Fui por ali fora
Escrevendo palavras decentes
Impedindo que estas caíssem
Para a borda da estrada
Obstando que se sujem ou que se danifiquem …
A estrada é empoeirada
Cheia de buracos e pó
Mas para mim …
Parece um monumental jardim
Cheio de flores.
Um lago no meio
Do arvoredo,
Que guarda mil segredos,
Daqueles que escolhiam aquele
Lugar para namorar …
Quantos promessas
Foram ditas …
Quantas verdades
Foram proscritas pela realidade?
Um pouco mais
Para a frente ruínas
Do que antes foi um palácio
Aos olhos de alguém,
Que sempre fez tudo para o merecer
Mas que o tempo resolveu abandonar
E esquecer …
Campos sozinhos
De vontades e designios
Esperam por mão anónima,
Que lhes concedam
O esplendor de outrora.
O som luta para
Se fazer ouvir …
Procura pessoas
Para voltar a sentir
A voz dos homens, mulheres
E das crianças sempre a sorrir.
Lá ao fundo
No monte árvores
Vestidas de preto
Envergonhadas e melindradas
De tão despidas que estão,
São um cruel lembrete
Que só existem dois
Tipos de pessoas
No mundo …
As que constroem
E as que destroem impunemente.
E ficam livres para continuar
Os seus actos tresloucados,
Ficando o futuro de todos nós ameaçado.
Porquê? Deixar soltos semelhantes monstros?
Estão doentes tratem-se!
Ou serão vulgares meliantes
A soldo de alguém?
Precisamos das árvores
Para respirar …
Não servem só para inspirar
Poetas, cantores, atrizes e actores
E para enfeitar montes e vales
E dar bons cheiros e boas sombras
São o garante da sobrevivência da espécie humana …
Não podemos continuar ...
A destruir o nosso lar (planeta terra),
Precisamos das árvores para respirar!
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