terça-feira, 2 de julho de 2019

Viagem à Índia II



 Viagem à Índia II

Na Índia fazia falta um homem
De barba rixa para impor,
Respeito e continuar a fazer
O Império português do oriente crescer.

Pedro Álvares Cabral desentendeu-se com o Rei
E não quis ir pela segunda vez à Índia
Talvez a malária já lhe andasse a rondar
A pele e este dispensou regressar ao mar.

A armada de Vasco da Gama
Fez-se ao caminho marítimo
Desta vez eram vinte as naus
Que levavam o brasão de Portugal e as suas armas
Bem ao alto para todos verem

O cabo da boa esperança manhoso
Lá estava, nas suas águas tubarões gigantes
Aguardavam pelos incautos felizmente
Todos passaram no teste e no oceano Índico entraram.

No oceano Índico Vasco da Gama
Ainda longe da terra dos homens de turbante
Revelou a sua mestria
E descobriu as ilhas
Do almirante.

O almirante já não ia para novo
As suas famosas barbas já não eram
Todas negras já havia cabelos grisalhos
Quando as coisas não corriam a seu jeito
Esquecia os bons modos e os seus ataques de fúria
Eram bem conhecidos de todos.

O Miri navio muçulmano
Navegava no Índico orgulhoso e altaneiro
No seu convés viajavam alguns dos mais ricos mercadores muçulmanos...
A ordem era para destruir todos estes navios nem que fosse
Preciso bombarde-lo o dia inteiro.

E assim foi
Num momento menos bom
As bombardas subiram o tom
E fizeram-se ouvirem com estrondo
E depressa apanharam-lhe o jeito
E foi tudo a eito.

O Miri foi destruído e afundado
As crianças foram poupadas
As almas dos que pereceram
Sejam louvadas.

A viagem continuava
A tripulação cheirava o sangue
Que por aí vinha
Os marinheiros não se continham
E à mínima provocação e discussão
Que não eram parcas
Havia amiúde entre eles lutas de facas.

Alguém avistou a Índia
Lá estava a terra hindu onde havia uma feitoria
Portuguesa...onde sessenta lusos tinham sido todos deixados
Mas como Vasco da Gama viria a
Descobrir tinham sido todos chacinados.

As desculpas do Samorim não vingaram
E Calecute foi bombardeada
A ferro e fogo,
Alguns hindus foram cortados aos pedaços
E postos num cesto
O almirante escreveu num papel
Que entregou ao Samorim dizendo – lhe.
Faça caril com isto.

Houve lutas entre o Samorim de Calecute
E o Rajá de Cochim
Os portugueses tiveram de intervir
Para que a guerra tivesse um fim.

Uma feitoria portuguesa foi construída em Cochim
No meio de muitas lutas e muitas febres
Mas a lá se conseguiu fazer
E orgulhosamente as armas de Portugal durante muito tempo
Na sua parede orgulhosamente susteve

Armada regressou
À sua pátria Vasco da Gama
Foi louvado, pelos seus feitos e pela sua coragem
E iria voltar a Índia numa terceira viagem




















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