sexta-feira, 15 de setembro de 2023

A rasgar montes

 Tu vens e vais 

 Escreves e opinas 

 O que fica da tua historia?

 Talvez nada … talvez tudo …

 Ninguém sabe …

 Vens por aí a cima 

 E rasgas vales e montes

 Numa aventura dos sentidos

 Procuras os sonhos prometidos 

 Que percebeste que para ti

 Faziam sentido …

 Desde que não fiques soterrado 

 Pelas pedras que deslocas 

 Tudo bem …

 Ninguém te pode segurar.

 E olhas as luzes da estrada 

 Que não te dizem nada mas dizem tudo 

 Como se o futuro tivesse já ali

 Na próxima curva …

 Não conheces ninguém

 Por aqueles caminhos 

 Por onde andas …

 Mas vais na mesma.

 E tudo é novo … e tudo é fresco …

 Como a água da ribeira logo pela manhã …

 O que te liga aos outros?

 A mesma língua, o mesmo vento,

 A mesma cultura,

 As mesma estrelas que olham para nos do firmamento

 À tanto tempo …   

 Que é quase loucura não querermos perceber

 O que nos querem?

 Porque iluminam a triste sina humana

 A tanto tempo … seremos apenas

 Um contratempo a viajar pelo espaço

 Escuro e sombrio?

 Ou existe mais qualquer coisa 

 Que desconhecemos que de sentido …

 A isto tudo,

 Será que nos olham com ternura 

 Ou desalento?

 Tantas promessas por cumprir 

 Quando é que salvamos o mundo?

 Tem de ser já …

 Se cada um de nós fizer a sua parte 

 O mundo acordara um dia são e salvo 

 De todas as agruras que o vai desnudando 

 Do seu cariz protetor da humanidade.

 Que não nos falte para atingir

 Esse desiderato …

 Amor, engenho e Arte.

  





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