quinta-feira, 18 de julho de 2019
Amor volátil
Amor volátil sinal dos tempos
Doce perdição
Amor que fugia sempre
Entre as mãos...
Pela calada,
Regressou e entregou - se
Para, dizia, não mais fugir
Da sua amada.
No meio de um ardente calor
E demorados...
Beijos... jurou
Que ao seu grande amor não mais fugia...
Enquanto longamente
Se entregava
Ao amor e há volúpia de
Uma forma quase doentia.
Houve juras de
Amor, promessas vãs,
Alguns sonetos
Risos e
Muitos beijos.
Numa noite de luar
Em Janeiro,
Segredos foram revelados...
Enquanto partilhavam
O mesmo travesseiro.
Mas aquele amor
Era proibido...
Que é sempre o mais
Apetecido...
Roseira que só floriu
Uma vez, pétalas efémeras
Engano vil...
Espinhos que puniram cruelmente um rend-vous pueril.
O amor ganhou asas negras como cinzas
E partiu evaporando - se...
Deixando atrás de si uma boca seca de beijos
É um coração dorido
E confuso questionando - se...
A alma apaixonada
Vagueou só...
Pela madrugada dentro... como se não houvesse mais nada a fazer,
Do que recordar aquele momento.
Vagueando sozinha
Aquele pobre ser o amor nunca mais encontrou...
Mesmo passados tantos anos
O seu coração nunca se conformou.
Pergunta a todos os que passam
Por baixo da sua janela,
Numa voz fraca e já cansada...
Porque que é que um amor tão grande... nunca
Se transformou na coisa amada?
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