Na Índia
fazia falta um homem
De barba
rixa para impor,
Respeito e
continuar a fazer
O Império
português do oriente crescer.
Pedro
Álvares Cabral desentendeu-se com o Rei
E não quis
ir pela segunda vez à Índia
Talvez a
malária já lhe andasse a rondar
A pele e
este dispensou regressar ao mar.
A armada de
Vasco da Gama
Fez-se ao
caminho marítimo
Desta vez
eram vinte as naus
Que levavam
o brasão de Portugal e as suas armas
Bem ao alto
para todos verem
O cabo da
boa esperança manhoso
Lá estava, nas
suas águas tubarões gigantes
Aguardavam
pelos incautos felizmente
Todos
passaram no teste e no oceano Índico entraram.
No oceano
Índico Vasco da Gama
Ainda longe
da terra dos homens de turbante
Revelou a
sua mestria
E descobriu
as ilhas
Do
almirante.
O almirante
já não ia para novo
As suas
famosas barbas já não eram
Todas negras
já havia cabelos grisalhos
Quando as
coisas não corriam a seu jeito
Esquecia os
bons modos e os seus ataques de fúria
Eram bem
conhecidos de todos.
O Miri navio
muçulmano
Navegava no
Índico orgulhoso e altaneiro
No seu
convés viajavam alguns dos mais ricos mercadores muçulmanos...
A ordem era
para destruir todos estes navios nem que fosse
Preciso
bombarde-lo o dia inteiro.
E assim foi
Num momento
menos bom
As bombardas
subiram o tom
E fizeram-se
ouvirem com estrondo
E depressa
apanharam-lhe o jeito
E foi tudo a
eito.
O Miri foi
destruído e afundado
As crianças
foram poupadas
As almas dos
que pereceram
Sejam
louvadas.
A viagem
continuava
A tripulação
cheirava o sangue
Que por aí
vinha
Os
marinheiros não se continham
E à mínima
provocação e discussão
Que não eram
parcas
Havia amiúde
entre eles lutas de facas.
Alguém
avistou a Índia
Lá estava a
terra hindu onde havia uma feitoria
Portuguesa...onde
sessenta lusos tinham sido todos deixados
Mas como
Vasco da Gama viria a
Descobrir
tinham sido todos chacinados.
As desculpas
do Samorim não vingaram
E Calecute
foi bombardeada
A ferro e
fogo,
Alguns
hindus foram cortados aos pedaços
E postos num
cesto
O almirante
escreveu num papel
Que entregou
ao Samorim dizendo – lhe.
Faça caril
com isto.
Houve lutas
entre o Samorim de Calecute
E o Rajá de Cochim
Os portugueses
tiveram de intervir
Para que a
guerra tivesse um fim.
Uma feitoria
portuguesa foi construída em Cochim
No meio de
muitas lutas e muitas febres
Mas a lá se
conseguiu fazer
E orgulhosamente
as armas de Portugal durante muito tempo
Na sua
parede orgulhosamente susteve
Armada
regressou
À sua pátria
Vasco da Gama
Foi louvado,
pelos seus feitos e pela sua coragem
E iria
voltar a Índia numa terceira viagem
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