Gosto de transformar
Palavras em poesia
Não me quero tornar
Num poeta chato, previsível, aborrecido.
O que as pessoas querem? Fantasia …
A minha singela função?
Fazer as pessoas sonhar …
Enquanto procuro a música que faz
A poesia rimar no meu jardim interior.
Dispenso, medos, muros …
Dissonâncias, cadências que caiem na nota errada
Pianos desafinados, partituras que já ninguém quer ouvir …
Quero apenas oferecer cânticos que ecoam
Na minha mente que quer ser diferente
Que gosta de ser selvagem, obcecada, por vezes doentia …
Porque não quer ser esquecida
Numa qualquer biblioteca sem serventia
Para lado nenhum …
A minha poesia é a estrada
Cujas luzes iluminam a minha alma
O que veem …
E que os pássaros de gelo e de fogo trouxeram
A minha revelia …
É o resultado …
Do meu querer da minha vontade,
Que mistura conhecimento
Poesia, verdade, alguma inocência criativa e filosofia
Não dá moderna mas da antiga.
Em suma é o cavalo perfeito
Que não quer ser domado
Apenas quer ser lido, decifrado, compreendido,
Enquanto passeias os teus olhos
Pela minha gentil essência dos que escrevem
Para não se perderem.
P.S - in absentia da minha pessoa escrevo o que ouvi dizer de mim. Sentado num muro invisível que carrega todos os meus “eus” aos ombros.
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