Quando ando pelos escombros
Da minha existência ... sozinho pelas várias divisões.
Tento reparar paredes, janelas e portas
O chão ainda aguenta o meu peso.
Se o céu está cinzento
Fico lá dentro ...
Da vetusta casa
E espero que as nuvens negras se vão embora.
Quando o céu está sem nuvens e o Sol aparece
É uma alegria ... uma alegria
Para alma que vestida com cores quentes
Sorri de contente.
Lá atras no caminho
Penoso que subi ...
Ficou quem não gostou
De mim ... não se pode agradar a todos.
Mas também não vou esperar
Por quem já não vem ...
O amor e a amizade são voláteis
Qual flor frágil ... não resistem se não for regado todos os dias.
Não posso ser quem não sou
Mas se pudesse ser outra pessoa
Talvez tentasse mas ... por outro lado já tentei fugir de mim
Mas a minha forma apanhou - me de tanto lutar venceu - me pelo cansaço
O que é um embaraço para quem se julga dono de si.
Não consigo ... alterar a minha forma
O cérebro já foi formatado
À muito e não se desforma-ta ...
Ao carregarmos num botão , apenas regista tudo o que sente lê e ouve ...
Aumentando a sua dimensão cognitiva.
Peguei numa fera com a mão esquerda
Que se abana que se contorce
A outra mão quer escrever poesia
Numa catarse poética, filosófica, introspetiva
E quase doentia ... mas vou criando ... a dificuldade na escrita
Aguça a vontade da superação dizem que é isso mesmo que alimenta a alma.
Talvez precise de algum desequilíbrio momentâneo
Para me equilibrar ...
E para poder criar,
Numa desconstrução construtiva ...
Que depois volta a forma original.
Num rochedo junto ao mar deixo
Os meus poemas gravados nas rochas
O mar conhece - os ... o que já é uma vitória,
E espero que os espalhe aos quatro ventos ...
Num momento único de glória.
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