Quando passares
Por mim tenta vislumbrar
O meu querer e a minha vontade
Em colocar as palavras
No papel.
Juntando no espaço - tempo... experiência de vida
Leituras diversas, alguma sapiência e frases dispersas
No mesmo rectângulo branco
Em gestos desordenados
E apaixonados
A lembrar os condenados que lamentam
A sua sorte mas que sabem
Que têm que passar por "estes" tormentos
Para ficarem mais fortes.
Por vezes a rimar
Outras vezes a soltarem - se da rima
E muitas vezes a tentar fugir
Por mim acima.
As palavras moldam - se à minha vontade
Porque sou um poeta lesto
E meto - as no cabresto
Dão alguma luta
Mas acabam por se entregar
E assim vou construindo um puzzle poético
Antes de ser invadido
Pela embriagues suave dos sentidos não de vinho
Mas de palavras...
A estrutura do poema vai aparecendo
E o seu significado vou lendo
Só tenho de o descobrir
Entre a matéria e o sonho
E assim vão caindo muros
E abrindo - se janelas
No meu horizonte poético
Só o podes ver
Se me conseguires ler com os olhos da tua alma
Quando tiveres sintonizado (a) com a poesia
Porque de o outra maneira não vale a pena
Porque os significados perdem - se
E a música esgota - se e não a vais conseguir ler - me nem ouvir - me.
P.S - A poesia nasce sozinha pela mão do seu criador mas precisa de público
para poder sobreviver.
Monsieur Bon Aire
quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
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