sábado, 16 de agosto de 2025

Poemas d´antigamente

Poemas com o falar d’ antigamente

Oh incendiaste o meu coração
Quando te vi … 
A descer a ladeira
Trazias na mão o meu amor
Escondido no teu amar mas não o sabias.

Envergonhado tentei falar
Qualquer coisa que acordasse
Na tua pessoa… o quanto gostava de ti …
Mas fizeste ouvidos de mercador,
Senti a dor dos vencidos da vida
E fiquei carente dos beijos que não te dei.


Ah vi-te depois no outro dia descalça 
De robe de chambre e corpete
Mas toda cheia de graça
Andando pela verdura …
Naquela manhã primaveril 
Só esperava estar a altura
Da tua afeição.

Apareci de rompante
De tricórnio, casaco e colete …
Ficaste assustada quando me viste
Mas mesmo assim sorriste … timidamente

Depois continuaste o teu caminho
Impassível ao meu querer,
Fiquei com uma grande dor d, alma …
E perdido nos meus pensamentos …
Por ver te assim tão calada e pouco disposta aos meus avanços.

Mas o tempo vai
E a afeição vem …
Porque todo o amor é composto de mudança …
Talvez um dia tenha a confiança
Para procurar …
Aonde guardas a tua devoção
E no meio do ardor e do tormento de não te ter …
Consiga conquistar o teu coração.



quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Trovas de mim mesmo

Foste beijar-me mesmo na alma
Aonde me doía tanto … e curaste-me,
Sendo assim estarei sempre …
Para contigo incessantemente grato.

No meu prato,
Havia sempre … urtigas, pregos e espinhos …
Graças a ti consegui abrir caminho finalmente 
E conquistar o lugar que sempre tive em mente.

E as vagas que me batiam
No peito fazendo me cair …
Ao primeiro impacto … agora rindo olho para elas de Tão pequenas que são que
 nem as sinto. 

Uma armadura cresceu em mim
E lá apareceu uma luz para me guiar,
O caminho mais difícil e cheio de pedras
Que encontrasse … é exactamente esse que queria conquistar.

Trovas de um humilde servidor do meu ego … 
Que me agarra que me consume
E que sigo … 
Porque que me socorre quando tudo parece estar perdido.

E o tempo vai … e a minha criatividade vem …
E não me cai no esquecimento
Que o teu beijo na minha alma 
Aonde me doía tanto, ...
Fez-me levantar amarras, seguir em frente
E fazer escalas por aonde bem entendi … 
Só por acreditar na força interior que à em mim.

domingo, 10 de agosto de 2025

Lá ao fundo


O mar lá ao fundo o céu azul lá em cima …
De mão dada com o mundo 
Parece um sonho …
Trazido pelos Deuses do Olimpo.

E as pessoas vão,
Cada uma sentada aos comandos da sua vida …
De uma forma reiterada vencendo
Os obstáculos que lhe vão aparecendo a frente …

Depois levanta-se um vento quente, 
A seguir vem a chuva 
E o vazio … a alma grita de espanto …
Vindos de onde? É indiferente …
E de súbito estamos sozinhos
A viver a vida.

O nosso caminho é o nosso destino
Que tão duro, por vezes, pensamos
Que este luta contra nós mas se foi possível a Portugal 
Conquistar em navios casca de nós, o mundo, os nossos sonhos são perfeitamente …
Plausíveis, possíveis e realizáveis.

Se os nossos objetivos para serem realizados 
Fossem tão fáceis de realizar, como pressionar 
Um botão …
A partir daí para onde iríamos?
A alma humana não quer só olhar quer evoluir a trabalhar.

Temos que ir em frente
Colocar grades nos nossos abismos
Plantar amor onde antes o ódio chegou a florir,
Rir dos nossos fracassos iniciais e rumar em busca 
Da nossa Taprobana conquista-lá e ir ainda mais além …

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

A filosofia da borboleta

 

Contos

A Filosofia da borboleta

O Zezinho e o Fernandinho são dois primos direitos que por terem a mesma idade doze anos, viveram a sua infância e adolescência praticamente juntos. Costumavam ir de férias para uma casa de campo que os seus avós tinham no centro de Portugal.
Uma vez estavam na sala da casa e apareceu uma barata, a avó gritou horrorizada.
<Ai! Socorro.>
Os primos ficaram a olhar para a barata
sem saber o que fazer.
<Façam alguma coisa.>
O Fernandinho mais afoito foi ao seu quarto, olhou e viu um dos seus chinelos num canto, agarrou no chinelo regressou a sala e matou a barata.
<Oh meu lindo menino tiveste muito bem em matar aquela barata nojenta.>
<Obrigado avó.>
<Da cá um beijinho.>
A avó Carmelita encheu o neto de beijos, tirou um nota de vinte euros do bolso da bata e deu ao Fernandinho.
<Toma lá.>
<Obrigado avó.>
A criança pegou na nota e abanou em direção do primo que olhou para o Fernandinho com alguma inveja.
Entretanto pela janela da sala entrou uma linda borboleta branca com desenhos amarelos e pretos.
O Zezinho antes que alguém dissesse alguma coisa esborrachou a pobre borboleta entre as mãos, olhou para a avó a espera de ouvir elogios.
<Mas o que é que tu fizeste? Isso não se faz as borboletas não são para matar são para olhar e admirar a sua beleza, és parvo ou que.>
<Mas …mas … >
<Mas … mas o que>
<O Fernandinho matou um animal e recebeu elogios e dinheiro e …>
<O teu primo matou um barata nojenta e feia e tu mataste um borboleta linda e frágil não percebes a diferença.>
< Sao ambos animais … insectos.>
<Não percebes a diferença és parvo, vais para o teu quero e só sais de lá a hora do jantar.
O Zezinho foi para o seu quarto contrariado e aborrecido, ficou entretido a jogar jogos no smartphone, quando a sua mãe Elzira chegou do trabalho, ainda ouviu mais uma reprimenda por causa da borboleta, mas pelo menos conseguiu jantar sossegado.

Moral da história

A barata e a borboleta são ambos insetos então porque a distinção entre eles? Porque a moral e a ética humana tem critérios estéticos, nenhum destes animais é venenoso ou tem um ferrão para picar
as pessoas, mas a barata é considerado um animal feio e nojento, enquanto a borboleta é um insecto bonito e frágil.
As pessoas tendem a idolatrar as pessoas bonitas e a menosprezar as mais feias, muitas vezes não se importam de ser mesmo deselegantes para as pessoas mais feias, esquecendo - se que essas pessoas também tem sentimentos.
Porque na nossa infância os nossos pais e avós, querem que os filhos e os netos tenham a melhor apresentação possível para impressionar quem as conhece, talvez seja por essa razão os humanos idolatram tanto a beleza e desprezam tudo o que é feio.



terça-feira, 5 de agosto de 2025

Café antigo

 Café antigo


Este café
Faz lembrar os cafés de outrora
Onde se reuniam poetas, filósofos
E boémios que procuravam na espuma dos dias … uma bóia para a sua vida.

O estabelecimento tem aspeto antigo
Mas é um fantástico abrigo
Para quem se quer esquecer de si mesmo 
Por algumas horas …

Quantos poetas já se inspiraram
Nos retratos nas paredes que falam
Sobre Lisboa vetusta … e o seu castelo altaneiro 
Mas que continua enxuta e quase angelical?

Mas nem só de poetas e filósofos
Vivem os cafés antigos ...
Este lembram também os revolucionários de antanho
Que queriam, por vezes de forma violenta, tudo mudar …
Mas que punham sempre a cultura e a Arte em primeiro lugar.

E a educação e o ensino
Eram a pérola perfeita que ia salvar o mundo …
Era o adeus profundo a fome, à miséria e ao desalento …
Os livros eram o fermento que iria resolver tudo.

Café antigo
Ja não há muitos como tu
Continua a inspirar …
Poetas, filósofos e a descansar o coração dos boémios,
Ainda tens muito para dar … aqueles que ainda
Se lembram de ti não te vão deixar.

Mas ... já não se ouve o falar 
Dos intelectuais ... todos juntos 
Numa mesa …
Em amena cavaqueira ...
Para onde é que eles foram?

O mundo precisa de mais filosofia 
Da moderna e da antiga.
E não de armas e bombas
Que explodem por esse mundo fora todos os dias.

Talvez se ouvessem mais cafés antigos 
Os intelectuais reuniam-se e decidiam 
Mudar o mundo ... acabar com as guerras! 
E salvar os homens, as mulheres, 
Os animais, as plantas ... e o planeta ... talvez isso aconteça um dia …
Porque à sempre uma solução para tudo … aja coragem, vontade e sabedoria!     
 




Existir de forma azul

 Existir de forma azul


Entrei pela porta das traseiras
Da minha casa …
Para fugir à multidão
O único ao qual não consegui fugir foi de mim mesmo …

A minha vida resume-se a isto
Escrever palavras num papel …
É preciso vencer o fel da melancolia
Ocupar o espírito com qualquer coisa
Que anda no ar e não poisa.

A vida do ser humano tem duas partes
Consumo e tédio …
Estamos aborrecidos compramos algo
Compramos algo, instalasse o tédio
E vivemos nesta dicotomia básica …
Temos de quebrar o círculo
E exigir mais do nosso existir.

Construo pontes
Para ir mais longe …
Porque ninguém as pode
Construir por mim …
Não confundam solidão com estar
Focado nos meus objetivos …
As flores que estão no meu jardim
São as minhas dores que de outra forma
Podiam transforma-se em presas de serpente 
E ferrar o meu querer, a minha vontade … o meu equilíbrio emocional.
Ficam no meio das árvores
Dessa forma …
Já não fazem sombra
Onde tem de haver Sol e pensamentos positivos.

Quem não tem controlo sobre a sua vida
Será comandado por outrem …
E quando se aperceber já não conseguirá
Dizer … quem é …. para onde vai … o que escrever …

Não posso ser criticado
Por construir um caminho
Paralelo … ao mainstream
Que se desenrola … aos poucos
Que dúvida de si
Que amadurece
Que das pessoas não se esquece,
Que aparece qual pássaro vindo da escuridão, …
Mas que só se desenvolve e cresce
Na solidão.

Mas mesmo assim para poder estar aqui
Agarrei o mundo com a minha inspiração 
Para que este não caísse em cima de mim.
Mas tive de colocar …
Grades nos meus abismos
Seteiras no meu castelo
Para espantar,
A indiferença e a sobranceria …
Abrir pontes levadiças … já vetustas mas que ainda tem muito para dar
E num mar de senhoras … sentir o peso do meu destino, 
A navegar ... por mares desconhecidos … à procura do pensamento original aquele que cria novos mundos, Desenvolve o pensamento crítico e novas maneiras de criar mas que não se vende tem
De se conquistar …

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

In útero

 In útero


Amor desculpa por não ser
O amor perfeito que idealizaste …

Vim trazido in útero …
Pelas ondas gélidas do meu pensar
Ainda mal sabia andar …
E já pus o pé na Terra fria … e uma suave melancolia tomou-me nos braços.

Só me restou …
Agarrar todas as forças que tinha
Subir pelas minhas dores acima
E ir para um local onde nem as aflições conseguem estar … e prosseguir a minha ladainha …

Vi que havia um caminho …
Estreito mas havia … bastava estar
No limbo onde a ficção e a realidade
Se confundem … e não dar importância
À crítica fácil … e manter-me longe do mainstream …

A pulso foi subindo
Nem sempre a direito
Não sou perfeito nem pouco mais ou menos …
Pregando frases que fui ouvindo
Outras inventei para não ficar aquém
Do meu destino.

Trabalhei muito
Vi muita coisa …
Muitas vezes num silêncio tal
Que nem os meus sonhos me queriam
Acompanhar … por não compreenderem a ousadia, do meu ser
Querer tudo mudar … para se conseguir encontrar comigo mesmo.

Desci da carruagem que continha
O meu querer várias vezes …
Senti o meu ímpeto desvanecer
Pela calçada procurei o mapa da minha condição de humilde servidor do meu ego,
Para fazer desaparecer a mala pata de não acreditar que conseguia vencer.

Vi um rasgo da minha vontade
Acenar por onde poderia entrar sem
Que isso pusesse em causa
A minha maneira de estar … e de pensar

E … lá consegui criar um espaço
Interior onde coloquei todo o meu amor, vontade e querer …
Tentando ser original em tudo o que criasse …
Que me aceita como sou … a poesia ...
Desculpa por não ser o amor perfeito
Que idealizaste …

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...