A minha caravela parece sem rumo
No mar?
Ausente de vontade …
Confusa, suportada por um marasmo doentio?
Talvez mas, por vezes, são tantas as tarefas
Que o que queremos produzir,
Fica emaranhado num horizonte de sombras
Que gritam porque também querem existir.
E ameaçam que são vão embora
Que nada voltará a ser o mesmo
O talento se não for exercitado esgota - se
Desvanece quer romper o contrato
Enroscasse no seu covil
E depois quem o tira de lá?
Desci pela encosta para ir ver …
O Sol a nascer, o mar a tremer, ainda meio a dormir
Sacudido pelas ondas, o horizonte azul num lento acordar …
Os raios do astro solar a aquecer com os seus raios
Rostos, pessoas, animais, flores, poetas,
E afins... tudo onde consegue tocar ...
Tudo isto inspirou - me a escrever estes poemas
Que pretendo dar ao mundo...
Mas tenho de subir a encosta
Longa e tortosa,
Ler livros de sapiência reconhecida
Conhecer novas terras, viver,
Socializar, partir, conversar ...
Sentar - me um pouco e do fundo do poço
Tirar papel e caneta e da minha poesia disfrutar ...
E depois das primeiras estrofes
Agarrar no meu ser e juntos,
Pelo vasto oceano do conhecimento e da criatividade
Navegar ... procurando terras férteis
Onde meus poemas possam dar ao mundo
Novas sementes que vão produzir
Alicerces para cada vez a humanidade possa ver mais longe
Talvez a solução para os nossos problemas
Esteja lá ao fundo no horizonte ...
É só uma questão de o irmos percorrendo com um olhar
Altruísta, filosófico, humanista...
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