sábado, 21 de maio de 2022
Cartas do café II
sexta-feira, 20 de maio de 2022
Cartas do café
quarta-feira, 18 de maio de 2022
Fabula da águia no quintal
Numa casa de caçadores num quintal uma enorme águia real tenta aquilo que parecia arrancar o chão
Estava a arriscar a sua vida exposta a vários perigos
Esgravata o chão aflita.
As suas enormes asas de um lado para o outro não passaram
Despercebidos aos vizinhos
O povo reuni - se o que se passava ali?
Os caçadores queriam abate - la, as mães opunham - se porque sabiam
Que a águia tinha um ninho fora da cidade com uma cria para alimentar
O povo no geral absteve - se ficaram as mães e os caçadores a discutirem entre eles
O comportamento do animal era estranho...parecia aflita de um lado para o outro a esgravatar o solo.
Chamaram o homem mais velho da cidade
Para que este dê - se a sua opinião.
O idoso apareceu andando muito devagar apoiado numa bengala.
Pediu uma cadeira...
Sentou - se em frente ao quintal e observou a águia.
Esteve ali a observar algum tempo o magnifico animal.
O velho sábio pôs de pé e dirigiu - se à multidão.
«Primeiro boa tarde a todos.»
«Boa tarde.» Respondeu o povo.
«A águia está um pouco magra, procura comida neste quintal.»
«O quê? O velhote não está bom.»
«Estou bom sim senhor e sei mais a dormir do que vocês acordado.»
«Hum será?» Exclamaram alguns.
«No quintal está um alçapão o que esconde o alçapão.»
«Bom debaixo do alçapão está uma arrecadação.»
«O que está na arrecadação?»
«Bom um fumeiro com os chouriços e uns presuntos e ...»
«A águia tem fome os caçadores mataram os coelhos quase todos e o animal não tem comida para dar à cria e está aflita a águia quer apenas comida para dar ao seu filhote.»
«Oh... vamos dar de comer à águia e tudo se vai resolver.»
«Isso não resolve a questão de fundo, também, se faz favor, vamos a respeitar a natureza senão qualquer dia já não temos mais animais para admirar e colocamos a vida da humanidade em risco. Exclamou o velhote.
«Sim vamos tentar.»
«Não é só tentar é respeitar a natureza a todo o custo.»
«Está bem!»
A águia foi alimentada e regressou ao seu ninho.
Por vezes comportamentos muito estranhos escondem verdadeiros atos de amor. Não julgues ninguém sem conhecer o que está por detrás de determinados comportamentos.
segunda-feira, 9 de maio de 2022
A árvore do mel
Existe uma árvore
Que jorra leite e mel
Aonde? Em Israel
Aonde o mar só deixa passar
Os puros de coração...
E o mal queixa - se de não conseguir entrar
Numa das doze portas da casa de Deus
Porque a casa do senhor tem doze portas.
Existe uma árvore
Que jorra leite e mel
Aonde? Em Israel
As tuas agruras o teu cansaço
Por acreditares em ti
Vai compensar teres entrado num mundo
Que só alguns conseguem compreender
Mas que muitos conseguem ler.
Existe uma árvore
Que jorra leite e mel
Aonde? Em Israel
Vês o verde do campo?
A cor das flores?
O céu azul depois da tormenta?
O sorriso de uma criança?...tudo tão doce tudo tão belo...
Mas para mim a melhor coisa
Que deveria nascer no coração dos homens
Que superava tudo…
Era se houvesse paz no mundo.
Um mundo só de coisas boas sem bombas, sem dor, sem lágrimas…
Existe uma árvore
Que jorra leite e mel
Aonde? Em Israel
Uma arvore modesta
Num chão encantado
Aonde todos os problemas
São transformados
Em pétalas de rosa
E voam para longe…longe de ti perto do teu coração.
sábado, 23 de abril de 2022
A fabula da fada do mel
Uma ave no poleiro
Um melro um macho de penas pretas
Bico amarelo, e peito grande.
Desceu do poleiro procurou
Comida na relva fresca logo pela madrugada
Na terra molhada procurou
E comeu minhocas e insetos, regressou ao poleiro
Observou o horizonte tão belo
As nuvens deixavam o Sol iluminar
O vale …era ali que resolveu erguer o seu castelo.
E por ali ficou…
Mas a pequena ave percebeu que lhe falava algo
Nas conversas que tinha tido com os seus pais
Antes de sair do ninho recordou os diálogos
Sobre a vida o conhecimento
A filosofia, não a de alcova
Mas da antiga de Sócrates e Sófocles.
E percebeu que lhe faltava alguma coisa…
Mas o quê? Depois percebeu,
Precisava de alimento para a alma
Ali naquela tarde calma
Decidiu procurar
O animal mais sábio do bosque… o Mocho
Queria pedir - lhe conselhos,
Quando tinha dúvidas pedia sempre ajuda
Aos mais velhos,
Para não repetir erros antigos, má fortuna ,
Equívocos dolorosos, sinas tristes mas evitais
Observou o céu à procura de aves de rapina
Suas inimigas, sim os inimigos espreitam
Qual rapaces...procurando falhas no comportamento
Para depois as soltar ao vento...como não viu nenhuma
Num bater de asas entrou
No bosque estava escuro, o vento empurrava - o para o poleiro não quis saber
E fintando as arvores o vento e alguns medos, viu lá em cima numa arvore num buraco um mocho
A espreitar, poisou num ramo a seu lado.
O símbolo da sabedoria olhava - o com os seus grandes olhos
«Olá» exclamou.
«Benvindo o que posso fazer por ti?»
«Sinto que me falta algo estou entediado»
«Vai passear pelo bosque»
«Pelo bosque? Tenho receio»
«Mas porquê?»
«E muito escuro o Açor pode estar por lá»
«Não está podes ir !»
«Preciso de alimento para a alma»
«Enfrenta os teus medos!»
«Não sei»
«Isso vai te libertar para um novo mundo»
«Aonde é esse mundo»
«Um mundo onde jorra leite e mel»
«Não conheço»
«Passas a conhecer e ficarás mais forte»
«Hum...»
«Liberta a tua voz interior»
«Para isso tenho de enfrentar os meu medos?»
«Sim e tens de acreditar em ti»
O melro olhou o bosque e pareceu - lhe tudo
Muito negro e muito escuro
Ficava sempre na orla do bosque
Para evitar os predadores
Mas se o açor não vivia ali decidiu
Que podia enfrentar os seus medos
«Está bem vou passear pelo bosque»
«Não tenhas medo e assim entrarás num mundo melhor»
«Está bem!»
O melro entrou no bosque saltitando de ramo em ramo
Um pouco nervoso a olhar para todos os lados
Quando sentiu confiança com um bater de asas forte e decidido voou
Pelo bosque admirando as enormes arvores a urze e as flores
Poisou num pequeno e enquanto alisava as penas reparou
Numa enorme ave que olhava para ele de olhos vermelhos e peito branco.
O melro deu um enorme grito e fugiu para a orla da floresta
Poisou ao lado do ramo onde estava o mocho.
«Mas disseste que não estava neste bosque mas está»
«Não está é tudo imaginação tua.»
«O quê??»
«Vai lá outra vez enfrenta o teu medo ficarás mais forte.»
O melro ficou um pouco aflito mas resolveu confiar no mocho
Entrou no bosque e poisou no ramo em frente à árvore onde tinha visto o açor.
Olhou fixamente para o ramos altos dessa árvore
E aos poucos foi reconhecendo os contornos do Açor.
«Mas ele está ali...está ali...»
«Espera!»
«Mas quem és tu»
«Uma fada a fada do mel»
«Mas és muito pequena»
«Sim e consigo voar.»
«Está ali um Açor e ...»
«Não não está olha para lá»
«O melro olhou para os ramos altos.»
«Ele estava ali...»
«Não era imaginação tua...sempre que precisares de mim chama - me.»
«Mas não sei o teu nome.»
«Sou a fada do mel...quando precisares de mim canta.»
«Mas não sei cantar.»
«Sabes e tens um canto muito bonito.»
«Tenta lá...»
O melro aos poucos foi tentando cantar e em em pouco tempo estava a entoar um belo canto.
«Oh não sabia que podia cantar tão bem»
«Por vezes conseguimos fazer coisas que não imaginávamos ser possível»
«Tens razão fada do mel!»
«Era o alimento para a alma que andava à procura obrigado!»
«De nada sempre que precisares de mim chama - me é só cantares que venho logo para ao pé de ti para te ajudar no que for preciso.»
«Obrigado fada.»
A fada do mel acenou com a cabeça e voou para dentro do bosque.
O melro saiu do bosque e regressou ao sitio onde estava que lhe permitia ver o vale.
E ao ouvir o canto dos outros pássaros percebeu que estava a chamar a fada do mel para esta os ajudar a enfrentar os seus medos.
sábado, 16 de abril de 2022
Pontes olímpicas
Os deuses escreveram
A tua historia embalaram - te nas suas roupas
Puseram - te no seu regaço,
E ensinaram-te a voar…
E tu hesitante e a medo
Pegaste nas tuas palavras
E escreveste a tua historia
No papel,…
Que é sempre pequeno
Para tanto que tens para contar.
Queres dar o salto do tigre
E agarrares algo original, intemporal, magnífico
Qual Corpus hermeticus?
Ou tão leve como a lírica camoniana
E no entanto tão musical é única?
A tua Taprobana ainda não está
No teu horizonte falta-te a sabedoria
Dos clássicos antigos,
Mas é difícil por pontes em precipícios
Colocar luzes na escuridão
Pintar de azul o céu cinzento
Colocar flores que peguem em terra ressequida
Por um navio que adorna
No rumo certo….
Mas fica a promessa de tentar
Construir um castelo de palavras com muralhas
Ponte levadiça, torres e tudo e tudo e tudo…
Mesmo no teu quintal
Onde pintas os teus sonhos com a cor do mar
O verde amarelo do campo
E com as memórias de uma juventude
Que queres retirar dos escombros do teu ser
Para que estas continuem a viver
O teu exército de palavras não te deixará cair.
Nem agora nem no futuro que há de vir.
segunda-feira, 11 de abril de 2022
Amarelo e verde
Onde o amarelo toca o verde
É onde gostaria de estar
Lá em cima o céu azul
A espreitar...as nuvens deslizam sobre o meu olhar...
Para onde vão...não sei
E tu a recitar os teus poemas
No teu quintal
A natureza em uníssono
Fez silêncio para te ouvir
Existe música nas tuas palavras
Os deuses pediram - me para esperar
O teu amor não foge disseram
E tu partiste...agora reclamo e eles riem - se...
Encontraste o amor,
Algures no tempo e espaço...
Fiquei a refletir,
Sobre o que aconteceu
Foram as linhas que o destino teceu
Dirão alguns,
Ou o tempo não espera por ninguém
Dirão outros...
O amor não aconteceu...
Arrumem - se os pensamentos
Toquem os tambores da alma
Relativize tudo o que deveria ser mas não foi
O coração reclama por outras vitórias
Os deuses enganam os homens
E riem - se...
Mas os homens também são deuses à sua maneira
Porque acreditam que podem mudar
O universo
E todas as leis,
Que o regem.
O que pesa nos ombros hoje... amanhã
É areia fina que o vento leva para longe.
P.S - Quando nasci não foi esta a carta de intenções que me entregaram era tudo muito mais fácil fui traído pelos acontecimentos
Tento
Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...
-
Quando te reconheceres em alguém Faz tudo ao teu alcance para alcançares O teu elo perdido … Sem risco não existe felicidade Para am...
-
A vida é como se fosse uma nuvem Que habita o céu ... Que se converte e desconverte Por vezes surgem imponentes negras como breú Outras d...
-
De todas as estações Prefiro o verão … Parece que ainda sinto O bailar das ondas No meu coração. E o céu azul lá em cima Que de tão bonito, ...