Sebastião o
regresso do Rei
O príncipe real
nasceu
Num belo dia
de Janeiro e sem o saber
Iria na
história...
Uma das mais
gloriosas páginas escrever.
Este monarca
maior
Era o Rei D.
Sebastião...
Da segunda
dinastia portuguesa
Que deixou
muito feliz o povo e a ditosa realeza.
Quando o
monarca nasceu
Nuvens
vermelhas cruzaram a abóbora celeste
E uma nuvem
em forma de espada e outra em forma de coroa de ouro
Alguém viu
no céu...
E todos
pensaram ser um bom agoiro.
O príncipe
gostava
Das artes da
guerra, manejava bem
A espada, o
sabre e o punhal...
Era um dos
melhores guerreiros de Portugal.
O D.
Sebastião gostava de ler a Bíblia
E era muito
devoto...
Conhecia os
salmos de cor
Tinha sempre
ao pé de si o crucifixo o cilício e o confessor
O Rei leu os
filhos do Luís no papel impresso
E ficou muito
impressionado...
Sentiu dentro
de si o ímpeto da cruzada,
E dizem que
deu um urro e beijou a sua espada.
No seu
cérebro desenhou
Assim a
batalha perfeita...
Atacava os
seguidores de Alá na sua terra e enchia se de glória
E aos poucos
ia escrevendo a sua história.
O Rei herdou
o trono
No meio de
muita festa e muitos vivas a El Rei
A alta
nobreza queria arranjar lhe um herdeiro
Mas o Rei
era exigente
E de
acertaram não havia meio.
Muitos
tentaram demovê-lo de fazer guerra
Para o norte
de africa,
Mas o Rei
estava irredutível e queria ir guerrear
E aos golpes
de espada a sua Nêmesis superar.
O Rei foi à
Espanha
Para
convencer o Filipe II seu tio
A ajudá-lo
na sua cruzada
Contra os
mouros por si planeada
O monarca
não foi nisso
E terá exclamado
mais tarde
“Se D.
Sebastião vencer que genro teremos
Se perder
que reino teremos”.
Os que
tentaram demover
O Rei era demovido
por sólidos argumentos
Ou estes
calavam a boca,
Ou iam todos
para a forca.
A armada foi
construída
Na Ribeira
das naus
Pelos
melhores carpinteiros e calafates
Que conheciam
muito bem as suas artes.
A armada
partiu para o norte de África
Convencidos
de uma vitória fácil.
Todos
queriam nela participar
E a todo o
pano começaram a navegar pelo mar.
Estava bom
tempo
Os nobres já
faziam contas às justas...
Quem é que
ficavam com o quê pensavam,
Enquanto os
punhais, e as espadas afiavam.
Na nau muito
aperaltada
O Rei
viajava com os seus correlegionários
A maresia cheiravam...queriam sangue
Queriam
guerra,
Alguns ainda
novos muito apreensivos estavam
E para
regressar à sua pátria
A todos os
Santos rezavam.
A armada
fundeou ao largo da terra africana
Os soldados
de armadura completa
E de viseira
puseram os pés em terra
E partiram
ainda muito longe da sua meta.
Sol de Agosto
Calor
sufocante
O exército
português arrastava-se
E já cansado
no meio das dunas parou
Um pouco...
E sem saber
já estava sitiado pelo exército inimigo que sem
Apelo nem
agravo os cercava.
Os exércitos
engalfinharam-se
A batalha
dos três Reis teve início
Uns
combatiam pela pátria, outros
Para a
defender outros só pelo vício.
O Rei D.
Sebastião na sua armadura
Toda
brilhante destacava-se
Em gestos
bélicos bem delineados
Deixava os
inimigos aos bocados.
Os
muçulmanos eram em número muito superior
O Rei
português foram rodeando
Os golpes de
cimitarra foram-lhe dando
As areias do
deserto levantarem-se
Porque ver o
Rei perecer mesmo lutando
Não era bem
visto e a pátria portuguesa
Aos poucos foi-se
enlutando.
Todos estes
anos passados
E ninguém
esqueceu
El-Rei D.
Sebastião ele está
Na nossa
cabeça e no nosso coração
Na actualidade
As velhinhas,
No cais do
Sodré
Repetem a
ladainha.
O Rei D. Sebastião
Era um bravo
Lutou como
um leão
Na batalha
dos três Reis.
E pereceu...
O Rei não
errou
Foi mal
aconselhado
Mas um dia
vai voltar
Envolto em
gloria rodeado
Pelos nobres
pelo povo
Num dia de
nevoeiro.
Sem comentários:
Enviar um comentário