Limusines
Saltos para a água
Luas gigantes …
Amores que se confundem no lusco fusco
Leões que espreitam à beira da estrada
Prontos para nos devorar …
Sons que nos despertam para a realidade
Um país que se afunda à nossa frente
O que irá sobrar dele?
Coisa nenhuma ou um renovar
De líderes, soldados e afins.
Onde está as pedras douradas
Que nos lavam a alma e deixam
As famílias irem renovando as gerações
Porque nos roubam a fé na construção
De um Portugal minimamente suportável?
Porque descemos a escada aos tombos
Em vez de a subir? Trazendo o progresso
Para o centro das nossas almas e
Das nossas gentes …
O que fizemos para não merecer um país
Que nos ajuda a ter um vida minimamente
Digna? E ainda nos rouba o pouco que nós dá?
Quem diria que o futuro
Do nosso país teria um guião tão fraco.
Para onde vamos?
Rumo a um novo mundo
Onde jorra leite e mel ou ficamos
A ver os anos passarem,
E as nossas esperanças de ver os nossos sonhos
Concretizarem - se … rolarem pela estrada abaixo
E esfumarem - se levando consigo tudo
O que somos …
Cada um de nós terá de se reinventar
Fazer contas e se for o caso navegar …
Navegar é preciso ver …
Os nossos sonhos partirem para parte
Incerta cabisbaixos e chorosos não é preciso.
Por vezes temos que nos agigantar
Para não nos deixarmos derrotar
Mas para isso é preciso falarmos a uma só voz
E saber para onde vamos
E o que queremos.
Castelos,
Pontes levadiças …
Que só abrem com a força
De mil homens,
Queres subir lá em cima?
Sozinho não consegues …
Temos de seguir juntos.
De mão dada, abraçados o que tiver de ser será.
Ainda podemos desenhar um horizonte
Onde todos podemos ser felizes
Enquanto houver, chão, raça e vontade
Podemos sempre mudar tudo
Quando não pudermos recuar mais …
Talvez nesse dia voltaremos,
A ter um país que nos irá devolver a percepção
Que estamos todos a caminhar para a felicidade.
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