Guarda os ciúmes
Para outra hora …
Guardas os tormentos
E a insanidade.
Porque quem ama de verdade
Não desconfia da sua dama
E a defende sempre …
A sua dignidade, em vez de inventar coisas que não viu.
Se bons ventos e mares
A trouxeram junto a ti
Vindos do horizonte,
E que iluminam toda a tua vida …
Não a tomes por perdida só porque
A cisma entrou na tua mente
E como uma serpente
Anichou se no teu coração
Espalhando a dúvida
E a confusão.
Mas o ofídio é persistente
E fez de ti o seu resguardo
Despido de ternura
E de compaixão …
De olhos estendidos nas órbitas
E sem pestanejar … tenta instigar te contra a tua afeição.
Faz então ouvidos de mercador
E não alimentes o soturno animal
Que se nutre das tuas dúvidas e incertezas,
E deixa o partir para a profundezas
Da tua alma …
Porque nessa fundura não te pode fazer nenhum mal.
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