quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Horizontes poéticos

Tu desces

 E depois sobes como um pássaro 

 Rasgando horizontes a cada braçada …

 E vais e voltas

 E pensas em mudar tudo 

 E entras em caminhos que não sabes 

 Por aonde vão dar … 

 Talvez se conseguisses mudar algo na tua pessoa 

 Tudo seria diferente 

 Mas quando dás por ti …

 Só lá estás tu e os sonhos do costume 

 Os mesmos de sempre a implorar por atenção 

 E tempo … 

 Se cada um é para o que nasce porque que no meu caso 

 Seria diferente …

 Questões … questões … questões 

 Já não caiu nos alçapões do costume 

 Se me tentam placar … respiro fundo 

 E vou em frente e faço de conta que não vi …

 E nado na minha piscina interior 

 E observo meu o Sol em todo o seu esplendor e depois

 Almoço um repasto de letras, paragrafos e sons. 

 Quando se tem um propósito,

 Na vida nada nem ninguém nos consegue deter

 E tudo o que nos acontece de menos bom

 É água que escorre para o poço aonde 

 Os poetas lavam o rosto ...

 E preparam as asas para voar mais longe.

 O mundo divide-se em dois tipos de pessoas 

 Os que construem novos mundos  

 E os que tentam destruir os sonhos alheios não tem de ser assim se cada uma gostasse do que faz …

 O mundo seria muito diferente ... para melhor. 

 Vejo-me lá ao fundo como o mundo é redondo acabarei 

 Por me encontrar por enquanto vou rasgando horizontes

 A cada braçada ... achando graça 

 Quando só existe silêncio e pensamentos 

 E uma escada invisivel mas tangivel para ver mais longe ...

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Tento

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