Safiricun
Quando as águas se abriram
Para que o profeta se pudesse salvar
O mundo olhou incrédulo
E o bem venceu…
O homem saiu do chão
As árvores desceram das nuvens,
E povoaram a terra.
O pecado nasceu
Num dia de lua nova
Entre promessas
Futuras e de antanho.
O olhar verde da cobra
Deixou um fruto
No beiral da porta...
Quem comeu gostou.
O safiricun sobrevoou
O vento colocou - se
No sotavento esperou
Pelos pescoços que passavam entre as árvores
E deixou a sua marca.
O desejo misturou - se com o sangue
E nunca mais o largou
Nem as vagas mais altas
Cheias de espuma e energia
Conseguiram impedir
O amor de florir…
Mesmo naquelas terras onde já ninguém esperava nada
Uma criança nasceu...
Sorriu e pediu que a deixassem sonhar.
P.S - Safiricun é uma entidade cuja natureza não se consegue definir é uma palavra inventada.
Sem comentários:
Enviar um comentário