terça-feira, 5 de agosto de 2025

Café antigo

 Café antigo


Este café
Faz lembrar os cafés de outrora
Onde se reuniam poetas, filósofos
E boémios que procuravam na espuma dos dias … uma bóia para a sua vida.

O estabelecimento tem aspeto antigo
Mas é um fantástico abrigo
Para quem se quer esquecer de si mesmo 
Por algumas horas …

Quantos poetas já se inspiraram
Nos retratos nas paredes que falam
Sobre Lisboa vetusta … e o seu castelo altaneiro 
Mas que continua enxuta e quase angelical?

Mas nem só de poetas e filósofos
Vivem os cafés antigos ...
Este lembram também os revolucionários de antanho
Que queriam, por vezes de forma violenta, tudo mudar …
Mas que punham sempre a cultura e a Arte em primeiro lugar.

E a educação e o ensino
Eram a pérola perfeita que ia salvar o mundo …
Era o adeus profundo a fome, à miséria e ao desalento …
Os livros eram o fermento que iria resolver tudo.

Café antigo
Ja não há muitos como tu
Continua a inspirar …
Poetas, filósofos e a descansar o coração dos boémios,
Ainda tens muito para dar … aqueles que ainda
Se lembram de ti não te vão deixar.

Mas ... já não se ouve o falar 
Dos intelectuais ... todos juntos 
Numa mesa …
Em amena cavaqueira ...
Para onde é que eles foram?

O mundo precisa de mais filosofia 
Da moderna e da antiga.
E não de armas e bombas
Que explodem por esse mundo fora todos os dias.

Talvez se ouvessem mais cafés antigos 
Os intelectuais reuniam-se e decidiam 
Mudar o mundo ... acabar com as guerras! 
E salvar os homens, as mulheres, 
Os animais, as plantas ... e o planeta ... talvez isso aconteça um dia …
Porque à sempre uma solução para tudo … aja coragem, vontade e sabedoria!     
 




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