Ai se pudesse
Adivinhar o que te vai na alma
Subia para cima de uma nuvem
Num dia de céu azul e puxava - te ...
E tu não resistias ...
E no meio de uma floresta encantada à beira de um lago
Dançávamos uma valsa de Chopin ate de madrugada.
Nada nos abalava
Nem o custo de vida
Muito menos a renda avultada
Nem a gasolina cujo o preço
De vez enquanto dispara.
O teu sorriso alimentava - me
A tua juventude ...
Dava - me asas para sonhar
Porque a vida por vezes tanto poderá ser uma balada triste
Como uma música cheia de ritmo e de cor
A fazer lembrar um allegro de um concerto
Para piano de Wolfgang Amadeus Mozart.
Sim porque a vida não é só dor
De vez enquanto à dor na vida
O que é diferente ...
Fomos feitos para durar
Muito tempo ...
E se nos multiplicarmos
Nunca morremos
Haverá sempre algo de nós
Nas gerações futuras.
E a humanidade
Vai - se desenvolvendo
E o passarinho no ninho vai crescendo
E as penas vão nascendo
Nunca poderão ser maiores
Que o encantamento de estar vivo.
Um dia quer sair voando
Por cima do quebranto
E da melancolia
E daquela vozinha que dizia
Para estar quieto
Não! O palco é dele!
Mas não pode adejar antes do tempo
Porque para poder voar
Primeiro ...
É preciso saber
Onde vamos poisar.
Mas por outro lado
Não podemos ir sozinhos
O que seria de nós
Se estivéssemos
Sempre sós?
É para seguirmos juntos
Porque ninguém vence eremítico
E porque a vida é complicada
E todos precisamos de obstáculos
Para ultrapassar
Faz nos sentir vivos,
E de alguma maneira
É a nossa recompensa
Por não termos desistido
Da nossa pièce d´ résistance.
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