quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Gosto de escrever

Gosto de escrever  aquilo 

O que os outros pensaram 

Mas que nunca chegaram 

A colocar no papel… 

Porquê? Não sei mas se  me cabe a mim subir ao palco poético - imaginário e inundar o mundo de palavras faço - o.

Para que as palavras não se percam 

E porque estão sempre a meu lado…

Ocupando durante alguns instantes

Quando alguém lê o que escrevo

O espaço central…

As minhas vestes são simples palavras

Não uso brilhantes nem  brilhantina 

Nem utilizo a voz colocada 

Para que todos ouçam o que tenho 

Para dizer …lá na última fila ou mesmo 

No galinheiro … 

Só tenho a minha rima 

Para brilhar…

Mas sempre naquela esperança de durante 

Algum tempo …

Enquanto lês o que escrevo ocupar 

Na tua vida 

O espaço central…

Não oiço aplausos 

Nem nada parecido nem vivas, nem apupos 

Escrevo apenas o que o vento 

Me contou ao ouvido … só lhe pedi 

Para me contar,

Assuntos novos, a velha roupagem já não deslumbra  ninguém 

Por outras palavras o meu fito é ser original.

Depois cá me arranjo 

No dizer e no escrever…

No que tenho para contar de uma maneira mais concreta 

E por vezes mais surreal…

Na aquela esperança de ocupar na tua vida 

E durante breves instantes 

Enquanto lês o que escrevo

O espaço central…


P.S - Galinheiro é um local no teatro aonde os bilhetes são mais baratos.








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