Contos
A Filosofia da borboleta
O Zezinho e o Fernandinho são dois primos direitos que por terem a mesma idade doze anos, viveram a sua infância e adolescência praticamente juntos. Costumavam ir de férias para uma casa de campo que os seus avós tinham no centro de Portugal.
Uma vez estavam na sala da casa e apareceu uma barata, a avó gritou horrorizada.
<Ai! Socorro.>
Os primos ficaram a olhar para a barata
sem saber o que fazer.
<Façam alguma coisa.>
O Fernandinho mais afoito foi ao seu quarto, olhou e viu um dos seus chinelos num canto, agarrou no chinelo regressou a sala e matou a barata.
<Oh meu lindo menino tiveste muito bem em matar aquela barata nojenta.>
<Obrigado avó.>
<Da cá um beijinho.>
A avó Carmelita encheu o neto de beijos, tirou um nota de vinte euros do bolso da bata e deu ao Fernandinho.
<Toma lá.>
<Obrigado avó.>
A criança pegou na nota e abanou em direção do primo que olhou para o Fernandinho com alguma inveja.
Entretanto pela janela da sala entrou uma linda borboleta branca com desenhos amarelos e pretos.
O Zezinho antes que alguém dissesse alguma coisa esborrachou a pobre borboleta entre as mãos, olhou para a avó a espera de ouvir elogios.
<Mas o que é que tu fizeste? Isso não se faz as borboletas não são para matar são para olhar e admirar a sua beleza, és parvo ou que.>
<Mas …mas … >
<Mas … mas o que>
<O Fernandinho matou um animal e recebeu elogios e dinheiro e …>
<O teu primo matou um barata nojenta e feia e tu mataste um borboleta linda e frágil não percebes a diferença.>
< Sao ambos animais … insectos.>
<Não percebes a diferença és parvo, vais para o teu quero e só sais de lá a hora do jantar.
O Zezinho foi para o seu quarto contrariado e aborrecido, ficou entretido a jogar jogos no smartphone, quando a sua mãe Elzira chegou do trabalho, ainda ouviu mais uma reprimenda por causa da borboleta, mas pelo menos conseguiu jantar sossegado.
Moral da história
A barata e a borboleta são ambos insetos então porque a distinção entre eles? Porque a moral e a ética humana tem critérios estéticos, nenhum destes animais é venenoso ou tem um ferrão para picar
as pessoas, mas a barata é considerado um animal feio e nojento, enquanto a borboleta é um insecto bonito e frágil.
As pessoas tendem a idolatrar as pessoas bonitas e a menosprezar as mais feias, muitas vezes não se importam de ser mesmo deselegantes para as pessoas mais feias, esquecendo - se que essas pessoas também tem sentimentos.
Porque na nossa infância os nossos pais e avós, querem que os filhos e os netos tenham a melhor apresentação possível para impressionar quem as conhece, talvez seja por essa razão os humanos idolatram tanto a beleza e desprezam tudo o que é feio.
A Filosofia da borboleta
O Zezinho e o Fernandinho são dois primos direitos que por terem a mesma idade doze anos, viveram a sua infância e adolescência praticamente juntos. Costumavam ir de férias para uma casa de campo que os seus avós tinham no centro de Portugal.
Uma vez estavam na sala da casa e apareceu uma barata, a avó gritou horrorizada.
<Ai! Socorro.>
Os primos ficaram a olhar para a barata
sem saber o que fazer.
<Façam alguma coisa.>
O Fernandinho mais afoito foi ao seu quarto, olhou e viu um dos seus chinelos num canto, agarrou no chinelo regressou a sala e matou a barata.
<Oh meu lindo menino tiveste muito bem em matar aquela barata nojenta.>
<Obrigado avó.>
<Da cá um beijinho.>
A avó Carmelita encheu o neto de beijos, tirou um nota de vinte euros do bolso da bata e deu ao Fernandinho.
<Toma lá.>
<Obrigado avó.>
A criança pegou na nota e abanou em direção do primo que olhou para o Fernandinho com alguma inveja.
Entretanto pela janela da sala entrou uma linda borboleta branca com desenhos amarelos e pretos.
O Zezinho antes que alguém dissesse alguma coisa esborrachou a pobre borboleta entre as mãos, olhou para a avó a espera de ouvir elogios.
<Mas o que é que tu fizeste? Isso não se faz as borboletas não são para matar são para olhar e admirar a sua beleza, és parvo ou que.>
<Mas …mas … >
<Mas … mas o que>
<O Fernandinho matou um animal e recebeu elogios e dinheiro e …>
<O teu primo matou um barata nojenta e feia e tu mataste um borboleta linda e frágil não percebes a diferença.>
< Sao ambos animais … insectos.>
<Não percebes a diferença és parvo, vais para o teu quero e só sais de lá a hora do jantar.
O Zezinho foi para o seu quarto contrariado e aborrecido, ficou entretido a jogar jogos no smartphone, quando a sua mãe Elzira chegou do trabalho, ainda ouviu mais uma reprimenda por causa da borboleta, mas pelo menos conseguiu jantar sossegado.
Moral da história
A barata e a borboleta são ambos insetos então porque a distinção entre eles? Porque a moral e a ética humana tem critérios estéticos, nenhum destes animais é venenoso ou tem um ferrão para picar
as pessoas, mas a barata é considerado um animal feio e nojento, enquanto a borboleta é um insecto bonito e frágil.
As pessoas tendem a idolatrar as pessoas bonitas e a menosprezar as mais feias, muitas vezes não se importam de ser mesmo deselegantes para as pessoas mais feias, esquecendo - se que essas pessoas também tem sentimentos.
Porque na nossa infância os nossos pais e avós, querem que os filhos e os netos tenham a melhor apresentação possível para impressionar quem as conhece, talvez seja por essa razão os humanos idolatram tanto a beleza e desprezam tudo o que é feio.
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