Os deuses escreveram
A tua historia embalaram - te nas suas roupas
Puseram - te no seu regaço,
E ensinaram-te a voar…
E tu hesitante e a medo
Pegaste nas tuas palavras
E escreveste a tua historia
No papel,…
Que é sempre pequeno
Para tanto que tens para contar.
Queres dar o salto do tigre
E agarrares algo original, intemporal, magnífico
Qual Corpus hermeticus?
Ou tão leve como a lírica camoniana
E no entanto tão musical é única?
A tua Taprobana ainda não está
No teu horizonte falta-te a sabedoria
Dos clássicos antigos,
Mas é difícil por pontes em precipícios
Colocar luzes na escuridão
Pintar de azul o céu cinzento
Colocar flores que peguem em terra ressequida
Por um navio que adorna
No rumo certo….
Mas fica a promessa de tentar
Construir um castelo de palavras com muralhas
Ponte levadiça, torres e tudo e tudo e tudo…
Mesmo no teu quintal
Onde pintas os teus sonhos com a cor do mar
O verde amarelo do campo
E com as memórias de uma juventude
Que queres retirar dos escombros do teu ser
Para que estas continuem a viver
O teu exército de palavras não te deixará cair.
Nem agora nem no futuro que há de vir.
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