sexta-feira, 8 de julho de 2022

Introspeção poética


Quando vais à praia molhas os pés ou deixas

Que o mar te molhe os pés?

Deitas -te na areia ou deixas que a areia te percorra o corpo?

Olhas para as pessoas ou esperas que as pessoas olhem para ti? 

Quando escutas o que diz o buzio 

Estás à espera de ouvir o mar ou…

Os teus pensamentos sobrepõem - se e lembras - te daquelas histórias

Que te contavam para te embalar…

O que te diz o horizonte…

Queres só vê - lo ao longe 

E imaginar o que seria se o pudesses viver já 

Ou deixas o estar…

Porque acreditas que este só foi feito para o puderes admirar…

Quando o vento sopra 

És tu que o empurras ou deixas  

Que este te envolva suavemente

E te leve para onde ele quer…

Vais atrás do Sol ou esperas que este 

Te encontre e ilumine a tua vida…

Ouves os outros ou queres ser ouvido?

Quando agarras alguém num abraço prolongado

Amas ou queres ser amado?

A cor das flores foram feitas para serem admiradas ou 

É a sua interpretação da moda 

E gostam de estar bem vestidas? 

Somos todos muito parecidos

O que muda? A maneira como lidamos com as situações 

Ou nos moldamos ao mundo 

Ou moldamos nós o mundo de acordo com as novas vivências

E ambições…ou somos uma mistura dos dois?

Questões...questões...questões 

Maiores que o pensamento humano ou apenas palavras 

Escritas num papel de fundo claro?...Não!

À aqui filosofia não a de alcova… 

Mas da antiga…

Não te iludas vai atrás de ti!...como um pássaro que voa alto imperturbável…

E senhor de si mesmo…




 

       

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