Quando escreves e depois paras
Para onde foi a tua inspiração? Regressou ao seu reino
Que fica por detrás do horizonte ...
E tu ficas cansado só de o observares... lá ao fundo...
Depois vês umas flores
O vento sopra e tu ouves,
E sentes ali e aqui qualquer coisa
Que anda no ar e não poisa.
E a poesia ferve em ti ... queres escrever algo,
Que mistura Futuro, Presente e Passados …
É esse o teu fado? Sentes que sim, e as palavras nascem
Desse conflito que desperta meio aflito
E tu queres condensar tudo o que sentes num só grito.
O poema escolheu - te para o fazeres nascer
E tu olhas, para ele e tu medes o que escreveste,
Se for preciso tiras - o a ferros ...
Alteras algumas palavras sem te alterar a ti ...
E sabes que deste tudo mas que ainda não está bom.
Pensas nos deuses
Queres ir à história para te inspirar ...
E pensas naquele quadro que viste no museu,
Tão belo, tão louco, tão ousado, havia ali tanta cor e significado
Mas acabas por concluir ... que não estás inspirado ...
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