Mesmo à beirinha de uma,
Estrada de terra
Um carvalho erguia - se imponente.
Tão grande como uma montanha
Dizia - se lá na terra
Se alguém conseguisse subir
Aos seus ramos mais altos, sem cair cá em baixo
Tocava no céu.
Tocava no céu.
Os pássaros adoravam os seus ramos
Sobretudo os mais novos
Felizes saltavam de ramo em ramo
E na primavera faziam os ninhos entre a ramagem aonde
Colocavam os seus ovos.
Colocavam os seus ovos.
Tinha uma sombra formidável
Fazer um piquenique à sua beira
Era uma...
Experiência muito prazenteira e inolvidável.
As suas folhas eram de mil cores
Havia para todos os gostos...
Amarelas, verdes, vermelhas, alaranjadas
Umas no chão outras ainda nos seus
Ramos penduradas.
E tinha de vir alguém
Que não queria saber de coisa nenhuma...
Cego pelo prazer de acabar com a beleza
Daquela magnífica paisagem.
O povo também disse... nada
E como quem cala consente,
Lá se forjou mais um crime ambiental...
Pela calada.
E tinha de vir alguém
Que não queria saber de coisa nenhuma...
Cego pelo prazer de acabar com a beleza
Daquela magnífica paisagem.
O povo também disse... nada
E como quem cala consente,
Lá se forjou mais um crime ambiental...
Pela calada.
Que idades terias
Talvez mil anos...talvez mais
Mas apenas foram precisos
Alguns minutos e um machado
para te executarem sem te puderes
Defender...o que ficou?Uma paisagem mais
Pobre, sem sombra, sem cor, sem o teu corpo protector
E sem as risadas das crianças brincando ao teu redor.
Se queremos que a humanidade
Perdure temos de aprender a viver
Da natureza e não contra a natureza
Não podemos tratar desta maneira vil e bacoca
Um planeta que nos dá tudo sem pedir nada em troca
Se queremos que a humanidade
Perdure temos de aprender a viver
Da natureza e não contra a natureza
Não podemos tratar desta maneira vil e bacoca
Um planeta que nos dá tudo sem pedir nada em troca
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