domingo, 6 de novembro de 2022

Mar de senhoras

Para aonde vamos?

Outrora ...

Cavalgamos mares numa casca de noz

Abandonando a foz dos nossos receios 

E procurando desaguar no vasto oceano ...


É preciso coragem para zarpar 

Com vagas tão grandes 

Ventos contrários, 

Correntes violentas, povos desconfiados, sem se saber aonde aportar.


Nos nossos dias 

Todos viajamos em águas incertas 

À guerras, dor e incertezas 

Aonde iremos parar? (sou otimista apesar de tudo)


Nos tempos que correm somos um pouco 

Marinheiros à procura de terra firme 

Procuramos amor, dinheiro, estabilidade 

Também temos de ultrapassar  o nosso bojador 

Se queremos alcançar tal desiderato.


E lá vamos nós segurando 

Os pontos ...

Acrescentando sapiência à nossa vida 

Resolvendo aquelas questiúnculas que nos vão aparecendo 

No dia a dia ...

 

Só podemos saborear 

Um êxito ...

Se lutarmos por ele 

E dermos tudo o que temos para o alcançar.


Quando estamos Zen 

É quando conseguimos, 

Ver as coisas como elas são 

Sem preconceitos, ódios ou temores infundados.


Viver com ódio no coração

Ou preconceitos ... 

Dificulta a perceção que a alma

Tem da realidade …

E assim só vivemos meia vida. 

Para quê viver ao sabor da tempestade? 

Se podemos navegar num mar de senhoras

A saborear um Sol primaveril e suaves brisas matinais…


P.S - Ditado romano

 Verba volant, scripta manent.

(Palavras voam, o que é escrito permanece.)



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