Gosto de escrever aquilo
O que os outros pensaram
Mas que nunca chegaram
A colocar no papel…
Porquê? Não sei mas se me cabe a mim subir ao palco poético - imaginário e inundar o mundo de palavras faço - o.
Para que as palavras não se percam
E porque estão sempre a meu lado…
Ocupando durante alguns instantes
Quando alguém lê o que escrevo
O espaço central…
As minhas vestes são simples palavras
Não uso brilhantes nem brilhantina
Nem utilizo a voz colocada
Para que todos ouçam o que tenho
Para dizer …lá na última fila ou mesmo
No galinheiro …
Só tenho a minha rima
Para brilhar…
Mas sempre naquela esperança de durante
Algum tempo …
Enquanto lês o que escrevo ocupar
Na tua vida
O espaço central…
Não oiço aplausos
Nem nada parecido nem vivas, nem apupos
Escrevo apenas o que o vento
Me contou ao ouvido … só lhe pedi
Para me contar,
Assuntos novos, a velha roupagem já não deslumbra ninguém
Por outras palavras o meu fito é ser original.
Depois cá me arranjo
No dizer e no escrever…
No que tenho para contar de uma maneira mais concreta
E por vezes mais surreal…
Na aquela esperança de ocupar na tua vida
E durante breves instantes
Enquanto lês o que escrevo
O espaço central…
P.S - Galinheiro é um local no teatro aonde os bilhetes são mais baratos.
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