Tu desces
E depois sobes como um pássaro
Rasgando horizontes a cada braçada …
E vais e voltas
E pensas em mudar tudo
E entras em caminhos que não sabes
Por aonde vão dar …
Talvez se conseguisses mudar algo na tua pessoa
Tudo seria diferente
Mas quando dás por ti …
Só lá estás tu e os sonhos do costume
Os mesmos de sempre a implorar por atenção
E tempo …
Se cada um é para o que nasce porque que no meu caso
Seria diferente …
Questões … questões … questões
Já não caiu nos alçapões do costume
Se me tentam placar … respiro fundo
E vou em frente e faço de conta que não vi …
E nado na minha piscina interior
E observo meu o Sol em todo o seu esplendor e depois
Almoço um repasto de letras, paragrafos e sons.
Quando se tem um propósito,
Na vida nada nem ninguém nos consegue deter
E tudo o que nos acontece de menos bom
É água que escorre para o poço aonde
Os poetas lavam o rosto ...
E preparam as asas para voar mais longe.
O mundo divide-se em dois tipos de pessoas
Os que construem novos mundos
E os que tentam destruir os sonhos alheios não tem de ser assim se cada uma gostasse do que faz …
O mundo seria muito diferente ... para melhor.
Vejo-me lá ao fundo como o mundo é redondo acabarei
Por me encontrar por enquanto vou rasgando horizontes
A cada braçada ... achando graça
Quando só existe silêncio e pensamentos
E uma escada invisivel mas tangivel para ver mais longe ...