domingo, 31 de agosto de 2025

Momentos

Na vida temos de saber apreciar todos
Os momentos como por exemplo:
Beber café por uma caneca logo
Pela manhã …

Se algumas pessoas
Apreciassem o café pela manhã
O som dos pássaros,
O vento no rosto …
Uma boa conversa,
Não havia tantas guerras e tristezas por esse mundo fora
(mas nós somos pessoas ou animais ferozes?).

Acabem com as guerras
É que é algo horrível e triste
Qualquer dia tem de se inventar
Uma nova palavra para a definir
De tão cruel e insana que é.

Mas aonde está o sumo
Do teu arvoredo?
Nas palavras que escrevo
E que substitui a minha voz.

Vénus sorri lá ao fundo
No cotovelo do Universo
Está em contacto com a lua
Que ilumina os amantes a seu belo prazer.

Este (vénus) é que diz as mulheres
Por intermédio da Lua …
Quem escolher para esposo,
É nos homens a pensar que tínhamos
Algo a dizer sobre o assunto.

Cá em baixo
Os humanos lutam
Pela sua sobrevivência
Só para manter a sua elegância natural
Tem que dar muitas voltas.

Novo dia
Novas atitudes
É um dia de cada vez
E o mundo vai e avança ...

Pela janela ...
Ouvi o sorriso de uma criança
Que tem de ter planeta
Aonde dormir e brincar,
Um planeta tão bonito
Tem de durar mais alguns milhões de anos …

Pelo universo adentro vamos
Mas quem é que vai aos comandos?
O planeta já sabe o caminho
É sempre ao redor do Sol
Não há que enganar …

Sai mais uma caneca de café
Para apreciar …
E refletir,
Um pouco sobre a existência …

Quantas flores a alma pode
Carregar e distribuir por ai …
Por toda uma geração de conterrâneos.
(ilimitadas presumo)

sábado, 30 de agosto de 2025

Pedestal possível

Expectativas ganharam
Asas e voaram para fora
Do meu pedestal …
E olham para mim à espera que aconteça
Algo de colossal …

Mas ninguém é antes de o ser
Nada sei sobre o meu futuro …
So tenho experiência daquilo que vejo
No decorrer da minha simples vivência.

Escrevo enquanto grito
Palavras que depois se transformam
Em granito e já não se ouvem …
É preciso alguém para as ler.

Para que estas possam viver
Neste labirinto de emoções,
Que é a liberdade de se poder dizer
O que se pensa.

Serão sempre preciso pessoas
Para reconhecer
Os nossos sonhos
No meio das estrelas …

Sigo algumas para procurar inspiração
E estas estão lá sempre
Que preciso,
De dar atenção,

Ao meu livre arbítrio e as minha alminhas
Que vou alimentando
E que me seguem por todo o lado
E que vou amiúde
Criando …

Vou a todo o pano
Sigo viagem
Uso a cabotagem,
Olho para margem
Para não me perder.

Lá no mar alto existe
De facto …
Muitas distrações a acontecer
E não se vê terra ...

Nunca sabemos o que encerra
O desconhecido
É fácil ficar perdido
Na imensidão do inexplorado e misterioso.

E depois quem nós salva?
Se a nossa barca errar o destino
Quando nós lembramos
Que não era por ali
Que deviamos ter ido ...

Aonde é
Está a mão
Salvadora
Que trabalhou tanto
Na lavoura …
De Sol a Sol …
Para nos ver sorrir?

Está bem lá
No alto 
A zelar
Por nós.

Não trago nas mãos
O esquecimento ...
Não esqueço quem me criou
E animou quando tudo ...

Parecia perdido
Fruto da ingenuidade e da candura
De quem ainda não conhecia
Bem o mundo em que vivia …
E que sorria para tudo e todos.

Mas a sobrevivência
E uma ciência
Quando a dominamos
Ficamos a rir,
Dos erros da nossa adolescência,
Mas que não são para esquecer são só para não repetir …

Ah como é belo e desafiador o voo
Das nossas almas
Quando se percebe
Que se partiu em viagem com a
Roupagem criada por si.
Pode não ser
Espampanante (mas são elegantes aos olhos de quem a veste).

E voa hesitante
No meio de ventos fortes e desnorteados,
Mas procura o seu ninho
No ramo mais alto.

Para ver lá ao fundo

O que de mais profundo
Tens dentro
De ti
Oh Arte.  

Dou o que tenho
E a nada mais sou obrigado
Prefiro ser prosaico a ficar calado
Sou poemas de um sonhador
Que dormita na minha pessoa
E que de vez enquanto implora.

Para passear
No meu jardim …
Reconhecendo a minha vontade de
Escrever e redigir …
Mas tão longe do pedestal que um
Dia alguém sonhou para mim …

Mas escolhi o meu destino e nele faço fé
E por outro lado … como é que se sai
Daquilo que se é?
(Sem de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo).

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Extensões de mim

Quando era pequeno
Tinha sonhos agora tenho
Extensões de mim …
Que se querem afirmar.

Sigo a minha trajetória
Fujo mas não me vou embora
Não existe sítio seguro
Aonde me possa abster de mim. `

Da competição não gosto
Entrego as faixas de campeão
A quem perceber que corto sempre
A meta em primeiro quando estou a escrever (pelo menos para mim)

Talvez não seja tanto assim
Mas quem não acredita
Em si … não regará as flores do seu jardim
Só sentirá o cheiro de flores alheias.

Acreditar é preciso
Não viver obcecado é condição essencial
Para a qualquer momento voltar
Tudo ao princípio … e isso não me convém. 

A estrada é uma porta 
Para quem não se importa
De se esquecer um pouco de si
E não ir por aonde vai …
E perceber que o mundo é um reflexo
Da sua personalidade e dos seus parametros ancestrais.

Vou por ali
Mas não por aqui
Quem me colocou o que vejo
Na minha frente foi a personalidade
Que tenho …
Só vejo o que quero
A parte que não vejo não me diz respeito.

Somos o que comemos, bebemos
E lemos, não o podemos ignorar,
Mas nada fala mais alto
Do que aquilo que vemos e com quem andamos…,
O resto é consequência da nossa condição de humanos …

Ladainha

Seguias durante o entardecer
Mesmo ao lado da minha estrada
E agora dizes que não foi nada (bis)
Mas durante a desfolhada encontrei o milho vermelho
Oh menina por aonde foste (Bis)
Só te quero dar um beijo
A tradição fez o despacho
E às escuras não te acho
Só quero te quero dar um beijo
Não é razão para ires ao confessionário …
E também não sou revolucionário,
A tradição fez o despacho
E às escuras não te acho
Foste por ali a fora
Não fujo nem me vou embora
Fica tudo em segredo não saio daqui
Não tenho medo … sei que não vou parar
Ao degredo … isso era antigamente ...
Isto funciona assim: encontrei o milho vermelho
Vou ter de te dar um beijo
Ou dois depois logo vejo
A tua carinha laroca
Não vai fugir para a toca
Ou não gosto mais de ti (bis)
Oh mulher és estão bonita
Mas não te vou pedir em namoro
Só te quero para te beijar.
E não podes levar mal
Porque encontrei o milho vermelho
Mesmo dentro do teu quintal
E a tradição é para respeitar (bis)
E não vou ficar borracho
Só porque as escuras não te acho
Aí … aí … ai …ai …
Oh Maria para aonde vais (bis)
Vi te a subir o carreiro e agora não te vejo …
Viram te a namorar com um velho
Que tinha tanto de idade como tinha de engenho …
Ai … ai … ai …ai … oh Maria para aonde vais (bis)
Vou ter de dizer aos teus pais por aonde andas e com quem vais
Vou ter de contar aos teus pais … (bis)
Tens de cumprir a tradição
Não me deixes com o milho na mão
E a minha boca seca de beijos.
Oh menina para aonde vais?
Só te quero dar um beijo
A tradição fez o despacho
E as escuras não te acho …
Aí … ai … ai … ai oh Maria para aonde vais (bis)
Olha que vou dizer aos teus pais …



quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Porquê?

Fui por ali fora
Escrevendo palavras decentes
Impedindo que estas caíssem
Para a borda da estrada
Obstando que se sujem ou que se danifiquem …

A estrada é empoeirada
Cheia de buracos e pó
Mas para mim …
Parece um monumental jardim
Cheio de flores.

Um lago no meio
Do arvoredo,
Que guarda mil segredos,
Daqueles que escolhiam aquele
Lugar para namorar …

Quantos promessas
Foram ditas …
Quantas verdades
Foram proscritas pela realidade?

Um pouco mais
Para a frente ruínas
Do que antes foi um palácio
Aos olhos de alguém,
Que sempre fez tudo para o merecer
Mas que o tempo resolveu abandonar
E esquecer …

Campos sozinhos
De vontades e designios 
Esperam por mão anónima,
Que lhes concedam
O esplendor de outrora.

O som luta para
Se fazer ouvir …
Procura pessoas
Para voltar a sentir
A voz dos homens, mulheres
E das crianças sempre a sorrir.

Lá ao fundo
No monte árvores
Vestidas de preto
Envergonhadas e melindradas
De tão d
espidas que estão,

São um cruel lembrete
Que só existem dois
Tipos de pessoas
No mundo …
As que constroem

E as que destroem impunemente.
E ficam livres para continuar
Os seus actos tresloucados,
Ficando o futuro de todos nós ameaçado.

Porquê? Deixar soltos semelhantes monstros?
Estão doentes tratem-se!
Ou serão vulgares meliantes
A soldo de alguém?

Precisamos das árvores
Para respirar …
Não servem só para inspirar
Poetas, cantores, atrizes e actores

E para enfeitar montes e vales
E dar bons cheiros e boas sombras
São o garante da sobrevivência da espécie humana …
Não podemos continuar ...
A destruir o nosso lar (planeta terra),
Precisamos das árvores para respirar!

domingo, 24 de agosto de 2025

Esboços

Quero partir as correntes
De uma existência pueril …
Colocar grades em abismos
E subir montanhas prenhes de novas ideias.

Mas o caminho
É longo e espinhoso não é
Fácil ler nas entrelinhas
Ou fazer um esboço do que quero escrever.

Num oceano só vejo a superfície
O que estará por baixo
De uma massa de água tão grande?
Que segredos podemos descobrir se formos ousados.
E sem medo de sermos ignorados?

Quero construir
Um paredão que não deixe
As nossas almas caírem
Para o oceano do marasmo e
Da prostração.

As pessoas tem que perceber
Que o mundo está
Sempre em mudança
Temos que nos moldar a essa modificação constante,
Ou seremos irrelevantes ...

Para não ficarmos para trás
Temos de auscultar a nossa essência
Procurar na turbulência dos nossos dias
Um rumo qualquer que nos faça felizes.

Também podemos embarcar
No navio que está no cais à procura
De pessoas que queiram embarcar com destino ao mainstream …
Que é aquele local aonde só existem
Banalidades, limbos, encruzilhadas nada de novo portanto
Só pessoas à espera que a vida mude só porque sim … 

Levanto as correntes
Que me querem certinho e contente
Desaperto os grilhões
Que me querem calado e mudo.

Espero que a minha 
chegada
Me faça partir outra vez ...
Porque só tenho saudades 
Dos locais aonde nunca fui.

O valor do que escrevo
Está no processo ...
Que vou construindo,
E sentindo que vou abrindo portas.

Restaurando ruínas, 
Calcorreando caminhos desconhecidos,
Procurando frases que nunca foram proferidas,
Que de outra maneira 
Ficariam no meu interior perdidas.

Como um chão
Que já deu uvas
E agora só quer esquecer
Que um dia sonhou ousar viver.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Do outro lado do monte

Zona limítrofe de Lisboa numa tarde muito quente, Lucas procurava no lixo qualquer coisa que pudesse vender, era tóxico dependente de heroína a alguns anos a esta parte. Fartou-se de remexer no lixo e nada não conseguia encontrar um objeto que conseguisse vender no sucateiro. E já sentia a ressaca a percorrer-lhe o corpo e as dores nos rins eram insuportáveis. Decidiu parar um pouco e ir ao café beber uma cerveja porque a ressaca não ficava tão forte. Entrou num café que conhecia, foi ao balcão e pediu uma cerveja.
Lucas tinha trinta e quatro anos mas parecia mais velho ja só era pele e osso. Vestia umas calças de ganga todas encardidas e uma camisa castanha rota debaixo dos braços, drogavasse desde os vinte e picos anos e estava farto das ressacas queria sair da droga mas não sabia como. Reparou que numa das mesas estavam várias pessoas havia uma delas que se destacava, um homem dos seus cinquenta anos com um chapéu palhinha branco na cabeça, calças de ganga, camisa branca e botas castanhas,
Lucas gostava de ouvir as pessoas falar, pegou na cerveja e sentou-se numa mesa ao pé deles, começou então a ouvir a conversa concentrando-se nas suas palavras.

 <O homem é um ser engraçado todos nós temos um lado positivo que é a nossa vida do outro lado, do monte está o nosso negativo, este negativo é o contrário daquilo que somos, se quisermos e for melhor para nós podemos tornarmo-nos no nosso negativo.
<Mas professor depois ficamos como fôssemos o negativo.>
 Lucas percebeu que o homem era um professor.
 <Boa pergunta Maria. 
Sim durante algum tempo mas depois se nos transformamos no nosso negativo este vai se transformar no nosso positivo. E a vida que tínhamos anteriormente vai se transformar no nosso negativo e vai viver para o outro lado do monte e vamos continuar a estar sempre nesta tensão entre sermos o positivo que por vezes se quer tornar no negativo e vise-versa.
 <Professor podia dar um exemplo.>
<Sim Mateus posso com certeza. Imaginem que uma pessoa tem uma vida miserável fuma, drogasse e bebe muito tem emprego que lhe paga mal porque desistiu da faculdade. Do outro lado do monte temos o seu negativo não bebe não fuma não se droga fez o curso na faculdade todo certinho e é casado tem dois filhos. Com certeza que neste caso o positivo gostava de se tornar no seu negativo e ter um vida muito melhor. Mas isto foi só um exemplo.>
Lucas sentiu se um pouco triste porque foi aluno na faculdade e desistiu no segundo ano.
<Por outro lado muitas vezes o nosso negativo também poderá ser algo que não nos queremos tornar imaginem, o positivo não bebe em excesso não fuma e um pessoa certinha com certeza que não se quer tornar no seu negativo quer continuar a ser o positivo. No fundo esta filosofia pode ajudar as pessoas porque podem ter um noção clara do seu negativo principalmente se não gostarem da vida que tem e pensar nos prós e nos contras e o que resultará se quiserem mudar para o seu negativo acho que facilita um pouco as coisas se pensarmos que algures existe o nosso negativo e se quisemos podemos mudar de vida ou não depende de cada um de nós.
<Tem razão professor.>

Lucas ao mesmo tempo que bebia a cerveja pensou no seu negativo e imaginou uma pessoa que não se drogava não fumava, bebia com moderação casado com filhos que viajava pelo mundo todo contente e ele não conseguia sair daquela vida miserável. Prometeu a si mesmo que ia tornar-se no seu negativo custasse o que custasse. Mas não sabia como fazer … Bebeu a cerveja pagou-a  no balcão saiu do café e dirigiu - se para a lixeira para procurar sucata estava um calor abrasador, Lucas já andava quase de rastos e sentia-se mal já na lixeira procurou por todo o lado sucata mas não encontrava nada de jeito para vender as suas penas começaram a tremer e já não tinha forças sentou se no meio do lixo a chorar.
<Ja não aguento mais …!>
Um silêncio total invadiu aquele espaço.
<Ninguém me ajuda. Deus ajuda-me! > De súbito Lucas começou a ouvir vozes levanto-se e viu umas pessoas que conhecia por aparecerem por ali a ajudar os sem abrigo, foi na sua direção viu então uma pessoa que conhecia a dona Madalena talvez lhe pudesse pedir ajuda.
 <Olá Lucas.>
 <Olá dona Madalena.>
Cumprimentaram - se com um aperto de mão.
<Como é que tu estás?>
<Estou bem quero sair da droga.>
<Estas sempre a disser isso.>
 <Mas desta vez e verdade quero tornar-me no meu negativo.>
 < O que?>
Lucas contou a história que tinha ouvido o professor contar.
<Bom se é a sério podes contar connosco podes ir para a clínica de reabilitação e começar o tratamento de desintoxicação.
 <Esta bem aceito.>

 Lucas foi no carro com a dona Madalena para a clínica de reabilitação, só pensava no seu negativo do outro lado do monte, a viver uma vida cheia e a viajar por todo lado com a sua mulher e filhos queria tornar se nessa pessoa por mais que lhe custasse.
Lucas sofreu muito mas consegui libertar se das drogas arranjou um emprego, casou tem dois filhos, e o seu positivo passou para o outro lado do monte tornando depois no seu negativo e Lucas não mais quis ouvir falar dele só se lembra do seu negativo, quando quer ficar muito longe da vida que tinha, gostava de agradecer ao professor pelos conhecimentos que lhe passou mas nunca mais o voltou a ver. Encarou aquela história que ouviu no café naquela tarde como uma porta de emergência pela qual resolveu sair e que lhe salvou a vida. Vive no campo rodeado de árvores, flores, pela sua família e é muito feliz.    

A minha filosofia

A minha filosofia

Índice

O Deus cósmica
Energia primordial
Qual é o sentido da vida?
A vida em sociedade
O principio da positivo negativo 
ou a filosofia dos contrários 
Para onde vamos?

O Deus cósmico

O Deus em que acredito é um Deus cósmico que criou o universo. Defendo que existe uma inteligência por detrás da criação do universo. Costumo dar o exemplo das plantas medicinais, o homem, a mulher não são seres perfeitos mas tendem para a perfeição, porque tem doenças um ser perfeito, não tem doenças mas se fosse perfeito não evoluía. Mas existe uma solução as plantas medicinais que são a cura para todas as doenças, porque é delas que se extrai as substâncias necessárias para fabricar os medicamentos. Quem plantou as plantas medicinais? Na minha opinião foi o Deus cósmico, por outro lado também é a prova que o Deus cósmico existe. Nos animais também se pode observar que estes não são perfeitos tendem para a perfeição. Um tubarão quando virado ao contrário por um ser humano ou por outro animal desmaia ficando a mercê de outros animais. por exemplo, predadores, por essa razão, não é perfeito tende para a perfeição. Por de outro modo não havia espaço para a evolução, mas porque é que nós consumimos energia e essa energia e dividida por todo o organismo produzindo a divisão das células e é essa divisão a responsável pela nossa evolução.

A energia primordial

Todos somos energia primordial (a energia que nunca morre) que não se pode destruir e nunca desaparece. Do Nirvana (Do nada) surgiu o big bang e uma energia formidável surgiu criando ao longo do tempo estrelas, planetas, cometas, buracos negros.

Nada - energia - vida - evolução

A energia primordial está provada ainda existe quando se deu o big bang libertou-se uma enorme quantidade de energia e essa energia permanece antigamente quando existam televisões a preto e branco muitas quando não havia emissão surgia um ecrã branco e vários pontos pretos aos saltos, e o som era contínuo. Para os cientistas esse som criou - se quando se deu o big bang ainda existe e já se passaram milhões e milhões a energia não se consegue destruir viaja pelo espaço é indestrutível. O ser humano é energia de outra forma não nos conseguíamos deslocar, os animais a mesma coisa, nós transformamos alimento em energia. De acordo com os cientistas antes de haver animais no oceano, a água foi atingida por descargas eléctricas dos raios e deste caldo oceano descargas elétricas surgiram aminoácidos que estiveram na base da vida na terra. Os primeiros seres vivos desenvolveram-se no mar e depois conseguiram colonizar a terra. Nós somos descendentes desta vida que surgiu vinda do oceano ao longo de milhões anos de evolução. O que foi passando de geração em geração, genes, conhecimentos, energia. Quando morremos a energia que trazemos connosco é transmitida para a terra transformado em carbono depois é absorvida pelos plantas depois pelos herbívoros e assim sucessivamente, só para referir que a energia que trazemos connosco é imortal o ser humano em termos de energia é imortal.

O sentido da vida

O sentido da vida é para o ser humano viver muito e reproduzir-se. A força que nos orienta pela vida fora sem dúvida é a auto preservação. Somos muito resilientes e duros de roer, qual é aqui a questão? Porque algumas pessoas não vivem tão tempo como isso a questão está na alimentação na bebida, porque para um ser humano atingir uma profeta idade tem de cuidar fazer exercício comer peixe carne e fruta não fumar beber com moderação, drogas nunca. Ter muito cuidado com a escolha do seu parceiro sexual porque existem neste momento doenças sexualmente transmissíveis ( sífilis, gonorreia e Sida) que todos devemos evitar, portanto o ser humano em condições normais pode chegar facilmente aos oitenta cem anos mas se tiver uma boa alimentação e fizer exercício dentro das suas possibilidades. Não fumar, não se drogar e beber com moderação. A vida em sociedade O homem e a mulher querem essencialmente reproduzir-se e multiplicar-se e viver o mais tempo possível. A vida moderna tem várias camadas o culto da beleza e do corpo, comprar roupas de marca ter sempre o telemóvel mais moderno, porque vivemos numa sociedade de consumo, temos a angústia de não ter determinado produto quando o temos e o tédio de não se saber qual o produto que vamos comprar a seguir. O princípio da maturidade Quando cometemos algum erro devemos fazer tudo para não o voltarmos a comete, porque isso revela que com a idade fomos amadurecendo e vamos assim moldando o nosso carácter. Se voltemos a errar tendo como base esse mesmo erro, isso significa que não amadurecemos nada é muito dificilmente conseguiremos evoluir. Mas para amadurecer temos que cometer erros eles são importantes para nos dar a verdadeira noção de qual caminho a seguir é que estamos a amadurecer e a evoluir. Os sucessos são muito importantes na nossa vida para ganhar dinheiro que é o suporte da nossa existência o sucesso é essencial para mantermos o nosso emprego a nossa empresa.

O principio do positivo-negativo ou a filosofia dos contrários

A nossa vida pode sempre melhorar, durante a nossa vida existem várias fases, estudar no secundário, ir para a faculdade, ser solteiro ir para os bares, ser casado ficar mais caseiro, ir ao teatro a concertos. Mas imagine o leitor que bebe e fuma, fuma canabis, só quer bares e discotecas desistiu de estudar da faculdade. Isto é apenas um exemplo: nos somos o positivo, do outro do monte está o nosso negativo neste caso que estou a analisar, o negativo dessa pessoa não fuma não bebe já finalizou o seu curso superior e não fuma canabis é casado tem dois filhos. O que na minha opinião acontece nós temos todos um negativo que é a pessoa que nós gostaríamos de ser. Também pode acontecer sermos muito certinhos emprego certo casados com filhos não beber não fumar, e querer tornar nos no nosso negativo por exemplo queremos ser músicos, divorciamos, fumar beber. O que quero disser com isto nós vivemos a vida sobre um dilema constante querer tornarmo-nos o nosso negativo que depois de nos tornamo-nos o nosso negativo o positivo vai se tornar o nosso positivo o que éramos anteriormente via tornar o nosso negativo e esta luta na nossa vida é uma constante gostamos do que somos mas por vezes, gostávamos se ser o nosso negativo.

A importância do erro

Quando erramos e fazemos tudo para não repetir o erro a isso chama-se maturidade Se voltemos a repetir o erro somos crianças toda a vida. O erro é essencial para podermos evoluir é o melhor caminho para atingirmos a maturidade. A melhor maneira de ensinar uma criança não é puni-la por errar mas sim explica-lhe o que fez de errado para que não volte a repetir esse erro. O dinheiro e as suas consequências O dinheiro é fundamental para a sobrevivência do ser humano, pode haver excepções mas o ser humano vive num dilema quase diário, entre a angústia do não ter determinado produto e o tédio de não saber o que vai comprar a seguir. A moral e a estética humana O belo em termos filosóficos é uma invenção de Aristoteles que reparou que os gregos seus conterrâneos tinham em consideração a beleza da Arte quando criavam templos. Não podemos esquecer que os templos na antiga Grécia eram pintados com várias cores. O mundo evoluiu estamos no século XXI a moral e a estética estão enraizados no nosso cérebro procuramos mesmo sem darmos conta do belo.

A filosofia da borboleta

Em tempos já falei na filosofia da borboleta, as pessoas tendem a sentir-se fascinados pelo belo e desprezam tudo o que é feio. Por exemplo quando observam uma barata a tendência é mata-la porque é um animal feio por essa razão é desprezível. Uma borboleta é um insecto e a barata também, mas os seres humanos não gostam da barata mas gostam da borboleta porque é bonita e frágil. Por esse motivo considero que a moral e a estética humana tem critérios estéticos.

Para onde vamos?

Culto à natureza O homem moderno tem de ter a consciência que o nosso planeta tem recursos finitos, por essa razão temos de preservar a terra porque é o único planeta que tens condições para albergar a vida tal como a conhecemos. Os nossos antepassados desde o paleolítico que fizeram culto à natureza porque sabiam que dependiam dela para poderem sobreviver para o homem da actualidade não é diferente precisamos do nosso planeta para sobreviver somos filhos do planeta Terra temos por essa razão de o proteger enquanto tal. O mundo aquece a água está a subir alguns países como Portugal por exemplo aos pouco em alguns locais vão perdendo parte das suas terras costeiras, alguma coisa está a ser feita os carros a combustíveis fósseis estão a ser substituídos por carros eléctricos, o que é muito positivo, mas também devemos estar atentos ao desaparecimento dw alguma espécies animais que ficam a fazer falta aos ecossistemas que existem em Portugal e por esses países fora Portugal devia dar o exemplo, por várias razões uma delas é um país com muitas espécies de animais torna o país muito mais atraente para os turistas e o nosso país é muito mais atraente para estas pessoas se tiver muitas espécies de animais. Por outro lado, as árvores e o mar são muito importantes para a humanidade porque? Porque dependemos das árvores e das algas para sobreviver para podermos respirar, o oxigénio que existe no planeta terra cinquenta por cento é produzido pelas árvores e outros cinquenta pelas algas portanto sem árvores e algas não existe oxigénio temos que as preservar. Portugal no futuro se a corrupção não mandar tudo por terra poderá ser um país riquíssimo, porque tem condições óptimas para se tornar um país rico na produção da energia limpa ou da energia verde e termos uma pegada ecológica muito baixa aja vontade para seguir no único caminho possível que é o do culto e protecção a natureza

Guarda os ciumes

Guarda os ciúmes
Para outra hora …
Guardas os tormentos
E a insanidade.

Porque quem ama de verdade
Não desconfia da sua dama
E a defende sempre …
A sua dignidade, em vez de inventar coisas que não viu.

Se bons ventos e mares
A trouxeram junto a ti
Vindos do horizonte,
E que iluminam toda a tua vida …
Não a tomes por perdida só porque
A cisma entrou na tua mente

E como uma serpente
Anichou se no teu coração
Espalhando a dúvida
E a confusão.

Mas o ofídio é persistente
E fez de ti o seu resguardo
Despido de ternura
E de compaixão …

De olhos estendidos nas órbitas
E sem pestanejar … tenta instigar te contra a tua afeição.
Faz então ouvidos de mercador
E não alimentes o soturno animal

Que se nutre das tuas dúvidas e incertezas,
E deixa o partir para a profundezas
Da tua alma …
Porque nessa fundura não te pode fazer nenhum m
al.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Vidas

Os deuses puseram-me isto na cabeça (a poesia)
E agora para aonde vou?
Enrolo-me na cama em posição fetal
E espero dormir mais um pouco.

Os dias passam ligeiros …
E não querem saber quem lá vem
São sopros de poeira inter estelar
Na imensidão de nós mesmos.

Alguém que agarre o tempo
Ou peça ao planeta Terra
Para ir mais devagar …
Os dias não dão para nada e
Passado algum tempo já é hora de ir deitar.

Leio um livro
Lavo a roupa
Como os legumes e a sopa
Dou uma volta no mainstream
Bebo o café …

Janto enquanto alguém
Me conta …
Numas palavras singelas
Que me encantam, 
Uma viagem que fez à França …

Escrevo um poema que rime
Ligo a alguém 
Que me estime
Vejo um filme …

Adormeço ...
Depois de escrever 
Palavras,
Que nunca te vou dizer

Estou ensinado a percorrer
O meu dia de trás
Para a frente …
O que faria diferente?

Se em vez de mim fosse outra pessoa?
Para perto da minha pessoa nado
Porque não quero tal incerteza em mim
O meu cabelo afago ...
Tento não pensar em nada
Que me aflija …

Mas reflito no que seria
Se não tivesse a poesia
Mesmo aqui ao meu lado
Aceito a minha sorte ...

Ao menos sei que o meu Norte
É por aqui … mas
É uma amante difícil de aturar
Escrevo porque não se vai calar.

Mas sempre é mais uma luz
Que me ajuda a descobrir o meu caminho
Cheia de urtigas e espinhos,
Que de outra maneira era muito difícil
De acertar …

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Poemas d´antigamente II

A história do fidalgo Lírio de água e fátuo e da sua amada Florinda Deslembrada

Um fidalgo vagueia pelo campo florido levando na mão
as rédeas 
do seu alazão, um lindo cavalo branco.

Está vestido de casaco encarnado, colete, camisa branca, 
laço preto no cabelo, e calça botas pretas de cano alto.

 <Desci do cavalo
Em prantos … 
Olhei para todo o lado
Mas não te vi 
Oh a dor d’ alma que senti naquele momento.>

<Procurei te por todo o lado
No meio da floresta e das flores,
No caminho que costumavas
Usar pela manhã mas foi tudo em vão.>

<Encontrei uma velhinha que me disse
 O que procuras aqui?
Tão longe da tua casa?
Oh estou mal de amores respondi.>

<A minha amada não apareceu
 Aqui junto ao laranjal …
Deve se ter esquecido não sei
Nestes reguengos d’ El Rei
Nestas terras de Portugal não a encontro não sei o que fazer.>

 <Oh fidalgo …
Que desassossego o teu
Vi a mulher que referes no outro lado do monte …
Descalça descia o trilho
Colhendo figos por onde passava
Trincava dióspiros docemente
Rindo-se timidamente … parecia estar muito feliz, exultante e contente …>

 <Mas como pode estar
Contente… se não está aqui comigo?
Oh mas estava acompanhada? 
Vou buscar a espada e vingar
A minha honra tão ofendida que está.>

<Deixa te estar quieto não sejas tonto
 A tua amada apenas quer estar só não
Estava acompanhada … não senhor
Deixa estar a tua espada onde está
Que o teu amor vai aparecer quando menos esperares.>

 <Falas verdade?
És adivinha?>

<Não mas se ela te ama
Voltará para ti.>

<Ah por essa razão
Vou aguardar então
Neste lindo sítio,
Tão belo quanto …
A minha afeição que em breve estará junto ao meu coração
Ai que saudades tenho dela.>

 <Bom vou andando vou amanhar as terras … não fiques aqui muito tempo
 Se ela não vier entretanto …não fiques aqui não fiques …
No meio dos teus pensamentos …
Vai dormir a sesta fidalgo e descansa a tua alma ….>

 <Não, não velhinha fico por aqui
No caminho que a minha afeição faz todos os dias …tenho pão e vinho
Para comer e beber, vou esperar mais um pouco
Parece que já ouço a sua voz Cândida, pura e doce e sinto
O seu perfume de Jasmin a percorrer-me a alma.>

<Está bem faz como quiseres
Mas olha que está muito Sol
Que por estas paragens deixa o miolo mole
E depois para onde vais?>

<Não, não acredito nisso
Sou fidalgo sou cavaleiro d’ El Rei
Vou esperar pela minha amada
E depois vou levá-la na minha montada
Para o meu palácio …> 

<Quem espera 
desespera
 Ao menos
Vai atrás dela
Por aí fora …
>

 <Prefiro ficar aqui …
Junto a este
Pequeno lago …
Tão bonito>

Qual é o nome dela?>

<Florinda
>

 
<E o seu?>

 <Lírio de água e fátuo.
>

 E qual é a sua graça velhinha>

<Maria
Mas não sou
Velhinha ... 
Ainda estou nova.> 

<Aí que não lhe falte a paciência e as forças …
Para uma jornada tão grande
E se ela só vier amanhã pela madrugada?  
Fica aqui no meio das feras e da geada.>

<Claro que sim
Pois então …
O meu coração está partido em dois
E anseia pela sua metade …
Para poder funcionar devidamente, 
Mas porque também sente que é seu dever
Proteger a sua amada, não quero que se perca
No meio da verdura sem saber aonde está, não estaria
A altura do homem que sou…>

<Está bem 
seja lesto não fique
Aqui muito tempo ... 
Está muito calor,
E o Sol está a pique ….>

 <Sou um fidalgo que a tudo resiste
Vou ficar nestas paragens,
A sentir estas aragens ...
A fazer versos e a suspirar pelo minha amada.>

<Está bem fique com Deus
 E que a Florinda volte prestes>

<Obrigado Maria …
Obrigado que assim seja.>

O fidalgo sem nada para fazer
Se não esperar pela Florinda resolveu ir 
Para junto do lago olhou para
A sua imagem na água e ficou a divagar junto dela.

<Oh é a minha pessoa refletida na água
Que bela criatura sou …
Que lindos cabelos negros tenho
E os meus olhos azuis cor do céu … 
São de provocar tremores nas donzelas mais ariscas e difíceis.
E que pele tão suave que pena a minha afeição não estar aqui
Ficava ainda mais apaixonada.>

<Ai amada que estás no outeiro
Que caminhos percorres sem mim?
És a flor mais importante
Do meu jardim …
Que fazes por aonde andas?
Faz-me falta ouvir a tua voz
Que saudoso estou da tua companhia.
Nem todas as flores do mundo juntas
Te podem retirar a coroa da mais bela
De todas …
Roubaste o meu coração
E a minha afeição por ti aumentou
Oh que bela contradição
Mas assim é …
O meu elogio é tão magro
A tua beleza é tão grande … que pareces ter sido retirada
Do meu pensamento a régua e esquadro.
Como é que adivinhaste qual era a minha noção de mulher perfeita?
Quem me dera estar nos teus braços e tu nos meus …
Quanto tempo irei esperar para voltar a colocar
A minha mão nos teu cabelos loiros, nos teus seios ...
E os meus lábios a tocarem os teus,
E …> 

O fidalgo voltou a olhar para a sua imagem no lago … e deitou-se junto a ele.

<Sou tão belo …
Mas esta minha imagem no lago
Esta esplêndida não me sabia tão bonito
Oh aparece dileta não me deixas só
Existem outras mulheres por aí …
Quem é fiel a sua mulher é cruel para as outras … não!
Vou manter-me íntegro e probo em relação a minha amada ...

Aí o meu cavalo voltou para casa
Saiu espavorido … e agora?
Fico e não me vou embora
Oh alazão também tu me abandonas?
Minha estimada não me deixes só neste mundo tirano e cruel.>

O fidalgo esperou … esperou …
pela sua adorada como esta não regressava continuou a olhar para
a sua imagem refletida no lago, obcecado pelo seu rosto e pelos seu cabelos negros,
durante muito tempo e nunca mais foi visto. 
Dizem naquela região que apareceu
uma nova planta na margem do lago que os habitantes nunca tinham visto
a que deram o nome de Lírios de água, em homenagem ao fidalgo.
As pessoas mais velhas dizem que este
se transformou em Lírio de água de tanto esperar `
Pela sua estimada paixão. 
E as plantas coloridas que ali existiam um pouco por todo o lado,
deram o nome de flores em recordação da Florinda sua amada.

sábado, 16 de agosto de 2025

Poemas d´antigamente

Poemas com o falar d’ antigamente

Oh incendiaste o meu coração
Quando te vi … 
A descer a ladeira
Trazias na mão o meu amor
Escondido no teu amar mas não o sabias.

Envergonhado tentei falar
Qualquer coisa que acordasse
Na tua pessoa… o quanto gostava de ti …
Mas fizeste ouvidos de mercador,
Senti a dor dos vencidos da vida
E fiquei carente dos beijos que não te dei.


Ah vi-te depois no outro dia descalça 
De robe de chambre e corpete
Mas toda cheia de graça
Andando pela verdura …
Naquela manhã primaveril 
Só esperava estar a altura
Da tua afeição.

Apareci de rompante
De tricórnio, casaco e colete …
Ficaste assustada quando me viste
Mas mesmo assim sorriste … timidamente

Depois continuaste o teu caminho
Impassível ao meu querer,
Fiquei com uma grande dor d, alma …
E perdido nos meus pensamentos …
Por ver te assim tão calada e pouco disposta aos meus avanços.

Mas o tempo vai
E a afeição vem …
Porque todo o amor é composto de mudança …
Talvez um dia tenha a confiança
Para procurar …
Aonde guardas a tua devoção
E no meio do ardor e do tormento de não te ter …
Consiga conquistar o teu coração.



quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Trovas de mim mesmo

Foste beijar-me mesmo na alma
Aonde me doía tanto … e curaste-me,
Sendo assim estarei sempre …
Para contigo incessantemente grato.

No meu prato,
Havia sempre … urtigas, pregos e espinhos …
Graças a ti consegui abrir caminho finalmente 
E conquistar o lugar que sempre tive em mente.

E as vagas que me batiam
No peito fazendo me cair …
Ao primeiro impacto … agora rindo olho para elas de Tão pequenas que são que
 nem as sinto. 

Uma armadura cresceu em mim
E lá apareceu uma luz para me guiar,
O caminho mais difícil e cheio de pedras
Que encontrasse … é exactamente esse que queria conquistar.

Trovas de um humilde servidor do meu ego … 
Que me agarra que me consume
E que sigo … 
Porque que me socorre quando tudo parece estar perdido.

E o tempo vai … e a minha criatividade vem …
E não me cai no esquecimento
Que o teu beijo na minha alma 
Aonde me doía tanto, ...
Fez-me levantar amarras, seguir em frente
E fazer escalas por aonde bem entendi … 
Só por acreditar na força interior que à em mim.

domingo, 10 de agosto de 2025

Lá ao fundo


O mar lá ao fundo o céu azul lá em cima …
De mão dada com o mundo 
Parece um sonho …
Trazido pelos Deuses do Olimpo.

E as pessoas vão,
Cada uma sentada aos comandos da sua vida …
De uma forma reiterada vencendo
Os obstáculos que lhe vão aparecendo a frente …

Depois levanta-se um vento quente, 
A seguir vem a chuva 
E o vazio … a alma grita de espanto …
Vindos de onde? É indiferente …
E de súbito estamos sozinhos
A viver a vida.

O nosso caminho é o nosso destino
Que tão duro, por vezes, pensamos
Que este luta contra nós mas se foi possível a Portugal 
Conquistar em navios casca de nós, o mundo, os nossos sonhos são perfeitamente …
Plausíveis, possíveis e realizáveis.

Se os nossos objetivos para serem realizados 
Fossem tão fáceis de realizar, como pressionar 
Um botão …
A partir daí para onde iríamos?
A alma humana não quer só olhar quer evoluir a trabalhar.

Temos que ir em frente
Colocar grades nos nossos abismos
Plantar amor onde antes o ódio chegou a florir,
Rir dos nossos fracassos iniciais e rumar em busca 
Da nossa Taprobana conquista-lá e ir ainda mais além …

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

A filosofia da borboleta

 

Contos

A Filosofia da borboleta

O Zezinho e o Fernandinho são dois primos direitos que por terem a mesma idade doze anos, viveram a sua infância e adolescência praticamente juntos. Costumavam ir de férias para uma casa de campo que os seus avós tinham no centro de Portugal.
Uma vez estavam na sala da casa e apareceu uma barata, a avó gritou horrorizada.
<Ai! Socorro.>
Os primos ficaram a olhar para a barata
sem saber o que fazer.
<Façam alguma coisa.>
O Fernandinho mais afoito foi ao seu quarto, olhou e viu um dos seus chinelos num canto, agarrou no chinelo regressou a sala e matou a barata.
<Oh meu lindo menino tiveste muito bem em matar aquela barata nojenta.>
<Obrigado avó.>
<Da cá um beijinho.>
A avó Carmelita encheu o neto de beijos, tirou um nota de vinte euros do bolso da bata e deu ao Fernandinho.
<Toma lá.>
<Obrigado avó.>
A criança pegou na nota e abanou em direção do primo que olhou para o Fernandinho com alguma inveja.
Entretanto pela janela da sala entrou uma linda borboleta branca com desenhos amarelos e pretos.
O Zezinho antes que alguém dissesse alguma coisa esborrachou a pobre borboleta entre as mãos, olhou para a avó a espera de ouvir elogios.
<Mas o que é que tu fizeste? Isso não se faz as borboletas não são para matar são para olhar e admirar a sua beleza, és parvo ou que.>
<Mas …mas … >
<Mas … mas o que>
<O Fernandinho matou um animal e recebeu elogios e dinheiro e …>
<O teu primo matou um barata nojenta e feia e tu mataste um borboleta linda e frágil não percebes a diferença.>
< Sao ambos animais … insectos.>
<Não percebes a diferença és parvo, vais para o teu quero e só sais de lá a hora do jantar.
O Zezinho foi para o seu quarto contrariado e aborrecido, ficou entretido a jogar jogos no smartphone, quando a sua mãe Elzira chegou do trabalho, ainda ouviu mais uma reprimenda por causa da borboleta, mas pelo menos conseguiu jantar sossegado.

Moral da história

A barata e a borboleta são ambos insetos então porque a distinção entre eles? Porque a moral e a ética humana tem critérios estéticos, nenhum destes animais é venenoso ou tem um ferrão para picar
as pessoas, mas a barata é considerado um animal feio e nojento, enquanto a borboleta é um insecto bonito e frágil.
As pessoas tendem a idolatrar as pessoas bonitas e a menosprezar as mais feias, muitas vezes não se importam de ser mesmo deselegantes para as pessoas mais feias, esquecendo - se que essas pessoas também tem sentimentos.
Porque na nossa infância os nossos pais e avós, querem que os filhos e os netos tenham a melhor apresentação possível para impressionar quem as conhece, talvez seja por essa razão os humanos idolatram tanto a beleza e desprezam tudo o que é feio.



terça-feira, 5 de agosto de 2025

Café antigo

 Café antigo


Este café
Faz lembrar os cafés de outrora
Onde se reuniam poetas, filósofos
E boémios que procuravam na espuma dos dias … uma bóia para a sua vida.

O estabelecimento tem aspeto antigo
Mas é um fantástico abrigo
Para quem se quer esquecer de si mesmo 
Por algumas horas …

Quantos poetas já se inspiraram
Nos retratos nas paredes que falam
Sobre Lisboa vetusta … e o seu castelo altaneiro 
Mas que continua enxuta e quase angelical?

Mas nem só de poetas e filósofos
Vivem os cafés antigos ...
Este lembram também os revolucionários de antanho
Que queriam, por vezes de forma violenta, tudo mudar …
Mas que punham sempre a cultura e a Arte em primeiro lugar.

E a educação e o ensino
Eram a pérola perfeita que ia salvar o mundo …
Era o adeus profundo a fome, à miséria e ao desalento …
Os livros eram o fermento que iria resolver tudo.

Café antigo
Ja não há muitos como tu
Continua a inspirar …
Poetas, filósofos e a descansar o coração dos boémios,
Ainda tens muito para dar … aqueles que ainda
Se lembram de ti não te vão deixar.

Mas ... já não se ouve o falar 
Dos intelectuais ... todos juntos 
Numa mesa …
Em amena cavaqueira ...
Para onde é que eles foram?

O mundo precisa de mais filosofia 
Da moderna e da antiga.
E não de armas e bombas
Que explodem por esse mundo fora todos os dias.

Talvez se ouvessem mais cafés antigos 
Os intelectuais reuniam-se e decidiam 
Mudar o mundo ... acabar com as guerras! 
E salvar os homens, as mulheres, 
Os animais, as plantas ... e o planeta ... talvez isso aconteça um dia …
Porque à sempre uma solução para tudo … aja coragem, vontade e sabedoria!     
 




Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...