quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Quando


Quando escreves e depois paras 

Para onde foi a tua inspiração? Regressou ao seu reino 

Que fica por detrás do horizonte ...

E tu ficas cansado só de o observares... lá ao fundo... 

 

Depois vês umas flores 

O vento sopra e tu  ouves,

E sentes ali e aqui qualquer coisa 

Que anda no ar e não poisa.  


E a poesia ferve em ti ... queres escrever algo,  

Que mistura Futuro, Presente e Passados …

É esse o teu fado? Sentes que sim, e as palavras nascem 

Desse conflito que desperta meio aflito  

E tu queres condensar tudo o que sentes  num só grito. 


O poema escolheu - te para o fazeres nascer

E tu olhas, para ele e tu medes o que escreveste,

Se for preciso tiras - o a ferros ... 

Alteras algumas palavras sem te alterar a ti ...

E sabes que deste tudo mas que ainda não está bom.


Pensas nos deuses  

Queres ir à história para te inspirar ...

E pensas naquele quadro que viste no museu, 

Tão belo, tão louco, tão ousado, havia ali tanta cor e significado 

Mas acabas por concluir ... que não estás inspirado ... 


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