quinta-feira, 13 de junho de 2019

Poema bicéfalo


As palavras... leva -  as o vento
É difícil  prende - las ao papel
Durante algum tempo...
Quanto mais ao firmamento.

No sangue a matéria poética -  animal
Quer soltar - se como
Quem não
cala...
Um grito primordial.

Nos somos dos nossos antepassados
Uma  amálgama... o que é a felicidade
Que todos procuramos?
É o sorriso da alma...

O sucesso é bicéfalo e habita num sítio ermo
Nunca te vais achar a escrever
Só para o sucesso...
Ninguém te achará,
Se escreveres só para ti
Aqui a chave é meio termo
Será...?

Não chegues atrasado ao lume poético por ti ateado
Já está instalado na motherboard
E a insegurança de não ter nascido para isto?
É cão que ladra mas não morde.

As primeiras palavras de um poema
São escritos pelos deuses
Somos das suas ideias pasto
E cada poema que  escrevemos é uma
fotocópia de um original já muito gasto?

Não é assim
Não o creio...
É muito pouco para o nosso coração - alma
De poeta guerreiro.

Cada um trás em si
A vontade de mudança...
É o querer acrescentar mais qualquer coisa
Que anda no ar e não poisa.

Mas os poemas são garanhões bicéfalos
Parecem querer nos servir...
Mas depois fogem ao cabresto de uma forma vil ... são grandes impostores
Por essa razão escrever um poema
Nunca é um parto sem dores.

























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Tento

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