sábado, 21 de maio de 2022

Cartas do café II

 


21/05/2022

Escrevo num pequeno caderno A4
Uma caneta azul das mais baratas serve o meu propósito. 

O mundo roda e viaja pelo espaço
As pessoas vivem a sua vida 
Procuram o seus objetivos por todo o lado 
Quando o encontram viajam num mar de senhoras 
Porque já sabem controlar o dia a dia e não se deixam controlar pelo medo 
E pela angústia de não saberem quem são.

Entrou uma mulher e uma criança no café pediram um bolo ao balcão sentaram - se numa mesa ao pé da janela. A criança olha para todos os lados, a mãe olha para a criança embebecida. Ouvem - se as suas vozes, o filho ri e fala a progenitora sussurra. 

Os carros passam lá fora 
A azafama das pessoas em Lisboa é conhecida 
Por vezes é preciso dois três empregos 
Para vencer na vida.  

As ruas estão cheias de carros 
Às vezes é difícil arrumar 
O meu automóvel. 
Mas se os pensamentos tiverem arrumados
E tudo muito bem planeado chego a horas 
Porque todos têm pressa 
E o contrato foi assinado 
Algures no tempo e espaço.
E tenho de o cumprir 
Por essa razão tenho de ir...tempo é dinheiro. 
Saiu já ou tomo o pequeno almoço primeiro?
Depende do tempo que tenho disponível
Saiu já à que manter o nível...não me posso atrasar. 
E o meu trabalho ainda está longe...primeiro onde está o carro? Depois ruas, autoestrada 
Rotundas...onde está o lugar para estacionar?
O automóvel ficou longe do agrupamento agarro na mala fujo 
Mas não me vou embora...cheguei a tempo com os bofes de fora 
Deixo a respiração acalmar respiro fundo 
E digo olá mundo...o computador não quer funcionar? Ele não manda é um pouco demorado
Mas já lhe conheço as manhas e tudo se resolve 
As peças encaixam e o dia de trabalho vai passando sem grande sobressaltos
Mas com alguns altos e baixos próprios da azafama diária.
Mando alguns alunos para a rua preencho papeis.
Lá fora o céu está azul não à nuvens na abóboda celeste.
Faço planos para ir passear pelo pais fora Estoril, Costa da Caparica...ou mais longe
Mas depois quando regresso a casa devia sair no ramal para ir jantar num local abençoado cheio de Sol vou para casa extenuado à procura de um lugar para estacionar mesmo ao lado do meu quintal...    
Às vezes consigo outras vezes nem por isso e ainda tenho que ir às compras 
O jantar não se faz sozinho...ligo a televisão à guerra no norte do nosso descontentamento que acabe e que tudo não passe de um pesadelo que se extingue quando acordamos. 
Somos todo humanos ninguém é superior a ninguém temos boca e cérebro para celebrar compromissos e acordos a guerra devia ser proibida! E a vida protegida porque é sagrada e todos temos direito a esse milagre a que chamamos... felicidade.       

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