sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Far out

Far out

 

Teatro

 

Personagens 

 

Rei - Cláudio Nerva

Rainha - Sabina 

Rei de Pariental - Comodo Daia 

General - Cipião Caio

Tio do Rei - Flávio Nerva

Octávio Cesariano - Líder do Conselho Supremo

Mensageira do conselho supremo - Íris

Um poeta  - Lucano Construtor

Centurião romano - Rufus Ennius  

Soldados 

Trabalhadores do palácio 

 

Numa galáxia não muito distante. 

 

Os habitantes da galáxia dos Rising Suns resolveram para impedir mais guerras, entre o mundo conhecido por Nurka e o mundo denominado Pariental que os filhos primogénitos dos Reis seriam criados por pais adotivos. O filho dos Reis de Nurka  seriam criados pelos monarcas de Pariental e os filhos dos Reis de Pariental pelos Reis de Nurka. Se houvesse uma guerra entre estes dois mundos teria que se quebrar "a bolha", que protegia os habitantes dos raios do sol e não deixava sair o precioso oxigénio da sua atmosfera, este ataque ao quebrar "a bolha" mataria os Reis de ambos os planetas. Se os filhos atacassem o mundo vizinho mataria os seus pais. Foi uma decisão do conselho supremo aprovada por decreto - real pelos Reis que governavam nesse tempo e durante cem anos a paz vigorou na galáxia dos Rising Suns.

Esta galáxia tem uma particularidade tem quatro sois dai a necessidade de proteger os planetas habitados por uma bolha de outra maneira a vida nestes planetas seria quase impossível. Outrora havia muitas árvores nestes mundos, mas as guerras destruíram a maior parte, por essa razão e para poder racionalizar o oxigénio houve a necessidade de se recorrer a uma bolha só assim se podia controlar o precioso gás que permitia que a vida se multiplicasse e fortificasse. Nurka é maior que Pariental, o reino de Pariental é mais rico.    

Entretanto subiu ao trono Cláudio Nerva um jovem inteligente, belo, ambicioso, e que não sabia. 

A capital de Nurka é Neuronium onde o Rei e a sua entourage vive.   

Numa sala estão Claúdio Nerva Rei de Nurka e o General Cipião Caio, o General está de pé o Rei está sentado no seu trono. Num enorme janelão consegue ver se a galáxia dos mil mundos, uma galáxia rica, cheia de planetas novos por explorar, e de estrelas amarelas, azuis e vermelhas,  ao longe também se consegue vislumbrar "the world eater" um enorme buraco negro do qual os habitantes da Rising Suns têm muito receio, mas que está provado estar tão distante que não representa perigo para estes povos, a galáxia dos mil mundos está a alguns milhões de km dos dois reinos, mas é acessível aos habitantes de Nurka e Pariental. Só falta o acordo entre estes dois povos para se explorar esta galáxia, mas este acordo não está fácil de conseguir. A grande questão que está a atrasar o acordo é que ninguém quer ficar com a cintura dos insetos gigantes de Nurka que atacam as naves que passavam por lá. A única maneira de contornar os insetos gigantes é utilizar a passagem pelos portões de pulsar que pertence ao reino de Nurka. 

Na sala dos tronos que tem este nome por ter dois tronos um para o Rei outro para a rainha,  estão presentes Claúdio Nerva e o General Cipião Caio. 

«O reino de Nurka está a enfrentar algumas dificuldades precisávamos de procurar novas riquezas.»

«Sim tens razão Cipião .... o acordo está difícil.»

«Mas porquê?»

«Por causa do Rei de Pariental Comoro Daio não aceita nenhum acordo sem ter acesso aos Portões de Pulsar que pertence ao nosso reino.»

«Mas então só à uma solução guerra.»

«Quero evitar isso a todo o custo ... sabes bem que destruir a bolha de Pariental ia fazer muitas vitimas, essa solução só em caso muito sério de preservação do nosso povo.  

«Mas a situação já é muito séria ...»

Entra na sala o tio do Rei Flávio Nerva.

«Ouvi falar em guerra que dizem?»

«Estávamos a ponderar essa situação mas estamos longe de tomar tal decisão.»

«Ainda bem a guerra é a pior coisa do mundo...para longe vá o agoiro.»

«A nossa economia não está bem ...»

«A solução chama -se galáxia dos mil mundos é muito rica e tem muitos recursos naturais como por exemplo, o ouro liquido... a água que precisamos para beber e respirar.»

«Mas como é que o tio sabe isso.»

«Alguns viajantes que vieram dessas paragens trouxeram - nos essas noticias é assim que sabemos muitas coisas sobre estas paragens.»

«Pois mas Comodo Daio está relutante em assinar o acordo.»

«Temos que ir limando arestas do contrato, as duas partes têm de se entender.»

«Mas também podemos ir para guerra.»

«General não diga disparates não temos uma guerra à seculos na nossa galáxia.»

«Sim mas continuamos a ter exercito ou não.»

«Tenho de concordar com o meu tio, general não precisamos aqui de nenhuma guerra vamos negociar e vamos conseguir um acordo com Pariental.»  

«E se não conseguirmos?»

«Vamos conseguir! Por falar nisso vamos enviar um link ao Rei de Pariental para falarmos por holograma e tentar um novo acordo para dividir a galáxia dos mil mundos.»

«A questão é garantirmos ao Rei Comoro Daio passagem pelos portões de Pulsar ...

«Sim tio já sei não se preocupe.»

O link é enviado e um holograma do Rei de Nurka aparece na sala do Rei Comoro Daia e vice - versa. 

«Olá saudações nurkianas Comoro Daia  Rei de Pariental.»

«Saudações Cláudio Nerva Rei de Nurka.»

«Bom não vou estar com rodeios quero falar contigo sobre a galáxia dos mil mundos e daquele acordo que nos ainda não finalizamos e que está em aberto.» 

«Só não o finalizamos porque vocês não nos querem dar passagem pelo portões de Pulsar, mas sim pela cintura dos insetos gigantes de Núria, assim não à acordo esse insetos são enormes alguns têm quarenta metros e atacam qualquer nave que passe por essa cintura, só pedimos que nos facilitem a passagem pelos portões de pulsar e temos acordo.

«E estão dispostos a pagar uma pequena taxa.»

«Mas que taxa?»

«Por cada nave que passe pelos portões.»

«Para vos enriquecer como nunca jamais!.»

«Já vi que não à acordo!»

«Enquanto vocês quiserem ficar com a parte de leão não à acordo garanto!»

O holograma do Rei de Núria desaparece.

«Já tinha ouvido falar do mau feitio de Comoro Daio agora viu - o in loco.»

«Temos de trabalhar melhor o acordo se o Rei de Pariental já disse que sem acesso aos portões de Pariental não à acordo para quê insistir?»

«Tem razão Tio  vamos para a sala dos projetos refazer o acordo.»

«Se calhar é melhor.»       

Cláudio Nerva e o seu tio retiram - se da sala dos tronos.

Entra Rufus Ennias veste o seu uniforme de centurião.

«Ave general ...»

«Ave Rufus.»

«Sempre vamos para a guerra?»

«Está difícil Rufus.»

«O meu general é que devia ser Rei.»

«Que dizes?»

«O nosso Rei é um fraco nunca irá para a guerra.»

«Se o convencermos..»

«Casado à quatro anos com Sabina uma mulher lindíssima ... onde estão os filhos? É de desconfiar.» 

«O que é que isso interessa?»

«É um fraco ... general ... um fraco não interessa ao reino de Nurka.»

«E ...»

«Um confronto direto entre o meu general e Cláudio Nerva e teremos um novo Rei e todas as riquezas da galáxia dos mil mundos serão suas.»

«Por enquanto não! Se o Rei não quiser fazer guerra ao reino de Pariental ... veremos.»

«Se vencer o Rei de Nurka Sabina será sua e ...»

«Silêncio eles vêm ai.»   

Entram Cláudio Nerva e o seu tio.

«Ave Cláudio Nerva.»

«Ave Rufus Ennia de que falavam?»

«Do grande reino de Nurka e do seu Rei.»

«Assim penso que estavam a conspirar contra mim.»

«Nunca Cláudio longa vida ao Rei de Núria.»

«Obrigado Rufus sei que me és fiel.» 

«Já temos um novo acordo amanhã entramos em contato com o Rei de Pariental... e para comemorarmos vamos fazer um banquete»

«Oh daqueles à antiga?»

«Sim tio daqueles à antiga.»  

«Mandem vir a comida da copa... e sambucan.»

«Não podemos abusar da sambucan.»

«Já sabemos tio não se preocupe... .» 

Foram trazidas por trabalhadores do palácio,  mesas com comida pratos de peixe e carne e jarros de barro com a famosa sambucan uma bebida alcoólica, que bebida em excesso provocada embriagues e tem 20% de álcool . 

Entra Sabina Rainha de Núria veste um vestido azul e usa um fio de ouro é morena usa o cabelo apanhado.

«Sabina a minha Rainha.»

«Olá esposo iam fazer a festa sem mim.»

«Não claro que não...»

Sentasse no trono ao lado do Rei.

«Já podemos anunciar?»

«Sim claro que sim.»

O Rei e Sabina puseram - se  pé e deram a mão.

«Temos uma novidade para todos os cidadãos de Núria.»

«O que é sobrinho? É aquilo que estou a pensar?»

«Não sei o que o tio está a pensar ... »

«Um filho?»

«Assim estraga a surpresa ...»

«Sabina está grávida vamos ter o nosso primeiro filho.»

«Viva ao Rei.»

E todos deram vivas ao Rei.

O general Cipião e Rufus olharam  um para o outro incrédulos. 

Todos sem exceção comeram e beberam e quando começavam a enrolar a língua devido a beberem sambucan em excesso riam - se e diziam piadas.    

«Meu Senhor.»

«Cipião? ...»

«Está qui um poeta.»

«Hum.»

«Quer dizer um poema.»

«Ui.»

«É Lucano Construtor.»

«Construtor de quê?»

«Penso que é de poemas.»

«Poemas, peças de teatro, romances, contos.» «Exclamou Lucano.»

«É lá temos homem.»

«Menos General.»

«Posso?

«Sim Lucano podes!» 

«Muito bem meu Senhor assim farei ...vou beber mais um copo de sambucan.»

«Estás à vontade.»

O poeta esvaziou o copo e poisou - o em cima da mesa. 

«Assim sai melhor.»

«Muito bem.»


O poeta poisou - o o copo em cima da mesa. 


Poema de Lucano Construtor


De um conceito antigo nasceu 

A velha regra ... 

Que protege os progenitores

De conflitos tão velho como as trevas.

Para quê prosseguir  na senda das guerras?

Quando podemos navegar

Pelas galáxias em busca do ouro liquido 

Que nos dá vida e alento para continuar.

Não quebrarás a bolha

Que os protege 

Não irás derramar o teu sangue 

Em terra alheia.

Não queiras a culpa 

A assombrar - te as tuas noites. 

Não transformes a tua vida de sonho

Num pesadelo...

Que te perseguirá por todo o lado.

Não te deixando apreciar 

O sorriso dos teus filhos, o belo

Corpo da tua mulher ... ou o teu reino

Não ouças conselhos vis de quem não se contenta com aquilo que tem ...

Semeando precipícios onde havia pontes ...

Longa vida ao Rei.   


A seguir a dizer o poema Lucano cai para o lado. 

«Mas o que aconteceu?.»

«O poeta caiu para o lado.»

«Mas o poema não é assim tão mau.»

«Há!Há!Há!»

«Mas que poeta é que me foste arranjar.»

«Ele é  que se ofereceu.»

«Mais sambucan ... »

Os trabalhadores trouxeram mais jarros com a bebida alcoólica.

O poeta foi amparado por alguns soldados e saiu da sala. 

«Cláudio vou sair preciso de descansar, vou para os meus aposentos.»

«Claro Sabina podes ir.»

Sabina sai da sala dos tronos. 

« Vou falar com Comoro Daio ... mandem o link para Pariental.»

«Mas Cláudio não está em condições bebeste muito.»

«Não bebi nada muito.»

«Mandem o link... Cipião Caio trata disso.»

«Assim farei.»

O link foi enviado. Um holograma do Rei de Paiental apareceu na sala.

«Mas isto são horas de enviar um link? Estou a comer.»

«Tem calma Comoro Daio» «Cláudio enrola um pouco a língua à medida que falava.»

«Não é calma ... não te vou atender neste momento se não te importas vou continuar a comer e beber.»

«Isso é falta de respeito nunca em tempo algum um Rei deixou de atender outro por uma questão leviana.»

«Falta de respeito? Tu é que me estás a insultar a mandar - me links quando estás alcoolizado.»

«Não estou alcoolizado ...»

«Estás bêbado?»

«Comoro não te admito!»

«Vai - te lixar! Cláudio Nerva.»

O Rei Comoro desligou a chamada. Cláudio ficou de boca aberta.

«O que é que ele disse?.»

«Foi desrespeitoso se isto fosse no outro tempo tinhas - mos de ir para guerra ...»

«Qual guerra general um pedido de desculpa é suficiente.»

«Cipião manda outro link para Pariental.»

«Oh valha me Deus para com isso sobrinho não estás em condições.»

«Estou tio estou ...»

O holograma de Comoro voltou à sala.

«Outra vez?»

«Comoro é bom que me peças desculpa não te admito tal falta de respeito.»

«Não peço!»

«Se fosse noutro tempo enviava - te uma declaração de guerra. »

«És louco e leviano.»

«Chamaste - me louco? Mas não estás a ser civilizado isso não são maneiras de falar comigo.»

«Ai não então toma!»

O Rei de Pariental desliga o link,  o seu holograma desaparece.

«Mas ...»

«Isto é muito grave temos de falar com o Concelho Supremo.»

«O que acha tio.»

«Não sei tu é que sabes.»

«Manda o link Cipião para Octávio Cesariano.»

«Já mandei.»

Na sala surge o link de Octávio tem o cabelo branco e barba branca ambos cortados rente, veste calças brancas e um polo branco de mangas compridas.  

«Olá Cláudio Nerva Rei de Núria saudações do Conselho Supremo.

«Saudações Octávio.  

«Tenho de relatar ao Conselho Supremo o comportamento execrável de Comoro Daio Rei de Parietal. 

«O que se passou?»

«Estávamos a falar e este chamou - me bêbado, louco desligou a chamada depois pedi para voltar a falar com o monarca e ele foi muito desagradável.»

«O que é que ele disse?»

« Disse - me para me ir lixar, está fora de si...»

«Não parece dele.»

«Pois mas ... tenho testemunhas.» 

«O Conselho Supremo vai reunir depois entraremos em contato.»

«Está bem.»

«Cláudio Nerva confirmas que recebeste a mensagem do Conselho Supremo.»

«Confirmo!»

«Saudações cordiais Rei de Nurka.»

«Saudações Octávio  Cesariano.»

Holograma de Octávio é desligado. 

«Bom vamos esperar pela decisão do Conselho Supremo... o Rei tem de esperar pelas decisões de outrem... »

«No antigamente o Rei tinha o poder todo, mas decidiu - se que era melhor dividi - lo porque uma pessoa não deve ter o poder todo, e porque várias cabeças pensam melhor que uma só.»

«Obrigado tio convenceu - me.» 

«E se o Concelho Supremo decidir pela guerra.»

«Iremos para a guerra! Mas penso que não vai ser necessário guerra para se resolver esta questão, Comoro Dario pede - me desculpa e o assunto fica por aqui.»

«Bem te avisei para não falares já bem bebido.»

«Não estava alcoolizado nem pouco mais ou menos Comoro é que estava.» 

«Pela nossa parte falo do exercito estamos prontos, dizem que as mulheres de Pariental são muito belas  e... »

«Que dizes Cipião Caio não somos animais... »

«Nós tratamos delas meu Senhor...»

«Tratamos delas? Que conversa é essa Rufus?»

«No antiguamente ...»

«Nós não estamos no antigamente felizmente não vai haver nenhum conflito armado o Conselho supremo nunca nos irá dar autorização.

«Não sabes.»

«Não sei mas desconfio.»

Na sala aparece o holograma de Octávio Cesariano.

«Tenho uma mensagem para Cláudio Nerva Rei de Nurka do Conselho Supremo.»

«Estou aqui podes dizer a mensagem.»

«Podes exigir ao Rei Comoro Daio um pedido de desculpas pelas suas más criações, se este não pedir desculpa se quiseres podes declarar - lhe guerra.»

«O quê?»

Todos os que estavam na sala ficaram boquiabertos.

«Mas?»

«O Conselho Supremo diverte - se.»

«O quê tio?

«Não ligues são perambulações de um velho.»

«Confirmas que recebeste a mensagem Cláudio Nerva Rei de Núria.»

«Confirmo.»

O Holograma do líder do Conselho Supremo desaparece. 

«Link para Comoro?»

«Podes enviar General.»

O holograma de Comoro aparece na sala.

«Saudações cordiais Comoro Daio Rei de Pariental.»

«Saudações Cláudio.»

«Não é esse o protocolo.»

«Quero lá saber!»

«Exijo um pedido de desculpas pelo tua má criação»

«Não o vais ter!»

«Ou vais ter guerra.»

«Não tenho medo das tuas ameaças.»

«Comoro pede - me desculpa!»

«Não! Não peço desculpa nenhuma!»

«Vais ter guerra ... declaro - te guerra!»

«Assim seja cá te esperamos!»

«Oh meu Deus ele não está bom!»

«Guerra é guerra Cláudio preparo as tropas?»

«Prepara! Vamos para a guerra!»

«Guerra entre Nurka e Pariental  é uma ilusão...»

«Diga tio não esteja só com meias palavras... diga!»

«Quem tem de te dizer é o Conselho Supremo.»

«Então cale - se! ... Saiam todos!»

O Rei fica sozinho na sala do trono.

«Entramos derrotamos Pariental, Comoro ainda me vai ter de pedir desculpa antes de o cortar ao meio com o meu sabre, depois ficamos com as suas riquezas fico senhor de dois reinos nada mau por alguns dias de trabalho.»


Na sala vê - se um holograma uma mulher nova, loura vestida de branco emerge no meio da luz.

«Outra vez, mas o conselho supremo já deu autorização para a guerra.»

«Sou Iris mensageira do conselho supremo.»

«Já sei.»

«Só para os ouvidos do Rei.»

«A única pessoa presente na sala do trono é Cláudio Nerva.»

«O conselho informa o Rei de Nurka de um costume antigo.»

«O quê? Mas qual costume?»

«Informa que devido a um costume antigo e para manter a paz entre o reino de Nurka e o de Pariental. os filhos dos Reis de Pariental seriam criados pelos Reis de Nurka e os filhos dos Reis de Pariental seriam criados pelos de Nurka.»

«O quê?»

«Se o Rei de Nurka quebrar a bolha de Pariental matará os seus próprios pais.»

O Rei levanta- se. 

«O quê, mas já me tinham dado autorização. 

«Estou apenas a informar o Rei.»

«O que tu dizes é loucura não conheço esse costume antigo não quero saber disso para nada.»

«Se matares os teus pais não conseguirás viver com essa culpa.»

«Quero lá saber não os conheço, a guerra não vai parar por causa disso. Vocês são um bando de loucos tivessem me dito isso antes....»

«O conselho supremo informou o Rei de Nurka, confirma que recebeu a mensagem.»

«Confirmo!» 

O holograma desapareceu da sala.

«Mas que loucura é esta o que faço agora? Porque temos sempre de tomar as grandes decisões sozinhos.»

O Rei fica alguns momentos em silêncio.

«Não mando nada...»

«Cipião Caio...» «Solto voce.»

«...»

«General!» «Grita»

O general Cipião Caio entra na sala.

«Sim? Cláudio...»

«A guerra está cancelada!»

«As tropas já partiram!»

«Mas quem é que te deu autorização? Disse - te só para preparares as tropas. Chama as tropas de regresso ao quartel general de Nurka.»

«Mas íamos destruir a bolha de Pariental.»

«Não! Não! Mudança de planos chama as tropas de regresso vamos colonizar, conquistar a galáxia dos mil mundos esquece Pariental ia ser um banho de sangue não!»

«Mas porque mudou de opinião?»

«Considero que fazer guerra é um preço muito alto por causa de uns copos de Sambucan. Não achas?»

«Mas vem aí um temporal que não já não podemos travar!»

«Estamos sempre a tempo de evitar um conflito armado.»

«Louco não vou permitir isso.»

«Atreves-te a desafiar o teu Rei.»

«Desafio quando o Rei é um cobarde.»

O general desembainha a sua espada de laser vermelho, o Rei segura com ambas as mãos o seu sabre de cor azul. 

«Não sejas louco desiste ainda te perdoou a tua ousadia.»

«Não!»

O general tenta atingir o Rei com o seu laser este vai - se defendendo dos golpes. Cláudio Nerva contra-atacou e desferindo poderosos golpes, consegue manter o General à distância um desses golpes enviou   a espada do General para longe, fazendo cair Cipião Caio que ficou a mercê do Rei. Cláudio aproximou - se para matar o General.

«Maldito!»

O sabre de Cláudio passou por cima da cabeça de Cipião Caio abrindo um rombo no soalho.

O Rei de Nurka Cláudio Nerva ao mandar regressar as suas tropas e perdoar a vida do General Cipião Caio provou ser um verdadeiro Rei... e a paz reinou durante muitos anos na galáxia dos Rising suns.

O centurião Rufus Ennius passou a ser o comandante do exército com o título de General... 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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