Não confundam
O azul do céu com
O amarelo-verde
Do campo.
Não confundam
O vento quente
Da tarde com...a brisa
Fresca, matinal, não é comparável...
Mas é inolvidável.
No campo existem
Flores de todas as cores,
Ao sol nascer...
Doce sinfonia...que não é para ouvir
Mas para ver...
Ao meio dia os pássaros
Piam, cantam e dão voos rasantes
Sobre a planície...
Usando os seus corpos leves
E sempre muito elegantes.
Na tarde campestre e soalheira
Ergue-se uma brisa muito suave
A imitar o voo da ave...
Que pousa suavemente na areia.
O vento desce das montanhas
Sorridente, quer par e não tem,
E então empurra as flores suavemente e assobia
E fá - las dançar
Ao som de uma secreta melodia.
O lusco-fusco imponente e majestoso
Numa tarde de verão...
Mistura o amarelo alaranjado com o vermelho
E deixa extasiada a nossa vista e o nosso coração.
A noite estende o seu manto
Sobre a planície...
Mas qual pintura de Miguel Ângelo
O Caravaggio, as sombras dão lhe vida
E o silencio de ouro adormece os corpos cansados
Da labuta do dia a dia.
quinta-feira, 11 de julho de 2019
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