sábado, 1 de outubro de 2022

Recordações da casa dos pássaros

 Gosto de transformar 

 Palavras em poesia 

 Não me quero tornar 

 Num poeta chato, previsível, aborrecido.

 O que as pessoas querem? Fantasia … 

 A minha singela função?

 Fazer as pessoas sonhar …

 Enquanto procuro a música que faz 

 A poesia rimar no meu jardim interior.

 Dispenso, medos, muros …

 Dissonâncias, cadências que caiem na nota errada 

 Pianos desafinados, partituras que já ninguém quer ouvir …

 Quero apenas oferecer cânticos que ecoam 

 Na minha mente que quer ser diferente 

 Que gosta de ser selvagem, obcecada, por vezes doentia …

 Porque não quer ser esquecida 

 Numa qualquer biblioteca sem serventia 

 Para lado nenhum …

 A minha poesia é a estrada 

 Cujas luzes iluminam a minha alma 

 O que veem …

 E que os pássaros de gelo e de fogo trouxeram 

 A minha revelia …

 É o resultado …

 Do meu querer da minha vontade,

 Que mistura conhecimento 

 Poesia, verdade, alguma inocência criativa e filosofia 

 Não dá moderna mas da antiga. 

 Em suma é o cavalo perfeito 

 Que não quer ser domado 

 Apenas quer ser lido, decifrado, compreendido, 

 Enquanto passeias os teus olhos 

 Pela minha gentil essência dos que escrevem 

 Para não se perderem.

  

  P.S - in absentia da minha pessoa escrevo o que ouvi dizer de mim. Sentado num muro invisível que carrega todos os meus “eus” aos ombros.

  


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