Desejo a todos os leitores deste blogue
Um Feliz Natal e Boas Festas.
Miguel Lopes
Rasgava a madrugada se pudesse
Para estar contigo ...
Navegava o oceano
Numa barcaça de antanho para te ouvir dizer o meu nome.
Gostava de ver - te florir no meu quintal
Enquanto regava a tua boca com beijos
Colhia poemas no meu jardim no meio das flores
E do arvoredo ... e satisfazia todos os teus desejos ...
Os mundos que nos separam estão prestes
A ruir ... quando ficarmos frente a frente
O teu sorriso apagará todas as minhas magoas
As tuas caricias levarão para longe
As montanhas que me esmagam ...
Um pássaro gigante de gelo e de fogo
Libertará as nossas almas …
Que correram livres para se amarem
Vencendo precipícios, ondas, marés e ventos fortes ...
O tempo dos amantes
Não é o tempo dos homens
É mais lento,
Porque é feito para durar.
O sonho dos pássaros
Era voar ...
E conseguiram,
O meu sonho é conquistar - te.
É mais fácil do que ganhar asas
E voar ... logo o que tiver de acontecer acontecerá …
O amor não é uma equação matemática com um resultado previsível …
Por alguma razão os cupidos estão sempre a rir - se.
No amor devemos perdoar
Quase tudo ...
Porque foi o amor que nos deu vida
Logo é superior a nós.
Na poesia vale tudo
O poema é o chocalhar da alma
Dizemos o que queremos
Mesmo o que não dizemos fica dito
Será que este consegue condensar tudo num só grito?
E tudo o resto é a repetição
Do que já foi escrito?
Só será assim se não tivemos o arrojo
De olhar por cima dos ombros dos gigantes
E continuar a subir a montanha azul diligentemente
Que se forma no inconsciente dos poetas
E nos desafia ...
A percorre - la com os olhos da mente.
O poema é fruto de uma liberdade exógena acorrentada a nossa alma
Que vem do interior ...
Mas não podemos esquecer
Que o que liga tudo é o amor ...
P. S - Quando o Walt Whitman
Libertou os versos
Aonde estavas?
No meio das estrelas …
Os poemas vieram ter comigo
E dançaram ao meu redor
Como pássaros de luz e de som
Som celestial …
Subi a montanha pelo lado norte
O tempo estava bom …
Lancei os búzios para ver se tinha sorte
Acredito que a ventura somos nós que a fazemos
Enquanto lutamos pelo que queremos.
Tento ler os meus pensamentos que se vão formando
No horizonte …
Podia fazê-lo em casa mas gosto de estar no monte
No meio das urzes, das flores e dos canaviais
Mesmo defronte do meu livre arbítrio …
Da janela vislumbro o meu equilíbrio mental
Que por vezes me pergunta
Por onde ando …
Em termos poéticos … tenho várias influências
Que passam imperceptíveis no meio rima e da métrica
mas estão lá …
Aprendi a achar - me na solidão
Só para depois me deixar surpreender
Pela multidão que habita dentro de mim
Ninguém é um só …
O vento uiva a chuva cai
Escrevo e seguro - me
Num fio muito fino …
Que teci para me equilibrar feito de poesia
E do rimar das coisas que aparecem e desaparecem
Mas sempre fica alguma coisa desta dicotomia.
Só não gosto de virar as pedras
À procura do que passou …
Quem deixa o cavalo sossegado
Não apanha coices.
Desço a montanha
Já cansado …
Olho ao meu redor utilizando os meus sentidos
Gosto de olhar a natureza nos olhos
Se tiver bem comigo próprio é música para os meus ouvidos.
Para desfrutar de algo
Temos de estar bem,
Ou mesmo aquilo de que gostamos
Se vira contra nós e mostra - nos os dentes e rosna
É um desassossego …
À que não nos deixar tentar quando sabemos que aquele caminho não é o nosso.
No teu mar
Escolhes os ventos, as marés
E as correntes …
Que queres enfrentar …
Coloca os teus pensamentos
Na sombra não deixes que o Sol os ilumine
Tão intensamente …
Dá descanso ao teu entendimento.
É preciso algum caos interior
Para se escrever algo concreto e diferente
E disciplina para não nos deixarmos
Vencer por ele.
Os antigos egípcios tinham muito receio do caos
Porque consideravam que era o contrário da ordem
A sobrevivência em comunidade dependia disso
Por essa razão as pessoas têm tanto receio de mudar receiam o caos total.
Os humanos preferem as coisas fáceis às difíceis
Mas para vencer na vida temos de vencer as dificuldades
O que dá dividendos não é fácil de conseguir
É mais fácil desistir … não o faças!
Quando conseguires algo que querias muito
E te esforçaste imenso para o conseguir
É a felicidade suprema …
Um despertar dos sentidos difícil de explicar
Quando realizamos um anseio
Por vezes nem sabemos se estamos a dormir
Ou acordados … é uma situação invulgar
Difícil de concretizar …
Existe uma grande diferença
Entre ser e não ser
Essa é a questão com a qual
Temos de lidar… para vencer na vida.
Mas não podemos ficar em cima do muro
Sem saber para onde vamos
Se aparecer alguma dificuldade temos de nos adaptar
Sem mudar a nossa essência.
E assim mantemos o barco
A flutuar … quando parecia que íamos ao fundo
Ainda existem muitas milhas por percorrer
Neste mar imprevisível e soturno …
P.S - we can’t smell the wood burning.
A anosa barcaça está pronta para partir
No meio de novos povos, ventos
E marés … algumas coisa boa …
À de florir …
A viagem segue com a costa
Mesmo ali ao lado
O alto mar … e as suas temerosas ondas
Vão ter de esperar um bocado
Assim é mais seguro.
Os pássaros passam por cima
Da barcaça aflitos ...
E enchem o espaço
Com os seus gritos ...
A anosa barcaça está pronta para partir
No meio de novos povos, ventos
E marés …alguma coisa boa …
À de florir.
O tempo está bom
O mar é de senhoras
Assim podemos ir a qualquer a parte
Desde que não nos falte
Empenho, engenho e Arte
O mar está cheio de vida da mais pequena
À maior …
Os golfinhos fazem companhia
À anosa barcaça nadando e pulando
Ao seu redor …
Mas o tempo muda
E tudo se esfuma
Se a rota escolhida
Não for a melhor e não convém errar
Quando só temos uma casca de nós
Para nos equilibrar…
Mas o longevo barco
Não quer saber …
Avança altaneiro
Pelo meio das ondas
Sem nada temer ...
A anosa barcaça está pronta para partir
No meio de novos povos, ventos
E marés … alguma coisa boa
À de florir …
Às vezes só me apetece
Ver as flores, as árvores, o céu azul
E o mar, ....
Contigo na lembrança ... enquanto
Percorro o teu rosto com o meu olhar.
As ondas rebentam lá em baixo
Será que o que nos ligava
Ficou em pedaços?
Nunca fizeste um esforço para me conhecer.
Mas a vida tem de continuar
Como as ondas do oceano todos
Precisamos de subir à superfície
Para respirar ... enquanto procuramos um regaço
Para descansar.
Tiro a minha Lira
Do bolso ...
E retiro delas algumas
Notas ... de desgosto ... por não
Te ter sabido conquistar...
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece
Sempre por entre as nuvens ...
Depois da tempestade
Vem a bonança …
E tudo parece encaixar
Na perfeição e os teus tormentos
Partiram para longe do teu coração.
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece sempre
Sempre por entre as chuvas ...
O teu cansaço
Deu lugar a forças
Que pensavas que já não tinhas
E aquilo que te consumia foi vencido
Por entre a azafama do dia a dia.
Enquanto subo a ladeira da vida invisível
Mas tangível para os meus sentidos
Olho para os meus sonhos
Só para ver se estes ainda lá estão …
Desafiam - me … querem mais mas por
Vezes só apetece contemplar os que já concretizei.
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece
Sempre por entre as nuvens ...
Se calhar a alma
Também precisa de respirar
Por vezes é preciso deixar as vontade e os alentos
Parados no tempo e espaço nem que seja por meio segundo.
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece
Sempre por entre as nuvens ...
Por entre as nuvens
Vislumbro o meu horizonte
Não sei se é real ou uma fantasia
Mas o que fica daquilo que sinto e vejo
Deixo registado na minha poesia …
Não penses tanto … no vento e na chuva
Que o Sol aparece sempre
Por entre as nuvens …
Arreei velas e zarpei
Na anosa barcaça
Segui o vento ...
Sempre atento
Ao que estava a fazer.
Vi muita coisa mas
À muita coisa que desconheço
E ainda bem ...
Desde muito novo que me rendi ao conhecimento
Mas para o conhecermos temos de o procurar.
Quando aprendo algo novo
Entro num mundo que não conheço
Com Sol e várias,
Luas ao seu redor ... cada aspeto do conhecimento
Tem um Universo próprio.
A mente gosta de aprender
E de se reinventar ...
Às vezes para fugirmos ao tédio
Só precisamos de um bom livro que nos faça sonhar.
Se a sabedoria não fosse importante
Os gregos um dos pilares da sapiência ocidental,
Não tinham escolhido Atenas filha de Zeus como a Deusa da sabedoria
Nem os romanos teriam a sua congénere Minerva.
Na vetusta Grécia os gregos gostavam de colocar o pensamento
Em ação ... e aonde não havia nada ... a não ser desejos e vontades
Surgiram Templos, santuários, palácios e esculturas ...
E jardins um pouco por todo o lado plantados,
Que deixaram os romanos fascinados
Estes conquistaram a Grécia
Mas foram conquistados pela sua cultura ...
O mundo grego - romano
Deu as mãos e assim ...
A sabedoria e a Arte ganhou asas
E conquistou o mundo.
Nos nossos dias somos
Sonhos por concretizar,
Amores por conquistar ...
Caminhos por decifrar ...
Quo Vadis?
Muito se passou desde que Zeus filho de Cronos e Reia
Criou o monte Olimpo ...
Muitos anseios foram realizados,
Muitos sonhos considerados perdidos foram resgatados
Não à limites para a criatividade humana ...
O homem sonha
A obra nasce
E agora
Para aonde vamos?
Se somarmos
Os sonhos, desejos ...
E vontades do mundo inteiro, e os respeitarmos
Se calhar começaremos a perceber qual o caminho a seguir.
Coloco as velas a todo o pano
Sigo o rumo por mim definido,
À novos mundos interiores para conquistar
O meu mar ...
Não pode estar longe ...
Enfrento as vagas, o frio, as correntes
Que vou descobrindo,
Pelo caminho ... agarro - me ao que gosto de fazer
Tento perceber o que faço aqui
E espero que o Fortúnio me acompanhe sempre.
Ode - Na Grécia na magnifica Grécia clássica
À época um mundo dentro de outro mundo,
A terra cheirava a perfume ...
A água do mar era tão transparente
Que se conseguia ver o fundo ...
Terra de filósofos e de poetas
Matemáticos, políticos, e artistas
Que moldaram a cultura ocidental ...
E influenciaram entre outros o nosso príncipe da poesia épica
Cujos poemas já foram, tantas vezes, exaltados e lidos
Enquanto navegava orgulhosamente por mares impetuosos e desconhecidos.
No Renascimento a cultura grega foi muito bem estudada
Os romanos sabiam que havia ali génio, equilíbrio e Arte
E conseguiram ficar perto da divina criatividade
Quando ,por exemplo, Bernini já no barroco criou a escultura de Apolo e Dafne.
Nos nossos dias ... à relativo pouco tempo
Apareceu o neoclássico ...
Que tem pódio, colunas e frontão,
Na sua apolínica entrada ...
O desenho não engana
É grega a sua fachada.
Muitas obras gregas chegaram aos nossos dias
Traduzidas por vários povos ancestrais,
Obras que espantaram os mais sábios omniscientes ...
Que a estas não conseguiram ficar indiferentes.
Aonde foram buscar os gregos tanta sapiência?
Estas obras foram estudadas ...
Durante anos, semanas e meses
Ninguém sabe responder a semelhante repto ...
Ficou tudo no segredo dos deuses ...
Na Grécia na magnifica Grécia clássica
À época um mundo dentro de outro mundo,
A terra cheirava a perfume ...
A água do mar era tão transparente
Que se conseguia ver o fundo ...
P.S - Segundo alguns investigadores Zeus está na origem da palavra Deus.
Para aonde vamos?
Outrora ...
Cavalgamos mares numa casca de noz
Abandonando a foz dos nossos receios
E procurando desaguar no vasto oceano ...
É preciso coragem para zarpar
Com vagas tão grandes
Ventos contrários,
Correntes violentas, povos desconfiados, sem se saber aonde aportar.
Nos nossos dias
Todos viajamos em águas incertas
À guerras, dor e incertezas
Aonde iremos parar? (sou otimista apesar de tudo)
Nos tempos que correm somos um pouco
Marinheiros à procura de terra firme
Procuramos amor, dinheiro, estabilidade
Também temos de ultrapassar o nosso bojador
Se queremos alcançar tal desiderato.
E lá vamos nós segurando
Os pontos ...
Acrescentando sapiência à nossa vida
Resolvendo aquelas questiúnculas que nos vão aparecendo
No dia a dia ...
Só podemos saborear
Um êxito ...
Se lutarmos por ele
E dermos tudo o que temos para o alcançar.
Quando estamos Zen
É quando conseguimos,
Ver as coisas como elas são
Sem preconceitos, ódios ou temores infundados.
Viver com ódio no coração
Ou preconceitos ...
Dificulta a perceção que a alma
Tem da realidade …
E assim só vivemos meia vida.
Para quê viver ao sabor da tempestade?
Se podemos navegar num mar de senhoras
A saborear um Sol primaveril e suaves brisas matinais…
P.S - Ditado romano
Verba volant, scripta manent.
(Palavras voam, o que é escrito permanece.)
O jogo da vida
Cansa mas também
Encanta …
Quem o sabe jogar.
Por vezes perdesse
Mas ganhasse sempre qualquer coisa
Porque aprendemos nas derrotas
O que temos de fazer para vencer.
À dois caminhos na vida
O do bem e o do mal (maniqueismo)
Se seguires o do bem
Serás um vencedor a longo prazo.
Se seguires o do mal
Serás uma perdedor
A curto prazo.
À caminhos que nos levam à perdição
Esses para mim não!
Na vida temos de fazer
Escolhas …
E são essas escolhas
Que vão definindo
Quem somos.
Quando somos novos
E temos de definir
O que queremos da vida …
Não é fácil mas aos poucos
Vamos vendo a luz ao fundo do túnel.
Uma crítica construtiva
É sempre bem-vinda …
As destrutivas vêm sempre de pessoas
Que não gostam de concorrência.
O que os outros dizem
É importante devemos
Saber ouvir [amigos (as) família] mas quem define
O nosso à - de - vir somos nós …
Se queremos acordar todos os dias
Com vontade de nos superar - nos
A nós mesmos e prosperar …
Salmos 34:14 Aparta - te do mal e prática o bem.
Quando ando pelos escombros
Da minha existência ... sozinho pelas várias divisões.
Tento reparar paredes, janelas e portas
O chão ainda aguenta o meu peso.
Se o céu está cinzento
Fico lá dentro ...
Da vetusta casa
E espero que as nuvens negras se vão embora.
Quando o céu está sem nuvens e o Sol aparece
É uma alegria ... uma alegria
Para alma que vestida com cores quentes
Sorri de contente.
Lá atras no caminho
Penoso que subi ...
Ficou quem não gostou
De mim ... não se pode agradar a todos.
Mas também não vou esperar
Por quem já não vem ...
O amor e a amizade são voláteis
Qual flor frágil ... não resistem se não for regado todos os dias.
Não posso ser quem não sou
Mas se pudesse ser outra pessoa
Talvez tentasse mas ... por outro lado já tentei fugir de mim
Mas a minha forma apanhou - me de tanto lutar venceu - me pelo cansaço
O que é um embaraço para quem se julga dono de si.
Não consigo ... alterar a minha forma
O cérebro já foi formatado
À muito e não se desforma-ta ...
Ao carregarmos num botão , apenas regista tudo o que sente lê e ouve ...
Aumentando a sua dimensão cognitiva.
Peguei numa fera com a mão esquerda
Que se abana que se contorce
A outra mão quer escrever poesia
Numa catarse poética, filosófica, introspetiva
E quase doentia ... mas vou criando ... a dificuldade na escrita
Aguça a vontade da superação dizem que é isso mesmo que alimenta a alma.
Talvez precise de algum desequilíbrio momentâneo
Para me equilibrar ...
E para poder criar,
Numa desconstrução construtiva ...
Que depois volta a forma original.
Num rochedo junto ao mar deixo
Os meus poemas gravados nas rochas
O mar conhece - os ... o que já é uma vitória,
E espero que os espalhe aos quatro ventos ...
Num momento único de glória.
Perdi a minha idade
Na montanha …
Esta não fala mas sabe guardar
Segredos …
Quando o Sol tocar
Na água fresca,
E a barbatana do tubarão passar …
Vais fugir ou vais amar? Vais fugir ou vais amar …
Se consegues passar entre as espadas
Do teu raciocínio
Está tudo bem,
Mas se paras e cais no abismo
Quem te tira de lá?
Porque navego contra o mar?
Porque se navegasse a favor ia contra as rochas.
Coloquei o meu coração
Lá fora … está feliz … já não sofre …
Observo as minhas pegadas na areia
Para aonde vão? Nem elas sabem …
As palavras saltitam de ramo em ramo
Quem os fez? Foi Deus e os homens.
Quando as mulheres dão à luz
Tudo o resto se apaga por momentos,
Só fica a poesia vivida nos meus pensamentos …
O som do mar a respirar
O pulsar da cidade …
E das suas gentes que gostavam
Por momentos de tudo se libertar …
Esquecer todos os seus problemas
E navegar …
Nós somos aquilo
Que ao longo,
Da nossa vida
Se tornou um hábito.
A Arte é a prova
Que quando o homem quer
Consegue superar - se a si próprio
E deixar a sua marca no mundo e inspirar outros.
Quando perceberes quem és
O teu trabalho será tão leve …
Que todas as tuas agruras
Não terão coragem de te incomodar.
Tudo o que fazemos
Por amor devia ser perdoado,
Estávamos dominados por algo
Que nós deu a vida logo é maior que nós.
Para escrever algo único
Temos subir nos ombros de gigantes
Que é o mesmo que dizer irmos
Aprendendo uns com os outros e um dia …
Alguém aprenderá com aquilo que escrevemos.
Quando encontrares uma porta aberta
Para os teus sonhos …
Não vás à procura de uma porta fechada
Porque essa porta não é a tua e perdeste uma oportunidade de seres feliz.
Se demorares a perceber quem és
E o que fazes no mundo
Não te apoquentes …
Quanto maior a demora mais saboroso é o desfrutar.
Não te deixes dominar
Por críticas destrutivas
Não fiques triste ignora … lembra - te ...
Que existem pessoas que não gostam de concorrência.
Quando quiseres fazer algo
Que gostas muito … não penses
Muito nisso porque pensar muito paralisa
E cansa … dá aso ao teu livre arbítrio
Não lutes contigo próprio liberta - te.
Escrevo para não me esquecer
Que escrevo,
Para descobrir
Porque escrevo ....
Se fosse pássaro
Não gostava de ser alvo de chacota
Só porque o vento
Parece levar - me para aonde ele quer ... é meia verdade
Por vezes o destino também manda em nós.
Quem nunca errou não sabe
Se está no caminho certo
Porque nunca teve
De procurar o seu verdadeiro destino.
Só se consegue ver o futuro com os olhos
Da mente ... a chave
Para o compreender é ler muito
É esse o desígnio dos poetas.
Para sermos felizes
Temos de conhecer os nossos limites
Mas para conhecermos as nossas extremas
Temos de tentar a sorte ...
Quando lutamos
Por alguma coisa e algo nos dói
É porque estás no caminho certo ...
A superação consola a alma
E torna - te mais forte.
Nunca é tarde para
Amar desde que haja interessadas
Flor que não é regada
Esmorece ... com o amor também é assim.
Não tentes ser quem não és
Vais procurar - te por todo
O lado ...
E nunca te acharas ...
A felicidade quer nos leais a nós mesmos
Só assim vivemos
Em sintonia com aquilo
Que somos.
A neve cai no meu quintal fictício
Por baixo do manto gelado
Existem ervas … não daninhas
Mas das outras.
O céu fala … ouves?
Quer que nos sentemos a conversar
Naquele local
De sempre ...
Aonde dávamos
As mãos e falávamos
Sobre quase tudo … como quando
Éramos crianças.
Os poetas tem uma luz
Que ilumina o caminho dos homens
Por enquanto,
Ainda ninguém a tentou apagar ...
Os meus sonhos
Estão ai …
No meio das palavras,
A poesia revela - se mas esconde
Sempre qualquer coisa …
À quem consiga decifrar
Quase tudo o que escrevo
Não digo tudo porque tenha medo
Mas esconder algo,
É sempre bom …
Revelar tudo é não deixar
Espaço à imaginação dos leitores.
Que querem sonhar,
Confiantes que ainda tenho muito para dizer ... e por contar.
Gosto de transformar
Palavras em poesia
Não me quero tornar
Num poeta chato, previsível, aborrecido.
O que as pessoas querem? Fantasia …
A minha singela função?
Fazer as pessoas sonhar …
Enquanto procuro a música que faz
A poesia rimar no meu jardim interior.
Dispenso, medos, muros …
Dissonâncias, cadências que caiem na nota errada
Pianos desafinados, partituras que já ninguém quer ouvir …
Quero apenas oferecer cânticos que ecoam
Na minha mente que quer ser diferente
Que gosta de ser selvagem, obcecada, por vezes doentia …
Porque não quer ser esquecida
Numa qualquer biblioteca sem serventia
Para lado nenhum …
A minha poesia é a estrada
Cujas luzes iluminam a minha alma
O que veem …
E que os pássaros de gelo e de fogo trouxeram
A minha revelia …
É o resultado …
Do meu querer da minha vontade,
Que mistura conhecimento
Poesia, verdade, alguma inocência criativa e filosofia
Não dá moderna mas da antiga.
Em suma é o cavalo perfeito
Que não quer ser domado
Apenas quer ser lido, decifrado, compreendido,
Enquanto passeias os teus olhos
Pela minha gentil essência dos que escrevem
Para não se perderem.
P.S - in absentia da minha pessoa escrevo o que ouvi dizer de mim. Sentado num muro invisível que carrega todos os meus “eus” aos ombros.
O mar está em chamas
Assim parece …
Uma mulher tão bela como tu
Não se esquece facilmente.
Sei que não me queres
Custa - me aceitar isso … embora compreenda
Mas pedia - te para não parares de dançar
Gosto de te ver o teu corpo a flutuar
No espaço,…
E o teu sorriso … tão bonito …
Formam um par perfeito.
Sou um escravo do amor
Não tenho culpa de me deixar encantar por belas mulheres …
Por essa razão não … não pares de dançar
Gosto de te ver bailar ao som de músicas
Que te fazem sorrir enquanto te esqueces um pouco de ti
O mar está em chamas
Uma mulher tão bela como tu
Não se esquece facilmente.
Não pares de dançar ficas muito mais bonita
Quando te esqueces de ti …
E te soltas só porque sim …
Não pares de dançar … não pares de dançar
Sou um escravo do amor não tenho culpa de nada
Está na nossa natureza
Sermos assim …
Não pares pares
Não pares de dançar …
Solta - te no espaço
Só porque sim …
Por mim
Escrevia poesia o dia todo
Do nascer do dia
À alvorada.
Mas tinha de sair
Para a rua ... nada se faz sem
Se sentir o pulsar
Da nossa existência
A percorrer as nossas artérias
E veias enquanto percorremos
Os nossos locais favoritos.
Olhamos, observamos, ouvimos
Retemos uma frase que nos diz alguma
Aprendemos uns com os outros
O homem sonha e a poesia nasce.
Se pudesse escolher
Que animal gostaria de ser
Gostava de ser um Pássaro...
De longas asas e pequenas penas
Dar um salto e conseguir andar no ar
Ao sabor do vento...
A olhar para o mar,
E a sentir o cheiro da maresia
E a ver as pessoas lá me baixo
Entretidas na sua azafama diária
Algumas a estudar outros a trabalhar...
E outros a descansar de uma vida de trabalho.
Se tivesse carte blanche
E pudesse escolher
Um amor para ao seu lado viver.
Gostava que tivesse cabelos áureos
Olhos claros,
E uma personalidade intensa de mulher
Que sabe o que quer
E para aonde vai... com um toque
De impetuosidade selvagem
Que fica sempre bem,
Quando se ama alguém...
Num sonho vi - te a andar pela praia
Parecias endeusada
Logo pela madrugada ...
Entre os búzios, a espuma das ondas
E a música que o mar faz
Quando vem à superfície respirar ...
Olhavas para o chão
Poisavas o teu olhar
No horizonte
O que pensavas não sei...
Vestias um Bikini
E uma camisa branca
A dar - te pela anca
Muito sensual ...
Os teus passos pareciam comandados
Vinhas na minha direção
O vento disse - te alguma coisa
E olhas - te para mim ... senti - me como se estivesse
Num jardim de mil flores
Suspenso no ar como o da Babilónia
E tu eras a flor mais bela de todas.
Tremi mas não vacilei
O mundo parou um pouco
O tempo ficou mais lento ...
Tu avançavas com movimentos de garça
Fiquei junto a mim ...
E beijei os teus lábios enquanto te abraçava
E o vento sempre ao nosso lado
Falava palavras de amor ainda por inventar
Mas ainda mais profundas que todos
Os poetas juntos algumas vez te poderão dar...
E acordei num lento acordar que não desejava
Contrariado, um pouco revoltado, mas apaixonado
E desejei ser um pássaro
Para te procurar
No meio da urbe ou dos canaviais
E estar sempre perto de ti
Sem te perturbar, ...
E ao teu lado navegar...
As pétalas que caíram
No teu jardim…
O vento recolheu - as com os seus
Longos braços e levou - as para longe.
Para onde foram perguntas?
Mas a questão é quando passaram por ti aonde estavas?
Tentaste agarra - las e colocá-las suavemente
Na tuas mãos… para as observar melhor…
E mesmo assim nada…
Voaram para longe como pássaros na escuridão?
E o queres fazer agora?
Pelo menos olha para as estrelas,
Estas não são pétalas
Mas são luzes que te vão ajudar a sair de ti
Para voltares a entrar na tua vida mais confiante
E sabedor.
P.S - As luzes indicam sempre o caminho.
A vida não é assim tão triste
Que de vez enquanto não ...
Consigamos ver um raio de Sol
Por entre bosques, urzes e matagais.
E qual é o truque?
Para mantermos o barco
A flutuar ... aquele que esperou por nós ...
Que nos transporta no seu convés
Por entre tempestades, marés , ventos contrários ...
Mas também por marés tranquilas e suaves brizas matinais...
É fazer o que se gosta ...
E também não negar
O nosso núcleo duro
As nossas convicções ...
Por outro lado temos de ter um porto de abrigo
O meu porto? Não tenho só um ...
É a cultura, os livros , a música
Quem gosta de ler, escrever, tocar um instrumento nunca está só ...
A cultura é um mar azul magnifico com muito fundo e uma grande alma.
Mas também é importante
Cultivar amizades
O homem é um ser sociável
Por essa razão desenvolvemos a nossa linguagem
Que nos liga e que nos obriga a perceber
Que sozinhos não somos nada ...
Não é fácil a nossa sina
Porque nós não sabemos tudo
Sobre a nossa existência, ...
E isso causa incerteza e perturba ... e mói ... como uma lança invisível
Que nos atravessa de alto a baixo.
Talvez seja o amor ... e o conhecimento ...
Que liga tudo e nos consola nos piores momentos
Se calhar todos nós ... somos um só ...
Mas não te esqueças de ser quem és
Mesmo que não agrades a todos não ...
Entregues os pontos
Não te ausentes de ti
Agarra - te e não te soltes
Faz o que gostas ...
O golpe de asa é acreditar que vamos realizar os nossos sonhos
Num bela manhã solarenga , soalheira , primaveril
De mãos dadas com o nosso existir
A sentir nossa alma a pulsar
De felicidade e a rir
E tu pensas agora percebo quem sou ...
Sei o que faço aqui!
Gosto de escrever aquilo
O que os outros pensaram
Mas que nunca chegaram
A colocar no papel…
Porquê? Não sei mas se me cabe a mim subir ao palco poético - imaginário e inundar o mundo de palavras faço - o.
Para que as palavras não se percam
E porque estão sempre a meu lado…
Ocupando durante alguns instantes
Quando alguém lê o que escrevo
O espaço central…
As minhas vestes são simples palavras
Não uso brilhantes nem brilhantina
Nem utilizo a voz colocada
Para que todos ouçam o que tenho
Para dizer …lá na última fila ou mesmo
No galinheiro …
Só tenho a minha rima
Para brilhar…
Mas sempre naquela esperança de durante
Algum tempo …
Enquanto lês o que escrevo ocupar
Na tua vida
O espaço central…
Não oiço aplausos
Nem nada parecido nem vivas, nem apupos
Escrevo apenas o que o vento
Me contou ao ouvido … só lhe pedi
Para me contar,
Assuntos novos, a velha roupagem já não deslumbra ninguém
Por outras palavras o meu fito é ser original.
Depois cá me arranjo
No dizer e no escrever…
No que tenho para contar de uma maneira mais concreta
E por vezes mais surreal…
Na aquela esperança de ocupar na tua vida
E durante breves instantes
Enquanto lês o que escrevo
O espaço central…
P.S - Galinheiro é um local no teatro aonde os bilhetes são mais baratos.
Um homem novo sobe a escada para o segundo andar de um prédio de Lisboa já com cerca de quarenta anos. Tira a chave do bolso coloca - o na fechadura, e roda - a o ferrolho faz um círculo a porta abre.
O homem fecha a porta atrás de si e entra na sala e qual não é o seu espanto quando em cima do sofá está um leão.
<Aí meu Deus o que é isto?>
O leão olha para o homem e continua a lamber a sua para dianteira direita. O homem de seu nome Fernando fica a olhar estupefacto para o leão.
Entra a sua mãe na sala tem um lenço na cabeça vermelho veste uma bata azul com bolas brancas. Passou pelo leão e este continuou calmo e passivo.
<Mas não estavas a ver ali… ali …>
<Ah o quê?>
< O leão em cima do sofá.>
<Mas qual leão não estás bom da cabeça.>
A dona Constança sentou - se no sofá enquanto o leão colocou - se num dos cantos do mesmo.
<Está aí um leão.>
<Estás brincar não estás.
Passou lhe pela cabeça que se calhar estava alucinações.
P.S - Vou escrevendo aos poucos tendo em consideração que estou a escrever um livro de investigação histórica sobre um dos nossos navegadores.
Tentei encontrar - te em mim
E moldar a tua imagem
Aos ditames da minha alma gémea
Se calhar ousei demais, pensei demais
E tudo ficou suspenso nas entrelinhas.
A minha ausência não significa
Que não goste de ti ...
Mas o teu desinteresse por mim
Perturba - me ...
E a minha alma aflita
Não quer repetir erros antigos
E hesita quando reconhece
Que o chão emocional que pisa é movediço.
Tu pertences a ti
Mas se nos encontramos no meio de tantas pessoas
Existe qualquer "coisa" de mim em ti e vice-versa.
E tu sabes que é assim.
O meu coração
Ainda te te procura ...
Mas tem receio de te descobrir insegura e distante
E que fujas mais um vez por entre os dedos da minha mão
Que entardece ao ver -te tardar ....
Agarra a realidade possível com os dois braços
E escreve nas paredes o código dos poetas
Podes estar quem sabe ... muito
Avançado para o teu tempo.
Coloca janelas em muros
Pontes em precipícios
Debasta caminhos aonde só havia urzes e ervas daninhas
Mas não te esqueças de olhar em frente
Não te percas nos teus pensamentos ... não fiques só entre as flores.
Aquilo que tiver de ser é
A vida tem ciclos positivos
E negativos ... mas temos sempre de ficar à superfície
Mesmo que o nosso barco já tenha partido outro virá
Em nosso auxilio ...
Se encontrares pedras no teu caminho
Agarra nelas e constrói um castelo com muralha
Ponte levadiça, alambor ...
E tudo … e tudo… e tudo o que te prover
Aonde só entra quem tu quiseres …
Feliz aquele que sabe o quer ...
Estamos sempre ...
A poucos milímetros da felicidade.
À quem fuja da boa - aventurança de que terão medo?
Se vires uma porta aberta para o teu êxito entra
Não vãs à procura de uma porta fechada ...
Mesmo que seja difícil
O caminho que escolheste ...
Nada te dará mais prazer
Do que venceres no mister que escolheste para ti.
Existem dois tipos de pessoas
Aquelas que querem construir ...
E as que querem destruir o nosso contentamento
O segredo? Vence com humildade, sorri com deleite e comemora as tuas vitórias
No recato dos teus pensamentos.
A vida não é só
Alimento para o espirito
Convém saber ... para aonde vamos,
Quo vadis? Como diziam os romanos
Na sua sabedoria antiga.
Questões ... questões ... questões
Porquê tantas questões?
Porque é preciso...
Entender tudo, meditar sobre muita coisa, observar quanto baste!
Gosto de ser profundo na esperança
De ser muito claro.
Quem não me entende não desista
A sapiência das palavras não é fácil de decifrar ...
Mas está sempre disponível para ser entendida.
Quanto mais alto voo mais pequeno
Pareço aos olhos
De quem não gosta de pensar
Mas só evoluímos se o nosso cérebro evoluir.
Se tivermos amor consegue - se ver tudo com mais clareza
As "coisas" surgem como elas são.
Se não tens amor não tens equilíbrio
E todo o teu pensamento parece desfocado.
Só podes ser útil à sociedade
Se o teu equilíbrio emocional estiver contido, moderado, controlado, ...
De outra maneira,
Só te vais prejudicar a ti e aos outros.
A poesia é para comer
Serve de alimento para a alma
De quem escreve, lê, interpreta, reescreve
E fica a meditar nela durante algum tempo
Tentando descobrir os seus segredos …
Coloquei - te numa redoma
Mas depois percebi que querias
Ser livre como um pássaro ...
Ninguém deve ou pode impedir uma pessoa de ser quem é.
E fiquei a ver - te a surfares
Nas ondas do teu pensamento,...
E o teu cabelo tão belo ao vento ...
A escolher a quem te queres dar
Dói muito mas é a vida na sua forma mais temível.
Amor não correspondido, a víbora dos sentidos.
Não se pode colocar grades
No pensamento de ninguém ... nem na sua maneira de ser,
Porque quem pensa que conhece alguém
Só a conhece depois de conhecer a sua história.
A vida é tão frenética
Que ,por vezes, lidamos com uma pessoa
Pensamos que a conhecemos
Mas não sabemos nada sobre esse ser humano.
Por essa razão o seu comportamento
É imprevisível ...
Mas para quem a conhece verdadeiramente
O seu comportamento é previsível, calculável, conjeturável ...normal.
Logo se amas alguém primeiro conhece bem essa pessoa
Deixa - a ser livre ... porque se a tentas moldar ao teu pensamento.
Essa pessoa vai deixar de ser quem é ...
E vai querer fugir de ti
Para se voltar a encontrar ....
Algures no tempo e espaço.
E tu ficas um farrapo
Triste e amargurado,
Porque não percebeste
Que não à amor sem liberdade!
Disfarça
No meio das flores
E do céu azul apresentas - te as tuas credenciais
Uns reconheceram algo de ti
Em si mesmos... outros nem por isso.
És o que és
Muito bem...
Mas disfarça,
Tenta ser só rosa esconde os espinhos.
Porque ser se quem se é
Pode não agradar a todos
E depois...
Para onde vais?
O céu continua lá
E as flores também
Para quê tocar nos elementos
E tentar muda - los se já existe uma determinada ordem
Que todos ou quase todos reconhecem como sua?
Se calhar convém fazer uma leitura
Da sociedade...
Antes de lhe contarmos
A nossa verdade ... para quê tentar mostrar um céu azul e branco
Se as pessoas acreditam que vem ai tempestade?
Quando escreves e depois paras
Para onde foi a tua inspiração? Regressou ao seu reino
Que fica por detrás do horizonte ...
E tu ficas cansado só de o observares... lá ao fundo...
Depois vês umas flores
O vento sopra e tu ouves,
E sentes ali e aqui qualquer coisa
Que anda no ar e não poisa.
E a poesia ferve em ti ... queres escrever algo,
Que mistura Futuro, Presente e Passados …
É esse o teu fado? Sentes que sim, e as palavras nascem
Desse conflito que desperta meio aflito
E tu queres condensar tudo o que sentes num só grito.
O poema escolheu - te para o fazeres nascer
E tu olhas, para ele e tu medes o que escreveste,
Se for preciso tiras - o a ferros ...
Alteras algumas palavras sem te alterar a ti ...
E sabes que deste tudo mas que ainda não está bom.
Pensas nos deuses
Queres ir à história para te inspirar ...
E pensas naquele quadro que viste no museu,
Tão belo, tão louco, tão ousado, havia ali tanta cor e significado
Mas acabas por concluir ... que não estás inspirado ...
Far out
Teatro
Personagens
Rei - Cláudio Nerva
Rainha - Sabina
Rei de Pariental - Comodo Daia
General - Cipião Caio
Tio do Rei - Flávio Nerva
Octávio Cesariano - Líder do Conselho Supremo
Mensageira do conselho supremo - Íris
Um poeta - Lucano Construtor
Centurião romano - Rufus Ennius
Soldados
Trabalhadores do palácio
Numa galáxia não muito distante.
Os habitantes da galáxia dos Rising Suns resolveram para impedir mais guerras, entre o mundo conhecido por Nurka e o mundo denominado Pariental que os filhos primogénitos dos Reis seriam criados por pais adotivos. O filho dos Reis de Nurka seriam criados pelos monarcas de Pariental e os filhos dos Reis de Pariental pelos Reis de Nurka. Se houvesse uma guerra entre estes dois mundos teria que se quebrar "a bolha", que protegia os habitantes dos raios do sol e não deixava sair o precioso oxigénio da sua atmosfera, este ataque ao quebrar "a bolha" mataria os Reis de ambos os planetas. Se os filhos atacassem o mundo vizinho mataria os seus pais. Foi uma decisão do conselho supremo aprovada por decreto - real pelos Reis que governavam nesse tempo e durante cem anos a paz vigorou na galáxia dos Rising Suns.
Esta galáxia tem uma particularidade tem quatro sois dai a necessidade de proteger os planetas habitados por uma bolha de outra maneira a vida nestes planetas seria quase impossível. Outrora havia muitas árvores nestes mundos, mas as guerras destruíram a maior parte, por essa razão e para poder racionalizar o oxigénio houve a necessidade de se recorrer a uma bolha só assim se podia controlar o precioso gás que permitia que a vida se multiplicasse e fortificasse. Nurka é maior que Pariental, o reino de Pariental é mais rico.
Entretanto subiu ao trono Cláudio Nerva um jovem inteligente, belo, ambicioso, e que não sabia.
A capital de Nurka é Neuronium onde o Rei e a sua entourage vive.
Numa sala estão Claúdio Nerva Rei de Nurka e o General Cipião Caio, o General está de pé o Rei está sentado no seu trono. Num enorme janelão consegue ver se a galáxia dos mil mundos, uma galáxia rica, cheia de planetas novos por explorar, e de estrelas amarelas, azuis e vermelhas, ao longe também se consegue vislumbrar "the world eater" um enorme buraco negro do qual os habitantes da Rising Suns têm muito receio, mas que está provado estar tão distante que não representa perigo para estes povos, a galáxia dos mil mundos está a alguns milhões de km dos dois reinos, mas é acessível aos habitantes de Nurka e Pariental. Só falta o acordo entre estes dois povos para se explorar esta galáxia, mas este acordo não está fácil de conseguir. A grande questão que está a atrasar o acordo é que ninguém quer ficar com a cintura dos insetos gigantes de Nurka que atacam as naves que passavam por lá. A única maneira de contornar os insetos gigantes é utilizar a passagem pelos portões de pulsar que pertence ao reino de Nurka.
Na sala dos tronos que tem este nome por ter dois tronos um para o Rei outro para a rainha, estão presentes Claúdio Nerva e o General Cipião Caio.
«O reino de Nurka está a enfrentar algumas dificuldades precisávamos de procurar novas riquezas.»
«Sim tens razão Cipião .... o acordo está difícil.»
«Mas porquê?»
«Por causa do Rei de Pariental Comoro Daio não aceita nenhum acordo sem ter acesso aos Portões de Pulsar que pertence ao nosso reino.»
«Mas então só à uma solução guerra.»
«Quero evitar isso a todo o custo ... sabes bem que destruir a bolha de Pariental ia fazer muitas vitimas, essa solução só em caso muito sério de preservação do nosso povo.
«Mas a situação já é muito séria ...»
Entra na sala o tio do Rei Flávio Nerva.
«Ouvi falar em guerra que dizem?»
«Estávamos a ponderar essa situação mas estamos longe de tomar tal decisão.»
«Ainda bem a guerra é a pior coisa do mundo...para longe vá o agoiro.»
«A nossa economia não está bem ...»
«A solução chama -se galáxia dos mil mundos é muito rica e tem muitos recursos naturais como por exemplo, o ouro liquido... a água que precisamos para beber e respirar.»
«Mas como é que o tio sabe isso.»
«Alguns viajantes que vieram dessas paragens trouxeram - nos essas noticias é assim que sabemos muitas coisas sobre estas paragens.»
«Pois mas Comodo Daio está relutante em assinar o acordo.»
«Temos que ir limando arestas do contrato, as duas partes têm de se entender.»
«Mas também podemos ir para guerra.»
«General não diga disparates não temos uma guerra à seculos na nossa galáxia.»
«Sim mas continuamos a ter exercito ou não.»
«Tenho de concordar com o meu tio, general não precisamos aqui de nenhuma guerra vamos negociar e vamos conseguir um acordo com Pariental.»
«E se não conseguirmos?»
«Vamos conseguir! Por falar nisso vamos enviar um link ao Rei de Pariental para falarmos por holograma e tentar um novo acordo para dividir a galáxia dos mil mundos.»
«A questão é garantirmos ao Rei Comoro Daio passagem pelos portões de Pulsar ...
«Sim tio já sei não se preocupe.»
O link é enviado e um holograma do Rei de Nurka aparece na sala do Rei Comoro Daia e vice - versa.
«Olá saudações nurkianas Comoro Daia Rei de Pariental.»
«Saudações Cláudio Nerva Rei de Nurka.»
«Bom não vou estar com rodeios quero falar contigo sobre a galáxia dos mil mundos e daquele acordo que nos ainda não finalizamos e que está em aberto.»
«Só não o finalizamos porque vocês não nos querem dar passagem pelo portões de Pulsar, mas sim pela cintura dos insetos gigantes de Núria, assim não à acordo esse insetos são enormes alguns têm quarenta metros e atacam qualquer nave que passe por essa cintura, só pedimos que nos facilitem a passagem pelos portões de pulsar e temos acordo.
«E estão dispostos a pagar uma pequena taxa.»
«Mas que taxa?»
«Por cada nave que passe pelos portões.»
«Para vos enriquecer como nunca jamais!.»
«Já vi que não à acordo!»
«Enquanto vocês quiserem ficar com a parte de leão não à acordo garanto!»
O holograma do Rei de Núria desaparece.
«Já tinha ouvido falar do mau feitio de Comoro Daio agora viu - o in loco.»
«Temos de trabalhar melhor o acordo se o Rei de Pariental já disse que sem acesso aos portões de Pariental não à acordo para quê insistir?»
«Tem razão Tio vamos para a sala dos projetos refazer o acordo.»
«Se calhar é melhor.»
Cláudio Nerva e o seu tio retiram - se da sala dos tronos.
Entra Rufus Ennias veste o seu uniforme de centurião.
«Ave general ...»
«Ave Rufus.»
«Sempre vamos para a guerra?»
«Está difícil Rufus.»
«O meu general é que devia ser Rei.»
«Que dizes?»
«O nosso Rei é um fraco nunca irá para a guerra.»
«Se o convencermos..»
«Casado à quatro anos com Sabina uma mulher lindíssima ... onde estão os filhos? É de desconfiar.»
«O que é que isso interessa?»
«É um fraco ... general ... um fraco não interessa ao reino de Nurka.»
«E ...»
«Um confronto direto entre o meu general e Cláudio Nerva e teremos um novo Rei e todas as riquezas da galáxia dos mil mundos serão suas.»
«Por enquanto não! Se o Rei não quiser fazer guerra ao reino de Pariental ... veremos.»
«Se vencer o Rei de Nurka Sabina será sua e ...»
«Silêncio eles vêm ai.»
Entram Cláudio Nerva e o seu tio.
«Ave Cláudio Nerva.»
«Ave Rufus Ennia de que falavam?»
«Do grande reino de Nurka e do seu Rei.»
«Assim penso que estavam a conspirar contra mim.»
«Nunca Cláudio longa vida ao Rei de Núria.»
«Obrigado Rufus sei que me és fiel.»
«Já temos um novo acordo amanhã entramos em contato com o Rei de Pariental... e para comemorarmos vamos fazer um banquete»
«Oh daqueles à antiga?»
«Sim tio daqueles à antiga.»
«Mandem vir a comida da copa... e sambucan.»
«Não podemos abusar da sambucan.»
«Já sabemos tio não se preocupe... .»
Foram trazidas por trabalhadores do palácio, mesas com comida pratos de peixe e carne e jarros de barro com a famosa sambucan uma bebida alcoólica, que bebida em excesso provocada embriagues e tem 20% de álcool .
Entra Sabina Rainha de Núria veste um vestido azul e usa um fio de ouro é morena usa o cabelo apanhado.
«Sabina a minha Rainha.»
«Olá esposo iam fazer a festa sem mim.»
«Não claro que não...»
Sentasse no trono ao lado do Rei.
«Já podemos anunciar?»
«Sim claro que sim.»
O Rei e Sabina puseram - se pé e deram a mão.
«Temos uma novidade para todos os cidadãos de Núria.»
«O que é sobrinho? É aquilo que estou a pensar?»
«Não sei o que o tio está a pensar ... »
«Um filho?»
«Assim estraga a surpresa ...»
«Sabina está grávida vamos ter o nosso primeiro filho.»
«Viva ao Rei.»
E todos deram vivas ao Rei.
O general Cipião e Rufus olharam um para o outro incrédulos.
Todos sem exceção comeram e beberam e quando começavam a enrolar a língua devido a beberem sambucan em excesso riam - se e diziam piadas.
«Meu Senhor.»
«Cipião? ...»
«Está qui um poeta.»
«Hum.»
«Quer dizer um poema.»
«Ui.»
«É Lucano Construtor.»
«Construtor de quê?»
«Penso que é de poemas.»
«Poemas, peças de teatro, romances, contos.» «Exclamou Lucano.»
«É lá temos homem.»
«Menos General.»
«Posso?
«Sim Lucano podes!»
«Muito bem meu Senhor assim farei ...vou beber mais um copo de sambucan.»
«Estás à vontade.»
O poeta esvaziou o copo e poisou - o em cima da mesa.
«Assim sai melhor.»
«Muito bem.»
O poeta poisou - o o copo em cima da mesa.
Poema de Lucano Construtor
De um conceito antigo nasceu
A velha regra ...
Que protege os progenitores
De conflitos tão velho como as trevas.
Para quê prosseguir na senda das guerras?
Quando podemos navegar
Pelas galáxias em busca do ouro liquido
Que nos dá vida e alento para continuar.
Não quebrarás a bolha
Que os protege
Não irás derramar o teu sangue
Em terra alheia.
Não queiras a culpa
A assombrar - te as tuas noites.
Não transformes a tua vida de sonho
Num pesadelo...
Que te perseguirá por todo o lado.
Não te deixando apreciar
O sorriso dos teus filhos, o belo
Corpo da tua mulher ... ou o teu reino
Não ouças conselhos vis de quem não se contenta com aquilo que tem ...
Semeando precipícios onde havia pontes ...
Longa vida ao Rei.
A seguir a dizer o poema Lucano cai para o lado.
«Mas o que aconteceu?.»
«O poeta caiu para o lado.»
«Mas o poema não é assim tão mau.»
«Há!Há!Há!»
«Mas que poeta é que me foste arranjar.»
«Ele é que se ofereceu.»
«Mais sambucan ... »
Os trabalhadores trouxeram mais jarros com a bebida alcoólica.
O poeta foi amparado por alguns soldados e saiu da sala.
«Cláudio vou sair preciso de descansar, vou para os meus aposentos.»
«Claro Sabina podes ir.»
Sabina sai da sala dos tronos.
« Vou falar com Comoro Daio ... mandem o link para Pariental.»
«Mas Cláudio não está em condições bebeste muito.»
«Não bebi nada muito.»
«Mandem o link... Cipião Caio trata disso.»
«Assim farei.»
O link foi enviado. Um holograma do Rei de Paiental apareceu na sala.
«Mas isto são horas de enviar um link? Estou a comer.»
«Tem calma Comoro Daio» «Cláudio enrola um pouco a língua à medida que falava.»
«Não é calma ... não te vou atender neste momento se não te importas vou continuar a comer e beber.»
«Isso é falta de respeito nunca em tempo algum um Rei deixou de atender outro por uma questão leviana.»
«Falta de respeito? Tu é que me estás a insultar a mandar - me links quando estás alcoolizado.»
«Não estou alcoolizado ...»
«Estás bêbado?»
«Comoro não te admito!»
«Vai - te lixar! Cláudio Nerva.»
O Rei Comoro desligou a chamada. Cláudio ficou de boca aberta.
«O que é que ele disse?.»
«Foi desrespeitoso se isto fosse no outro tempo tinhas - mos de ir para guerra ...»
«Qual guerra general um pedido de desculpa é suficiente.»
«Cipião manda outro link para Pariental.»
«Oh valha me Deus para com isso sobrinho não estás em condições.»
«Estou tio estou ...»
O holograma de Comoro voltou à sala.
«Outra vez?»
«Comoro é bom que me peças desculpa não te admito tal falta de respeito.»
«Não peço!»
«Se fosse noutro tempo enviava - te uma declaração de guerra. »
«És louco e leviano.»
«Chamaste - me louco? Mas não estás a ser civilizado isso não são maneiras de falar comigo.»
«Ai não então toma!»
O Rei de Pariental desliga o link, o seu holograma desaparece.
«Mas ...»
«Isto é muito grave temos de falar com o Concelho Supremo.»
«O que acha tio.»
«Não sei tu é que sabes.»
«Manda o link Cipião para Octávio Cesariano.»
«Já mandei.»
Na sala surge o link de Octávio tem o cabelo branco e barba branca ambos cortados rente, veste calças brancas e um polo branco de mangas compridas.
«Olá Cláudio Nerva Rei de Núria saudações do Conselho Supremo.
«Saudações Octávio.
«Tenho de relatar ao Conselho Supremo o comportamento execrável de Comoro Daio Rei de Parietal.
«O que se passou?»
«Estávamos a falar e este chamou - me bêbado, louco desligou a chamada depois pedi para voltar a falar com o monarca e ele foi muito desagradável.»
«O que é que ele disse?»
« Disse - me para me ir lixar, está fora de si...»
«Não parece dele.»
«Pois mas ... tenho testemunhas.»
«O Conselho Supremo vai reunir depois entraremos em contato.»
«Está bem.»
«Cláudio Nerva confirmas que recebeste a mensagem do Conselho Supremo.»
«Confirmo!»
«Saudações cordiais Rei de Nurka.»
«Saudações Octávio Cesariano.»
Holograma de Octávio é desligado.
«Bom vamos esperar pela decisão do Conselho Supremo... o Rei tem de esperar pelas decisões de outrem... »
«No antigamente o Rei tinha o poder todo, mas decidiu - se que era melhor dividi - lo porque uma pessoa não deve ter o poder todo, e porque várias cabeças pensam melhor que uma só.»
«Obrigado tio convenceu - me.»
«E se o Concelho Supremo decidir pela guerra.»
«Iremos para a guerra! Mas penso que não vai ser necessário guerra para se resolver esta questão, Comoro Dario pede - me desculpa e o assunto fica por aqui.»
«Bem te avisei para não falares já bem bebido.»
«Não estava alcoolizado nem pouco mais ou menos Comoro é que estava.»
«Pela nossa parte falo do exercito estamos prontos, dizem que as mulheres de Pariental são muito belas e... »
«Que dizes Cipião Caio não somos animais... »
«Nós tratamos delas meu Senhor...»
«Tratamos delas? Que conversa é essa Rufus?»
«No antiguamente ...»
«Nós não estamos no antigamente felizmente não vai haver nenhum conflito armado o Conselho supremo nunca nos irá dar autorização.
«Não sabes.»
«Não sei mas desconfio.»
Na sala aparece o holograma de Octávio Cesariano.
«Tenho uma mensagem para Cláudio Nerva Rei de Nurka do Conselho Supremo.»
«Estou aqui podes dizer a mensagem.»
«Podes exigir ao Rei Comoro Daio um pedido de desculpas pelas suas más criações, se este não pedir desculpa se quiseres podes declarar - lhe guerra.»
«O quê?»
Todos os que estavam na sala ficaram boquiabertos.
«Mas?»
«O Conselho Supremo diverte - se.»
«O quê tio?
«Não ligues são perambulações de um velho.»
«Confirmas que recebeste a mensagem Cláudio Nerva Rei de Núria.»
«Confirmo.»
O Holograma do líder do Conselho Supremo desaparece.
«Link para Comoro?»
«Podes enviar General.»
O holograma de Comoro aparece na sala.
«Saudações cordiais Comoro Daio Rei de Pariental.»
«Saudações Cláudio.»
«Não é esse o protocolo.»
«Quero lá saber!»
«Exijo um pedido de desculpas pelo tua má criação»
«Não o vais ter!»
«Ou vais ter guerra.»
«Não tenho medo das tuas ameaças.»
«Comoro pede - me desculpa!»
«Não! Não peço desculpa nenhuma!»
«Vais ter guerra ... declaro - te guerra!»
«Assim seja cá te esperamos!»
«Oh meu Deus ele não está bom!»
«Guerra é guerra Cláudio preparo as tropas?»
«Prepara! Vamos para a guerra!»
«Guerra entre Nurka e Pariental é uma ilusão...»
«Diga tio não esteja só com meias palavras... diga!»
«Quem tem de te dizer é o Conselho Supremo.»
«Então cale - se! ... Saiam todos!»
O Rei fica sozinho na sala do trono.
«Entramos derrotamos Pariental, Comoro ainda me vai ter de pedir desculpa antes de o cortar ao meio com o meu sabre, depois ficamos com as suas riquezas fico senhor de dois reinos nada mau por alguns dias de trabalho.»
Na sala vê - se um holograma uma mulher nova, loura vestida de branco emerge no meio da luz.
«Outra vez, mas o conselho supremo já deu autorização para a guerra.»
«Sou Iris mensageira do conselho supremo.»
«Já sei.»
«Só para os ouvidos do Rei.»
«A única pessoa presente na sala do trono é Cláudio Nerva.»
«O conselho informa o Rei de Nurka de um costume antigo.»
«O quê? Mas qual costume?»
«Informa que devido a um costume antigo e para manter a paz entre o reino de Nurka e o de Pariental. os filhos dos Reis de Pariental seriam criados pelos Reis de Nurka e os filhos dos Reis de Pariental seriam criados pelos de Nurka.»
«O quê?»
«Se o Rei de Nurka quebrar a bolha de Pariental matará os seus próprios pais.»
O Rei levanta- se.
«O quê, mas já me tinham dado autorização.
«Estou apenas a informar o Rei.»
«O que tu dizes é loucura não conheço esse costume antigo não quero saber disso para nada.»
«Se matares os teus pais não conseguirás viver com essa culpa.»
«Quero lá saber não os conheço, a guerra não vai parar por causa disso. Vocês são um bando de loucos tivessem me dito isso antes....»
«O conselho supremo informou o Rei de Nurka, confirma que recebeu a mensagem.»
«Confirmo!»
O holograma desapareceu da sala.
«Mas que loucura é esta o que faço agora? Porque temos sempre de tomar as grandes decisões sozinhos.»
O Rei fica alguns momentos em silêncio.
«Não mando nada...»
«Cipião Caio...» «Solto voce.»
«...»
«General!» «Grita»
O general Cipião Caio entra na sala.
«Sim? Cláudio...»
«A guerra está cancelada!»
«As tropas já partiram!»
«Mas quem é que te deu autorização? Disse - te só para preparares as tropas. Chama as tropas de regresso ao quartel general de Nurka.»
«Mas íamos destruir a bolha de Pariental.»
«Não! Não! Mudança de planos chama as tropas de regresso vamos colonizar, conquistar a galáxia dos mil mundos esquece Pariental ia ser um banho de sangue não!»
«Mas porque mudou de opinião?»
«Considero que fazer guerra é um preço muito alto por causa de uns copos de Sambucan. Não achas?»
«Mas vem aí um temporal que não já não podemos travar!»
«Estamos sempre a tempo de evitar um conflito armado.»
«Louco não vou permitir isso.»
«Atreves-te a desafiar o teu Rei.»
«Desafio quando o Rei é um cobarde.»
O general desembainha a sua espada de laser vermelho, o Rei segura com ambas as mãos o seu sabre de cor azul.
«Não sejas louco desiste ainda te perdoou a tua ousadia.»
«Não!»
O general tenta atingir o Rei com o seu laser este vai - se defendendo dos golpes. Cláudio Nerva contra-atacou e desferindo poderosos golpes, consegue manter o General à distância um desses golpes enviou a espada do General para longe, fazendo cair Cipião Caio que ficou a mercê do Rei. Cláudio aproximou - se para matar o General.
«Maldito!»
O sabre de Cláudio passou por cima da cabeça de Cipião Caio abrindo um rombo no soalho.
O Rei de Nurka Cláudio Nerva ao mandar regressar as suas tropas e perdoar a vida do General Cipião Caio provou ser um verdadeiro Rei... e a paz reinou durante muitos anos na galáxia dos Rising suns.
O centurião Rufus Ennius passou a ser o comandante do exército com o título de General...
Romance
A Condessa
Personagens
A Condessa
Manelito - Irmão da Condessa
Márcio - Marido de Cristina (detetive)
Cristina Maria - Sobrinha da Condessa
Nuno Ribeiro - Marido da Maria Joaquina
Maria Joaquina - Sobrinha da condessa
Sousa - Prima da condessa
Lurdes - Mulher do Sousa
Melo - Homem de confiança da Condessa
Dois caseiros - Pai e filho Rodrigues e Sandro
Uma governanta - Joana
Prólogo
Uma propriedade brasonada no norte de Portugal na região do Douro, o casario está rodeado por vinhas, com a sua cor amarelo-esverdeado perto das casas um bando de gansos bancos, andam de um lado para o outro, procurando comida, grasnando quando alguém se aproxima da propriedade. O portão é encimado por um brasão de armas. A condessa de D.… recebe a sua família para celebrar o seu aniversário. Veste de preto porque é viúva, a sua estatura é pequena, apoia - se numa bengala de mogno preto, os seus olhos castanhos escuros demonstram que ainda tem grande vivacidade. É uma grande observadora e uma mulher de negócios ativa e pragmática. Vários automóveis entram na propriedade são todas viaturas de alta cilindrada, saem dos carros quatro casais e um homem solteiro. Têm entre os quarenta e os cinquenta anos.
A condessa está sentada numa cadeira à janela, puxou o cortinado de cor branca rendilhado para o lado e observa as pessoas com um olhar clínico. Quando se apercebeu que já tinha visto tudo o que queria retirou a mão do cortinado tocou uma campainha que estava em cima de uma mesa e esperou que a governanta aparecesse.
A governanta era uma mulher na casa dos trinta anos vesti - se com escuras de preferência, neste caso usava, saia azul escura camisa branca, pullover castanho escuro e sapatos pretos de salto raso.
«Olá bom dia Condessa diga...»
«Peça à Maria Joaquina para vir aqui falar comigo se faz favor.»
«Está bem vou chama-la.»
«Mas dê-lhe dez minutos para a Maria descansar da viagem.»
«Está bem Sr. Condessa mais alguma coisa?»
«Não é só sim podes ir»
A governanta acenou com a cabeça que sim e saiu do escritório, fechando a porta atrás de si. Alguns minutos bateram à porta ouviram - se dois toques.
«Entre!»
«Posso tia.»
«Podes olá Maria Joaquina.»
«Olá tia.»
Trocaram dois beijos.
«Senta-te Maria.»
A Maria vestia um vestido de cor-de-rosa e calçava sapatos castanhos claros de salto alto, tinha cinquenta anos, mas parecia mais nova.
A sobrinha sentou - se e cruzou as pernas.
«Oh querida está tudo bem contigo.»
«Sim mais ou menos... vamos indo... »
«Os meninos?»
«Ficaram com os avôs.»
«E de resto?»
A Maria agarrou o anel com a mão esquerda e rodou de um lado para o outro parecendo estar nervosa.
«Ah... os negócios do meu marido.»
«O que é tem?»
«Faliram...foi o que ele me disse...»
«Faliram...ele já declarou falência...»
«Não sei penso que sim.»
«À dividas?»
«Sim!»
«Quanto?
«Um milhão de euros.»
«O quê, mas é muito dinheiro?»
«É um stand de automóveis.»
«Sim carros de alta cilindrada.»
«Mas o stand tem carros já venderem os carros para abater no empréstimo?»
«Não sei»
«Não sei? O assunto é grave e tudo não sabes nada.»
«Sou docente numa escola não percebo nada de negócios.»
«Qual o regime em que te casaste?»
«Separação de bens.»
«Total ou parcial?»
«Total.»
«Menos mal.»
«Ouve nem penses que vou pagar as dividas do teu marido.»
«Oh tia ajude-nos pelo amor de Deus.»
«Oh Maria o meu dinheiro está todo investido nas minhas empresas.»
«Podia vender as joias.»
«As joias que estão na família à mais de duzentos nem penses nisso.»
«Oh tia.»
«Desculpa, mas nem pensar...diz ao teu marido para vender os carros todos do stand se ele quiser posso falar com os bancos para que lhe emprestem algum dinheiro... avalista não sou de ninguém se ele quiser a minha ajuda...vocês é que sabem não quero é escândalos ouviste.?»
«Fique descansada.»
«Porque isso afeta os negócios da família.»
«Está bem vou falar com o meu marido.»
«No escritório de advogados como estão as coisas?»
«Estão bem.»
«Muito bem podes sair vão para a salão já lá vou ter.»
A Maria saiu da sala e fechou a porta atrás de si.
No salão estavam todos presentes os quatro casais e um homem solteiro que era o irmão da Condessa tratado por todos por Manelito. Tinha um ligeiro deficit cognitivo, mas nada de muito acentuado. O salão estava ricamente mobilado por mobílias de mogno antigo, no chão estava um tapete persa, nas paredes estavam pinturas de antepassados da Condessa. No teto um enorme candelabro constituído por centenas de pedras de cristal iluminava aquele espaço.
Numa mesa num canto do salão Márcio, Sousa, Nuno e Manelito jogam póquer a dinheiro.
As mulheres estão sentadas num sofá a falarem descontraidamente a Condessa sentada num cadeirão, apoiada na bengala, observava tudo à sua volta o seu olhar detém - se nos homens que estão jogar póquer.
Repara que Márcio está nervoso limpa com um lenço branco bordado de azul e amarelo o suor do rosto de forma constante, e já bebeu vários copos de whiskey.
«Ai desculpem vou ter de ir ao WC não estou bem.»
«Ó Márcio, no meio de uma mão.»
«Desculpa Sousa tem de ser.»
«Não podes esperar um bocado.»
«Desculpa Nuno mas não.»
«Está bem se tem de ser.»
«Oh tio o que está ai a fazer o tio não percebe nada disso.»
«Não te preocupes Cristina é a feijões.»
«Não Manelito é a dinheiro.»
«Ah não sabia...»
«Oh pá vocês também.»
«Ele é que quis jogar.»
O Márcio não regressou em tempo útil por essa razão não houve "quórum" para se continuar a jogar póquer.
O tempo foi passando as conversas mantidas eram as conversas de salão mais usuais falavam sobre os filhos, os empregos e o estado do país. Entretanto a noite envolveu aquela terra com os seus longos braços. A Condessa e todos os convivas foram deitar - se. Durante a noite uma pessoa andava de um lado para o outro, Márcio ouviu o barulho e preocupado foi ver o que se passava abriu a porta da divisão e descobriu algo que todos já sabiam que Manelito era sonâmbulo. Era um fenómeno que durava pouco tempo, passeava pela sala, pela cozinha, e depois voltava para o quarto e deitava- se.
«O que foi Márcio?»
«O Manelito está a andar de um lado para o outro.»
«Oh ele é sonâmbulo anda por aí um pouco às voltas depois vai -se deitar não te preocupes.»
«Está bem pronto não conhecia nenhum sonâmbulo só tinha ouvido falar.»
«Vem te deitar.»
«Está bem.»
A noite passou sem mais aparentes sobressaltos, os hospedes acordaram com o grasnar dos gansos, reuniram - se todos na salão depois de passarem pelo WC. Acenderam a televisão e estivem a ver as notícias. Não conversaram muito por estarem ainda meio sonolentos. O Márcio já andava com um copo na mão.
«Já andas a beber?»
«Sim querida é por causa da ressaca.»
«Aí socorro, ... socorro.»
«O quê é?»
«É a Condessa...»
«Aí meu Deus!»
«Levantaram - se todos em direção ao quarto da Condessa.»
Abriram a porta e a condessa estava sentada na cama a seu lado estava um porta-joias vazio.»
«O que aconteceu? Tia»
«As minhas joias desapareceram...»
«O quê?»
«Ah alguém entro cá em casa.»
«Sim Cristina e levou - me a joias.»
«Ai meu Deus e agora?»
«O que aconteceu?»
«Roubaram as joias à tia.»
«Temos de chamar as autoridades.»
«Sim a tia é que sabe... o que é que fazemos?»
«Ninguém chama ninguém sem a minha autorização, seja a vão para o salão já lá vão ter.»
«Está bem vamos.»
«Vamos... vamos.»
Os hospedes seguiram todos para o salão ainda incrédulos com o roubo as joias da condessa.
A condessa foi a ultima a entrar no salão vestia um vestido de cor preta e apoiava - se na bengala preta de mogno. Sentou - se no cadeirão e colocou a bengala no seu lado direito.
«Olá a todos bom dia.»
«Olá tia.»
«Olá.»
«Bom dia.»
«Bom dia a todos.»
«Tenho a comunicar que as minhas joias desapareceram.»
«Pois já sabemos.»
«Valem um milhão de euros.»
«Estão no seguro tia?»
«Não! Não está queriam um fortuna por mês disse que não e não me arrependo. Estive a pensar não vou chamar as autoridades não quero escândalos, isso pode afetar - me os negócios... mas as joias vão ter de aparecer.»
«Bom se quiser posso ajudar na faculdade fiz uma cadeira sobre criminologia e li muitos livros de detetives Sherlock Holmes e isso...»
«Uma cadeira? Sherlock Holmes ...
«Sim do Conan Doyle.»
«Sei quem é ... e Márcio acha que consegue descobrir o ladrão e as joias ...»
«Sim penso que sim.»
«Bom vou dar três dias para descobrir o ladrão e as joias depois tenho de chamar as autoridades.
«Está bem aceito.»
«Mas o que tu percebes disso?
«Percebo querida percebo ... bom vou dar uma volta pela propriedade à procura de pistas.»
«Com licença.»
O Márcio levanta - se e sai do salão.
«As minhas joias de família só me faltava mais esta.»
«Vão aparecer tia esteja descansada não as colocou noutro sitio.»
«Não Maria Joaquina estavam no porta-joias, apetecia usar o colar de perolas neste dia e não estava lá nada nem um diamante para a amostra.»
«Ai valha me Deus.»
«Isto tem de ser tudo abafado...»
«Está bem Sousa já sabemos.»
O Márcio passou a casa a pente fino e foi descobrimento algumas "coisas" estranhas. Depois do almoço reuniu - se no escritório com a Condessa para lhe revelar o que tinha descoberto.
A condessa sentou - se numa cadeira em frente a uma mesa e o Márcio à usa frente. Ao lado da janela estava um enorme cofre. Numa das paredes estavam livros grossos de direito, de capa dura e algumas enciclopédias. Uma janela daquela divisão deixava entrar os raios do Sol iluminando -o.
«Então o que descobriu?»
«Muita coisa... muita coisa.»
«Antes disso tenho lhe a dizer que alguém andou aqui no escritório a mexer em tudo, ainda me abriu o cofre que fica aberto porque aqui a atrasado esqueci - me da combinação, e como não tem nada de valioso já nem sequer o fecho.
«Aaaah sim não tem nada importante lá dentro.»
«Não!»
«Diga lá então?...»
«Alguém partiu um vidro da cozinha.»
«Aaaah?»
«Sim é verdade.»
«E também cortou o fio que liga o alarme a este cofre.»
O Márcio apontou para o cofre.»
«O meu Deus bom mostre - me lá o vidro partido na cozinha.»
Ambos dirigiram - se para a cozinha. Esta era ampla com muito bem decorada ao fundo tinha uma porta que dava para o quintal, um dos vidros estavam partidos.
«O que se passou aqui?»
«Alguém partiu o vidro.»
«Abra lá a porta.»
O Márcio abriu a porta.
Os dois saíram para fora da cozinha.
«Mas os vidros estão por fora.»
«Cá fora?»
«Sim se alguém partiu o vidro por fora os vidros tinham que estar dentro da cozinha e estão do lado de fora.»
«...»
«Sim mas havia vidros por dentro coloquei alguns no lixo para ninguém se magoar.»
«Ah? Não toque em mais nenhuma prova sem me mostrar primeiro.»
«Está bem.»
«À descobri aqui algumas pegadas.»
«Aonde ao pé da porta da cozinha e junto à janela da cozinha.»
«Mas o que é curioso é que não ouvi os gansos grasnar, dormi mal tive insónias não os ouvi.»
«Mas porque é que não tem cães? São melhores cães de guarda.»
«Acha Márcio? Não os gansos são melhores, os romanos preferiam gansos a cães para guardar as suas casas, porque os gansos mesmo que não conheçam a pessoa grasnam sempre, os cães nem sempre ladram a quem conhecem, mas porque é que eles não grasnaram?»
«Não sei.»
«Para mim isso significa uma coisa muito clara.»
«O ladrão está entre nós.»
«Mas porque diz isso.»
«Depois digo agora continue a mostrar - me o que já descobriu.»
«Aonde é que está o fio cortado do cofre.»
Quando passaram pelo corredor estava cinco cartas meio dobradas no chão, de jogar no chão. Um valete de paus, um dez de paus, um nove de paus, um oito de paus e um sete de paus.
«Mas que cartas são essas?»
«Não sei.»
«Então mas não joga póquer?»
«Ah»
«Bom depois pergunto lá dentro...»
«Estas cartas são um straight flush ...»
«O jogador ganha a mão?»
«Sim.»
«Estranho estarem no chão, acho isso muito estranho.»
«Dê - me as cartas.»
O Márcio apanhou as cartas e deu - as à Condessa.
Andaram mais um pouco e pararam em frente à porta do escritório.
«Está a ver o ladrão cortou o fio que liga o alarme do cofre.
«Mas o fio está quase a tocar no teto como é que o ladrão conseguiu cortar o fio.
«Deve ter usado um escadote.»
«Então roubou - me as joias e tentou assaltar o cofre é isso?»
«Sim é... vamos ao salão.»
O Márcio e a Condessa dirigiram - se para o salão .... já nessa divisão a Condessa passou a pente fino a lareira, as estantes, com os seus enormes cartapácios... os tapetes, o seu olhar passou pelas pinturas dos seus antepassados que lhe tinham deixado as joias ... e sentiu - se um pouco triste porque algumas dessas joias tinham - lhe pertencido.
« Enfim houve aqui mexidas alguém andou aqui a mexer existem coisas fora do lugar, por exemplo os elefantes que são pisa papéis, estão trocados. Alguns documentos em cima da lareira estavam de pé estão deitados. Passaram - me a casa a pente fino para me roubarem ... »
«Não se preocupe Sr.ª. Condessa vamos apanhar o meliante.»
«Ai vamos, vamos garanto - lhe.»
Lá fora as nuvens aos poucos acumulavam - se no céu a abóboda celeste em pouco tempo ficou carregada de nuvens negras. Uma grande chuvada inundou a propriedade só os gansos pareciam não se preocupar com a chuva.
A Condessa voltou para o escritório para organizar alguns dos papeis do cofre e também para ver se faltava alguma coisa. Entretanto ouviu - se dois toques na porta.
«Sim?»
«Olá Joana o que é?»
«Condessa a maquina de lavar loiça avariou - se.»
«O quê? É nova!»
«Pois não sei não funciona .»
«Já vou ver o que se passa.»
«Está bem.»
«Precisa de alguma coisa?»
«Não Joana podes ir.»
A Joana saiu e fechou a porta atrás de si.»
«Tenho de ir lá abaixo ver o quadro elétrico se calhar saltou algum fusível. A minha bengala? Está aqui? Bom deixa - me ir continue as investigações depois falamos.»
A condessa saiu do escritório vagarosamente mas em passo decidido, passou pelo corredor virou à direita desceu umas escadas, abriu uma porta e acendeu a luz dessa divisão, as paredes estavam pintadas de branco lá ao fundo havia uma pequena janela com barras verticais. Andou cerca de quatro metros e lá estava um gigante quadro elétrico à sua frente do lado direito.
«Está tudo bem ah um dos botões está para baixo é o da máquina de lavar estranho... isto nunca aconteceu ... bom vou ver se consigo por o botão para cima.»
A Condessa fez pressão no botão e este ficou para cima.
«Já está bom vou para o escritório.»
A Condessa foi em direção a porta e agarrou na maçaneta.
«Mas? Não abre.»
Fez várias tentativas para abrir a porta mas esta não abria.
«Oh meu Deus não abre socorro... sou claustrofóbica socorro.»
À medida que ia gritando a sua voz ia ficando mais fraca.
«Socorro, socorro ... vai - me dar uma coisa socorro.»
Usando a bengala a Condessa batia na porta.
«Acudam... acudam... »
Entretanto alguém abriu a porta era um dos caseiros o Sandro a Condessa saiu da divisão.
«Ai meu Deus a porta estava fechada?»
«Sim estava fechada a sorte é que a chave estava na porta por fora.»
«Ai não me estou sentir bem.»
A Condessa sentiu - se a desfalecer o Sandro agarrou na Condessa ao colo e levou -a para o seu quarto. As suas sobrinhas decidiram chamar o médico para saber o que se passava com a sua tia.
O médico lá apareceu tinha cerca de cinquenta anos usava barba rasa, vestia fato cinzento sem gravata trazia na mão uma pequena mala preta. Estavam no quarto da Condessa as duas sobrinhas e o médico.
«O que tem a minha tia Dr. ?.»
«Foi apenas uma queda de tensão a Condessa tem de descansar alguns dias e vai ficar tudo bem.»
A Condessa abriu os olhos e fez que não com a cabeça.
«Tem de descansar tia ordens do médico.»
«Já estou melhor obrigado.»
A noite inundou a propriedade a chuva continuava todos os hospedes foram deitar - se.
Num dos quartos de hospedes Márcio e Maria Cristina falam.
Estão ambos deitados na cama a Maria está de camisa de dormir branca, o Márcio de pijama azul.
«Então já descobriste algum coisa?»
«Já!»
«Desconfias de quem?»
«Do Nuno está cheio de dívidas.»
«Pois acho que deve um milhão...»
«Tanto?»
«Ouvi zuns ... zuns.»
«É muito ...»
«A tua tia vai - lhe emprestar o dinheiro?»
«Já ouvi dizer que não.»
Entretanto o Márcio aproximasse da Maria e beija - a no pescoço.
«Nem penses.»
«Só faço amor na minha casa.»
«Mas porquê?»
«Porque pode haver pessoas nas outras divisões a ouvir.»
«Ah?»
«Põem a base dos copos nos ouvidos a outra parte colocam junto das paredes para ampliar o som e ouvir.»
«Mas tu fazes pouco barulho.»
«O quê? E de quem é a culpa ... não me faças falar... »
O Márcio levantou - se da cama.
«Onde é que vais?»
«Vou beber um copo.»
«O quê? Oh pá isto assim não dá ... vou divorciar - me.»
«Não vamos nada calma.»
«Oh pá estou farta... as pessoas estão a reparar que estás sempre a beber.»
«Os outros também bebem.»
O Márcio saiu do quarto e fechou a porta atrás de si.
«Estou farta disto casei com um bêbado? Não estou a perceber... assim não dá não tenho sorte nenhuma com os homens...»
Noutro quarto Nuno e Maria Joaquina falam, estão deitados na enorme cama de casal.
«Falaste com a tua tia?»
«Sim.»
«Vai emprestar - me o dinheiro?»
«Oh pá ... não! Diz que para venderes os carros todos que têm em stock e que depois se quiseres fala com os bancos para te emprestarem o dinheiro em falta para pagares as dívidas.
«Mas a tua Tia é rica bolas.»
«O querido não é ... diz que tem todo o dinheiro investido.»
«Isso é mentira!»
«Oh Nuno tu não chamas mentirosa à minha tia. A Condessa tem culpa que não percebas nada de negócios?.»
«Não claro que não...»
«Uma pessoa muito parecida comigo disse para não te meteres nisso estávamos bem e agora estamos ... péssimos.»
«Isto resolve - se não te preocupes.»
«Então despacha lá isso... vende os carros pede o empréstimo a minha tia ajuda - te.»
«Se calhar é mesmo por ai que tenho de resolver isto.»
«Estás a ficar esperto vê - lá isso, quero viver os meus sonhos e não viver pesadelos».
«Está bem tens razão.»
Noutro quarto o Sousa e a Dulce dormem o sono dos justos, ambos em posição fetal, ele ronca a mulher não.
Pela janela do quarto percebesse que a chuva parou o vento uiva, a luz de um candeeiro ilumina a propriedade, ouvem - se cigarras e grilos e o distante som emitido por um mocho.
Pela manhã a Joana bate na porta da Condessa.
«Sim?»
A Joana abriu a porta e entrou.
«Bom dia.»
«Bom dia Condessa.»
«Precisa de alguma coisa?»
«Neste momento peço - te que me tragas o pequeno almoço aqui à cama quero descansar mais um bocado, trás só as torradas e sumo de laranja.»
«Está bem vou providenciar.»
«Estamos a falar muito bem.»
« Nasci em Guimarães lá somos muito sofisticados.»
«Muito me contas.»
«Bom vou buscar o pequeno almoço.»
«Vai lá.»
A Joana saiu e quando ia fechar a porta alguma coisa chamou a sua atenção, baixou -se e apanhou algo do chão.
«Olha é um botão de punho.»
«Dá cá.»
«Será que é do ladrão das minhas joias.»
«Se calhar é.»
«Obrigado Joana põe em cima da mesa de cabeceira já o vejo melhor.»
«Está bem.»
A Joana colocou o botão de punho em cima da mesa de cabeceira e saiu.
A Condessa ficou a olhar para o botão de punho.
Os hospedes depois de passarem pela casa de banho dirigiram -se todos para o salão aonde o Márcio tinha uma declaração a fazer. Quando todos já estavam sentados no sofá ou em cadeiras e a condessa sentada no cadeirão o Márcio pediu a palavra.
«Diga o que tem a dizer Márcio o palco é seu.» Afirmou a condessa.
«Bom fiquei encarregue de descobrir qual o ladrão das joias incumbência que me foi dada pela Sr.ª Condessa de D... tenho então que vos dizer que descobri o ladrão não é mais nem menos que ... »
«Sherlock Holmes... Sherlock Holmes...» «Afirmou o Manelito todo contente e aos saltos.
«Foi o Manelito.»
«O quê? o Manelito.»
«Sim.»
«Não fiz nada que conversa é esta?»
Dentro de um saco o Márcio retirou as joias e mostrou - as ao seu público.
«Ai mas como é que possível.»
«O Manelito.»
«Ah não me lembro de nada ... se soubesse tinha fugido com as joias não me lembro de nada.»
«Ó Manelito menos... não, não foi nada ele.»
«Calma Joaquina foi ele mas como sabem o Manelito é sonâmbulo e fez aquilo que fez num estado de sonambulismo, por essa razão não se lembra de nada e como sabem é imputável devido à sua condição clinica. Resumindo ele levantou - se da cama passeou pelo corredor entrou no quarto da Condessa e retirou as joias do porta-joias e coloca - as num saco e voltou para o seu quarto colocou - as então dentro de saco com joias no armário e deitou - se foi lá que as encontrei.»
«Mostre - me cá as joias.»
O Márcio entregou as joias à Condessa que contou as joias.
«Muito bem vamos fazer um pequeno intervalo já voltamos preciso de descansar um bocado é muita emoção.»
A Condessa regressou ao seu quatro e levou o saco com as joias na companhia da Joana entraram no quarto a Condessa sentou - se na cama e despachou as joias em cima da cama.
«Logo vi falta aqui um anel com brasão que o meu Pai costumava usar.»
«...»
«Ainda não sei quem é o ladrão mas o meu Manelito não é tenho a certeza um sonâmbulo não anda a cortar fios nem a desligar fusíveis... ah espera ai ò Joana vais aos quartos dos hospedes vê - lá se encontras alguma camisa nos armários ao qual lhe falte um botão de punho igual a este.»
A Joana agarrou no botão de punho que estava em cima da mesa de cabeceira olhou para ele e voltou a coloca - lo no sitio.
«Está bem vou procura - lo saiu e fechou a porta atrás de si.»
A Condessa agarrou no smartphone que tinha em cima da mesa. E fez uma chamada que foi prontamente atendida.
«Olá Melo tudo bem? Por aqui? Menos mal mas cá estamos ... não está tudo controlado não te preocupes ... queria que me investigasses uma pessoa ...
A governanta regressou uma hora depois.
«Entrão descobriste alguma coisa.»
«Sim duas camisas as quais lhes faltam um botão de punho igual aquele.»
«Duas?»
«Uma no quarto do Márcio o outro no quarto do Nuno.»
«Oh pá que chatice um deles foi mas qual?»
«Tenho aqui umas cartas que formam um straith flash ou lá o que é que descobrimos no chão do corredor.
A Condessa retirou as cartas de dentro da mesa de cabeceira.
Mas estão ligeiramente dobradas sabes porquê?»
«Ai que engraçado a Sr.ª Condessa não sabe.»
«Ó Joana diz lá o porque é que as cartas estão dobradas, olha que isto é um assunto sério.»
«Não sabe ... não sabe...
«Ó rapariga diz lá.»
«São cartas de batoteiro.
«Ah o que estás a dizer.»
«Sim e estão dobradas para caberem na manga como o braço é ligeiramente redondo, os batoteiros dobram as cartas para estas caberem na manga e ficarem escondidas. A Sr.ª Condessa nunca ouviu a expressão ter "cartas na manga".»
«Claro que já ouvi ... espera ai na unica vez que eles estiveram a jogar póquer ouve um jogador que estava a beber muito e que se levantou nervoso e saiu, e não regressou mais ao jogo, queres ver que foi quando se apercebeu que não tinha as cartas.»
«Quem foi? Quem era?... »
«Hum... amanhã antes de os hospedes se levantarem tens de me fazer um favor... »
«Qual favor...»
Na manhã seguinte a Governanta bateu em todas as portas dos quartos.
«Toca a levantar a Condessa pediu para irem todos para a sala de estar, vai haver uma reunião, por outro lado, pediu - me para vasculhar todos os quartos de alto abaixo à procura do anel que falta aparecer ... toca a levantar.»
«Mas isso já não estava já resolvido.»
«Sousa levanta - te lá.»
«Sabes que tenho mau acordar ...»
«À muito que não fazemos aquilo que tu sabes.»
A Lurdes ficou a olhar para o marido com olhar muito sério.
«Agora é dizes meu parvo... vamos lá ver o que a Condessa nos quer.»
«As joias outra vez... »
«Não sei anda lá.»
Os hospedes dirigiram - se todos para a sala de jantar. Tinha uma enorme mesa preta de mogno no meio e cadeiras ricamente decoradas também na mesma madeira preciosa. As paredes eram brancas. Ricamente decoradas com pinturas do século XVII e XVIII era sobretudo pinturas italianas.
«O que é será agora roubaram a loiça à velhota.»
«Ó Sousa estás tu vê - lá.»
«Estou a brincar ...»
«Ó mana se a tia ouve ...»
«Ele cria festa não lhe dei... está armado em parvo ...»
«O Lurdes cala - te lá.»
«Também com essa barriga ...»
«Oh pá ó Lourdes olha que me vou embora para o Porto.»
«Vais ...vais ...»
«Querias festa Sousa ...»
«Oh Nuno tem dó ... já à muito tempo que não .... »
«Oh Sousa olha que te meto um processo... está armado em D. João da Moita não me faças falar.»
«Estou a brincar uma pessoa tem de brincar ou dá em doido.»
«Estás muito brincalhão.»
«Gostava de ter sido humorista.»
«Tens cá uma jeiteira.»
«Eh lá ò Márcio já de copo na mau...»
«É sumo e ...»
«É sumo é ...»
A Condessa entrou na sala trazia o colar de pérolas ao pescoço. Foi para o fundo da sala.
«Sentem - se nessa ponta se faz favor.»
Todos presentes naquela sala sentaram - se na ponta da mesa.
«Joana chama os caseiros para aqui.»
A governanta saiu e pouco depois entraram os três, governanta, Sandro e Rodrigues ficaram de pé no fundo da sala.
«Muito bem como sabem a maior parte das joias foram devolvidas, falta um anel com Brazão que pertenceu ao meu pai. O ladrão está nesta sala. E como é que o consegui descobrir?
A Condessa retirou as cinco cartas do bolso do vestido.
«Por estas cartas que ele deixou cair no corredor da casa.»
«Mas quem é tia senão parece que somos todos culpados.»
«Muito bem o ladrão é o Márcio.»
«Aaaah.»
«Será possível.»
«Nunca me passou pela cabeça.»
«O quê? Mas entreguei as joias e ...»
«Falta uma que é a mais importante é valiosa que é o anel do meu Pai.»
«Não tenho nada a haver com isso.»
«Oiça Márcio estava a jogar póquer no primeiro dia que vocês vieram cá, queria fazer batota quando percebeu que não tinha as cartas na manga levantou - se para as procurar, passou por cima delas no corredor e não as viu como não as encontrou em lado nenhum já não voltou para o jogo. O Márcio dobrou as cartas para estas caberem entre a manga e o braço por essa razão estavam dobradas. Depois só fez disparates, partiu o vidro da cozinha de dentro para fora, ao desligar fusível do cofre enganou - se e desligou a máquina de lavar, deixou cair um botão de punho no meu quarto. Tudo porque passou o tempo todo a beber em excesso.
«Não não é verdade.»
«Márcio coloque o anel em cima da mesa ao pé de mim, e pode ir em paz de outra maneira chamo as autoridades sei que tem o anel consigo. Quer que mande o caseiro tirar - lho.»
O Márcio olhou para os dois caseiros, dois homens bastantes corpulentos a sua altura passava o metro e oitenta. Este bebeu o whiskey de um trago, tirou o anel do bolso e deu várias passos em direção à Condessa colocando o anel em cima da mesa.»
«Que vergonha meu Deus.»
«Coitado...»
«As pessoas são capazes de tudo.»
«Que vergonha...»
O Márcio não sabia onde se meter.
«É tudo?»
«É tudo ... nunca mais volte a falar comigo ... e está proibido de entrar na minha propriedade, não me posso esquecer que me fechou na arrecadação sabe se para quê? Acusou o Nuno depois o Manelito do roubo das joias quando era você o meliante e isso é falta de caracter.»
O Márcio dirigiu - se depois para a porta da sala sem olhar para os outros hospedes.
«Rodrigues e Sandro acompanhem o senhor ao carro. A Maria Joaquina fica comigo temos de falar.
«Está bem tia.»
«Do fundo do coração espero que Deus o ajude.»
Durante alguns minutos ninguém falou, alguns dos hospedes estavam tristes outros abanavam a cabeça.
Entretanto os hospedes arrumaram as malas despediram - se da Condessa e foram andando para as suas viaturas.
O Sousa e a Maria Cristina entram no seu carro.
«Ai que vergonha.»
«O que queres fazer é a vida.»
«As pessoas são capazes de tudo.»
«Não temos nada a haver com isto.»
«As nossas empresas trabalham com as empresas da Condessa.»
«Não digas não sabia...»
«Isto tem de ser tudo abafado.»
«Claro que sim.»
«A tua irmã tem de se divorciar desta pessoa telefona-lhe e explica-lhe a situação tem de por o divórcio em cima da mesa.»
«Pensas que a minha irmã não sabe já isso?»
«Não sei vê - lá.»
«Quero saber é como está a minha tia.»
A Maria Cristina agarrou no smartphone e fez a chamada para a sua tia.
«Ele nunca me enganou?»
«Cala - te lá vocês eram super amigos.»
«Não nem pouco mais ou menos.»
«Olá tia é a Cristina estava aqui a pensar não queres que fique aqui contigo?»
«Não? A minha irmã fica? Está bem podias, se faz favor, dar o telefone à Maria Cristina queria dar - lhe um lámiré.
«Obrigado tia as melhoras...»
«Olá mana grande bronca? Não estás com paciência para falar... pois imagino só uma questão, o divórcio está em cima da mesa certo? Ah pois tem de ser... que vergonha quem é que aquele idiota pensa que é? Pensa que nós somos todos parvos? Coitada da nossa tia... na idade dela? Olha nunca mais fales com ele trata tudo pelo advogado.»
«Boa tinha me esquecido disso.» «exclamou o Sousa.»
«Está bem trata disso se precisares de ajuda diz... podes contar comigo para tudo. Está bem tchau fica bem...»
«Pronto está resolvido a minha irmã vai - se divorciar.»
«Boa é assim mesmo tem de ser ... menos uma chatice... estava a pensar em beber um copo no caminho para casa.»
«Tu sabes que a minha pessoa não anda em carros com bêbados.»
«Aaaaah?»
«Não é lá é cabelo.»
«Oh pá ...»
«Vamos para casa bebes lá e se te esticares dormes no sofá.»
«Tu és terrível ...»
«Ah!Ah!Ah!... estou a brincar.
O Sousa colocou o carro a trabalhar carregando num botão e a viatura partiu em direção à cidade do Porto.
Os gansos continuaram a patrulhar a propriedade .... uma suave brisa desceu sobre a quinta as árvores abanaram com o vento, as nuvens dispersaram e revelaram o céu azul em toda a sua dimensão, alguns pássaros cruzaram o espaço ... com os seus gritos levando na boca comida para os filhos. A normalidade aos poucos foi chegando e passados alguns dias tudo não passou de um sonho mau que foi sendo esquecido com o passar do tempo. O divórcio entre Márcio e Maria Joaquina foi consumado num tribunal da cidade invicta, a Condessa de D ... recuperou a olhos vistos das agruras a que foi sujeita e continuou a gerir os negócios da velha nobreza nortenha.
Epílogo
A Maria Cristina está no quarto com a sua tia, a Condessa está deitada na cama.
«Sempre te vais divorciar?»
«Sim já andava a pensar nisto já algum tempo o Márcio tem problemas com o álcool e ...
«Pois ... ele também tem problemas com o jogo deve dinheiro a pessoas complicadas divorcia - te e depressa.
«Mas como é que a tia sabe?
«Pedi ao Melo para o investigar e ele contou - me que o Márcio tem problemas com o álcool e dividas de jogo.
«Nunca me disse nada...oh tia mas como é que sabia que o Márcio tinha o anel no bolso?»
«Porque percebi que as cartas no chão só podiam ser dele, vi o teu marido a levantar - se da mesa do jogo muito nervoso, quando percebeu que não tinha as cartas na manga. A Condessa fez uma pausa. Ele entregou as minhas joias mas ainda tinha o meu anel, pedi então à minha governanta para dizer quando vocês se estavam a levantar que a Joana ia procurar o anel nos quartos, a Condessa fez uma pausa. Percebi que o Márcio era uma pessoa nervosa e convenhamos alcoólico quando a Joana disse que ia procurar o anel no quarto esperava que o Márcio devido ao seu perfil psicológico colocasse a joia no único sitio onde pensava que a minha governanta jamais iria procurar...
«No bolso tia ...»
«É isso mesmo ... no bolso.»
«A minha tia é tão esperta... merece um beijinho.»
A Cristina abraçou a Condessa e deu - lhe um beijo no rosto.
«Obrigado Maria já estava a precisar.»
Na antiga propriedade nortenha o Sol voltou a brilhar e as agruras voaram para longe ...
P.S - É possível que tenha de fazer algumas alterações.
Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...