueças
Que nem  o tempo
Nem o amor, esperam por ti
Nem por ninguém...
Escolhe o momento certo
E quando tiveres perto da pessoa que amas
Diz lhe para ...

Não confiar no tempo
Porque o tempo
É enganador mas se à algo que consegue
Vencer o tempo essa raison d’ etre …
É o amor.


Se amas alguém...

Se amas alguém
Não te iludas
E não desistas
De ti...
Porque não consegues.
Não te habitues
A perder...
Porque a derrota
Gosta de se entranhar
Na pele e assim aos poucos
A tua vida murcha e debota.
Ganha o torneio
Da tua vida
Montado no teu alazão
De pelo russo,
Esporas de prata,
Crinas ao vento,
Rosto tranquilo
Sabor a vida
E tudo o que assimilaste
Naquela cantiga
Que ouviste um dia
E nunca mais esqueces-te.
Vence os teus demónios
E vai em frente
E transforma o amor
Que tanto desejaste, e lutaste com
Tanto sacrifício, e de uma forma tão suada...
Na coisa amada.



Que seja tudo

Que seja tudo como tu quiseres
Tudo...tudo...tudo...
Sabes que o tempo não espera por ninguém 
Mas o tempo também...
É dinheiro 
A juventude dá-nos  asas
Se o mundo te sorri
Sorri de volta solta a vontade
De vencer que à em ti
E escolhe o teu destino
Mesmo que te digam
Para não ires por aí
Vai...porque a sorte protege os audazes
E quando fazes o que gostas
Só boas recordações terás
Daquilo que conquistaste
E tão longamente planeaste.
Senão é o inferno em vida
E um dia puderas não descobrir
Uma saída para os teus sonhos
Porque levaste muito tempo a reagir
E deixaste que outros escolhessem
O teu destino por ti
Quem nasce
Nasce selvagem...
Mas depois no fundo
É preciso
Coragem
Para escolhermos que destino
Dar à nossa viagem...
Por este mundo.



Quando ...

Quando...o som
Da ribeira passa
Ao pé de ti
Não consegues fazer
Ouvidos de mercador
Qual musa inspiradora
Segues o som
Queres ver
A vida a transbordar de alegria
E de cor.
Esta reflete
Toda a beleza que existe
Na natureza, queres te perder
Para te encontrares nela.
A luz da ribeira é
Suave e transparente
O som puro e cristalino
Ainda se  consegue ouvir
Os sons de pequenos
Pássaros a serem criados
Pelos país,
No ninho.
Ras, sapos
E peixes,
Na sua azáfama...
Diária,
Vivem para o dia
E sobrevivem
Só Deus sabe como...
E vivem
Placidamente
Dolentes na tarde calma
Quem sabe se também
Não tem alma...
A ribeira não é fácil de descrever
Só vendo
Ao vivo,
O seu coração estremecendo
E as suas águas a palpitar de vida.
Por quanto tempo
A poderemos ver?
É o que quase todos
Gostaríamos de saber
Porque crimes ambientais
Nesta terra,
Estão sempre a acontecer.











Não faças caso

Não faças caso
Quando te criticarem duramente...
Por escreveres como bem entendes
Porque quem critica,
Por vezes nem sabe do que fala.
Assume ao que vens diz quem és.
Quem faz a língua de um país evoluir
Não é nenhum decreto
Seja este aprovado
Por braço no ar
Ou voto secreto.
São os escritores e poetas
Estes escrevem e escrevem
Muitas vezes
Aquilo que a pensar não se atrevem.
O povo sensível e honesto
Filtra o que foi escrito
E fala,
O português que se irá
Passar a ler e a ser dito.
Antes de Luís de Camões poeta maior
Criar a sua obra
Em Portugal,
Escrevia-se de uma maneira
Meio enrolada e
Difícil.
O poeta
Solto-lhe
As amarras
E esta voo
Ainda mais bela
Pela planície..,
Permitindo
A outros poetas descobrir
E enriquecer o português com
Novas palavras, novas frases,
Novos sentidos,
Que depois os portugueses
Ao tomarem de si conhecimento
E ao longo de gerações
Escolheram qual o léxico
Que devia perdurar
Na nossa língua,
Falada por milhões de falantes
Que orgulhosamente
Falam o português
Que um dia um poeta
Vestindo roupas velhas e descalço
Depurou... quem sabe a bordo de uma caravela
Que ao sabor do vento milenar
Na estrada marítima para a Índia
Ou noutro lugar qualquer
Desde que houvesse mar,
Lhe ia segredando,  novas palavras
Novas frases e estas
Foram ficando, passados todos estes anos,
Gravadas nas nossas mentes e nos nossos corações.

E a língua evoluiu
E o poeta falou.







Amor volátil


Amor volátil sinal dos tempos
Doce perdição
Amor que fugia sempre
Entre as mãos...

Pela calada,
Regressou e entregou - se
Para, dizia,  não mais  fugir
Da sua amada.

No meio de um ardente calor
E  demorados...
Beijos... jurou
Que ao seu grande amor não mais fugia...
Enquanto longamente
Se entregava
Ao amor e há volúpia de
Uma forma quase doentia.

Houve juras de
Amor, promessas vãs,
Alguns sonetos
Risos e
Muitos beijos.
Numa noite de luar
Em Janeiro,
Segredos foram revelados...
Enquanto  partilhavam
O mesmo travesseiro.

Mas aquele amor
Era  proibido...
Que é sempre o mais
Apetecido...

Roseira que só floriu
Uma vez, pétalas efémeras
Engano vil...
Espinhos que puniram cruelmente  um rend-vous pueril.

O amor ganhou asas negras como cinzas
E partiu evaporando - se...
Deixando atrás de si uma boca seca de beijos
É um coração dorido
E confuso questionando - se...

A alma apaixonada
Vagueou só...
Pela madrugada dentro... como se não houvesse mais nada a fazer,
Do que recordar aquele momento.

Vagueando sozinha
Aquele pobre ser o amor nunca mais encontrou...
Mesmo passados tantos anos
O seu coração nunca se conformou.

Pergunta a todos os que passam
Por baixo da sua janela,
Numa voz fraca e já cansada...
Porque que é que um amor tão grande... nunca
Se transformou na coisa amada?




terça-feira, 16 de julho de 2019

Quando almejares...

Quando almejares
Não te acanhes
E luta...luta e volta a lutar
Para conquistares os teus sonhos...

Não são palavras
Atiradas ao vento
Quando desejares algo
Aponta...para o firmamento.

No teu canto secreto
Da tua alma
Já desenhaste
Aquilo que um dia
Em algum momento no tempo almejaste.

E agora queres
Que tudo se torne realidade e também
Que nada fique para trás
Nem ninguém.

Sabes bem que quando
Alcançares aquilo que um dia sonhaste
À tua maneira...
A criança que há em ti
Irá sorrir a tarde
A noite... e a manhã inteira...

As tuas recordações
O teu ser vai de certeza lembrar - se
Que quando eras menino (a)
E tudo brilhava à tua  volta...
Sonhaste e agora conseguiste tudo
Aquilo que almejaste.

Não são palavras atiradas
Ao vento
Quando almejares algo...
Aponta para o firmamento...






Pai

Pai...uma palavra tão pequena
do tamanho do mundo.

E quando a jogamos ao vento
Essa pequena  palavra  volta
Sempre sorridente
Ao nosso pensamento.

Sei que não te foste embora
Estás aqui sempre ao pé de mim
Não duvido,
E assim será  mesmo depois  do fim... quando já não houver
Palavras para escrever...
E mais nada para dizer.

Por outro lado há palavras que não nos largam
Ficam gravadas na nossa alma
É a primeira que dizemos...
Para nunca mais a esquecermos...


Para o meu pai Artur Rosa Lopes

Não trates mal...

Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Botões de punho de ouro e de prata
E desenhos coloridos na gravata.

Não trates mal quem te quer bem
Só porque  essa pessoa não tem
Sapatos envernizados, cabelos aloirados...
E um cinto de marca daqueles muito caros.

Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Um automóvel topo de gama com o tabliet em
Madeira de teca
E uma garrafa de whiskey reservada na discoteca.

Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Casas com escritos na janela
Para arrendar a preços de causar inveja.

Não tratas mal que te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Em sua casa, prateleiras de sapatos, reluzentes que nunca usou
E armários cheios de roupa de marca, Luís Vuitton.

Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem...
Uma lareira em mármore
Da Toscana e estátuas em posição airosa
E jardins com o chão
Coberto de pétalas de rosa.

Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem...
Uma casa de campo do tamanho do mundo com
Uma piscina de água azul e tão transplante
Que se consegue ver o fundo.

Não trates mal que tem quer bem
Porque essa pessoa também tem...
Coração alma e sentimentos.










Elegia às árvores

Na beira interior
Mesmo à beirinha de uma, 
Estrada de terra  
Um carvalho erguia - se imponente.

Tão grande como uma montanha 
Dizia - se lá na terra 
Se alguém conseguisse subir
Aos  seus ramos  mais altos, sem cair cá em baixo
Tocava no céu. 

Os pássaros adoravam os seus  ramos 
Sobretudo os mais novos
Felizes saltavam de ramo em ramo 
E na primavera faziam os ninhos entre a ramagem  aonde
Colocavam os seus ovos. 

Tinha uma sombra formidável 
Fazer um piquenique à sua beira 
Era uma...
Experiência muito prazenteira e inolvidável.

As suas  folhas eram de mil cores 
Havia para todos os gostos...
Amarelas, verdes, vermelhas, alaranjadas
Umas no chão outras ainda nos seus 
Ramos penduradas.

E tinha de vir alguém
Que não queria saber de coisa nenhuma...
Cego pelo prazer de acabar com a beleza
Daquela magnífica paisagem.

O povo também disse... nada
E como quem cala consente,
Lá se forjou mais um crime ambiental...
Pela calada.

Que idades terias 
Talvez mil anos...talvez mais 
Mas apenas foram precisos 
Alguns minutos e um machado 
para te executarem sem te puderes
Defender...o que ficou?Uma  paisagem mais 
Pobre, sem sombra, sem cor, sem o teu corpo protector
E sem as risadas das crianças brincando ao teu redor.

Se queremos que a humanidade
Perdure temos de aprender a viver
Da natureza e não contra a natureza
Não podemos tratar desta maneira vil e bacoca
Um planeta que nos dá tudo sem pedir nada em troca




    

domingo, 14 de julho de 2019

Sonhos de pé curto

Quando nos transformamos
Em nós mesmos,
Somos felizes...
E nem sequer nos apercebemos disso.

Nem quando nos criticam
Negativamente ligamos,
Porque demasiado
Felizes e compenetrados estamos...

Mas para lá chegarmos muita
Sela passou por baixo
Dos nossos corpos
E muitas vezes sem querer...atrasámos-nos
E entramos por caminhos tortuosos.

Em Portugal quando queremos alguma coisa
É tudo muito difícil...
É como querer passar
Só com uma asa um precipício.

E se te falha o golpe de asa
A meio da viagem,
A pessoa vai ter
Uma complicada aterragem...

Porque quem vive
Nas nuvens quando cai,
A altura é grande...
Mas quem não sonha não sabe para onde vai.

Sonhos de pé curto
Em Portugal só sonhos de pé curto...
Assim o tombo é menor e se caíres  não passas do chão
Ou quem sabe até pode conseguires o teu quinhão...

Sonhos de pé curto
Esqueçam os sonhos de pé alto
Assim a mão
Emendo...agora...
O que fazer para ser feliz entendo...
Sonhos de pé curto... a todos recomendo.








A esvoaçar no espaço

Gostava de ser uma águia
A esvoaçar no espaço... de longas asas
E pequenas
Penas...

Lá de cima via tudo
O que me interessava,
E o que não me interessava numa perspectiva
Muito mais cuidada...e o meu “momento” aguardava.

Cometia menos enganos
Não seguia erradamente alguns impulsos do coração
E assim não ia
Tantas vezes ao chão.

Apanhava aquele vento quente
Que sopra quando,
Metemos na cabeça que podemos alcançar
O que desejamos...mexendo os nossos neurónios
Suavemente...

Mas as águias também sabem
Quando desaparecer de circulação
Reavaliar, e  transformar em bom
A sua actual situação.

E qual fênix
No meio das cinzas...
Refletir,  aprender
Levantar - se e renascer...

Gostava de ser uma águia
A esvoaçar no espaço
E passava por "certos momentos" sem
Me magoar...e voava...e voava...e voava...



Linda

Num verão
A meio da tarde fui para a praia
A areia escaldava
O sol convidava a tomar banho.

Foi então que te vi
Pela primeira vez
Algo em mim mudou senti - me
Diferente...diferente...

O teu cabelo ao vento
O teu corpo escultural
Fazia qualquer um querer perder-se
Para depois se encontrar
A mulher perfeita para namorar.
A mulher perfeita para namorar.

Eras uma mulher como nunca vi
Tentei aproximar - me de ti
Mas desviaste o olhar
Não consegui continuar...

Linda porque não quiseste
Fazer parte da minha vida
Eras para mim uma saída...
Para um mundo novo para um
Mundo melhor...

Linda...linda
Nunca soube o teu nome
Nem o que pensavas de mim.
Às vezes lembro-te de ti...Linda...Linda...

Nota: esta letra pertence a uma canção minha neste caso música pop “Linda”.



Na lezíria

Quanto te vi na lezíria
Montavas um cavalo branco
Quiz logo saber quem era,
Aquela linda  mulher...
Tudo fazias com graça era um
Gosto ver-te galopar.

Numa manhã cinzenta o rio
Estava revolto,
O teu alazão perdeu - se
Ninguém dava com ele.

Viste  te o nascer acompanhaste
Os seus primeiros passos...
Ficas-te inconsolável perdida
No vazio.

Ouviu - se um relincho
No meio da pradaria...
Era o teu cavalo
Que regressava a casa.

A sua crina ao vento
A sua maneira de galopar
Era tão bonito
Só lhe faltava falar...
Era tão bonito só lhe faltava falar.

Nota: esta letra é de um fado meu “Na lezíria”.



quinta-feira, 11 de julho de 2019

Não confundam

Não confundam
O azul do céu com
O amarelo-verde
Do campo.

Não confundam
O vento quente
Da tarde com...a brisa
Fresca, matinal, não é comparável...
Mas é inolvidável.

No campo existem
Flores de todas as cores,
Ao sol nascer...
Doce sinfonia...que não é para ouvir
Mas para ver...

Ao meio dia os pássaros
Piam, cantam e dão voos rasantes
Sobre a planície...
Usando os seus corpos leves
E sempre muito elegantes.

Na tarde campestre e soalheira
Ergue-se uma brisa muito suave
A imitar  o voo da ave...
Que pousa suavemente na areia.

O vento desce das montanhas
Sorridente,  quer par e não tem,
E então empurra as flores suavemente e assobia
E fá - las dançar
Ao som de uma secreta melodia.

O lusco-fusco imponente e majestoso
Numa tarde de verão...
Mistura o amarelo alaranjado com o vermelho
E deixa extasiada a nossa vista e o nosso coração.

A noite estende o seu manto
Sobre a planície...
Mas qual pintura de Miguel Ângelo
O Caravaggio,  as sombras dão lhe vida
E o  silencio de ouro adormece os corpos cansados
Da labuta do dia a dia.











quarta-feira, 10 de julho de 2019

Os deuses

O tempo da poesia  é claro
É quando os deuses
Decidem fazer...
Uma festa no Olimpo.

Para se entreterem
Deixam cair um pó magico
Em direção há terra só os poetas
O vêem.

Este pó em demasia
Pode enlouquecer,
O poeta menos experiente...
Que fica o dia todo obcecado pelos poemas que
Tem em mente...
E não deixa sair o que respira...
suavemente.

Tem de se sentir o pó
A envolver os sentidos
Depois  é vestir
Os poemas que nesta fase ainda estão  de sentido
Despidos...

Aos poucos o poema
Vai tomando forma, dá coices tremendos,
Garanhão maldito, tem ventas de fogo, não quer ser domado...
Mas depois da luta vai descansar  pastando
Calmamente por um pasto, verde amarelo, pelo poeta inventado.

Lá em cima no Olimpo
Os deuses são informados que um poeta
Fez mais um poema querem ler a obra prima,
Gostam daqueles poemas onde existe pouca palha...
E muita rima.

Desdobram o rolo de papiro
E começam a ler...e leem em voz alta
Para todos ouvirem se for bom aplaudem
E dizem que sim com a cabeça e podem estar nisto a noite inteira,
Por vezes levam alguns poemas para a sua mesa de cabeceira.

Se for mau
Riem - se sem pudor e com desdém
Dizem abertamente “este infeliz coitado
Talento não tem"...

O poeta não desiste
O poema não ficou bom?
Foi do pó magico, estava muito rarefeito,
Por causa disso mas também porque não era o dia do poeta,
O poema ficou sensaborão e imperfeito.
Por vezes o encanto
Do poema perde - se a quem lhe chame
A esse encanto inspiração há quem lhe chame
Pó magico...pelos deuses enviado... é a mesma coisa
É algo que anda no ar e só por breves momentos
Na mente dos grandes poetas poisa.








Da mansarda

Da mansarda da minha sina
Observo  o que me reserva
A sapiência dos livros,
Misturada com a experiência da vida.

Para  mim para ser feliz basta - me observar
As flores do campo,
E o cheiro da palha...
Enrolados entre si e a beijarem - se dolentes  na tarde calma...

Nós somos uma mistura entre a vida
E uma  força vital
Que nos impele a sobreviver
No meio de um pantanoso matagal.

Mas também precisamos de obstáculos
Para  ultrapassar,
Senão ficamos doentes, a nossa alma quer viver freneticamente
E por tudo cá para fora... tudo o que tem em  mente

O que precisamos
Mesmo fazer? Para não enlouquecer
Uma viagem descansada
Ao nosso âmago e ao nosso querer.

Só para ver
Se ainda somos  aquele ser
Que deu à luz uma vida e que teve
Aquela fantasia de criar
O seu próprio  portefólio e de  viver... de uma
Maneira  descomplicada o dia a dia.

Apesar de tudo às vezes
Mas só às vezes gostava  de ser diferente...
Nem que seja por um momento
Mas pode...
A cauda abanar o cão
Pode a árvore empurrar o vento?

Questões...  questões...  questões...
Que mudam consoante a nossa disposição
Mas resposta é sempre a mesma...
O que está na hard-drive determina o que tu és
Não existe chave de fendas para substituir
Essa drive... so get in and drive...drive...drive...
Para onde?Não sei...drive...drive...drive...



































domingo, 7 de julho de 2019

Se...

Se tu amas alguém chamas essa pessoa
E essa pessoa  não vem...
Essa pessoa,
Ama alguém que não a ti.
Deixa - a  partir
E ser feliz com outrem.
Se tu amas alguém,
E se  ao chamares essa pessoa
Essa pessoa vem...
É porque amas alguém,
Que te ama também.
Mas se chamas alguém
E essa pessoa não vem...
Deixa - a partir
E ser feliz com outrem...

Se tu amas alguém...

terça-feira, 2 de julho de 2019

D. Sebastião o regresso do Rei

Sebastião o regresso do Rei

O príncipe real nasceu
Num belo dia de Janeiro e sem o saber 
Iria na história... 
Uma das mais gloriosas páginas escrever.

Este monarca maior 
Era o Rei D. Sebastião...
Da segunda dinastia portuguesa 
Que deixou muito feliz o povo e a ditosa realeza.

Quando o monarca nasceu
Nuvens vermelhas cruzaram a abóbora celeste
E uma nuvem em forma de espada e outra em forma de coroa de ouro
Alguém viu no céu...
E todos pensaram ser um bom agoiro.

O príncipe gostava
Das artes da guerra, manejava bem
A espada, o sabre e o punhal...
Era um dos melhores guerreiros de Portugal.

O D. Sebastião gostava de ler a Bíblia
E era muito devoto...
Conhecia os salmos de cor
Tinha sempre ao pé de si o crucifixo o cilício e o confessor

O Rei leu os filhos do Luís no papel impresso
E ficou muito impressionado...
Sentiu dentro de si o ímpeto da cruzada,
E dizem que deu um urro e beijou a sua espada.

No seu cérebro desenhou
Assim a batalha perfeita...
Atacava os seguidores de Alá na sua terra e enchia se de glória
E aos poucos ia escrevendo a sua história.

O Rei herdou o trono
No meio de muita festa e muitos vivas a El Rei
A alta nobreza queria arranjar lhe um herdeiro
Mas o Rei era exigente
E de acertaram não havia meio.

Muitos tentaram demovê-lo de fazer guerra
Para o norte de africa,
Mas o Rei estava irredutível e queria ir guerrear
E aos golpes de espada a sua Nêmesis superar.

O Rei foi à Espanha
Para convencer o Filipe II seu tio
A ajudá-lo na sua cruzada
Contra os mouros por si planeada

O monarca não foi nisso
E terá exclamado mais tarde
“Se D. Sebastião vencer que genro teremos
Se perder que reino teremos”.

Os que tentaram demover
O Rei era demovido por sólidos argumentos
Ou estes calavam a boca,
Ou iam todos para a forca.


A armada foi construída
Na Ribeira das naus
Pelos melhores carpinteiros e calafates
Que conheciam muito bem as suas artes.

A armada partiu para o norte de África
Convencidos de uma vitória fácil.
Todos queriam nela participar
E a todo o pano começaram a navegar pelo mar.

Estava bom tempo
Os nobres já faziam contas às justas...
Quem é que ficavam com o quê pensavam,
Enquanto os punhais, e as espadas afiavam.

Na nau muito aperaltada
O Rei viajava com os seus correlegionários
A maresia cheiravam...queriam sangue
Queriam guerra,
Alguns ainda novos muito apreensivos estavam
E para regressar à sua pátria
A todos os Santos rezavam.

A armada fundeou ao largo da terra africana
Os soldados de armadura completa
E de viseira puseram os pés em terra
E partiram ainda muito longe da sua meta.

Sol de Agosto
Calor sufocante
O exército português arrastava-se
E já cansado no meio das dunas parou
Um pouco...
E sem saber já estava sitiado pelo exército inimigo que sem
Apelo nem agravo os cercava.

Os exércitos engalfinharam-se
A batalha dos três Reis teve início
Uns combatiam pela pátria, outros
Para a defender outros só pelo vício.

O Rei D. Sebastião na sua armadura
Toda brilhante destacava-se
Em gestos bélicos bem delineados
Deixava os inimigos aos bocados.

Os muçulmanos eram em número muito superior
O Rei português foram rodeando
Os golpes de cimitarra foram-lhe dando
As areias do deserto levantarem-se
Porque ver o Rei perecer mesmo lutando
Não era bem visto e a pátria portuguesa
Aos poucos foi-se enlutando.

Todos estes anos passados
E ninguém esqueceu
El-Rei D. Sebastião ele está 
Na nossa cabeça e no nosso coração

Na actualidade
As velhinhas,
No cais do Sodré
Repetem a ladainha.

O Rei D. Sebastião
Era um bravo
Lutou como um leão
Na batalha dos três Reis.
E pereceu...
O Rei não errou
Foi mal aconselhado
Mas um dia vai voltar
Envolto em gloria rodeado
Pelos nobres pelo povo
Num dia de nevoeiro.


Viagem à Índia II



 Viagem à Índia II

Na Índia fazia falta um homem
De barba rixa para impor,
Respeito e continuar a fazer
O Império português do oriente crescer.

Pedro Álvares Cabral desentendeu-se com o Rei
E não quis ir pela segunda vez à Índia
Talvez a malária já lhe andasse a rondar
A pele e este dispensou regressar ao mar.

A armada de Vasco da Gama
Fez-se ao caminho marítimo
Desta vez eram vinte as naus
Que levavam o brasão de Portugal e as suas armas
Bem ao alto para todos verem

O cabo da boa esperança manhoso
Lá estava, nas suas águas tubarões gigantes
Aguardavam pelos incautos felizmente
Todos passaram no teste e no oceano Índico entraram.

No oceano Índico Vasco da Gama
Ainda longe da terra dos homens de turbante
Revelou a sua mestria
E descobriu as ilhas
Do almirante.

O almirante já não ia para novo
As suas famosas barbas já não eram
Todas negras já havia cabelos grisalhos
Quando as coisas não corriam a seu jeito
Esquecia os bons modos e os seus ataques de fúria
Eram bem conhecidos de todos.

O Miri navio muçulmano
Navegava no Índico orgulhoso e altaneiro
No seu convés viajavam alguns dos mais ricos mercadores muçulmanos...
A ordem era para destruir todos estes navios nem que fosse
Preciso bombarde-lo o dia inteiro.

E assim foi
Num momento menos bom
As bombardas subiram o tom
E fizeram-se ouvirem com estrondo
E depressa apanharam-lhe o jeito
E foi tudo a eito.

O Miri foi destruído e afundado
As crianças foram poupadas
As almas dos que pereceram
Sejam louvadas.

A viagem continuava
A tripulação cheirava o sangue
Que por aí vinha
Os marinheiros não se continham
E à mínima provocação e discussão
Que não eram parcas
Havia amiúde entre eles lutas de facas.

Alguém avistou a Índia
Lá estava a terra hindu onde havia uma feitoria
Portuguesa...onde sessenta lusos tinham sido todos deixados
Mas como Vasco da Gama viria a
Descobrir tinham sido todos chacinados.

As desculpas do Samorim não vingaram
E Calecute foi bombardeada
A ferro e fogo,
Alguns hindus foram cortados aos pedaços
E postos num cesto
O almirante escreveu num papel
Que entregou ao Samorim dizendo – lhe.
Faça caril com isto.

Houve lutas entre o Samorim de Calecute
E o Rajá de Cochim
Os portugueses tiveram de intervir
Para que a guerra tivesse um fim.

Uma feitoria portuguesa foi construída em Cochim
No meio de muitas lutas e muitas febres
Mas a lá se conseguiu fazer
E orgulhosamente as armas de Portugal durante muito tempo
Na sua parede orgulhosamente susteve

Armada regressou
À sua pátria Vasco da Gama
Foi louvado, pelos seus feitos e pela sua coragem
E iria voltar a Índia numa terceira viagem




















Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...