quarta-feira, 26 de junho de 2019

Achamento do Brasil

O império do oriente impelia
Os lusitanos a embarcarem
Nas naus...alguns partiam da sua pátria, chorosos
E emocionados
Mas era o preço a pagar se queriam muitos maravedis
E ducados.

O país era pobre e todos sabiam disso
Mas queriam testar a sua sorte
Mesmo que tivessem de sofrer  para enriquecer não se importavam
E na Índia e nas Molucas  a riqueza procuravam.

O Rei D. Manuel I nomeou Pedro Álvares Cabral
Capitão-mor e deu-lhe treze  navios,
Navegar pelo Índico fazia parte dos seus planos
Para  conquistar o  negócio aos  muçulmanos

O nobre cavaleiro português
Aceitou a empreitada o que não era coisa parca
E ordens secretas recebeu,
E para sul partiu confiante que ia
Conseguir fazer o tudo que o lhe pedia o monarca

Em cabo verde viraram a ocidente
Num grande impulso
E a todo o pano
Avistaram pela primeira vez  terras de Vera Cruz
Mas quem diga que não pode ter sido um engano.

No ano de mil e quinhentos
A tripulação olhava surpreendida,
Para aquelas terras que pareciam infindáveis
O Mar era muito azul e cristalino
Os índios que ali viviam pareciam ser  muito amigáveis.

Para dar as boas novas ao Rei
Do achamento,
Pediram ao Caminha para escrever umas linhas
Que descrevesse o que ali se via...
E assim foi e a breve trecho essa documento
Para Portugal seguia.

A armada não pode  ficar  mais tempo
Na terra do pau-brasil, e de outras madeiras raras,
Que cresciam na margens dos rios e no interior das terras
Povoada de papagaios e araras.

A armada voltou para o mar-alto
Os marinheiros já tinham saudades das lindas Índias
Que para surpresa sua tinham as vergonhas de fora
Mas os navios de El-Rei tinham mesmo se ir embora.

D. Manuel I queria a presa maior
A maior de que todas as presas
E surpreender na Europa
Toda a realeza

Pedro Álvares Cabral
Lá foi cada vez menos convencido
Que era pela força que se conquistava aquele negócio
Talvez já arrependido quando
 percebeu no que se tinha metido.
Pouco depois...
A armada fundeou em Calecute na Índia

E era preciso impor respeito
E se  fosse preciso,
Ia tudo...
A eito.

Uma feitoria portuguesa por,
Aonde passava o comercio feito por Portugal
Naquelas paragens, foi construída e equipada
Muitos adoeceram, mas a feitoria a custo foi levantada

Mas o tinhoso andava
Por ali...os muçulmanos desconfiavam
Dos portugueses e atacaram a feitoria
Quando os lusos menos esperavam

Lutas antigas que já vinham
Da reconquista tão longamente
Conquistada...e das lutas no norte de África,
Os muçulmanos nunca gostaram que os Portugueses
Tivessem, as colunas de Hércules, ultrapassado

Pedro Álvares Cabral não ficou
Parado...
E a cidade de Calecute viu
Todo o dia todo o seu solo bombardeado.

A frota teve de aproveitar a monção
Para regressar ao reino...
Senão só o podiam fazer passados muitos meses
O capitão - mor teve de decidir ou ficava ou voltava deslizando
Pelas aguas suavemente... 
Decidiu que já era tempo de por o velame 
Todo ao vento e na barra de Lisboa entrar triunfalmente.

O Rei D. Manuel I esperava um pouco mais
Daquele nobre de aspecto impecável, honesto e sabedor um verdadeiro capitão da espuma
Para o monarca o trabalho ficou meio feito...
Era preciso alguém com vontade de ferro, ambicioso e inteligente 
Tinha de enviar  à Índia de novo Vasco da Gama para impor o nome de Portugal
Era o que o Rei português  no mago sentia... 
Naquelas paragens tão longínquas, mas também tão ricas de especarias, e assim foi Vasco regressou
Ao oriente com ordens cristalinas El - Rei queria  para si todo o comercio da Índia.
    




















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