sábado, 30 de setembro de 2023

Por entre sombras

A minha caravela parece sem rumo 

No mar? 

Ausente de vontade …

Confusa, suportada por um marasmo doentio?

Talvez mas, por vezes, são tantas as tarefas 

Que o que queremos produzir, 

Fica emaranhado num horizonte de sombras

Que gritam porque também querem existir. 

E ameaçam que são vão embora

Que nada voltará a ser o mesmo

O talento se não for exercitado esgota - se 

Desvanece quer romper o contrato 

Enroscasse no seu covil 

E depois quem o tira de lá?

Desci pela encosta para ir ver …

O Sol a nascer, o mar a tremer, ainda meio a dormir

Sacudido pelas ondas, o horizonte azul num lento acordar …

Os raios do astro solar a aquecer com  os seus raios

Rostos, pessoas, animais, flores, poetas,

E afins... tudo onde consegue tocar ...   

Tudo isto inspirou - me  a escrever estes poemas

Que pretendo dar ao mundo...

Mas tenho de subir a encosta 

Longa e tortosa,

Ler livros de sapiência reconhecida

Conhecer novas terras, viver, 

Socializar, partir, conversar ...

Sentar - me um pouco e do fundo do  poço      

Tirar papel e caneta e da minha poesia disfrutar ...

E depois das primeiras estrofes 

Agarrar no meu ser e juntos, 

Pelo vasto oceano do conhecimento e da criatividade 

Navegar ... procurando terras férteis

Onde meus poemas possam dar ao mundo 

Novas sementes que vão produzir 

Alicerces para cada vez a humanidade possa ver mais longe 

Talvez a solução para os nossos problemas 

Esteja lá ao fundo no horizonte ...

É só uma questão de o irmos percorrendo com um olhar

Altruísta, filosófico, humanista...  

  


    


    

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