segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Tento

Tento


Tento escrever dias, noites e silêncios
Procuro em mim algo que esclareça
Quem sou …
As flores do meu jardim
Olham-me esperando algo novo para as animar e fazer sorrir …

Ouço o piano dos prados
Para tentar descobrir o que colocar
No próximo ditame
Que a minha alma produzir …

A poesia é uma espécie de água benta 
Aonde lavo os meus pecados 
Mas estes já cá estavam antes de nascer … 
Fazem parte da condição humana de todos nós.

Cada um tem a sua razão
A sua verdade …
E a sua história para contar
Á quem a esconda não os levo a mal existem coisas que é melhor nunca revelar.

Joguei ás cartas numa jangada perdida
No rio …
Mas por pouco tempo
A vida não é um jogo de cartas
Mas de xadrez, temos que ter muito cuidado com o caminho que decidimos percorrer
Existem minas por todo lado.

Tentei fixar paisagens
Amores, desejos e vontades …
Imitar Alexandre “o grande” nos seus combates …
E conquistar o mundo com a minha Arte.

Subo nos ombros de gigantes
Para ver mais longe
Derrubo muros com a fronte
Lá ao longe vejo qualquer coisa profunda, pura e diferente …
Não com os olhos mas com a mente …

É preciso reinventar a Arte o mundo as pessoas … 
O amor e tudo e tudo e tudo …
A poção mágica da evolução
É a nossa salvação … sempre foi e será …

E o mundo vagueia no espaço 
Por entre estrelas e cometas, luas e planetas, 
Á procura de um caminho seguro 
E de um melhor futuro que tarda em se materializar.


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