Os deuses puseram-me isto na cabeça (a poesia)
E agora para aonde vou?
Enrolo-me na cama em posição fetal
E espero dormir mais um pouco.
Os dias passam ligeiros …
E não querem saber quem lá vem
São sopros de poeira inter estelar
Na imensidão de nós mesmos.
Alguém que agarre o tempo
Ou peça ao planeta Terra
Para ir mais devagar …
Os dias não dão para nada e
Passado algum tempo já é hora de ir deitar.
Leio um livro
Lavo a roupa
Como os legumes e a sopa
Dou uma volta no mainstream
Bebo o café …
Janto enquanto alguém
Me conta …
Numas palavras singelas
Que me encantam,
Uma viagem que fez à França …
Escrevo um poema que rime
Ligo a alguém
Que me estime
Vejo um filme …
Adormeço ...
Depois de escrever
Palavras,
Que nunca te vou dizer
Estou ensinado a percorrer
O meu dia de trás
Para a frente …
O que faria diferente?
Se em vez de mim fosse outra pessoa?
Para perto da minha pessoa nado
Porque não quero tal incerteza em mim
O meu cabelo afago ...
Tento não pensar em nada
Que me aflija …
Mas reflito no que seria
Se não tivesse a poesia
Mesmo aqui ao meu lado
Aceito a minha sorte ...
Ao menos sei que o meu Norte
É por aqui … mas
É uma amante difícil de aturar
Escrevo porque não se vai calar.
Mas sempre é mais uma luz
Que me ajuda a descobrir o meu caminho
Cheia de urtigas e espinhos,
Que de outra maneira era muito difícil
De acertar …
Sem comentários:
Enviar um comentário