terça-feira, 16 de julho de 2019

Elegia às árvores

Na beira interior
Mesmo à beirinha de uma, 
Estrada de terra  
Um carvalho erguia - se imponente.

Tão grande como uma montanha 
Dizia - se lá na terra 
Se alguém conseguisse subir
Aos  seus ramos  mais altos, sem cair cá em baixo
Tocava no céu. 

Os pássaros adoravam os seus  ramos 
Sobretudo os mais novos
Felizes saltavam de ramo em ramo 
E na primavera faziam os ninhos entre a ramagem  aonde
Colocavam os seus ovos. 

Tinha uma sombra formidável 
Fazer um piquenique à sua beira 
Era uma...
Experiência muito prazenteira e inolvidável.

As suas  folhas eram de mil cores 
Havia para todos os gostos...
Amarelas, verdes, vermelhas, alaranjadas
Umas no chão outras ainda nos seus 
Ramos penduradas.

E tinha de vir alguém
Que não queria saber de coisa nenhuma...
Cego pelo prazer de acabar com a beleza
Daquela magnífica paisagem.

O povo também disse... nada
E como quem cala consente,
Lá se forjou mais um crime ambiental...
Pela calada.

Que idades terias 
Talvez mil anos...talvez mais 
Mas apenas foram precisos 
Alguns minutos e um machado 
para te executarem sem te puderes
Defender...o que ficou?Uma  paisagem mais 
Pobre, sem sombra, sem cor, sem o teu corpo protector
E sem as risadas das crianças brincando ao teu redor.

Se queremos que a humanidade
Perdure temos de aprender a viver
Da natureza e não contra a natureza
Não podemos tratar desta maneira vil e bacoca
Um planeta que nos dá tudo sem pedir nada em troca




    

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