Numa terra rodeado por montes e vales um homem
Novo encontra - se com um homem mais velho são familiares, o velhote trás consigo uma pau de meio metro. Na ponta o artefacto faz uma espécie de forquilha...o céu está azul sopra uma suave brisa.
« Olá» exclamou o mais novo.
«Olá»
«Mas para que é que quer esse pau.»
«Depois logo vês!»
«Não precisamos disso para nada!»
«Precisamos!»
«Não precisamos!»
«Estou - te a dizer que precisamos!»
«Você é teimoso!
«Pois sou!»
«Bom vamos lá»
Os dois homens iam a casa de um primo que à muito tempo ninguém via
Para saber se estava tudo bem com ele.
Saíram da vila entraram numa estrada de alcatrão passados poucos metros viraram
À direita e entraram numa estrada de terra batida rodeada de arvores, urzes e silvas.
Às tantas lá fundo ouviu - se uma cão a ladrar.
«Mas o que é isto» Disse o mais novo.
«O Marco tem um cão?»
«Não sabias?»
«Não! Está solto?»
«Não sei não sou adivinho.»
«Está bem vamos lá».
Chegaram a um cercado, abriram o portão e entraram
Lá ao fundo uma casa rodeada de arvores com um aspeto já antigo mal se via, tapada em grande parte pelas folhas das arvores.
Quando ambos já tinham andado uns cinquenta metros dentro da propriedade um enorme cão surge
À sua frente...o canídeo tinha uma cabeça grande e maciça pelo castanho claro e manchas brancas,
No pescoço tinha uma imponente coleira com picos.
A coleira tinha picos para evitar que os lobos atacassem o pescoço do animal.
O cão quando apareceu já vinha a ladrar, quando estava a poucos metros dos homens passou a rosnar, o seu pelo estava eriçado as suas duas orelhas estavam para trás.
E agora o que fazemos fugimos? « Exclamou o mais novo.»
«Se fugirmos o cão morde - nos de certeza.»
« Mas o cão é enorme.»
O homem mais novo escondeu - se atrás do mais velho.
«Porque é que tu achas que tenho este pau comigo?.»
O velhote colocou o pau perto do animal não deixando este aproximar - se aos poucos conseguiram aproximar -se da casa do Marco e como a porta estava aberta entraram, não se via ninguém dentro da casa.
«Marco ò Marco mas onde é que ele está?
«Oh está ali.»
O Marco que já devia estar na casa dos oitenta anos estava sentado no chão.
«Ò homem o que aconteceu?»
«Cai e já não me consegui levantar ajudem aqui.»
Os dois colocaram o velhote no sofá.
«Trás ai um copo de água.»
O homem mais novo foi buscar um copo de água que o Marco bebeu rapidamente.
«Obrigado meus amigos obrigado...ai meu Deus já não me levantava.»
«Não tens de agradecer.»
Os dois homens passados algumas horas saíram da casa do velhote.
Entretanto o cão ficou ao pé do Marco
E o homem mais novo e o mais velho puderam sair da propriedade
Em segurança.
«Oh mas como é que sabia que havia aqui um cão grande.»
«Porque antes de vir à casa do primo já tinha ouvido falar que ele tinha
para aqui um cão grande...informei - me no café e disseram que viram por estas bandas
um cão, logo para não sermos atacados tive de arranjar uma solução, e trazer este pau que tem uma espécie forquilha na ponta e lá conseguimos ajudar o Marco.»
«Os velhos sabem muito!»
«Estás a ver como tu sabes.»
«Em África costumam disser que quando morre um homem velho perdem - se várias bibliotecas
Porque eles sabem muito.»
«...»
«Mas você não morre tão cedo...vaso ruim não quebra...está ai para o que der e vier.»
«Estás a chamar - me velho?»
«Não!»
«Na tua idade ainda estás na casa dos teus pais.»
«Tenha calma está quase resolvido.»
«Tenha calma? Tu é que sabes...queres conselhos para a tua vida?»
«Não!»
«E depois nem sequer querem aprender com os mais velhos…»
«Quando precisar de conselhos peço…»
«Não peças que não é preciso» Exclamou o velhote com ironia.
Os dois homens seguiram pela estrada de terra batida viraram em direção à vila e por lá ficaram nas suas vidas…
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