terça-feira, 19 de julho de 2022

Monologo with a twist


I



Um homem está sentado numa cama num quarto  

O seu nome é Bernardo.

A divisão é pequena tem um armário

Uma cama de casal, numa das paredes à uma janela onde entra alguma luz.

Num bengaleiro está pendurada uma camisa

A camisa é clara e tem finas listas longitudinais azuis.

 

Está nervoso esfrega as mãos freneticamente 

Tem a cabeça baixa, depois levanta – a e olha para a camisa  

Pendurada num bengaleiro.   

 

«Fui sair com a minha amiga fomos a um bar...» 

«Estavam poucas pessoas.»


O homem levanta - se e começa a andar de um lado

Para o outro...iniciando um monologo...


«Depois da refeição pedi - lhe para sairmos para passear

ou virmos para a minha casa mas recusou. »

O homem olha para a camisa pendurada no bengaleiro  

Mas se tivesse levado aquela camisa talvez as coisas tivessem corrido de outra maneira»


Respirou fundo.


«É a minha camisa nova mas estava molhada no colarinho por isso não a levei...se a tivesse levado a Cristina estava aqui comigo assim estou para aqui sozinho...como um pássaro num labirinto que só não sai porque não sabe o caminho nem tem vontade para ir a lado nenhum.»


« A roupa num homem é importante a camisa que levei não combinava bem com as calças, e então os sapatos nem se fala, podiam ter outra apresentação, não estavam bem engraxados, dizem que o primeiro lugar para onde as mulheres olham é para a cara e depois para os sapatos, o calçado não estava em condições a camisa tinha que ser aquele pendurada no bengaleiro escolhi a outra, e por essa razão a Cristina inventou uma desculpa e não quis vir.»

O homem  faz uma pausa. 

«Mas por outro lado se não tivesse tido aquela doença… maldita doença aquela depressão que tive quando era adolescente , apanhei uma depressão e não fiquei bem...ai não fiquei não… só porque menti quando tinha dessásseis anos e ainda levei um tremendo raspanete à frente de outras pessoas nunca percebi muito bem porquê? Deitaram - me logo abaixo.»

Este mundo é terrível e muito belo ao mesmo tempo. Mas para se ter uma vida boa...para isso acontecer ui tem de se fazer muita coisa, e para se fazer alguma coisa de jeito tem que se estar com toda a atenção e é tudo muito complicado e se falha alguma coisa está tudo estragado, e temos de ser de ferro quando somos feitos de carne e osso.»

«...»

«E ninguém perdoa nada a ninguém e vão logo quadrilhar, julgar, criticar, elevar ao quadrado um pequeno erro e espalha - lo aos quatro ventos.

«Voltando à camisa já não a posso ver à frente.»

«Mas porque que é que não levei aquela maldita peça de roupa.»

«Teria sido tudo tão diferente…espera ai mas se calhar a mesa do bar não terá sido a escolha mais acertada mesmo ao lado do W.C que erro mais idiota erros atrás de erros só podia dar no deu a estratégia foi mal definida e pior executada...mas não me sinto culpado de nada.  Na próxima vez será tudo muito diferente camisa nova, sapatos ao point, perfume Dior, mas este perfume é para homens? Se calhar estou desatualizado mas a culpa não é minha e comida e bebida da melhor…»


Batem à porta ouvem - se dois pequenos toques...


«Ai queres ver que não paguei a renda deve ser o senhorio...…ele não me avisou que já devia ter pago…é mesmo incompetente… se calhar se não fizer nenhum movimento e ficar calado o maldito vai - se embora.»


Batem outra vez ouvem dois pequenos toques na porta..»


«É a Cristina.»

«Ai já vou...já vou...»

O homem despe a camisa que manda para o armário...e veste a camisa que está no bengaleiro. Aproxima - se da porta e abre esta.


«Ah olá Cristina.»

« Olá quando me convidaste para vir à tua casa doía - me a cabeça por essa razão não vim mas como entretanto passou decidi vir ter contigo.»

«Ah muito bem entra.»

«Senta - te... na cama.»

«Mas não tens uma cadeira?»

«Não!»

A Cristina sentasse na cama. 

«Mas tu vives num quarto?»

«Sim não sou de Lisboa e estou a pagar uma casa fora Lisboa e por essa razão tive de alugar um quarto é mais barato.»

«Pensava que vivias numa casa.»

« Não é neste pequeno quarto que vivo.»

«Mas se calhar é melhor sairmos para a discoteca para beber um copo… e falarmos…»

O homem aproximasse da mulher e coloca - lhe a mão na perna.

«Estamos tão bem aqui.»

«Olha que não vim aqui para isso vê - lá.»

O homem tenta beijar a mulher na boca.

«Oh pá não sejas estúpido não ouviste o que acabei de dizer...vou - me embora.»

A Cristina levanta - se e sai porta fora fechando atrás de si. 

O Bernardo levantasse da cama e coloca as duas mãos no rosto.

«Oh se não tivesse mudado de camisa nada disto tinha acontecido...»

Ainda com as mãos no rosto mandasse para cima da cama.



Moral da história nos somos sempre os principais responsáveis daquilo que nos acontece

a nossa sorte é que estamos sempre a tempo de mudar.     

   


Errare humanum est, perseverare autem diabolicum - Segundo Santo Agostinho errar é humano mas é diabólico permanecer no erro. (não é uma tradução ipsis verbis tive de adaptar.) 




P.S - Ainda vou ter de rever este conto. 



 



 


    




    


segunda-feira, 11 de julho de 2022

Um salto de fé


Um salto de fé 


No tempo da monarquia 


Prologo 


Um imponente castelo medieval 

Rodeado por um fosso, 

Lá em cima os pássaros aflitos enchem o céu com os seus gritos 

Algumas nuvens estão carregadas de chuva mas não chove 

Alguns homens enchem o fosso de água…


A ponte levadiça está aberta alguns cavaleiros sentados nos seus poderosos cavalos 

Passam por cima da ponte armados com armadura e escudo.

Tudo estremece à sua passagem…

As muralhas estão protegidas por seteiras.

O castelo é de um Rei… senhor de quase todas aquelas terras, 

Na torre de menagem ou torre das feiticeiras 

Estão presos dois príncipes Miriam princesa de Aragão e Miguel príncipe de Portugal 

Têm de doze e quatorze anos respetivamente… 

Estavam detidos porque se andavam a cortejar. 

O camareiro está nervoso e aflito olha para 

O fosso pela janela…

Os homens já acabaram de encher o fosso 

Por essa razão afastam - se…

«Amas - me Miguel?»

«Amo - te muito Miriam.»

Os dois beijam - se num beijo prolongado.

«Não façam isso ai meu Deus.» «Exclamou o camareiro»

«Fiquem quietos o Rei está muito zangado… vou por água na fervura.»

O camareiro sai e fecha a porta à chave.

«Vamos Miriam não tenhas medo.»

«Não tenho estou contigo não tenho medo.»

Os seus olhos estão carregados de inocência e felicidade intrínseca

Os dois príncipes deram as mãos passaram pelo janelão…

E pelas colunas deste por terem corpos delgados.

E já no parapeito deixaram - se cair caindo no fosso cheio de água de

Uma altura de trinta e quatro metros.

Naquele tempo a azafama em volta do castelo

Era tão grande que ninguém ouviu nada…

Nos aposentos reais o Rei está impaciente 

O monarca está velho tem cabelo branco e barba branca

Usa na cabeça uma coroa visigótica,

Dos seus olhos castanhos parecem sair lume…  

Manda que o camareiro 

Seja trazido à sua presença.

Antes de entrar nos aposentos reais o camareiro benze - se

E beija o cruxifixo que trás ao pescoço.

«Aonde é que estão os príncipes?»

O camareiro tem cerca de cinquenta anos treme por todo o lado 

Tem a boca seca.

Fala muito baixo para não enervar o Rei 

«Meu Senhor os príncipes caíram no fosso.»

«O quê? Caíram no fosso.»

«Mandaram - se para dentro da água que existe em redor do castelo.» 

«Da torre de menagem? 

«Sim!»

Aonde é que eles estão!» « Gritou.»

«Afogaram - se…»

«Oh meu Deus… Os corpos já os encontraram?.»

«Ainda não.»

O Rei olhou para o pescoço do camareiro apeteceu - lhe manda - lo cortar…

Mas eram primos. 

«Encontre os corpos dos príncipes…»

«Sim meu Senhor assim farei...»

O camareiro mandou drenar o fosso

Os corpos não estavam no fosso…

Alguém espalhou a boa nova viram dois jovens a correr colina abaixo.

«Os corpos não estão aqui! "Exclamou um dos trabalhadores do castelo.»

«Está bem!» «Exclamou o camareiro»

 Passaram alguns dias os príncipes continuavam desaparecidos.

O Rei quis falar com o camareiro.

«Os Príncipes?»

O camareiro continua a falar baixo sentia que não tinha forças nas pernas

«Viram os...príncipes num lago a banharam - se.»

«O quê você está doido? Vá busca - los.»

«Mandei os cavaleiros procurar.»

«Os cavaleiros? E quem é que defende o castelo? Mande os moços de estrebaria atrás deles»

«Sim meu Senhor.»

«Vivo ou mortos mas traga- os percebe.»

«Não isso não!»

O olhar do camareiro poisou no sabre que o Rei tinha preso à cintura por meio segundo.

«Sim? Está à espera de quê?»

«Mas são crianças…»

« Sabes que o príncipe estava prometido a um princesa de Castela? Queres guerra?

« Não vou procura - los com licença sua alteza».

O camareiro procurou os príncipes durante vários dias levando sempre

Os moços de estrebaria para norte.

«Mas não devíamos ir também para sul?» «Exclamou um moço de estrebaria

«Não eles estão por aqui...eles estão, por aqui…» «Exclamou o Camareiro comovido»

Os moços de estrebaria olharam uns para os outros 

mas não disseram nada. 

O fiel servidor do Rei estava esgotado e desesperado sentou em cima de um tronco. 

Nem as flores a serem embaladas pelo vento, na planície lá ao fundo 

Muito menos o rio com as suas águas calmas e serenas ou o chamamento das aves num chilrear profundo

O animava…tudo lhe parecia muito cinzento e sentia tremores nas pernas.     

O grupo procurou… procurou pelo meio das silvas, das urzes e das arvores.

E nada encontrou.

O camareiro voltou aos aposentos reais...passados alguns dias 

«Os príncipes..?

O camareiro sentiu - se a desfalecer...

«Nada ainda nada…»

«O que é que tu andas a fazer? Estás a fazer de propósito?» «Gritou o Rei.»

«Não!»

«Não consegues encontrar duas crianças?»

«Talvez Deus e o nosso Senhor Jesus Cristo queiram que eles ficam um com o outro...»

«O que dizes?»

Dos olhos do camareiro rolaram algumas lágrimas…»

«Talvez seja por vontade de Deus que eles ficam um com o outro.»

«Enlouqueceste? Continua a procura deles.»

«Sim meu Senhor.»

O Rei ficou a pensar nas palavras do camareiro, sentia - se triste pelos príncipes terem abandonado 

O castelo, por outro lado, o príncipe era o terceiro na sucessão ao trono, o Rei também já estava farto daquela fuga.

O camareiro procurou durante muito tempo… 

As duas crianças sem sucesso…

E regressou aos aposentos do monarca.

«Os príncipes aonde estão?»

«Parece que os virão num monte a norte daqui.»

«Primeiro era num lago agora já é no monte.»

«Sim meu Senhor.»

O Rei respirou fundo abanou a cabeça e nunca mais perguntou pelos príncipes.


Epilogo


É noite escura só se ouve os grilos e o uivar  do vento 

O camareiro segura um burro pelas rédeas, 

Numa terra a sul e longe do castelo…

O animal vai carregado com comida e agasalhos olha de vez enquanto

Para trás para se certificar que não é seguido,  para junto de uma velha casa…

Os príncipes estão lá dentro mal sabe o Rei que o Príncipe era filho do camareiro.

        

  

 





   

       


 





    


sexta-feira, 8 de julho de 2022

Introspeção poética


Quando vais à praia molhas os pés ou deixas

Que o mar te molhe os pés?

Deitas -te na areia ou deixas que a areia te percorra o corpo?

Olhas para as pessoas ou esperas que as pessoas olhem para ti? 

Quando escutas o que diz o buzio 

Estás à espera de ouvir o mar ou…

Os teus pensamentos sobrepõem - se e lembras - te daquelas histórias

Que te contavam para te embalar…

O que te diz o horizonte…

Queres só vê - lo ao longe 

E imaginar o que seria se o pudesses viver já 

Ou deixas o estar…

Porque acreditas que este só foi feito para o puderes admirar…

Quando o vento sopra 

És tu que o empurras ou deixas  

Que este te envolva suavemente

E te leve para onde ele quer…

Vais atrás do Sol ou esperas que este 

Te encontre e ilumine a tua vida…

Ouves os outros ou queres ser ouvido?

Quando agarras alguém num abraço prolongado

Amas ou queres ser amado?

A cor das flores foram feitas para serem admiradas ou 

É a sua interpretação da moda 

E gostam de estar bem vestidas? 

Somos todos muito parecidos

O que muda? A maneira como lidamos com as situações 

Ou nos moldamos ao mundo 

Ou moldamos nós o mundo de acordo com as novas vivências

E ambições…ou somos uma mistura dos dois?

Questões...questões...questões 

Maiores que o pensamento humano ou apenas palavras 

Escritas num papel de fundo claro?...Não!

À aqui filosofia não a de alcova… 

Mas da antiga…

Não te iludas vai atrás de ti!...como um pássaro que voa alto imperturbável…

E senhor de si mesmo…




 

       

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Fabula do homem novo e do velho

Numa terra rodeado por montes e vales um homem 

Novo encontra - se com um homem mais velho são familiares, o velhote trás consigo uma pau de meio metro.  Na ponta o artefacto faz uma espécie de forquilha...o céu está azul sopra uma suave brisa. 

« Olá» exclamou o mais novo. 

«Olá»

«Mas para que é que quer esse pau.»

«Depois logo vês!»

«Não precisamos disso para nada!»

«Precisamos!»

«Não precisamos!»

«Estou - te a dizer que precisamos!»

«Você é teimoso!

«Pois sou!»

«Bom vamos lá»

Os dois homens iam a casa de um primo que à muito tempo ninguém via 

Para saber se estava tudo bem com ele. 

Saíram da vila entraram numa estrada de alcatrão passados poucos metros viraram 

À direita e entraram numa estrada de terra batida rodeada de arvores, urzes e silvas.

Às tantas lá fundo ouviu - se uma cão a ladrar.

«Mas o que é isto» Disse o mais novo.

 «O Marco tem um cão?»

«Não sabias?»

«Não! Está solto?»

«Não sei não sou adivinho.»

«Está bem vamos lá».

Chegaram a um cercado, abriram o portão e entraram 

Lá ao fundo uma casa rodeada de arvores com um aspeto já antigo mal se via, tapada em grande parte pelas folhas das arvores.

Quando ambos já tinham andado uns cinquenta metros dentro da propriedade um enorme cão surge 

À sua frente...o canídeo  tinha uma cabeça grande e maciça pelo castanho claro e manchas brancas,

No pescoço tinha uma imponente coleira com picos. 

A coleira tinha picos para evitar que os lobos atacassem o pescoço do animal.

O cão quando apareceu já vinha a ladrar, quando estava a poucos metros dos homens passou a rosnar, o seu pelo estava eriçado as suas duas orelhas estavam para trás.

E agora o que fazemos fugimos? « Exclamou o mais novo.»

«Se fugirmos o cão morde - nos de certeza.»

« Mas o cão é enorme.»

O homem mais novo escondeu - se atrás do mais velho.

«Porque é que tu achas que tenho este pau comigo?.» 

O velhote colocou o pau perto do animal não deixando este aproximar - se aos poucos conseguiram aproximar -se da casa do Marco e como a porta estava aberta entraram, não se via ninguém dentro da casa.

«Marco ò Marco mas onde é que ele está? 

«Oh está ali.»      

O Marco que já devia estar na casa dos oitenta anos estava sentado no chão.

«Ò homem o que aconteceu?»

«Cai e já não me consegui levantar ajudem aqui.»

Os dois colocaram o velhote no sofá.

«Trás ai um copo de água.»

O homem mais novo foi buscar um copo de água que o Marco bebeu rapidamente.

«Obrigado meus amigos obrigado...ai meu Deus já não me levantava.»

«Não tens de agradecer.»

Os dois homens passados algumas horas saíram da casa do velhote.

Entretanto o cão ficou ao pé do Marco 

E o homem mais novo e o mais velho puderam sair da propriedade

Em segurança.

«Oh mas como é que sabia que havia aqui um cão grande.»

«Porque antes de vir à casa do primo já tinha ouvido falar que ele tinha

para aqui um cão grande...informei - me no café e disseram que viram por estas bandas 

um cão, logo para não sermos atacados tive de arranjar uma solução, e trazer este pau que tem uma espécie forquilha na ponta e lá conseguimos ajudar o Marco.»

«Os velhos sabem muito!»

«Estás a ver como tu sabes.»

«Em África costumam disser que quando morre um homem velho perdem - se várias bibliotecas 

Porque eles sabem muito.»

«...»

«Mas você não morre tão cedo...vaso ruim não quebra...está ai para o que der e vier.»

«Estás a chamar - me velho?»

«Não!»

«Na tua idade ainda estás na casa dos teus pais.»

«Tenha calma está quase resolvido.»

«Tenha calma? Tu é que sabes...queres conselhos para a tua vida?»

«Não!»

«E depois nem sequer querem aprender com os mais velhos…»

«Quando precisar de conselhos peço…»

«Não peças que não é preciso» Exclamou o velhote com ironia. 

Os dois homens seguiram pela estrada de terra batida viraram em direção à vila e por lá ficaram nas suas vidas…



 



 











   




terça-feira, 28 de junho de 2022

A fábula do leão e do escorpião

No tempo em que os animais falavam

 

Um leão macho entra num covil

Exibe a sua imponente juba é o líder de um bando de leões  

Está cansado primeiro descansa as patas de trás depois as da frente...

Lembe vagarosamente uma das patas. 

Ás tantas vê à sua frente um escorpião...

É preto grande tem a cauda levantada consegue - se  observar o ferrão.

«Já viste o que ias fazendo?» 

«Mas quem és tu?»

«Um escorpião vivo aqui»

O artrópode ao mesmo tempo que falava movia os pedipalpos.

«Nesta gruta?»

«Sim»

«E depois?»

«Bom é que tu por pouco não me esmagaste com uma das tuas patas.»

«Hum...não reparei no senhor escorpião...desculpe.»

«Mas não é só isso é que a minha cauda tem um ferrão mortal podia te ter picado.»

«Mas é de noite aqui não se vê quase nada.»

«Por isso mesmo podíamos fazer um acordo.»

«O que dizes sou o Rei da selva.»

«Sim mas se tivesses sido picado com meu ferrão deixavas de ser»

«Hum o que propões?»

«Nesta caverna existem muitos escorpiões uns maiores outros mais pequenos 

que são muito venenosos, para evitar sarilhos, a minha proposta é o senhor leão 

fica a viver fora do covil, os escorpiões ficam a viver na gruta, assim nunca nos cruzamos 

as possibilidades de haver um acidente entre a nossa espécie é quase zero o que dizes?

«Ah? Podia - te esmagar com uma patada…»

«Mas e o meu veneno? É um bom acordo!»

Ao leão apeteceu - lhe esmagar o artrópode , olhou para este com desdém.

O escorpião abanava a cauda e o ferrão apetecia - lhe picar o leão.

Uma guerra não é benéfica para ninguém ambos os animais sabiam disso

O momento era de alta tensão os dois predadores estavam prontos para o confronto.

«Hum... um Rei não cede facilmente»

«Para mim também não é fácil.»

«Está bem podemos fazer um acordo.»

«Muito bem»

«Vou viver para a savana com  o meu bando tu ficas aqui a viver neste covil.» «exclamou o leão»

«É melhor para as nossas espécies e assim podemos viver os dois em paz…

diz ao teu bando para não vir para estas bandas.» «exclamou o escorpião»

«Diz aos teus para ficaram a viver pela caverna.»

«Temos acordo?»

«Temos!»

O leão olhou para o ferrão do escorpião, o artrópode olhou para as enormes patas do leão.

O Rei da selva levantou as quatro patas  e aos poucos saiu da caverna. 


Moral da história: na vida por vezes temos que se fazer acordos para termos paz. As guerras não  servem ninguém nenhum beligerante sai a ganhar. E como diziam os romanos pacta sum servanda que significa os acordos (os contratos ) são para cumprir. E é por esta razão que os leões vivem na savana e os escorpiões em grutas. 


      





sábado, 25 de junho de 2022

O que sou

 O que sou…já não dá 

 Para mudar…já só dá 

 Para limar,

 Algumas coisas…

 Subo a montanha com uma 

 Montanha às costas,

 Mas quando mais a subo… mais 

 A paisagem se vai tornando deslumbrante 

 Amarela, verde e azul pintada com tonalidades de branco. 

 Dizem que não à cume só à altitude…

 Aquilo que me faltará dizer outro (a) irá acrescentar mais qualquer coisa que traga ao que já foi dito

 Algo eloquente, fidedigno, prosaico, imaginativo…

 Que não acabe com nada mas que traga mais qualquer coisa que transforme palavras…

Dizeres, rimas, aforismos, frases com significado em alimento espiritual que engrandeça a nossa língua e a nossa maneira de viver e de sonhar…

Construindo estruturas sólidas de poesia e filosofia onde só havia vazio e sombras…

  

 

 

  

   

Doce juventude

                                                                               

                   

           Doce juventude jovial  


          Tu na tua juventude jovial espantas - me seres 

          Tão adulta…

          És um raio de Sol… 

          Na noite escura. 

                                                       

         A tua beleza encanta - me   

         Mesmo aqueles que já desistiram

         Do amor...

         Mas não se pode desistir do amor 

         Está na nossa natureza…

              

         Era o mesmo que a deusa Afrodite 

        Querer convencer as pessoas 

        Que não era Afrodite   

        Ou Vitória de Samotrácia querer esconder 

        Os panejamentos que cobriam o seu corpo. 

                                                             

       Os gregos entendiam a beleza 

       Queriam criar seres perfeitos 

       Obcecados pela proporção áurea

       Tudo tinha de estar no lugar certo sem defeitos,

       A Arte era criada para iluminar as pessoas por dentro 

       E estas sentiam - se a levitar no espaço... e davam vivas aos artistas 

      Por fazerem vibrar as suas almas por dentro. 

                                                          

      O que nos atraia a beleza

      O que une tudo o amor.


P. S -  Já escrevi mais duas palavras que formam a frase mas ainda não terminei  este  poema amanhã devo terminar. 


                                                                                 II 

                   

           Doce juventude jovial  


          Tu na tua juventude jovial espantas - me seres 

          Tão adulta…

          És um raio de Sol… 

          Na noite escura. 

                                                       

         A tua beleza encanta - me   

         Mesmo aqueles que já desistiram

         Do amor...

         Mas não se pode desistir do amor 

         Está na nossa natureza…

              

         Era o mesmo que a deusa Afrodite 

        Querer convencer as pessoas 

        Que não era Afrodite   

        Ou Vitória de Samotrácia querer esconder 

        Os panejamentos que cobriam o seu corpo. 

                                                             

       Os gregos entendiam a beleza 

       Queriam criar seres perfeitos 

       Obcecados pela proporção áurea

       Tudo tinha de estar no lugar certo sem defeitos,

       A Arte era criada para iluminar as pessoas por dentro 

       E estas sentiam - se a levitar no espaço... e davam vivas aos artistas 

      Por fazerem vibrar as suas almas por dentro. 

                                                          

      O que nos atraia a beleza

      O que une tudo o amor.


P. S -  Já escrevi mais duas palavras que formam a frase mas ainda não terminei  este  poema amanhã devo terminar. 


                                                                              III 

                                                                   

    Flores poéticas 

   

    O meu jardim contêm todas as flores 

    Que dão oportunidade para os meus poemas  

    Poderem florir, beleza, leveza 

    Cor, água,... paz interior.

                           

   De vez enquanto um pássaro colorido vem   

   Encantar - me com o seu sorriso 

   Na forma de um canto que tento decifrar 

   Mas parece que só quer alegrar o meu dia a dia... 


   O poeta sente que lhe falta mais um condimento 

   Para conseguir criar algo original 

   O quê? Uma amalgama de emoções, sentimentos, sobressaltos

   Encontros,  desencontros no fundo viver e ir aprendendo

   Que cada poema tem o seu tempo especifico  para se escrever ninguém consegue escrever o que não viveu. 

   Ninguém consegue escrever sem viver e ir aprendendo…com novas vivências 

    

   Escrever é preciso esperar pela inspiração

   É para amadores. 



P. S -  Já escrevi mais uma palavra que faz parte da frase neste caso é só um artigo. 


                                                                                IV

                                                             

          Venceremos juntos                                                                                

                                                          

          O Platão esteve preso numa caverna  

          Mas não estava só…havia outras pessoas

          Estava sentado no chão 

          À sua frente só via sombras... 


          O filosofo conseguiu libertar - se

          E fora do antro observou mais longe que

          Os seus companheiros,   

          Resolveu entrar na caverna contou o que viu 

          Os outros não acreditaram nele...e recusaram - se a sair  da gruta. 

         

          Este é o desígnio dos poetas ver mais longe 

          Contar o que viu...                               

          Misturar poesia com filosofia  

          O  futuro com o dia a dia...e apresentar tudo muito bem arrumado 

          Num papel de fundo claro. 

                                         

         Um dia será recompensado 

         E o mundo ficará pasmado com aquilo 

         Que ele viu…

         Escreveu… e partilhou…

 

         Na vida temos de ter um desígnio o  

         Meu é tentar ver mais longe sem repetir o que já foi escrito 

         O meu exercito são 22 letras que me acompanham à muito tempo não 

         O consigo abandonar...venceremos juntos…  


P.S - A frase está na lombada das quadras. 


                                                                                  I

                             

     Contemplação 

                                     

     Amor gentil para onde vais?

     Porque não me levas contigo no teu regaço 

     Procurei - te onde as nossas vidas se vão cruzando 

     Mas por enquanto não sei por onde andas...

                                                          

     A vontade de estar ao teu lado

     É tão forte como a gravidade que nos mantêm seguros... 

     gostava  de contemplar de perto o teu ser...  sem te perturbar... 

     Porque quem está apaixonado não deve só receber amor

    Tem de dar espaço à sua mais que tudo.  


    Ouvir a tua voz

    É como ouvir o rouxinol que canta pela primeira vez

    O seu belo canto...

    Encantando todos com a sua eloquência lírica. 

                                                         

   Roma nos seus tempos áureos com os seus palácios  

   Magníficos... estatuas, jardins, criatividade e conhecimento     

   Fica aquém da tua beleza tão bela,

  Os teus cabelos loiros nem Afrodite tinha quando entrou no                                                                       Olimpo... 

     

  É beleza pura difícil de explicar...  sei 

  Que não sou Adónis mas isso não me impede de gostar de alguém.        


   




Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...