sexta-feira, 12 de junho de 2026

Ainda tens ...

 Ainda tens …


Não estás sozinho nesta vida
Não tens que subir a montanha sozinho
Podes entrar na porta dos teus sonhos
E não deslizares para o fundo
Ergueres-te como quem não se cala
E conquistares o teu lugar no mundo

Ainda tens o tempo contigo
Para te levar por entre as tempestades
E pelas intempéries
Em direção a um porto
De abrigo …

Não queiras tudo para amanhã
Nem sempre nesta vida tudo é
Certinho … por vezes nada que queremos 
Parece fazer sentido …
Porque existem sonhos que demoram
Que parecem fugir com a idade
Por esse mundo fora … sem cabeção. 
Nem rédeas …
Mas estes esperam por ti
Acredita e sem ti não se vão embora.

Tens fogo na alma
Tens energia a palpitar
E a vibrar
No teu cerne …
Que quando quer
Não hesita perante nada

Ainda podes conquistar qualquer montanha …
Rasgar horizontes como quem
A sua vontade beija e o seu livre arbítrio
Enaltece, porque não podes ficar aquém
Daquilo que sempre sonhastes …

Ainda tens o tempo contigo
Para te levar por entre as tempestades
E as intempéries
Em direção a um porto de abrigo …

Os sonhos fogem para serem apanhados
Por entre o nevoeiro,
E a neblina como um cavalo selvagem
De fogo e de pranto que só nós
Podemos domar e levar connosco
Para o nosso jardim secreto.

E tudo se alinha e ajeita
Mesmo cansados sabemos
Que o nosso futuro lá na frente espreita
Para nos dar o que sempre desejamos
Pelo meio dos espinhos e das rosas
E de alguma sorte … conquistamos tudo o que queríamos …
Nesta vida.

Ainda tens o tempo contigo
Para te levar por entre as tempestades
E as intempéries …
A meditar em erros idos não te gastes 
Parte em direção a um porto de abrigo ,,,
E conquista tudo o que sonhastes.








sábado, 6 de junho de 2026

Escondido

Escondido …


Vais pelo Sol
Dormes na sombra dos
Teus pensamentos …
Gostas do silêncio da lua
O vento embala-te com o seu 
Uivar ondulante.

Lavas o discernimento num oceano
Que se estende por um imenso e
profundo mar azul ...
Quase tão grande como
O universo …
E ao mesmo tempo gigântico e imensurável.

Escondido nas amarras do destino
Lutas por sobreviver
Cada dia uma luta aguerrida ou mais leve,
Para segurar o caminho escolhido
No meio de uma miríade de escolhas possíveis.

Quando encontraste o teu equilíbrio
Lanças-te amarras profundas no teu cerne …
Seguraste as pontas para não cair
Num qualquer abismo sem solução.

O silêncio também tem música
Mas só se revela quando
O nosso ego se sente preenchido
Por lutas que deixaram o nosso corpo ferido …
Mas sempre pronto para o próximo combate.

A armadura construída
Por anos de observação, vivências
E experiências algumas falhadas outras não … 
Mas forjadas no teu livre arbítrio e no teu querer …
Já te deixaram imune ...
Ao que o mundo de menos bom tem 
Para oferecer.

O planeta viaja no espaço sem GPS
Quem é que vai aos comandos?
Tem de ser Deus … este navega
tão ordeiramente … sem se desviar da sua rota …
Temos de confiar e acreditar 
Nas nossas escolhas ele está por trás de tudo.


domingo, 17 de maio de 2026

Estrada da vida

Estrada da vida

O mar tranquilo lá ao fundo
Colhe os elogios das pessoas
Que passam … tudo brilha
À nossa volta quando é assim dissemos 
Que vislumbramos um mar de senhoras.

Quem sobe lá em cima
À torre de menagem
Cá em baixo vê parte
Da nossa história
E as pessoas vão e veem
E não largam o local aonde nasceram fascinados pela
Sua existência sempre a roda das mesmas coisas.

No fundo nos vemos o que
Queremos ver …
Enquanto os cães ladram
A caravana vai fazendo tudo o pode
Para sobreviver.

Muitos caminhos que percorremos
Não levam a lado nenhum
O que fica? O que aprendemos?
Um alerta que nos pede para
Não voltarmos a percorrer
Semelhante labirinto,
Ao menos ficamos a saber
Por aonde não ir …

Cada encosta que subimos 
É uma oportunidade
Para aprender, para conhecer,
Para ficarmos mais fortes.

Mas existe sempre um tigre que nós vigia
Os movimentos … no meio da selva entre
Os arbustos, os Bayan e as moringas
Este espreita a nossa vida
Um deslize da nossa parte
E lá veem uns enormes
Dentes dilacerarmos a alma
Nesse momento temos de rodar com ele 
Olhar-lhe nos olhos e manter a clama 
Para este saber que não temos medo de nada.

Só existem dois tipos de pessoas
No mundo as que construem
E as que destroem …
Porque não sei … a alma humana
Tem muitas curvas e contra curvas.

O velho mocho no meio
Das árvores observa a dinâmica
Das sociedades … a maior
Parte do tempo está calado
Basta-lhe o vento, o Sol a chuva
E algum alimento é feliz assim.
Este não se mete com ninguém
Ninguém o importuna e assim vai …
Vivendo, comendo, bebendo, amando
Conversando com quem o consegue entender … 
Quando não fala pia só porque sim …

Quando a alma toca
O teu céu …
Eleva-te o pensamento
Vais subindo a estrada da vida
Somando pontos ao teu jogo interior.

Vais subindo …
E a tua ansiedade desce
Amando flores que nunca viste
Saboreando beijos que nunca deste
Ao menos estás feliz não estás triste
O que importa é o que a nossa alma sente
Mesmo que sejam só fantasias …

Foste pela seara velha
Colhendo flores e prantos
E colocando-as na gamela … 
Puseste as em cima da mesa só para iluminares o teu esquecimento … 
Quando tudo brilhava a tua volta e as manhãs eram tranquilas e suaves …

Não andes atrás de sombras
Não andes …
Que esse caminho é enganador
De quando subias os braços maternos
Em busca de proteção e calor
E todos se reuniam a volta da lareira
Vendo as chamas azuis e vermelhas dançar 
Um bailado muito bem coreógrafado e ousado … 
Mas verdadeiro sincero e leal.

Viste o cão grande de pelo acastanhado que passou 
Ali na estrada batida lá em baixo? 
Tem a sua missão bem definida
E adora sentir o vento no seu rosto
E ver a luz mudar durante o dia
Enquanto recorda os jogos que fazia,
Quando era pequeno … naquele terreno
Aonde todos tinham serventia e o povo todo se ria e se divertia …
Jogando jogos daqueles muito simples, conversando, bebendo
E esquecendo os problemas do dia a dia …

Viste alguma coisa ou não viste nada,
Enquanto subias pela velha estrada?
Será que só vemos o que o nosso interior
Quer ver?
Viste as azinheiras … vi …
Viste as flores emparelhadas todas lado a lado … vi …
Viste os pássaros a esvoaçar lá no alto … vi ...
Viste todos os amores que tiveste na vida … vi …
Todas as vitórias que fiz minhas … sim …
E tudo o que existe para conquistar e mais além ...
Estou sempre preparado para subir mais uma encosta,
Lá de cima tudo parece fazer sentido o horizonte
Aponta para aonde queremos ir …




sábado, 16 de maio de 2026

Palavras

Os sonhos nascem das palavras
Ditas ou pensadas …
Não existe nada mais poderoso
Que as palavras nem o tempo as consegue apagar.

As palavras não se deixam apanhar
Pelo mainstream … de quem não cultiva a erudição mental …
Temos que cultivar o intelecto
E a sapiência
Para as conseguir interpretar.

É assim desde Homero
Um escritor, e poeta grego,
Que escreveu com a sua pena
As aventuras de heróis e deuses
Loucos pelos cabelos loiros de Helena.

As letras são uma espécie de grande fogueira
Que nunca arde mas ilumina
Pelo menos desde os sumérios,
Toda a humanidade.

E tudo teve início numas pequenas placas
De barro cozido com escritos em cunha 
do tamanho de uma unha 
Mas que se conseguia ler e compreender o significado.

Muito Sol já apareceu
E desapareceu no horizonte
Desde esse tempo …
Muita palavra foi escrita muitas vezes
Em condições precárias,
Enquanto o seu autor procurava pessoas 
Para ser lido, compreendido e se dar a conhecer

Toda a Arte tem início com palavras
Ditas ou pensadas sem estas
Não existe algo que a sustente apenas concretizações desconexas 
Imperceptíveis sem base para sustentar um pensamento
Analítico, concreto, imorredouro.

As letras são uma árvore gigante primordial com longos troncos,
Que crescem em florestas secretas ditadas 
Pelo entendimento humano.
Em qualquer local do planeta escritores
E poetas alimentam a dita árvore com novos ramos
E folhas ditosas do seu legado.

As palavras por vezes
São maiores que o pensamento
Porque idealizamos algo no início da nossa vontade de fazermos algo …
E nasce um desiderato completamente diferente 
Do que tínhamos pensado mas superior mais belo, mais bem congeminado.

Estas são vento, granizo, tempestade, 
Calma e vontade de mudar as coisas, moldam tudo a sua volta …
Pelo menos desde que a humanidade
As aprendeu a desenhar em pequenas placas
De barro cozido em Ur, Lagash ou Nippur.

Contando factos, histórias, pactos, actos grandiosos
E grandes progressos …
Que só ficaram impressos, porque essas palavras foram gravadas,
Por alguém no tempo e no espaço ao longo de milhares de anos.

E preciso ler e cultivar o intelecto 
Para não cairmos nas escadas
Dos nossos próprios pensamentos 
E sermos ultrapassados 
E ficarmos sem norte
Vendo os outros evoluir 
É nós sempre a cair 
No esquecimento ...

Queremos coisas diferentes com sabor a novo 
Mesmo ... 
Que demore algum tempo
A sermos lidos,
Aceites.
Ouvidos …
E compreendidos.

Palavras são aonde poisamos 
O nosso pensamento ... 
Antes que o vento
Os leve para longe ...


















sexta-feira, 8 de maio de 2026

Agiganta-te

Os sonhos rasgam montanhas
Transformam os desertos em mares
Sombras em luz … ódio em amor
Bestas em animais submissos.
Agigante-te sobe as tuas escadas num supetão …
Mesmo que ninguém te dê a mão … vai …
E converte todos os teus problemas
Em inspiração para subires mais alto
Lá aonde poucos se aventuram,
E os teus medos e inseguranças vão …
Aos poucos mas vão … voando, saindo de ti ... afastando-se …
E deixam de estar na tua esteira …
E desfazem - se como fagulhas numa grande fogueira.
E nesse momento estás a navegar
Num mar de senhoras cheio de Sol, espuma
E água transparente … vês e ouves sorrisos e elogios …
E as tuas metas pessoais, que pareciam inatingíveis,
Ausentes de ti ... distantes ... fazem uma vénia
À tua determinação indomável
E no meio do vento temperado e do azul imaculado,
Acompanham-te pela praia dos teus sonhos …,
Levando-te a ti aos ombros …





quarta-feira, 6 de maio de 2026

Monte das intempéries

Monte das intempéries 


Vi-te a subir o velho monte
Enquanto o vestuto monte subia contigo ...
De lenço na cabeça
Ninguém te parava
Em relação a chuva
Por vezes forte ...
Não lhe ligavas nada ...
Porque mesmo assim era suportável.

E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava …

Só querias concretizar o teu objetivo
Ler as letras miudinhas
E as parangonas dos jornais 
Que de vez enquanto 
Os teus pais traziam, para embrulhar
Produtos comprados nas lojas do povo 
Mas que não conseguias entender 
Porque não sabias ler.

Às vezes o vento vinha
Furioso e altivo 
Para testar a tua vontade …
O teu equilíbrio
Mas por mais forte que fosse
Continuavas firme no teu caminho.

E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava …

Nem todos percebiam o teu querer
Para que querias
Aprender a ler?
E as terras ficavam por amanhar?
E tu respondias 
A mãe natureza por vezes 
Também precisa de descansar.

Por essa razão
Só podias ir juntar as letras
Nas intempéries com o mau tempo 
Porque não podias trabalhar nas terras 
De lenço na cabeça
Pela estrada de areia batida fora subias 
Os quatro quilómetros porque querias aprender,
Aquilo que o teu entendimento
Entendia que tinha de ser ... 

E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava …

As senhoras da nobreza que ensinavam
A ler e a contar 
Recebiam-te sempre bem
E preocupavam - se contigo por vires à chuva pela estrada …
E tu respondias está tudo bem já estou habituada.

Ficavas numa sala ricamente decorada
Aonde havia um retábulo, uma custódia e quadros nas paredes 
E aos poucos … com a leitura e os ensinamentos 
Sentada junto a uma mesa com outras adolescentes 
Iam todas ficando cada vez mais sapientes.

Alegre e bem disposta.
Os oito quilómetros não faziam diferença …
Porque a tua crença
Em aprender era mais forte
Mesmo cansada com o corpo molhado e moído 
Chegavas feliz a casa.
Por o muito que conseguias aprender 
Em cada viagem.

E algum tempo depois
De subir o velho monte 
Enquanto o vestuto monte subia contigo 
As letras começaram a fazer sentido
E já conseguias ler não sem alguma comoção 
Jornais, revistas e livros ...
  
E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava … 




domingo, 26 de abril de 2026

Vai

Vai


Agarra em papel e caneta e vai
Par aonde o teu espírito te levar
Queres voar por cima das nuvens vai ... 
Queres voar no meio das flores vai ...
Queres perceber aonde nasce o vento vai ...
Queres dançar no meio das ondas vai ...
Não deixes que ninguém te diga
Para aonde não podes ir …
Não te deixes cair no mainstream
Aonde nada nasce e tudo mirra …
Existem momentos na vida
Aonde só temos a nossa verdade 
E uma força indomável de vencer …
Ninguém mais pode fazer acontecer os nossos desejos…
E todos os abraços e beijos que conseguires dar são teus
E tudo o que almejares e conseguires conquistar
Também te pertence
E já ninguém te pode tirar.
Amarra-te só a quem gosta de ti
Quem não gosta deixas os ir
Porque essas pessoas também têm
O seu destino para cumprir …
E tu não fazes parte dele,
Por mais que te custe.
Mas à sempre alguém especial
Que nos faz sentir vivos e contentes
São essas pessoas que te esperam
Para conviveres.
So tens que agradar sem
Seres servil …
Ajudares sem pedir nada em troca
Aceitares a crítica se for construtiva
Dizeres a verdade e não a mentira
Procurara fazer o que mais gostas
Porque só assim serás feliz
Por todos esses motivos vai com a
Tua verdade no bolso e o teu sorriso
Mas não passes a vida sozinho apenas
Focado em ti … vai e descobre
O teu caminho … e partilha - o com alguém
Que te ajude a cumprir o teu destino …

Ainda tens ...

  Ainda tens … Não estás sozinho nesta vida Não tens que subir a montanha sozinho Podes entrar na porta dos teus sonhos E não deslizares par...