sexta-feira, 23 de junho de 2023

Assim o fiz

Quis o destino

Assim o fiz ... calcorreei o espaço

Apanhei a boleia do tempo ...

Li os versos que outros escreveram

Sentei - me a tentar compreender a dialéctica 

Que de vez enquanto me envolve o cérebro,

E sentado no trono supremo dos sonhos 

Descobri sensações por mim nunca navegadas …

E num horizonte que muda constantemente 

E num chão escorregadio, nebuloso e enganador 

Salva - se neste mundo a beleza do campo, a Arte e o amor.

Vi rebanhos a subir o monte 

De mão estendida para mim 

Queriam levar - me 

Agradeci ...

Mas não fui com eles,

Aguentei firme esperando descobrir o meu vale 

Encantando, no meio das urzes, do arvoredo e dos canaviais 

Aquele que me faz feliz ...

E que para mim foi criado.

Quando o descobri 

Entrei nele e fiquei contente.

Foi difícil passei muitas noites a estudar    

E dias e dias a fazer testes 

Neste momento agradeço a todos os meus mestres

Se tenho alguma coisa é graças a eles...      

O futuro não o consigo ler 

Crio espectativas e depois 

O que for será ...

Mas o responsável por tudo o que me acontece

Tenho de admitir que é a minha pessoa

Nascido e criado na grande lisboa.

Que só de pensar nela sinto  - me lisonjeado 

Por ter nascido numa terra com tamanha história, fado e glória.

Vi isso tudo da janela dos meus pensamentos 

Porque nela já não vivo …

À algum tempo …

Se queremos que a nossa sorte mude

Temos de ser nós a faze - lo.

Admito que essa premissa é verdadeira 

Sentado na praia da areia fina 

Estendo o corpo no areal,

Oiço a música dos búzios

Que o mar profundo esconde

E que alegra o coração ao ouvir o som 

Da profundidade antiga …

Misturados com o conhecimento 

Que vou adquirindo no dia a dia.

Sorte daqueles que descobrindo - se depois de muito procurar, esgravatar, esquadrinhar  

Procuram nos dias a tranquilidade das noites   

E a sabedoria que existe nas entrelinhas 

Das coisas que nos vão acontecendo 

Misturadas com o que vamos lendo e vendo 

Por esse mundo fora ...     


Assim o fiz ...

 

 

  

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Ciclos

O tempo está presente no nosso quotidiano 

Não o sentimos mas está …

As ondas também tem o seu ritmo, o seu som 

Mas nem sempre as vemos … mas existem talvez sejam a respiração do mar quem sabe…

Numa mudança de ciclo para onde vamos?

Não sabemos à uma expectativa positiva 

Que vamos ficar melhores …

Que vamos esquecer as conquistas vás 

E acordar num mar de felicidade … onde o mar quebra 

E separa o Yen do Yan … 

O bem do mal …

O negativo do positivo.

Mas qual o nosso destino não sabemos 

Enquanto passeamos pela vida  temos de estar sempre

De mala na mão … nunca sabemos para onde vamos …

À determinados momentos insondáveis 

Que escondem qual a direção para onde 

O nosso futuro se dirige …

Apertamos os cintos e deixamos nos  ir 

Reconhecendo nas pequenas coisas 

Resquícios daquilo que somos …

Nas viagens que fazemos 

Reconhecemos sempre um deja vous 

Em qualquer parte mas o que vemos são 

As nossas vivências projetadas 

No tempo e no espaço …

Mesmo em locais onde nunca estivemos 

É o nosso poder da adaptação 

A querer deixar nos confortáveis 

Mesmo numa grande mudança à algo que nunca se altera 

O que somos … esse ser permanece sempre.


domingo, 11 de junho de 2023

Momentos

Olá a todos os leitores do meu blog, neste momento a minha atividade nesta plataforma, é nula como já devem ter percebido, porque a minha atividade profissional de docente neste momento é muito intensa e não tenho cabeça para escrever, para semana já vai haver novidades.

Um abraço a todos (as) 

Miguel Lopes 

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Gostava

Gostava de passear pelo meio da neve 
E sentir calor …
Gostava de passear pelo meio do deserto 
E sentir a neve no meu rosto …
Gostava de saltar a janela do parapeito 
Onde tu estás e falar contigo sobre as estrelas
O mar, e o amarelo verde do campo …
E de tentar perceber onde andam 
Os teus pensamentos
Para me moldar ao teu querer …
Enquanto escrevia poemas 
No meu jardim de nuvens.
Só para te ver sorrir …
De prazer …
Por enquanto um pequeno candelabro 
Não deixa os meus sonhos desprenderem - se 
De mim …
Lá fora o silêncio  
É tudo o que preciso 
Para acordar os meus sentidos 
Que se recusam a adormecer,
Enquanto não escrever na noite escura 
Palavras que a minha alma foi esculpindo 
Num dia intenso de trabalho, vozes, sons,
Palavras pensadas mas não ditas,
E silêncios … como se a alma precisasse 
De som para falar … 


sexta-feira, 12 de maio de 2023

Deambulações primaveris


Ne Jupiter quidem omnibus placet  


Sentado no velho monte observo - me 

A percorrer os meus caminhos 

 Para conseguir "agadanhar" os meus objetivos 

 Na vida nada é linear 

 E nada é simples de alcançar ...

 Por vezes é importante subir acima de nós

 E tentar perceber quem somos, para onde vamos

 E quem queremos ao nosso lado ...

 Se admiras uma pessoa pelas suas qualidades

 É respeito ... 

 Se sentes atração física por alguém 

 É desejo ...

 Se te apaixonas por uma pessoa sem saber porquê 

 É amor ...

 Não posso agradar a todos, ou como diziam 

 Os romanos "Ne jupiter quidem omnibus placet", 

 Mas tenho de gostar de mim

 Porque não se pode viver com alguém que não se goste.

 Nos somos os nossos pensamentos 

 Que se transformaram em ações, 

 E que depois deram lugar a hábitos 

 E pelo meio aparecerem alguns vícios

 Indispensáveis a quem quer preservar 

 A sua sanidade mental.  (desde que estes não nos destruam)

 O que haverá por cima dos nossos pensamentos?

 Na minha opinião 

 Depende da fase da vida onde estamos 

 Um adolescente vai estar por cima dos seus pensamentos 

 Quando for um adulto 

 Porque já tem mais conhecimento 

 Do que tinha ...

 E já aprendeu a comportar - se de uma melhor 

 Forma em sociedade e já sabe que os seus atos tem consequências. 

 Por essa razão a maturidade é que nos trás a sabedoria 

 Necessária para vencer na vida,

 E conseguimos assim ficar por cima dos nossos pensamentos 

 Em relação a uma fase da vida anterior à que tínhamos. 

 Para se perceber uma pessoa 

 Por vezes temos de nos colocarmos no lugar desse ser humano

 Perceber quais as suas vivências

 E qual a razão dos seus temores, revolta, desespero 

 De uma forma geral a agressividade revela medo, angústia

 Incerteza quanto ao futuro ...

 Mas não podemos esquecer que tudo se resolve

 Haja coragem, dinheiro e paciência ..

 A vida é simples o ser humano 

 É que é complicado.    

 

 No in solo panne vivit homo 

  

 O homem não vive só do pão 

 Que come.

 Precisa de alimento para a alma 

 Porque o homem não é só corpo 

 Também é mente ...

 Por essa razão à que alimentar os dois 

 Que no fundo são um só.

 Para se viver em equilíbrio,

 Só precisamos como diziam os gregos 

 De ter uma mente sã em corpo são.   

 Mas à uma terceira entidade 

 Que nos incutiram na alma 

 Que liga tudo e que vem da nossa infância

 E que liga perfeitamente as coisas se tivermos

 A sorte de descobrir num emaranhado de pessoas

 O nosso bem querer. 


 Amor vincit omnia      

  

 Queria agarrar o teu sorriso 

 E transforma - lo numa rosa

 E oferecer - te o que tenho de melhor 

 Para te conquistar. 

 Lado a lado ...

 Passávamos  por todos os contratempos 

 E encontroes que a vida nos dava 

 E num bater de asas 

 Alcançávamos um estado de felicidade 

 Que só os enamorados conseguem perceber 

 O mundo parava para nos ver ...

 Enquanto subíamos a montanha sagrada 

 Das nossas convicções, 

 Soltando os medos pelos nossos dedos

 Revelámos os nossos segredos 

 Que tinham ficado perdidos algures 

 Nos rochedos que habitam na nossa mente 

 E a nossa alma sorria de contente

 Porque o nosso adamastor 

 Ficou aquém das suas intenções 

 E colocando o seu bastão de lado 

 Num dia macilento e enevoado  

 Permitiu que passássemos sem macula,

 Talvez por estar já cansado,

 Por um caminho estreito que existe mas que nem todos encontram 

 Mas que permite a dois seres 

 Realizar os seus desejos e anseios

 Que aos poucos vamos

 Conseguindo decifrar.


 Sapientia et potentia 


  O conhecimento, a sabedoria 

  É o caminho para uma vida 

  Cheia de experiencias enriquecedoras  

  Colocar o pensamento em ação

  É a melhor recompensa que podemos

  Ter depois de alguns anos a aprender uma profissão

  Numa faculdade ou de uma forma autodidata 

  É  poder fazer o que gostamos 

  E devemos ... mas como dizem o americanos 

  " If you are not making money you are not making sense".

 Temos de prosperar e de nos adaptar ao mundo não é o mundo que tem de se adaptar a nós. 

  E por ai vamos como pássaros

  Na escuridão morosamente, lentamente, sem pressa ... 

  Procurando nos dias a calma e a serenidade das noites

  E o calor humano dos amantes.  

    

       

  

    




terça-feira, 2 de maio de 2023

Viagem dos sentidos

Beijei o teu ser 

Mesmo sem tu saberes 

A tua alma pareceu sorrir 

Mesmo que ao de leve.

E agora voaste para fora 

Do meu tempo …

Fico a ver o teu entusiasmo 

Enquanto recomeças longe de mim …

À coisas que ver não custa 

Mas os nossos desencontros 

Descem connosco ao poço das nossas lamentações.

Mesmo que não queiramos estão lá 

Descemos um pouco, sentimos um pouco 

Entristecemos um pouco …

Mas não nos podemos deixar enlouquecer pela loucura  

Dos sentidos … desde que percebamos qual o nosso valor … permanecemos no nosso posto …

Porque já é tarde para mudanças radicais 

O comboio já partiu a muito tempo não podemos sair 

Em locais que já não são os nossos …

Sentindo no rosto uma suave aragem 

Ficamos pois a admirar a nossa viajem …

Que aos nossos olhos é tudo e tem tudo 

O que precisamos para sermos felizes.


quinta-feira, 27 de abril de 2023

És

 És um criativo que de vez enquanto

 Se solta …

 Que se afasta durante algum tempo 

 Da sua missão …

 Mas depois volta para continuar a sua obra.

 O mínimo  que o destino cobra 

 Para se ser um criativo

 Um poeta lírico, épico ou mesmo um poeta filósofo 

 É ficar preso aos seus ditames.

 A cadência da poesia fica na nossa cabeça 

 Nos nossos nervos, ossos, células …

 E depois quem a tira de lá?

 Neste território quase hostil 

 Que é o mundo …

 À que sobreviver 

 É um dia de cada vez 

 Quando pensamos que temos tudo controlado 

 E deslizamos num mar de senhoras 

 Por entre a candura das águas 

 Das algas, e dos nossos sonhos 

 Lá aparece o elefante na sala …

 Depois do assombro de o vermos aparecer

 E de algum desconforto à que o dizer …

 Temos de o retirar gentilmente 

  Da nossa frente com a delicadeza cirúrgica 

  De quem sabe que todos os problemas 

  Tem solução … 

  O que temos de fazer para 

  Não adormecer o nosso âmago, a nossa vontade

  A nossa razon d’ étre …

  É definir objetivos 

  E depois  persegui-los sem fazer alarde 

  Dos mesmos …

  Para que tudo se alinhe 

  Em nosso benefício 

  As estrelas, os astros, o nosso destino …

  E quando as nuvens dispersarem 

  Vão dar lugar ao verdadeiro céu …

  As sombras darão lugar à luz 

  E todos os nossos receios, medos, tormentos já vencidos,

  Pela nossa determinação 

  Não serão mais que uma mera recordação 

  Que se desvanece ao longo do tempo perdendo - se 

  No labirinto dos nossos dias … noites …

  Tardes e manhãs …

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...