sábado, 16 de abril de 2022

Pontes olímpicas

 Os deuses escreveram 

 A tua historia embalaram - te nas suas roupas 

 Puseram - te no seu regaço,

 E ensinaram-te a voar…

 E tu hesitante e a medo 

 Pegaste nas tuas palavras 

 E escreveste a tua historia 

 No papel,…

 Que é sempre pequeno 

 Para tanto que tens para contar.

 Queres dar o salto do tigre 

 E agarrares algo original, intemporal, magnífico 

 Qual Corpus hermeticus?

 Ou tão leve como a lírica camoniana 

 E no entanto tão musical é única?

 A tua Taprobana ainda não está 

 No teu horizonte falta-te a sabedoria 

 Dos  clássicos antigos,

 Mas é difícil por pontes em precipícios 

 Colocar luzes na escuridão 

 Pintar de  azul o céu cinzento

 Colocar flores que peguem em terra ressequida

 Por um navio que adorna  

 No rumo certo….

 Mas fica a promessa de tentar 

 Construir um castelo de palavras com muralhas 

 Ponte levadiça, torres e tudo e tudo e tudo…

 Mesmo no teu quintal 

 Onde pintas os teus sonhos com a cor do mar

 O verde amarelo do campo 

 E com as memórias de uma juventude 

 Que queres retirar dos escombros do teu ser 

 Para que estas continuem a viver

 O teu exército de palavras não te deixará cair.

 Nem agora nem no futuro que há de vir.

  

     

     

 

  

   


  


 

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