Os muros que construo
Ao meu redor são altos mas
Não são intransponíveis
São perfeitamente transponíveis
Só te peço...
Que não coloques arame farpado
Em cima do meu muro.
Descobre o que gostarias de fazer
Quando não estás a trabalhar
O que gostarias de comer
Quando estás esfomeado
Mesmo sem o estar
À sombra daquela árvore que tens
No teu jardim
Ao pé daquelas estátuas de mármore
Em posição airosa que mandaste vir de Itália
E que não sabes muito bem o que representa.
Convida para o almoço
Quem quiseres
Delicia ~te a comer caviar
A devorar croquetes
E a beber champanhe
Se quiseres pede aos teus amigos
Para ficarem para o jantar
Mas não ponhas arame farpado
Em cima do meu muro
Se a tua vida te parece incipiente
Lê um livro,
Aprende a tocar um instrumento, agarra - te
A uma causa com unhas
E dentes.
Alimenta com cultura a tua mente
Vai viajar
Põe a tua alma a sorrir
Suavemente...
Descobre o equilíbrio
Do teu metabolismo
Porque ele anda por ai descompensado
A perguntar por ti.
Em cada frase que proferes sente - se
Que és alguém que procura desesperadamente
Algo que perdeste pelo caminho
A tua raison d´être.
Os teus obstáculos
Que precisas ultrapassar
Para te sentires realizado
Estão ai ao teu lado
Mas primeiro...
Descobres quem és
Faz o que gostas
Resolve tudo o que dentro
Do teu córtex cerebral tem de ser resolvido esquece tudo
O que tem de ser esquecido...
Mas não ponhas arame farpado em cima do meu muro
Que tanto me custou a conquistar
E a perceber...
Ganha asas descobre
O que te faz feliz
Vive a tua vida
E não vivas a vida dos outros.
Esta grita por ti não a ouves gritar?
Monsiuer Bon Aire
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
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