quinta-feira, 27 de abril de 2023

És

 És um criativo que de vez enquanto

 Se solta …

 Que se afasta durante algum tempo 

 Da sua missão …

 Mas depois volta para continuar a sua obra.

 O mínimo  que o destino cobra 

 Para se ser um criativo

 Um poeta lírico, épico ou mesmo um poeta filósofo 

 É ficar preso aos seus ditames.

 A cadência da poesia fica na nossa cabeça 

 Nos nossos nervos, ossos, células …

 E depois quem a tira de lá?

 Neste território quase hostil 

 Que é o mundo …

 À que sobreviver 

 É um dia de cada vez 

 Quando pensamos que temos tudo controlado 

 E deslizamos num mar de senhoras 

 Por entre a candura das águas 

 Das algas, e dos nossos sonhos 

 Lá aparece o elefante na sala …

 Depois do assombro de o vermos aparecer

 E de algum desconforto à que o dizer …

 Temos de o retirar gentilmente 

  Da nossa frente com a delicadeza cirúrgica 

  De quem sabe que todos os problemas 

  Tem solução … 

  O que temos de fazer para 

  Não adormecer o nosso âmago, a nossa vontade

  A nossa razon d’ étre …

  É definir objetivos 

  E depois  persegui-los sem fazer alarde 

  Dos mesmos …

  Para que tudo se alinhe 

  Em nosso benefício 

  As estrelas, os astros, o nosso destino …

  E quando as nuvens dispersarem 

  Vão dar lugar ao verdadeiro céu …

  As sombras darão lugar à luz 

  E todos os nossos receios, medos, tormentos já vencidos,

  Pela nossa determinação 

  Não serão mais que uma mera recordação 

  Que se desvanece ao longo do tempo perdendo - se 

  No labirinto dos nossos dias … noites …

  Tardes e manhãs …

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