segunda-feira, 7 de julho de 2025

E assim vamos

E tu vais calcorreando montes e vales 

Sabes por onde?

Se soubesse talvez não fosses

Que mal tem em ir  descobrindo 

O que nos faz bem descartando o que nos faz mal?

Por terras desconhecidas por aqui e por além mar?

A vida é como o céu por vezes, carregado de nuvens 

Outra vezes escuro como breu,

Mas a maior parte das vezes azul celeste 

Que nos faz sonhar e viver um pouco mais felizes 

Porque o sol carrega as nossas baterias e assim vamos 

Pintando os nossos dias, de uma forma mais próxima possível da felicidade. 

Deram nós uma  folha em branco 

Para ir desenhando a nossa existência 

Explorando sempre novos horizontes …

Bebendo o conhecimento, 

De várias fontes … não deixamos nada por concluir  

Ou por dizer …

Porque sabemos que existe muito caminho 

Para percorrer, … não fôssemos nós 

Filhos do vento, do tempo e do firmamento 

Em que outrora nunca nos demos por vencidos 

E não era agora que íamos deixar que nos aprisionassem …

A alma, a vontade ou o nosso querer.

Já enfrentamos tanta coisa que nunca nos vamos deixar vencer. 

O que nós temos de mais importante? 

Terra, chão, cultura e povo …

Que sempre passou entre os rochedos 

Em mares gigantes, de ondas aterradoras

Mas também viajamos muitas vezes num mar de senhoras …

Encontrando sempre um propósito comum,

Honrar o país que nos viu nascer e estar sempre pronto 

Para o defender, … ainda haveremos de 

Conseguir grandes feitos, maiores 

Do que aqueles que passaram a Taprobana 

E chegaram a terras de Cipango.

Que de tão longe que são parece que foi tudo ilusão 

Mas não … deixamos a nossa marca pelo mundo 

Abrimos caminho pelo mar fora, onde diziam que só havia monstros, sombras e ventos fortes … capazes de destruir tudo numa só penada …

Só temos de descobrir o que queremos, para onde vamos, com quem vamos não é assim tão difícil,

Para quem já foi dono do mundo e das suas riquezas. 

Aja serenidade, bom senso e coragem 

É só mais uma viagem por terras desconhecidas,

Tempestades medonhas, ventos capazes de dobrar a nossa vontade mas tudo irá desaguar num mar de tranquilidade …

Onde  todos poderemos  partilhar histórias dos nossos feitos rindo das dificuldades porque passamos, …

Tudo é possível desde que não nos falte amor,  coragem, engenho e Arte.  


quarta-feira, 2 de julho de 2025

Luas gigantes

Limusines 

Saltos para a água 

Luas gigantes … 

Amores que se confundem no lusco fusco 

Leões que espreitam à beira da estrada 

Prontos para nos devorar …

Sons que nos despertam para a realidade 

Um país que se afunda à nossa frente 

O que irá sobrar dele?

Coisa nenhuma ou um renovar 

De líderes, soldados e afins. 

Onde está as pedras douradas 

Que nos lavam a alma e deixam 

As famílias irem renovando as gerações 

Porque nos roubam a fé na construção 

De um Portugal minimamente suportável?

Porque descemos a escada aos tombos 

Em vez de a subir? Trazendo o progresso 

Para o centro das nossas almas e

Das nossas gentes …

O que fizemos para não merecer um país 

Que nos ajuda a ter um vida minimamente 

Digna? E ainda nos rouba o pouco que nós dá?

Quem diria que o futuro 

Do nosso país teria um guião tão fraco.

Para onde vamos?

Rumo a um novo mundo 

Onde jorra leite e mel ou ficamos 

A ver os anos passarem,  

E as nossas esperanças de ver os nossos sonhos 

Concretizarem - se … rolarem pela estrada abaixo 

E esfumarem - se  levando consigo tudo

O que somos … 

Cada um de nós terá de se reinventar 

Fazer contas e se for o caso navegar … 

Navegar é preciso ver …

Os nossos sonhos partirem para parte

Incerta cabisbaixos e chorosos não é preciso.

Por vezes temos que nos agigantar 

Para não nos deixarmos derrotar 

Mas para isso é preciso falarmos a uma só voz 

E saber para onde vamos

E o que queremos.

Castelos,

Pontes levadiças …

Que só abrem com a força

De mil homens, 

Queres subir lá em cima?

Sozinho não consegues …

Temos de seguir juntos.

De mão dada, abraçados o que tiver de ser será.

Ainda podemos desenhar um horizonte 

Onde todos podemos ser felizes 

Enquanto houver, chão, raça e vontade

Podemos sempre mudar tudo 

Quando não pudermos recuar mais …

Talvez nesse dia voltaremos,

A ter um país que nos irá devolver a percepção 

Que estamos todos a caminhar para a felicidade.






segunda-feira, 30 de junho de 2025

Saíste

Saíste a alguns anos da casa que sempre foi tua 

E por ali fora,  

Foste …

Na mão uma mala  carregada de sonhos e de dúvidas.

Nas costas uma montanha de conhecimentos e ambições para testar se funcionavam ou não …

Um caminho escolhido 

Uma vontade de mudar as coisas,

Persegue-te como um tartaranhão dos pauis que persegue as suas presas num paul …

E tu vais … por entre um trilho estreito 

No meio de árvores de fruto, cujo pomo queres colher 

E de urtigas e silvas que queres evitar

 Para não desapareceres. 

A vida é um pouco isto procurar o prazer 

Evitar a dor … o poder das escolhas é decisivo 

Quando queremos vencer …

No meio de nós o que há? Quem te agarra quem te prende …

Desejos, dúvidas, receios, somos só nós e o nosso destino … só não alcança que não cansa …

Ninguém te está a agarrar, 

Os grilhões que nos impendem de alcançar

O que queremos somos nós que os inventamos 

Correntes imensas, grilhetas pesadíssimas, blocos de pedra no nosso trilho. 

Porque inventas isso quando queres voar?

E erguer-te como um pássaro no meio do ar?

E percorrer mil e um caminho só com o olhar …

Porque quem voa tem de poisar,

Sem saber bem onde e isso faz-me repensar todas as opções,  posso  cair …

Mas quero certezas que me posso levantar logo a seguir. 

Saudades de quando não tinham preocupações,

Quando era tudo copos, risos e canções  

Para onde foram esses dias? Quem os tem?

Porque não voltam?

Porque sai quando tinha de sair 

Levantei - me quando só me apetecia cair

Calei-me quando tinha muito para falar 

Ultrapassei montes e vales quando só me apetecia ficar quieto no meu canto e chorar …

A ouvir os outros falar nos seus feitos de aquém e além mar … desenhando novos mundos no mapa estrelar 

Fez-me perceber que por vezes. o impossível é possível de alcançar.

Por essa razão vou continuar enquanto houver sonhos para conquistar e caminhos novos para desfrutar …

Porque não sair?

E prosseguir na senda do nosso existir 

Que nos quer a mexer e a evoluir 

Para a frente sempre para a frente 

Rasgando montes,  partindo muros, construindo pontes  

Revelando ao mundo novas cores e princípios de algo novo espalhados por todo o lado, 

Onde dantes só havia sombras, dúvidas e silêncio.

Para me acompanhar. 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Labirinto de emoções

No meio da multidão … estou.

Carrego às costas todo o meu saber 
As minha frustrações, as minhas glórias
Os meus amores de outrora  
Por onde andarão?

A vida é um labirinto de emoções 
Quando entramos nesse famoso …
Espaço não podemos esquecer de uma coisa, 
Existe sempre uma saída para os nossos problemas. 

E quase sempre as nossas preocupações são infundadas 
Quando chega o dia “D” tudo se resolveu 
E podemos ir para a praia ou para o campo logo pela madrugada,
Em busca de uma sombra ou de uma bebida gelada.

Lá ao fundo a nossa montanha 
Envolta em mistérios e nevoeiro olha 
Para nos desafiando-nos com o olhar…
Mas ainda não estamos prontos para a voltar a subir queremos ir viajar e de nós sairmos por uns momentos e observar se estamos no caminho certo.

Não podemos estar sempre a trabalhar;
A estudar; 
A criar;
E a matutar para onde vamos, com quem vamos 
Quem nos abandonou, e quem um dia talvez volte
para nos amar, porque percebeu as
nossas qualidades e que afinal não somos só carne e ossos somos alma, ambição, fogo e vontade de cortar o cordão umbilical que nos prende ao passado e vencer.

Sorrindo  como quem vê pela primeira vez um filho seu nascer e pouco depois fazer se ao mundo, levando consigo todo o nosso saber e conselhos que aprendemos ouvindo os mais velhos.

Agora o que temos que fazer?
Ser o tigre  na sala… 
E preencher o que falta na nossa alma com 
Cores de esperança num futuro promissor 
Que não nos falte, força, coragem e amor.
 

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Não ouves?

Não ouves as ondas do mar 

A baterem contra as rochas 

Num bailado magnífico 

De cor e de som?

Não ouves o bater do meu coração

Logo pela madrugada  

Que anseia por ti …

Não ouves todas as palavras que nunca

Te vou dizer mas que tu já conheces de cor, 

Não ouves … o meu existir que quer sair 

De mim para te procurar, 

E entregar-te flores que iam ficar tão bonitas em ti 

Não ouves  o vento a falar-te de mim 

Enquanto desenho poemas no meu jardim 

O melhor que posso e sei … 

Mas com muito amor, … e vontade de te agradar 

É tudo o que tenho para te dar …

Não ouves quando levanto pedras 

Maiores que o pensamento 

E as coloco …

Lá no alto para todos verem 

Enquanto serpenteio pela montanha acima

Feliz por conquistar mais um objetivo,

Não ouves quando … 

Suspiro por ti … 

Enquanto desenho no mar  

Um pedido para que me recebas no teu amar,

No meio das flores e do teu encantamento,

Seguíamos o vento …

Pelo meio das serras 

Dos montes e dos vales, 

É só parávamos para nos amar …  

Destruindo muros, abrindo horizontes  

Colocando pontes … onde dantes só havia abismos

Desfiladeiros e precipícios …

Não ouves 

Porque não queres … 


quinta-feira, 22 de maio de 2025

Um tigre no ombro

 Tu pensas, vês, e sonhas 

  E lutas para colocar no teu espaldar  

  Marcas do teu existir …

  Lá bem alto mesmo por cima de ti.


   Podia ficar quieto 

   Naqueles dias mais longos,  

   Fazendo o mínimo, pouco ou nenhum 

   Mas tenho um tigre no ombro, 

   Que quer que vá atrás da minha ansiedade 

   Por ventos, mares e tempestades de areia 

   Aonde não se vê nada só mesmo lembranças 

   Daquilo que gostaria de ser 

   Espalhados pelos meus sítios favoritos 

   Irei até aonde puder para rescrever o que sou 

   Talvez nasça outro será essa a intenção? Não sei 

   Não me conheço assim tão bem.  

   A alma humana é incomensuravelmente misteriosa

   O que é da minha lavra reflete o que sou 

   Mas se calhar noutro tempo  

   Serei melhor compreendido,

   Agora talvez me vejam algo perdido 

   Entre paredes a tentar abrir uma janela 

   Para  escapar ao marasmo dos dias cinzentos sem 

   Ter nada para dizer ou contar.

    Subir o mesmo monte não!

    Ir pelo mesmo rio acima não!

     Ziguezaguear pelo mesmo campo

     Mesmo à beirinha do mar … Não!  

     Preencher os dias com o mesmo som do violão 

     Enquanto passeio as mãos pelo teu cabelo?

     Sim porque todos dos dias pareces uma mulher diferente e a tua beleza entorpece os meus sentidos. 

     E tudo muda magicamente, as águas afastam-se e o mundo ganha outro sabor, fica mais lento, profundo, vibrante. 

     E o tigre no ombro fica tão leve que me esqueço dele … 

      Mas ele não se esquece de mim por muito tempo e a rotina impõe-se e o elefante quer subir as escadas, e existe um adulto na sala …

     Que tem trabalho para fazer,  encostas para ultrapassar, ventos contrários para fintar, amores por decifrar, 

       Marés para apanhar, antes que estas me deixem sozinho a navegar por entre equívocos, mal entendidos e omissões.  

        Vou … para aonde o destino me levar já sobrevivi a derrocadas, já vi enxadas que só cavaram uma vez e depois já não quiseram mais … barcos que fugiram do mar com medo de se afundar,  paixões que desistiram antes de começar … fogueiras que mesmo já sem forças se recusaram a se apagar …

         Se calhar é nesse momento que a vida tem início quando já sabemos o que fazer para nos conseguirmos deslumbrar e quando queremos deslocamos montanhas com o nosso querer e com a nossa vontade, e não já precisamos de muito para continuar …

         O caminho que descobrimos numa noite de luar, só com o sorriso da alma para nos consolar, mas felizes por saber por aonde nos perdermos para depois nós voltarmos a encontrar mais sapientes, seguros, e firmes e de pé como as árvores …

     

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Alma gémea

Quando estou contigo 

O tempo torna-se mais lento  

No silêncio …

Da luxúria e do prazer. 

As noites são mais suaves 

Os dias mais felizes e sinto como 

Fizesses parte de mim e algo de ti fica comigo

Mesmo quando não estás.

O teu corpo 

A tua língua 

O teu ser 

Procura-me 

Por entre estruturas de betão 

Pessoas, carros, cafés, risos e conversas

Estarei sempre aqui mas sei que gostas de te ausentar 

Mas depois voltas para me amar. 

És um pássaro difícil de convencer 

A ficar mais que um momento 

Profundo, subtil, mas parco em tempo 

Depois voltas a desaparecer na cidade 

Por entre os teus desígnios, desejos, tormentos 

Fica à espera no meu canto 

Rompendo os dias com os meus objetivos 

Lançando sonhos pelos meus caminhos 

Que conheço tão bem …

Levo-te sempre no pensamento 

Porque a qualquer momento 

Voltamos  a estar juntos 

Num momento só dos dois 

Procuramos o que nos une 

O que nos torna mais fortes 

Construímos pontes, colocamos portas em muros, 

 Saltamos por cima do nosso destino 

Para inventarmos momentos que são só nossos

Completamente fora da nossa rotina 

Inventamos mundos procuramos a essência

Da nossa vida 

Num curto pedaço  de tempo 

Depois lá nos voltamos a separar 

Procurando os caminhos 

Que costumamos ziguezaguear 

Quando não estamos juntos. 

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...