quarta-feira, 12 de junho de 2019

O poema grande

Do nada... o exército castelhano
Passou a Fronteira ...
As espadas que traziam à ilharga
Queriam carne queriam sangue como um cão que quando morde
Já não larga.

 No meio do campo e do calor  abrasador 
 O exército português organizava - se
 Vinha entre os ribeiros medir forças, pedir meças... àqueles cães
 Ao fundo no meio das árvores  ouviram  - se prosas  e rezas
 Eram as mães...

  O contestável colocou, a infantaria num quadrado 
  Os besteiros no flanco, 
  A cavalaria  na retaguarda, e imbuído pela fé e pela lisura
  Usou uma técnica muito avançada para a altura.
     
   Coro:  Os olhos ferviam 
              O corpo vacilava  
              As pernas tremiam 
              O invasor avançava

Logo pela manhã o inimigo carregou
Relinchos pelo ar...
Gritos sem dono
Sangue no chão de alguém muito novo.

No meio dos coices
Do pó e dos gritos irados
Uma faca metida
No meio dos costados

Alguns soldados muito feridos tentavam sobreviver
No meio do ferro e das lançadas
Outros não tinham tanta sorte...
E morriam pela pátria ao primeiro golpe

O ferro a bater no ferro
Era tão ensurdecedor...
Que só de o ouvir
Causava dor.

O coro: Os olhos ferviam
             O corpo vacilava
             As pernas tremiam
             O invasor avançava

Ouviram - se  gemidos e lamentos
Na língua de Camões e de Cervantes
Daqueles que a sua alma ao criador entregaram
Uns foram para o céu outros para o inferno de Dante

Castelhanos e franceses
Fugiram  ex - sangue e extenuados...
Eram passados a fio de espada
Aonde eram encontrados.

Alguns castelhanos conseguiram escapar  e chegaram
A Castela e leão e quiseram calar a história
Mas deste lado não esquecemos
Que obtivemos uma retumbante vitória.

Ficou o mosteiro de nome batalha
E tudo o que as novas gerações
Ao reino ao de provir
Um soberano ficou a chorar
E o outro a rir.

D. João tornou - se o primeiro
Rei da dinastia de Avis...e teve ali o seu grande momento
E do seu sangue nasceu a ínclita geração
Que deu origem ao príncipe marítimo do descobrimento

A Brites de Almeida matou sete
Apócrifo ou não...
Histórias que ficaram
No nosso coração

Quem guerreou naquele dia
Olhou e viu espantado, e para grande surpresa sua
Que ficaram  marcados nos seus corpos
A silhueta dos que tombaram por si mortos.


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