Tu vens e vais
Escreves e opinas
O que fica da tua historia?
Talvez nada … talvez tudo …
Ninguém sabe …
Vens por aí a cima
E rasgas vales e montes
Numa aventura dos sentidos
Procuras os sonhos prometidos
Que percebeste que para ti
Faziam sentido …
Desde que não fiques soterrado
Pelas pedras que deslocas
Tudo bem …
Ninguém te pode segurar.
E olhas as luzes da estrada
Que não te dizem nada mas dizem tudo
Como se o futuro tivesse já ali
Na próxima curva …
Não conheces ninguém
Por aqueles caminhos
Por onde andas …
Mas vais na mesma.
E tudo é novo … e tudo é fresco …
Como a água da ribeira logo pela manhã …
O que te liga aos outros?
A mesma língua, o mesmo vento,
A mesma cultura,
As mesma estrelas que olham para nos do firmamento
À tanto tempo …
Que é quase loucura não querermos perceber
O que nos querem?
Porque iluminam a triste sina humana
A tanto tempo … seremos apenas
Um contratempo a viajar pelo espaço
Escuro e sombrio?
Ou existe mais qualquer coisa
Que desconhecemos que de sentido …
A isto tudo,
Será que nos olham com ternura
Ou desalento?
Tantas promessas por cumprir
Quando é que salvamos o mundo?
Tem de ser já …
Se cada um de nós fizer a sua parte
O mundo acordara um dia são e salvo
De todas as agruras que o vai desnudando
Do seu cariz protetor da humanidade.
Que não nos falte para atingir
Esse desiderato …
Amor, engenho e Arte.
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