O tempo da poesia é claro
É quando os deuses
Decidem fazer...
Uma festa no Olimpo.
Para se entreterem
Deixam cair um pó magico
Em direção há terra só os poetas
O vêem.
Este pó em demasia
Pode enlouquecer,
O poeta menos experiente...
Que fica o dia todo obcecado pelos poemas que
Tem em mente...
E não deixa sair o que respira...
suavemente.
Tem de se sentir o pó
A envolver os sentidos
Depois é vestir
Os poemas que nesta fase ainda estão de sentido
Despidos...
Aos poucos o poema
Vai tomando forma, dá coices tremendos,
Garanhão maldito, tem ventas de fogo, não quer ser domado...
Mas depois da luta vai descansar pastando
Calmamente por um pasto, verde amarelo, pelo poeta inventado.
Lá em cima no Olimpo
Os deuses são informados que um poeta
Fez mais um poema querem ler a obra prima,
Gostam daqueles poemas onde existe pouca palha...
E muita rima.
Desdobram o rolo de papiro
E começam a ler...e leem em voz alta
Para todos ouvirem se for bom aplaudem
E dizem que sim com a cabeça e podem estar nisto a noite inteira,
Por vezes levam alguns poemas para a sua mesa de cabeceira.
Se for mau
Riem - se sem pudor e com desdém
Dizem abertamente “este infeliz coitado
Talento não tem"...
O poeta não desiste
O poema não ficou bom?
Foi do pó magico, estava muito rarefeito,
Por causa disso mas também porque não era o dia do poeta,
O poema ficou sensaborão e imperfeito.
Por vezes o encanto
Do poema perde - se a quem lhe chame
A esse encanto inspiração há quem lhe chame
Pó magico...pelos deuses enviado... é a mesma coisa
É algo que anda no ar e só por breves momentos
Na mente dos grandes poetas poisa.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
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