quarta-feira, 2 de julho de 2025

Luas gigantes

Limusines 

Saltos para a água 

Luas gigantes … 

Amores que se confundem no lusco fusco 

Leões que espreitam à beira da estrada 

Prontos para nos devorar …

Sons que nos despertam para a realidade 

Um país que se afunda à nossa frente 

O que irá sobrar dele?

Coisa nenhuma ou um renovar 

De líderes, soldados e afins. 

Onde está as pedras douradas 

Que nos lavam a alma e deixam 

As famílias irem renovando as gerações 

Porque nos roubam a fé na construção 

De um Portugal minimamente suportável?

Porque descemos a escada aos tombos 

Em vez de a subir? Trazendo o progresso 

Para o centro das nossas almas e

Das nossas gentes …

O que fizemos para não merecer um país 

Que nos ajuda a ter um vida minimamente 

Digna? E ainda nos rouba o pouco que nós dá?

Quem diria que o futuro 

Do nosso país teria um guião tão fraco.

Para onde vamos?

Rumo a um novo mundo 

Onde jorra leite e mel ou ficamos 

A ver os anos passarem,  

E as nossas esperanças de ver os nossos sonhos 

Concretizarem - se … rolarem pela estrada abaixo 

E esfumarem - se  levando consigo tudo

O que somos … 

Cada um de nós terá de se reinventar 

Fazer contas e se for o caso navegar … 

Navegar é preciso ver …

Os nossos sonhos partirem para parte

Incerta cabisbaixos e chorosos não é preciso.

Por vezes temos que nos agigantar 

Para não nos deixarmos derrotar 

Mas para isso é preciso falarmos a uma só voz 

E saber para onde vamos

E o que queremos.

Castelos,

Pontes levadiças …

Que só abrem com a força

De mil homens, 

Queres subir lá em cima?

Sozinho não consegues …

Temos de seguir juntos.

De mão dada, abraçados o que tiver de ser será.

Ainda podemos desenhar um horizonte 

Onde todos podemos ser felizes 

Enquanto houver, chão, raça e vontade

Podemos sempre mudar tudo 

Quando não pudermos recuar mais …

Talvez nesse dia voltaremos,

A ter um país que nos irá devolver a percepção 

Que estamos todos a caminhar para a felicidade.






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