O campo não tem só uma
Cor... é multicolor...
Assim são os olhos
Do meu amor.
As flores do campo
São bem servidas de cor...
Assim são os olhos
Do meu amor.
As ervas plantadas
No solo muito vasto formam
Desenhos coloridos... e tem muita cor
Assim são os olhos
Do meu amor.
O vento que passa
Embala as flores, num doce bailado
De dança e de cor...
Assim são os olhos
Do meu amor.
O campo tem muita vida, e encanto
E flores muito bonitas...de mil cores
Mas a mais linda cor,
É a cor dos olhos
Do meu amor...
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Achamento do Brasil
O império do oriente impelia
Os lusitanos a embarcarem
Nas naus...alguns partiam da sua pátria, chorosos
E emocionados
Mas era o preço a pagar se queriam muitos maravedis
E ducados.
O país era pobre e todos sabiam disso
Mas queriam testar a sua sorte
Mesmo que tivessem de sofrer para enriquecer não se importavam
E na Índia e nas Molucas a riqueza procuravam.
O Rei D. Manuel I nomeou Pedro Álvares Cabral
Capitão-mor e deu-lhe treze navios,
Navegar pelo Índico fazia parte dos seus planos
Para conquistar o negócio aos muçulmanos
O nobre cavaleiro português
Aceitou a empreitada o que não era coisa parca
E ordens secretas recebeu,
E para sul partiu confiante que ia
Conseguir fazer o tudo que o lhe pedia o monarca
Em cabo verde viraram a ocidente
Num grande impulso
E a todo o pano
Avistaram pela primeira vez terras de Vera Cruz
Mas quem diga que não pode ter sido um engano.
No ano de mil e quinhentos
A tripulação olhava surpreendida,
Para aquelas terras que pareciam infindáveis
O Mar era muito azul e cristalino
Os índios que ali viviam pareciam ser muito amigáveis.
Para dar as boas novas ao Rei
Do achamento,
Pediram ao Caminha para escrever umas linhas
Que descrevesse o que ali se via...
E assim foi e a breve trecho essa documento
Para Portugal seguia.
A armada não pode ficar mais tempo
Na terra do pau-brasil, e de outras madeiras raras,
Que cresciam na margens dos rios e no interior das terras
Povoada de papagaios e araras.
A armada voltou para o mar-alto
Os marinheiros já tinham saudades das lindas Índias
Que para surpresa sua tinham as vergonhas de fora
Mas os navios de El-Rei tinham mesmo se ir embora.
D. Manuel I queria a presa maior
A maior de que todas as presas
E surpreender na Europa
Toda a realeza
Pedro Álvares Cabral
Lá foi cada vez menos convencido
Que era pela força que se conquistava aquele negócio
Talvez já arrependido quando
percebeu no que se tinha metido.
Pouco depois...
A armada fundeou em Calecute na Índia
E era preciso impor respeito
E se fosse preciso,
Ia tudo...
A eito.
Uma feitoria portuguesa por,
Aonde passava o comercio feito por Portugal
Naquelas paragens, foi construída e equipada
Muitos adoeceram, mas a feitoria a custo foi levantada
Mas o tinhoso andava
Por ali...os muçulmanos desconfiavam
Dos portugueses e atacaram a feitoria
Quando os lusos menos esperavam
Lutas antigas que já vinham
Da reconquista tão longamente
Conquistada...e das lutas no norte de África,
Os muçulmanos nunca gostaram que os Portugueses
Tivessem, as colunas de Hércules, ultrapassado
Pedro Álvares Cabral não ficou
Parado...
E a cidade de Calecute viu
Todo o dia todo o seu solo bombardeado.
A frota teve de aproveitar a monção
Para regressar ao reino...
Senão só o podiam fazer passados muitos meses
O capitão - mor teve de decidir ou ficava ou voltava deslizando
Pelas aguas suavemente...
Decidiu que já era tempo de por o velame
Todo ao vento e na barra de Lisboa entrar triunfalmente.
O Rei D. Manuel I esperava um pouco mais
Daquele nobre de aspecto impecável, honesto e sabedor um verdadeiro capitão da espuma
Para o monarca o trabalho ficou meio feito...
Era preciso alguém com vontade de ferro, ambicioso e inteligente
Tinha de enviar à Índia de novo Vasco da Gama para impor o nome de Portugal
Era o que o Rei português no mago sentia...
Naquelas paragens tão longínquas, mas também tão ricas de especarias, e assim foi Vasco regressou
Ao oriente com ordens cristalinas El - Rei queria para si todo o comercio da Índia.
Os lusitanos a embarcarem
Nas naus...alguns partiam da sua pátria, chorosos
E emocionados
Mas era o preço a pagar se queriam muitos maravedis
E ducados.
O país era pobre e todos sabiam disso
Mas queriam testar a sua sorte
Mesmo que tivessem de sofrer para enriquecer não se importavam
E na Índia e nas Molucas a riqueza procuravam.
O Rei D. Manuel I nomeou Pedro Álvares Cabral
Capitão-mor e deu-lhe treze navios,
Navegar pelo Índico fazia parte dos seus planos
Para conquistar o negócio aos muçulmanos
O nobre cavaleiro português
Aceitou a empreitada o que não era coisa parca
E ordens secretas recebeu,
E para sul partiu confiante que ia
Conseguir fazer o tudo que o lhe pedia o monarca
Em cabo verde viraram a ocidente
Num grande impulso
E a todo o pano
Avistaram pela primeira vez terras de Vera Cruz
Mas quem diga que não pode ter sido um engano.
No ano de mil e quinhentos
A tripulação olhava surpreendida,
Para aquelas terras que pareciam infindáveis
O Mar era muito azul e cristalino
Os índios que ali viviam pareciam ser muito amigáveis.
Para dar as boas novas ao Rei
Do achamento,
Pediram ao Caminha para escrever umas linhas
Que descrevesse o que ali se via...
E assim foi e a breve trecho essa documento
Para Portugal seguia.
A armada não pode ficar mais tempo
Na terra do pau-brasil, e de outras madeiras raras,
Que cresciam na margens dos rios e no interior das terras
Povoada de papagaios e araras.
A armada voltou para o mar-alto
Os marinheiros já tinham saudades das lindas Índias
Que para surpresa sua tinham as vergonhas de fora
Mas os navios de El-Rei tinham mesmo se ir embora.
D. Manuel I queria a presa maior
A maior de que todas as presas
E surpreender na Europa
Toda a realeza
Pedro Álvares Cabral
Lá foi cada vez menos convencido
Que era pela força que se conquistava aquele negócio
Talvez já arrependido quando
percebeu no que se tinha metido.
Pouco depois...
A armada fundeou em Calecute na Índia
E era preciso impor respeito
E se fosse preciso,
Ia tudo...
A eito.
Uma feitoria portuguesa por,
Aonde passava o comercio feito por Portugal
Naquelas paragens, foi construída e equipada
Muitos adoeceram, mas a feitoria a custo foi levantada
Mas o tinhoso andava
Por ali...os muçulmanos desconfiavam
Dos portugueses e atacaram a feitoria
Quando os lusos menos esperavam
Lutas antigas que já vinham
Da reconquista tão longamente
Conquistada...e das lutas no norte de África,
Os muçulmanos nunca gostaram que os Portugueses
Tivessem, as colunas de Hércules, ultrapassado
Pedro Álvares Cabral não ficou
Parado...
E a cidade de Calecute viu
Todo o dia todo o seu solo bombardeado.
A frota teve de aproveitar a monção
Para regressar ao reino...
Senão só o podiam fazer passados muitos meses
O capitão - mor teve de decidir ou ficava ou voltava deslizando
Pelas aguas suavemente...
Decidiu que já era tempo de por o velame
Todo ao vento e na barra de Lisboa entrar triunfalmente.
O Rei D. Manuel I esperava um pouco mais
Daquele nobre de aspecto impecável, honesto e sabedor um verdadeiro capitão da espuma
Para o monarca o trabalho ficou meio feito...
Era preciso alguém com vontade de ferro, ambicioso e inteligente
Tinha de enviar à Índia de novo Vasco da Gama para impor o nome de Portugal
Era o que o Rei português no mago sentia...
Naquelas paragens tão longínquas, mas também tão ricas de especarias, e assim foi Vasco regressou
Ao oriente com ordens cristalinas El - Rei queria para si todo o comercio da Índia.
segunda-feira, 24 de junho de 2019
Tierras de desencanto
Por tierras de desencanto
Y mala fortuna ... caminas
Tierras donde,
Tus glorias se van esfumando una a una.
Sueños tracionados
Por tu rabia en no
Olivar o pasado que
Que te consume sin razon alguna
Ningun pájaro vuela
A mirar asy a atrás...olvida
O que os outros disen y hacen,
Y pensa em cosas buenas que te satisfazen.
Vuela como tuviera un caballo
Salvaje dentro de ti...
Y tomas un viento caliente
Que te poe enfrente aos teus sueños
Suavemente...
Como un niño que
Divertido y soriente,
Ha ver a playa pela primeira vez
Hay su frente...
Volver a emprezar es la chave de tu êxito
Perdoa a quem te hace mal.
No comete os mismos errores
So asy olvidáras el desencanto
y tu dollores.
Entre dois montes tú estás
Elige um camino...tien calma...
Deja salir el aire que respiras
Por tu alma...
És mas fácil de pensar
Do que hacer.
Pero vais a conseguir
Das tierras de desencanto e mala fortuna...sair.
Y mala fortuna ... caminas
Tierras donde,
Tus glorias se van esfumando una a una.
Sueños tracionados
Por tu rabia en no
Olivar o pasado que
Que te consume sin razon alguna
Ningun pájaro vuela
A mirar asy a atrás...olvida
O que os outros disen y hacen,
Y pensa em cosas buenas que te satisfazen.
Vuela como tuviera un caballo
Salvaje dentro de ti...
Y tomas un viento caliente
Que te poe enfrente aos teus sueños
Suavemente...
Como un niño que
Divertido y soriente,
Ha ver a playa pela primeira vez
Hay su frente...
Volver a emprezar es la chave de tu êxito
Perdoa a quem te hace mal.
No comete os mismos errores
So asy olvidáras el desencanto
y tu dollores.
Entre dois montes tú estás
Elige um camino...tien calma...
Deja salir el aire que respiras
Por tu alma...
És mas fácil de pensar
Do que hacer.
Pero vais a conseguir
Das tierras de desencanto e mala fortuna...sair.
Sonetos da juventude II
A Miriam é muito bem apessoada
Tem nome de princesa…
A fazer lembrar de outros tempos,
As mulheres da nobreza.
Cabelo loiro
Muito belo e encaracolado
O Corpo é de uma Vénus
Em si encarnado
A voz dela é suave como
O voo da ave, que quando apanha uma brisa soalheira
Poisa suavemente,
Na areia...
Os homens costumam olhar
Para a Miriam desejosos,
De a terem
As mulheres invejosas gostavam de pelas costas a verem
A Mirian não tem namorado, mas não está preocupada, e a todos feliz mostrasse...
Porque sabe que o amor não se procura encontrasse
Tem nome de princesa…
A fazer lembrar de outros tempos,
As mulheres da nobreza.
Cabelo loiro
Muito belo e encaracolado
O Corpo é de uma Vénus
Em si encarnado
A voz dela é suave como
O voo da ave, que quando apanha uma brisa soalheira
Poisa suavemente,
Na areia...
Os homens costumam olhar
Para a Miriam desejosos,
De a terem
As mulheres invejosas gostavam de pelas costas a verem
A Mirian não tem namorado, mas não está preocupada, e a todos feliz mostrasse...
Porque sabe que o amor não se procura encontrasse
Viagem à Índia
A música das trombetas
As cores garridas dos estandartes,
O tempo soalheiro,
O povo num grande alarido
Todos queriam ver o Rei D. Manuel I
A procissão marcava o dia
Da partida para a Índia da armada
De Vasco da Gama...que jubilava
Em nome do monarca e da pátria sua amada.
As naus imponham respeito
No meio do Tejo fundeadas,
Pelo seu tamanho, pelo seu velame
E pelas suas quarenta bombardas
Ninguém ficava indiferente
Àqueles magníficos navios
Que eram o S. Rafael, o S. Miguel, o S. Gabriel.
E o berrio, que de tão belos e vistosos
Havia quem não acreditasse nos seus olhos.
Muito atarefado,
O bispo benzia...
O Almirante e os marinheiros,
O Rei exultava, a procissão prosseguia,...
Lá em cima no Restelo
Os velhos abanavam a cabeça e sem medo falavam
E aquelas viagens, amiúde
Criticavam.
Porque quantos e quantos dos seus
No afã de fazer fortuna
Naquelas casca de nós...
Perderam - se no mar e nunca mais
Ninguém ouviu a sua voz...
Mas...o ímpeto do achamento
Era imparável
E ninguém queria perder
Aquela viagem.
As tábuas de declinação do sol
Criadas por Abraão Ben Samuel Zacuto
Foram entregues ao capitão-mor pelo Rei antes da procissão
Para que este soubesse sempre no mar alto a sua localização
As naus recolheram
As suas pesadas âncoras do rio fétido
Velas a todo o pano,
Os velhotes rezavam para que estes não
Tivessem ido ao engano.
No porto ouviam - se vivas a El Rei
O povo a gritar extasiado e latidos de alguns cães
Mas também choros e lamentos...
Eram as mães...
O destino era cabo verde
No meio do oceano ali estava
Ilhas áridas e desérticas
Que de verde nunca tiveram nada.
A costa africana depois de
Uma breve pausa,
Começaram a descer...
Bolinar, era necessário
Para correntes e ventos contrários vencer.
Perto do cabo da boa esperança
Deram uma grande guinada
Para oeste,
E durante três meses ninguém soube
Para onde foi a armada.
Houve páginas
Do Roteiro atribuído a Álvaro Velho que descrevia a viagem
Arrancadas, durante esses meses
Por aonde a esquadra andou? Ficou tudo
No segredo dos deuses.
Já no Índico a esquadra
Entrou de peito feito
Na costa procuravam
Os padrões de El Rei que Dias colocou
Nas suas margens, e que o tempo não apagou
Lá estavam eles orgulhosos e bem delineados
Escondidos pelos juncos
E pelo matagal,
Muitos choraram ao ver os símbolos e o brasão reluzente de Portugal.
Vasco da Gama não conhecia
Aqueles mares nem nenhum europeu
Se quisesse a sua viagem concluir
Ajuda teria de pedir ao fariseu
Foram engaixados a força dois muçulmanos
Que sabiam o caminho para a Índia,
Um fugiu porque falar com infiéis não queria
O outro revelou o que sabia
O muçulmano que ficou
Era bem intencionado,
Revelou o caminho para a Índia por tanto tempo
Desejado,... mas não deixou de ser pelos seus amaldiçoado.
Naquela viagem cada marinheiro
Tinha que saber muito bem o que fazia,
Para evitar, as doenças, as lutas de facas
E a sodomia.
A viagem foi custosa
As mares e correntes eram difíceis de ultrapassar
E havia também os que lhes faziam guerra
Só para complicar.
Finalmente a esquadra fundeou ao largo de Calcute na Índia
O Samorim foi confrontado com a vontade do Rei de Portugal de ali
Querer fazer negócio
Por essa razão não houve tempo para a diversão e para o ócio
Foram trazidos presentes
Que o Samorim desprezou...
Mas que eram uma maravilha,
Contas, tecidos coloridos e azeite, dentro de uma vasilha
O líder dos indianos
Recebeu cartas de Vasco da Gama do Rei de Portugal
Para o monarca ali fazer negócio, o que aceitou contrafeito
E o negócio estava feito.
Estava aberta a grande porta das especiarias
Que muitas riquezas havia de dar
A quem quisesse,
Uma viagem tão grande e atribulada arriscar.
A viagem de regresso foi muito difícil
Muitos marinheiros pereceram por não
Haver a bordo laranjas e limões
E por o capitão-mor desconhecer o ritmo das monções
Em Lisboa a armada debilitada
E exaurida de homens, foi recebida em jubilo e com euforia,
O Rei exultou com o sucesso da viagem e muito contente
Promoveu Vasco da Gama a Almirante.
As cores garridas dos estandartes,
O tempo soalheiro,
O povo num grande alarido
Todos queriam ver o Rei D. Manuel I
A procissão marcava o dia
Da partida para a Índia da armada
De Vasco da Gama...que jubilava
Em nome do monarca e da pátria sua amada.
As naus imponham respeito
No meio do Tejo fundeadas,
Pelo seu tamanho, pelo seu velame
E pelas suas quarenta bombardas
Ninguém ficava indiferente
Àqueles magníficos navios
Que eram o S. Rafael, o S. Miguel, o S. Gabriel.
E o berrio, que de tão belos e vistosos
Havia quem não acreditasse nos seus olhos.
Muito atarefado,
O bispo benzia...
O Almirante e os marinheiros,
O Rei exultava, a procissão prosseguia,...
Lá em cima no Restelo
Os velhos abanavam a cabeça e sem medo falavam
E aquelas viagens, amiúde
Criticavam.
Porque quantos e quantos dos seus
No afã de fazer fortuna
Naquelas casca de nós...
Perderam - se no mar e nunca mais
Ninguém ouviu a sua voz...
Mas...o ímpeto do achamento
Era imparável
E ninguém queria perder
Aquela viagem.
As tábuas de declinação do sol
Criadas por Abraão Ben Samuel Zacuto
Foram entregues ao capitão-mor pelo Rei antes da procissão
Para que este soubesse sempre no mar alto a sua localização
As naus recolheram
As suas pesadas âncoras do rio fétido
Velas a todo o pano,
Os velhotes rezavam para que estes não
Tivessem ido ao engano.
No porto ouviam - se vivas a El Rei
O povo a gritar extasiado e latidos de alguns cães
Mas também choros e lamentos...
Eram as mães...
O destino era cabo verde
No meio do oceano ali estava
Ilhas áridas e desérticas
Que de verde nunca tiveram nada.
A costa africana depois de
Uma breve pausa,
Começaram a descer...
Bolinar, era necessário
Para correntes e ventos contrários vencer.
Perto do cabo da boa esperança
Deram uma grande guinada
Para oeste,
E durante três meses ninguém soube
Para onde foi a armada.
Houve páginas
Do Roteiro atribuído a Álvaro Velho que descrevia a viagem
Arrancadas, durante esses meses
Por aonde a esquadra andou? Ficou tudo
No segredo dos deuses.
Já no Índico a esquadra
Entrou de peito feito
Na costa procuravam
Os padrões de El Rei que Dias colocou
Nas suas margens, e que o tempo não apagou
Lá estavam eles orgulhosos e bem delineados
Escondidos pelos juncos
E pelo matagal,
Muitos choraram ao ver os símbolos e o brasão reluzente de Portugal.
Vasco da Gama não conhecia
Aqueles mares nem nenhum europeu
Se quisesse a sua viagem concluir
Ajuda teria de pedir ao fariseu
Foram engaixados a força dois muçulmanos
Que sabiam o caminho para a Índia,
Um fugiu porque falar com infiéis não queria
O outro revelou o que sabia
O muçulmano que ficou
Era bem intencionado,
Revelou o caminho para a Índia por tanto tempo
Desejado,... mas não deixou de ser pelos seus amaldiçoado.
Naquela viagem cada marinheiro
Tinha que saber muito bem o que fazia,
Para evitar, as doenças, as lutas de facas
E a sodomia.
A viagem foi custosa
As mares e correntes eram difíceis de ultrapassar
E havia também os que lhes faziam guerra
Só para complicar.
Finalmente a esquadra fundeou ao largo de Calcute na Índia
O Samorim foi confrontado com a vontade do Rei de Portugal de ali
Querer fazer negócio
Por essa razão não houve tempo para a diversão e para o ócio
Foram trazidos presentes
Que o Samorim desprezou...
Mas que eram uma maravilha,
Contas, tecidos coloridos e azeite, dentro de uma vasilha
O líder dos indianos
Recebeu cartas de Vasco da Gama do Rei de Portugal
Para o monarca ali fazer negócio, o que aceitou contrafeito
E o negócio estava feito.
Estava aberta a grande porta das especiarias
Que muitas riquezas havia de dar
A quem quisesse,
Uma viagem tão grande e atribulada arriscar.
A viagem de regresso foi muito difícil
Muitos marinheiros pereceram por não
Haver a bordo laranjas e limões
E por o capitão-mor desconhecer o ritmo das monções
Em Lisboa a armada debilitada
E exaurida de homens, foi recebida em jubilo e com euforia,
O Rei exultou com o sucesso da viagem e muito contente
Promoveu Vasco da Gama a Almirante.
domingo, 23 de junho de 2019
Sonetos da juventude
A Júlia passeia no seu laranjal
Dolente na tarde calma
Gosta de sentir,
O cheiro do campo e o campo a tocar - lhe a alma.
Vai formosa
E está de si segura, cabelos loiros
Ao vento...
Pela cintura.
Sempre muito bem vestida
A roupa não pesa no seu corpo
Sapatos a condizer
E ao seu gosto.
Escreve poesia e prosa
Que os deuses lhe cederam...
E dessa forma a passageira vermelha
Lhe estenderam
E como as páginas de um grande
Livro toma o seu talento um dia
Há de florir
Se não o deixar
Na redundância cair
Pela minha parte...que nunca lhe falte
Amor..engenho e Arte
Dolente na tarde calma
Gosta de sentir,
O cheiro do campo e o campo a tocar - lhe a alma.
Vai formosa
E está de si segura, cabelos loiros
Ao vento...
Pela cintura.
Sempre muito bem vestida
A roupa não pesa no seu corpo
Sapatos a condizer
E ao seu gosto.
Escreve poesia e prosa
Que os deuses lhe cederam...
E dessa forma a passageira vermelha
Lhe estenderam
E como as páginas de um grande
Livro toma o seu talento um dia
Há de florir
Se não o deixar
Na redundância cair
Pela minha parte...que nunca lhe falte
Amor..engenho e Arte
Trova da ribeira grande
Existiu uma ribeira magnífica, a ribeira grande
No meio da planície ribatejana ...sem rival no mundo,
A sua terra cheirava a perfume ...
As suas águas eram tão transparentes que se conseguia ver o fundo.
Quem passava por passar
Ou passava porque vivia ali perto...
Viesse de onde viesse sabia que tinha
Sempre para nadar e passear o caminho aberto.
Havia rãs, e peixes
Plátanos, verdes e amarelos
Nas margens muitas pedrinhas e seixos
Muito belos...
Nas árvores que te rodeavam
Os pássaros faziam os ninhos,
Era vulgar ver garças, patos, melros
E estorninhos...
Nadávamos no teu ventre
Sempre a rir deliciados,
Não dávamos pelo tempo passar e de ti
Nunca ficávamos cansados.
Vários poetas que passaram por ali
Para descrever a tua beleza nunca o conseguiam...
Os versos ficava sempre aquém de ti
E desconsolados desistiam.
Um dia chegaram as máquinas
Num dia muito cinzento... não viram em ti senão
O lucro que podiam obter... cálice maldito de vinho
Tinto de sangue
E levaram...o teu ser...a tua carne
As tuas águas... e ficaste ex-sangue...
Para onde foste ribeira grande?
Aos nossos filhos aos nossos netos
Tinhas tanto para dar,
Ficaste na nossa memória e isso...
Ninguém nos, pode tirar.
No meio da planície ribatejana ...sem rival no mundo,
A sua terra cheirava a perfume ...
As suas águas eram tão transparentes que se conseguia ver o fundo.
Quem passava por passar
Ou passava porque vivia ali perto...
Viesse de onde viesse sabia que tinha
Sempre para nadar e passear o caminho aberto.
Havia rãs, e peixes
Plátanos, verdes e amarelos
Nas margens muitas pedrinhas e seixos
Muito belos...
Nas árvores que te rodeavam
Os pássaros faziam os ninhos,
Era vulgar ver garças, patos, melros
E estorninhos...
Nadávamos no teu ventre
Sempre a rir deliciados,
Não dávamos pelo tempo passar e de ti
Nunca ficávamos cansados.
Vários poetas que passaram por ali
Para descrever a tua beleza nunca o conseguiam...
Os versos ficava sempre aquém de ti
E desconsolados desistiam.
Um dia chegaram as máquinas
Num dia muito cinzento... não viram em ti senão
O lucro que podiam obter... cálice maldito de vinho
Tinto de sangue
E levaram...o teu ser...a tua carne
As tuas águas... e ficaste ex-sangue...
Para onde foste ribeira grande?
Aos nossos filhos aos nossos netos
Tinhas tanto para dar,
Ficaste na nossa memória e isso...
Ninguém nos, pode tirar.
terça-feira, 18 de junho de 2019
Luchas de sangre y de amor
A las cuatro de la tarde
En el palacio real D.Diogo paró su coche
Tirados por caballos blancos... de arneses dorados
En los flancos ...
A las cuatro de la tarde
El jardín real era un encanto
Estaba inundado de flores
Es el suelo forrado de pétalos de acanto
Nubes rojas en el cielo
Vientos incontrolados
gemiendo afligidos...
Pájaros rompiendo el silencio con
Sus gritos.
El palacio de grandes
Salas y habitaciones magníficas ...
Era soberbio e imperial
Casa del Rey y la Reina de Portugal.
Su tentación por el poder absoluto que deseaba
Se movió con su destino ...que no controlaba
Plasmado en la corona real visigótica
Y en el trono real de madera preciosa y exótica
Cabellos en desaliño, valiente
Juventud a lo alto ... sonriente
Olvidó los peligros y la advertencia
Y decidió desafiar El Rei...que imprudencia
Avisado de la intencion
Que urdían contra usted para declararle
El Rey llamó a los jóvenes para servirle
Y para ayudarle
Y... a las cuatro de la tarde... D.Diogo
Recibió en el pecho el sable
Dio un grito de niño
Por no haber logrado vencer el destino
Dio un grito de niño
A las cuatro de la tarde... D.Diogo
Recibió en el pecho el sable...a las quatro de la tarde
La Reina su hermana muy cercana
Oyó su grito de desesperanza
Y a llorar juró
La venganza ...a las quatro de la tarde... D.Diogo
Recebeu en el pecho el sabre
Su hermana inconsolable
Se quedó más solo y amargada
No olvidó sus juegos de niños, sus fantasías
Sus sonrisas, su voz, su mirada
La Reina ya no sabía bien lo que hacia
Nubes negras inundaron su mente
Sólo veía a su hermano en el suelo con el sable espetado
En el corazón... y con su cabeza caída hacia el lado
Y las cuatro de la tarde
El Rey tragó el sabor del sable
En una poción hecha de veneno, sangre y carne
A las cuatro de la tarde...
A poco la Reina
Ha mitigado su dolor
Son históricas verídicas de...
Luchas de sangre e de amor.
Este poema refere- se à história de D. João II, D. Leonor e ao irmão da rainha D. Diogo.
O poema imperfeito
Governar é difícil
Mas é preciso...
Glória aos fortes... eles estão no nosso coração
E desses momentos que é feita a história de
Uma nação.
E assim nasceu, El-Rei
“Recebei-o” disse Deus
No vosso seio...
Baptizem-no com o mesmo nome
Do seu avô... D. João I (primeiro)
E assim...foi
Coro: Príncipe perfeito
Cognome digno de um Rei
Deu novos mundos ao mundo
El-Rei D. João II (segundo)
D. Joana a Beltraneja mal amada em Espanha
Em Portugal...
Foi sempre tratada com grande deferência
El Rei fazia da diplomacia a sua predileta ciência
Se não fosse a perspicácia de El Rei e os
Conhecimentos de Abrão Samuel Zacuto...
A Castilha e leon novas terras não lhes teria
Dado Cristóvão Colon
Coro: Principe perfeito
Cognome digno de um Rei
Deu novos mundos ao mundo
El Rei D. João II (segundo)
Assinou o tratado
Que dividiu o mundo em dois...e como quem toma
Para si a melhor parte...
Para defender o seu reino
A El Rei nunca lhe faltou... engenho e Arte.
Na descoberta do caminho marítimo
Para a Índia
Quiz ser pioneiro
Mas mesmo assim fez muito...isso só foi possível
No tempo do seu primo
O Rei D. Manuel I. (primeiro)
Os Reis católicos Fernando de Aragão e Isabel a católica
Que quiserem sempre o melhor
Para sua nação...pessoas de fino trato
Reconheceram em El-Rei qualidades de líder nato.
O monarca D. João II
Esteve do seu cargo
À altura, numa época muito difícil e critica,
por alguma razão...
Quem lhe deu o cognome foi também um
Príncipe mas da ciência política
Mas é preciso...
Glória aos fortes... eles estão no nosso coração
E desses momentos que é feita a história de
Uma nação.
E assim nasceu, El-Rei
“Recebei-o” disse Deus
No vosso seio...
Baptizem-no com o mesmo nome
Do seu avô... D. João I (primeiro)
E assim...foi
Coro: Príncipe perfeito
Cognome digno de um Rei
Deu novos mundos ao mundo
El-Rei D. João II (segundo)
D. Joana a Beltraneja mal amada em Espanha
Em Portugal...
Foi sempre tratada com grande deferência
El Rei fazia da diplomacia a sua predileta ciência
Se não fosse a perspicácia de El Rei e os
Conhecimentos de Abrão Samuel Zacuto...
A Castilha e leon novas terras não lhes teria
Dado Cristóvão Colon
Coro: Principe perfeito
Cognome digno de um Rei
Deu novos mundos ao mundo
El Rei D. João II (segundo)
Assinou o tratado
Que dividiu o mundo em dois...e como quem toma
Para si a melhor parte...
Para defender o seu reino
A El Rei nunca lhe faltou... engenho e Arte.
Na descoberta do caminho marítimo
Para a Índia
Quiz ser pioneiro
Mas mesmo assim fez muito...isso só foi possível
No tempo do seu primo
O Rei D. Manuel I. (primeiro)
Os Reis católicos Fernando de Aragão e Isabel a católica
Que quiserem sempre o melhor
Para sua nação...pessoas de fino trato
Reconheceram em El-Rei qualidades de líder nato.
O monarca D. João II
Esteve do seu cargo
À altura, numa época muito difícil e critica,
por alguma razão...
Quem lhe deu o cognome foi também um
Príncipe mas da ciência política
domingo, 16 de junho de 2019
A guerra de troia e outras considerações
Quo vadis?
O mundo avança
Tudo muda...
Nada é estático
Só o não fazer nada... cansa.
O poeta é um visionário
Que é algo como tentar ver o mar
A olhar...
Para um aquário.
Não se consegue observar o futuro
Só se consegue ver
O presente
Ampliado...
A antiga Grécia
Era uma civilização dentro de outra
Só de pensar no que descobriram cansa
A cultura mistura - se com outras
E avança...
Entretanto na Grécia
Helena seduziu
Paris....
Ou vise - versa
Menelau
Observou - os a fugir
No seu trono de ouro e folhas de prata
E ficou furioso qual leão quando outro felino
Põe na sua cabeça a sua pata
Agamemnon
Ficou incumbido de atacar Tróia
E trazer Helena para o seu reino
Foi então que convocaram Aquiles
O seu melhor Guerreiro
Os gregos sitiaram Tróia por dez anos
Fartos de esperar exasperaram
Um cavalo de madeira
Construíram... esconderam - se nele e pelos troianos esperaram
Os troianos viram no cavalo de Tróia
Algo de especial
Julgaram o livro pela capa
Foi o seu mal.
Na noite escura
O cavalo de Tróia é trazido para dentro das muralhas
Os troianos foram muito inocentes
E assim nasceu o adágio...
Desconfia dos gregos que trazem presentes
Os gregos com este ardil entraram em Tróia
Passaram a fio de espada os troianos
Em casa, no jardim, na cama
Enquanto permitiu a besta humana
Aquiles...
Lutou como um bravo o seu calcanhar
Não aguentou o peso de este ser um semideus
E Aquiles a esta vida disse adeus
Os gregos venceram
Tróia foi destruída...
Está escrito por Heródoto
Na Ilíada.
Helena voltou para a Grécia
Tróia ficou num caco...moral da história
Nenhum ser humano é mais forte que o seu
Elo mais fraco
O mundo avança
Tudo muda...
Nada é estático
Só o não fazer nada... cansa.
O poeta é um visionário
Que é algo como tentar ver o mar
A olhar...
Para um aquário.
Não se consegue observar o futuro
Só se consegue ver
O presente
Ampliado...
A antiga Grécia
Era uma civilização dentro de outra
Só de pensar no que descobriram cansa
A cultura mistura - se com outras
E avança...
Entretanto na Grécia
Helena seduziu
Paris....
Ou vise - versa
Menelau
Observou - os a fugir
No seu trono de ouro e folhas de prata
E ficou furioso qual leão quando outro felino
Põe na sua cabeça a sua pata
Agamemnon
Ficou incumbido de atacar Tróia
E trazer Helena para o seu reino
Foi então que convocaram Aquiles
O seu melhor Guerreiro
Os gregos sitiaram Tróia por dez anos
Fartos de esperar exasperaram
Um cavalo de madeira
Construíram... esconderam - se nele e pelos troianos esperaram
Os troianos viram no cavalo de Tróia
Algo de especial
Julgaram o livro pela capa
Foi o seu mal.
Na noite escura
O cavalo de Tróia é trazido para dentro das muralhas
Os troianos foram muito inocentes
E assim nasceu o adágio...
Desconfia dos gregos que trazem presentes
Os gregos com este ardil entraram em Tróia
Passaram a fio de espada os troianos
Em casa, no jardim, na cama
Enquanto permitiu a besta humana
Aquiles...
Lutou como um bravo o seu calcanhar
Não aguentou o peso de este ser um semideus
E Aquiles a esta vida disse adeus
Os gregos venceram
Tróia foi destruída...
Está escrito por Heródoto
Na Ilíada.
Helena voltou para a Grécia
Tróia ficou num caco...moral da história
Nenhum ser humano é mais forte que o seu
Elo mais fraco
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Poema bicéfalo
É difícil prende - las ao papel
Durante algum tempo...
Quanto mais ao firmamento.
No sangue a matéria poética - animal
Quer soltar - se como
Quem não
cala...
Um grito primordial.
Nos somos dos nossos antepassados
Uma amálgama... o que é a felicidade
Que todos procuramos?
É o sorriso da alma...
O sucesso é bicéfalo e habita num sítio ermo
Nunca te vais achar a escrever
Só para o sucesso...
Ninguém te achará,
Se escreveres só para ti
Aqui a chave é meio termo
Será...?
Não chegues atrasado ao lume poético por ti ateado
Já está instalado na motherboard
E a insegurança de não ter nascido para isto?
É cão que ladra mas não morde.
As primeiras palavras de um poema
São escritos pelos deuses
Somos das suas ideias pasto
E cada poema que escrevemos é uma
fotocópia de um original já muito gasto?
Não é assim
Não o creio...
É muito pouco para o nosso coração - alma
De poeta guerreiro.
Cada um trás em si
A vontade de mudança...
É o querer acrescentar mais qualquer coisa
Que anda no ar e não poisa.
Mas os poemas são garanhões bicéfalos
Parecem querer nos servir...
Mas depois fogem ao cabresto de uma forma vil ... são grandes impostores
Por essa razão escrever um poema
Nunca é um parto sem dores.
quarta-feira, 12 de junho de 2019
O poema grande
Do nada... o exército castelhano
Passou a Fronteira ...
As espadas que traziam à ilharga
Queriam carne queriam sangue como um cão que quando morde
Já não larga.
As espadas que traziam à ilharga
Queriam carne queriam sangue como um cão que quando morde
Já não larga.
No meio do campo e do calor abrasador
O exército português organizava - se
Vinha entre os ribeiros medir forças, pedir meças... àqueles cães
Ao fundo no meio das árvores ouviram - se prosas e rezas
Eram as mães...
O contestável colocou, a infantaria num quadrado
Ao fundo no meio das árvores ouviram - se prosas e rezas
Eram as mães...
O contestável colocou, a infantaria num quadrado
Os besteiros no flanco,
A cavalaria na retaguarda, e imbuído pela fé e pela lisura
Usou uma técnica muito avançada para a altura.
Coro: Os olhos ferviam
Usou uma técnica muito avançada para a altura.
Coro: Os olhos ferviam
O corpo vacilava
As pernas tremiam
O invasor avançava
Logo pela manhã o inimigo carregou
Relinchos pelo ar...
Gritos sem dono
Sangue no chão de alguém muito novo.
No meio dos coices
Do pó e dos gritos irados
Relinchos pelo ar...
Gritos sem dono
Sangue no chão de alguém muito novo.
No meio dos coices
Do pó e dos gritos irados
Uma faca metida
No meio dos costados
Alguns soldados muito feridos tentavam sobreviver
No meio do ferro e das lançadas
Outros não tinham tanta sorte...
E morriam pela pátria ao primeiro golpe
O ferro a bater no ferro
Era tão ensurdecedor...
Que só de o ouvir
Causava dor.
O coro: Os olhos ferviam
O corpo vacilava
As pernas tremiam
O invasor avançava
Ouviram - se gemidos e lamentos
Na língua de Camões e de Cervantes
Daqueles que a sua alma ao criador entregaram
Uns foram para o céu outros para o inferno de Dante
Castelhanos e franceses
Fugiram ex - sangue e extenuados...
Eram passados a fio de espada
Aonde eram encontrados.
Alguns castelhanos conseguiram escapar e chegaram
A Castela e leão e quiseram calar a história
Mas deste lado não esquecemos
Que obtivemos uma retumbante vitória.
Ficou o mosteiro de nome batalha
E tudo o que as novas gerações
Ao reino ao de provir
Um soberano ficou a chorar
E o outro a rir.
D. João tornou - se o primeiro
Rei da dinastia de Avis...e teve ali o seu grande momento
E do seu sangue nasceu a ínclita geração
Que deu origem ao príncipe marítimo do descobrimento
A Brites de Almeida matou sete
Apócrifo ou não...
Histórias que ficaram
No nosso coração
Quem guerreou naquele dia
Olhou e viu espantado, e para grande surpresa sua
Que ficaram marcados nos seus corpos
No meio dos costados
Alguns soldados muito feridos tentavam sobreviver
No meio do ferro e das lançadas
Outros não tinham tanta sorte...
E morriam pela pátria ao primeiro golpe
O ferro a bater no ferro
Era tão ensurdecedor...
Que só de o ouvir
Causava dor.
O coro: Os olhos ferviam
O corpo vacilava
As pernas tremiam
O invasor avançava
Ouviram - se gemidos e lamentos
Na língua de Camões e de Cervantes
Daqueles que a sua alma ao criador entregaram
Uns foram para o céu outros para o inferno de Dante
Castelhanos e franceses
Fugiram ex - sangue e extenuados...
Eram passados a fio de espada
Aonde eram encontrados.
Alguns castelhanos conseguiram escapar e chegaram
A Castela e leão e quiseram calar a história
Mas deste lado não esquecemos
Que obtivemos uma retumbante vitória.
Ficou o mosteiro de nome batalha
E tudo o que as novas gerações
Ao reino ao de provir
Um soberano ficou a chorar
E o outro a rir.
D. João tornou - se o primeiro
Rei da dinastia de Avis...e teve ali o seu grande momento
E do seu sangue nasceu a ínclita geração
Que deu origem ao príncipe marítimo do descobrimento
A Brites de Almeida matou sete
Apócrifo ou não...
Histórias que ficaram
No nosso coração
Quem guerreou naquele dia
Olhou e viu espantado, e para grande surpresa sua
Que ficaram marcados nos seus corpos
A silhueta dos que tombaram por si mortos.
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Se me perguntarem
Se me perguntarem digo
És a mais bonita de todas
Tens no olhar o fogo de mil
Donzelas...
O tempo
Não passa por ti
O teu falar
Tem graça
O teu corpo lembra
A vitória de Samótracia
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração
Os teus pensamentos
Sempre lavados
São versos de amor
Por ti fecundados
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração...
Vais formosa e não segura
Mas na tua inquietude
Vais te libertando dos medos
Da tua juventude
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração...
O teu cerne as suas diversas
Personalidades vai espalhando
Na tua poesia vais
A tua alma libertando....
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração...
Se me perguntarem digo
És a mais bonita de todas
E apesar da tua impetuosidade
Juvenil... queres viver a vida com calma...
E sempre atarefada com coisas do intelecto,
Porque já percebeste que a felicidade é...
O sorriso da alma.
És a mais bonita de todas
Tens no olhar o fogo de mil
Donzelas...
O tempo
Não passa por ti
O teu falar
Tem graça
O teu corpo lembra
A vitória de Samótracia
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração
Os teus pensamentos
Sempre lavados
São versos de amor
Por ti fecundados
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração...
Vais formosa e não segura
Mas na tua inquietude
Vais te libertando dos medos
Da tua juventude
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração...
O teu cerne as suas diversas
Personalidades vai espalhando
Na tua poesia vais
A tua alma libertando....
Princesa do cabelo
Da cor do limão
Procuras na poesia
O teu coração...
Se me perguntarem digo
És a mais bonita de todas
E apesar da tua impetuosidade
Juvenil... queres viver a vida com calma...
E sempre atarefada com coisas do intelecto,
Porque já percebeste que a felicidade é...
O sorriso da alma.
Trezentos
Nas Termópilas o Rei Xerxes
Surgiu com o seu poderoso exército...
E nas terras sulfurosas
Ouviram - se rezas e prosas
O Rei Leônidas e os seus trezentos espartanos
Fizeram lhes frente
E seguraram os persas
Que eram milhares.
Os gregos alertados pelos
Espartanos...seus pares
Derrotaram os invasores.
Só sobraram os tapetes
Meia dúzia de Shamshir
Um soberano a chorar
E o outro a rir...
O Rei dos Reis olhou aflito
Para os seus soldados
Derrotados...
E não segurou de raiva um grito
Mas não deixou de refletir
É o que fazem os Reis...
Naquela humilhante
Derrota... quando Temístocles derrotou
Em Salamina a sua frota
E percebeu que em qualquer terra
Quem a defende por ser sua
Por amor e não por altivez
Cada soldado... vale por dez.
O Rei dos Reis...
Cada soldado... vale por dez..
Surgiu com o seu poderoso exército...
E nas terras sulfurosas
Ouviram - se rezas e prosas
O Rei Leônidas e os seus trezentos espartanos
Fizeram lhes frente
E seguraram os persas
Que eram milhares.
Os gregos alertados pelos
Espartanos...seus pares
Derrotaram os invasores.
Só sobraram os tapetes
Meia dúzia de Shamshir
Um soberano a chorar
E o outro a rir...
O Rei dos Reis olhou aflito
Para os seus soldados
Derrotados...
E não segurou de raiva um grito
Mas não deixou de refletir
É o que fazem os Reis...
Naquela humilhante
Derrota... quando Temístocles derrotou
Em Salamina a sua frota
E percebeu que em qualquer terra
Quem a defende por ser sua
Por amor e não por altivez
Cada soldado... vale por dez.
O Rei dos Reis...
Cada soldado... vale por dez..
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Algo sobre mim
Um belo dia
Fui surpreendido por,
Uma caneta azul em cima de uma mesa
Dolente na tarde calma.
Senti a ansiá de escrever
Algo sobre mim,
Fiquei inquieto e assaz preocupado
Por conhecer ainda tão pouco
Do meu Fado.
Em toscas linhas
Escrevi nervosamente...o que sentia,
Tentando na dialéctica
O melhor que pode
E sabia...
Descobrir a minha métrica
O meu pensar.
E logo senti que no papel escrevo...
O que a pensar não me atrevo.
Fui surpreendido por,
Uma caneta azul em cima de uma mesa
Dolente na tarde calma.
Senti a ansiá de escrever
Algo sobre mim,
Fiquei inquieto e assaz preocupado
Por conhecer ainda tão pouco
Do meu Fado.
Em toscas linhas
Escrevi nervosamente...o que sentia,
Tentando na dialéctica
O melhor que pode
E sabia...
Descobrir a minha métrica
O meu pensar.
E logo senti que no papel escrevo...
O que a pensar não me atrevo.
Estrada existencial
A via Apia era a mãe
De todas as estradas
Todos os caminhos
Iam dar a Roma
Alguém escreveu o argumento
Das nossas vidas
Antes de nascermos
Talvez por essa razão
Mesmo quando não queremos
Só a nossa raizon d´etre, vemos
De todas as estradas
Todos os caminhos
Iam dar a Roma
Alguém escreveu o argumento
Das nossas vidas
Antes de nascermos
Talvez por essa razão
Mesmo quando não queremos
Só a nossa raizon d´etre, vemos
O que não sabia
E chegou ao Egipto
Um Faraó que não sabia
Que não acreditava...
Ramsés II o grande...
Quando lhe comunicaram
Que os judeus queriam regressar
À sua terra prometida a Palestina
Que nos nossos dias é Israel...
Aonde jorra leite e mel
O Rei não quis saber
Não lhe interessava a Diáspora
Do povo escolhido por Deus
E a novas leis quis os judeus submeter.
A terra estremeceu o céu ficou diferente
E foram lançadas na sua terra
A das pirâmides...
As sete pragas de forma violenta e irada
Que lançaram Ramsés
No desespero e na amargura
Logo pela madrugada...
Está escrito na Tora
O livro sagrado dos judeus
O Faraó ficou triste
Mas não se foi embora.
Às vezes quem não acredita
Só acredita quando se vê aflito...
E o nosso grito...ecoa pelo ar...
Mesmo quando não queremos gritar.
O que não sabia
O que não acreditava...
In memorium
O Rei D. Sebastião
O desejado perdeu - se
No fervor da batalha, em Alcácer Quibir
No meio do pó, do sangue e do ferro
Lutador exímio mas sem sorte
É esperado,
Altivo e forte
Num dia de nevoeiro
Lá diz o povo...
Saudoso do seu líder guerreiro
E ficaram os três Reis
D. Sebastião, Malique e Saadi II (segundo)
Estendidos sem vida ... no vale profundo
Eles que achavam que a glória estava mesmo ali ao lado...
E que tudo era tão fácil bastava da guerra se servir
Mas esqueceram - se que os deuses do Olimpo
Só erguem os homens
Para os fazer cair.
O desejado perdeu - se
No fervor da batalha, em Alcácer Quibir
No meio do pó, do sangue e do ferro
Lutador exímio mas sem sorte
É esperado,
Altivo e forte
Num dia de nevoeiro
Lá diz o povo...
Saudoso do seu líder guerreiro
E ficaram os três Reis
D. Sebastião, Malique e Saadi II (segundo)
Estendidos sem vida ... no vale profundo
Eles que achavam que a glória estava mesmo ali ao lado...
E que tudo era tão fácil bastava da guerra se servir
Mas esqueceram - se que os deuses do Olimpo
Só erguem os homens
Para os fazer cair.
domingo, 2 de junho de 2019
Homem simples
Sou um homem simples
Demasiado simples
E quando encontro a minha
Estabilidade emocional
Gosto de descer o rio
Entre muralhas que construí para mim próprio
Aonde essas águas vão dar...
Não quero saber
Inclino - me para a frente
Para escrever
Um dia quando passares por mim
Pensa que...
Estás a passar por um homem só quer ser
Quem é...
Chego um pouco mais para ao pé de mim
Colho os poemas que plantei no meu jardim
Demasiado simples
E quando encontro a minha
Estabilidade emocional
Gosto de descer o rio
Entre muralhas que construí para mim próprio
Aonde essas águas vão dar...
Não quero saber
Inclino - me para a frente
Para escrever
Um dia quando passares por mim
Pensa que...
Estás a passar por um homem só quer ser
Quem é...
Chego um pouco mais para ao pé de mim
Colho os poemas que plantei no meu jardim
Oceano de amor
Oceano de amor
Os olhos castanhos da Maria são duas pérolas
No oceano do amor
Onde nunca vou por nenhum altar
Este ficou perdido no cais
Mesmo à beira da felicidade
Vou continuar a vê - la nos meus sonhos
E a ouvir a sua voz suave como o voo da ave
Que poisa suavemente na areia …
E todos os segredos que tinha
Para lhe contar?
Ficaram para sempre perdidos entre os rochedos …
A água mar vai e vem
O meu pensamento também...
A todos os porquês das coisas
Não sei responder...
Não sei responder...
Mas para duas pessoas se amarem
Não basta um querer.
Para quê?
C.F
Se não posso tocar nos teus cabelos de oiro
Se não posso beijar – te a mão
E tudo o que fizer será
sempre pouco
Para conquistar o teu coração
Para quê escrever o teu nome e o meu nome
Na areia e a forma de um coração...
Para quê?... para quê?...para quê?
Se te pudesse roubar roubava
Mesmo antes da alvorada
Quando os pássaros abr (em os) olhos
E o mar acalma...
Como pão ázimo
Bebo vinho velho
Leio o evangelho
Corria para ti
Mas...
Se não posso tocar nos teus cabelos de oiro
Se não posso beijar – te a mão
E tudo o que fizer será
sempre pouco
Para conquistar o teu coração
Para quê escrever o teu nome e o meu nome
Na areia e a forma de um coração...
Para quê?... para quê?...para quê?
Se não posso tocar nos teus cabelos de oiro...
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Tento
Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...
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Quando te reconheceres em alguém Faz tudo ao teu alcance para alcançares O teu elo perdido … Sem risco não existe felicidade Para am...
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A vida é como se fosse uma nuvem Que habita o céu ... Que se converte e desconverte Por vezes surgem imponentes negras como breú Outras d...
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