Rebelde
Andavas só no meio do mar
E do vento …
No convés de um barco
Que queria evitar que um qualquer farol
Te trouxesse para terra.
Das tuas causas foste o primeiro
A soltar as amarras ...
E dizer que querias ser um
Rebelde de ti próprio.
Só por falares grandes vagas soltaram - se
Do oceano para te provocar
Para fazer chacota
Do teu pensar do teu querer.
Sem refletir saltas - te para o desconhecido
Os seus enormes dentes
Que devoram mesmo os mais fortes não te
Amedrontaram…
As pessoas aproximaram - se
Para ver o que era...vestiste
As tuas roupas novas
E sorriste…
O teu exercito de vinte e duas letras
Agarrou no teu braço
Sentiste o teu corpo a esvoaçar no espaço
As pessoas olharam para o que escreveste …
Pensaste que …
Se te chamassem nomes… resolvias
Se não te quisessem sobrevivias
Se não te entendessem… não morrias
Se te ignorassem… voltavas noutro dia…
Uma pessoa relatou
Que te viu andando atarefado com uns papeis na mão
O vento só deixava ouvir as tuas
Palavras entrecortadas… acharam estranho estares a sorrir…
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