Desejo a todos os leitores deste blogue
Um Feliz Natal e Boas Festas.
Miguel Lopes
Rasgava a madrugada se pudesse
Para estar contigo ...
Navegava o oceano
Numa barcaça de antanho para te ouvir dizer o meu nome.
Gostava de ver - te florir no meu quintal
Enquanto regava a tua boca com beijos
Colhia poemas no meu jardim no meio das flores
E do arvoredo ... e satisfazia todos os teus desejos ...
Os mundos que nos separam estão prestes
A ruir ... quando ficarmos frente a frente
O teu sorriso apagará todas as minhas magoas
As tuas caricias levarão para longe
As montanhas que me esmagam ...
Um pássaro gigante de gelo e de fogo
Libertará as nossas almas …
Que correram livres para se amarem
Vencendo precipícios, ondas, marés e ventos fortes ...
O tempo dos amantes
Não é o tempo dos homens
É mais lento,
Porque é feito para durar.
O sonho dos pássaros
Era voar ...
E conseguiram,
O meu sonho é conquistar - te.
É mais fácil do que ganhar asas
E voar ... logo o que tiver de acontecer acontecerá …
O amor não é uma equação matemática com um resultado previsível …
Por alguma razão os cupidos estão sempre a rir - se.
No amor devemos perdoar
Quase tudo ...
Porque foi o amor que nos deu vida
Logo é superior a nós.
Na poesia vale tudo
O poema é o chocalhar da alma
Dizemos o que queremos
Mesmo o que não dizemos fica dito
Será que este consegue condensar tudo num só grito?
E tudo o resto é a repetição
Do que já foi escrito?
Só será assim se não tivemos o arrojo
De olhar por cima dos ombros dos gigantes
E continuar a subir a montanha azul diligentemente
Que se forma no inconsciente dos poetas
E nos desafia ...
A percorre - la com os olhos da mente.
O poema é fruto de uma liberdade exógena acorrentada a nossa alma
Que vem do interior ...
Mas não podemos esquecer
Que o que liga tudo é o amor ...
P. S - Quando o Walt Whitman
Libertou os versos
Aonde estavas?
No meio das estrelas …
Os poemas vieram ter comigo
E dançaram ao meu redor
Como pássaros de luz e de som
Som celestial …
Subi a montanha pelo lado norte
O tempo estava bom …
Lancei os búzios para ver se tinha sorte
Acredito que a ventura somos nós que a fazemos
Enquanto lutamos pelo que queremos.
Tento ler os meus pensamentos que se vão formando
No horizonte …
Podia fazê-lo em casa mas gosto de estar no monte
No meio das urzes, das flores e dos canaviais
Mesmo defronte do meu livre arbítrio …
Da janela vislumbro o meu equilíbrio mental
Que por vezes me pergunta
Por onde ando …
Em termos poéticos … tenho várias influências
Que passam imperceptíveis no meio rima e da métrica
mas estão lá …
Aprendi a achar - me na solidão
Só para depois me deixar surpreender
Pela multidão que habita dentro de mim
Ninguém é um só …
O vento uiva a chuva cai
Escrevo e seguro - me
Num fio muito fino …
Que teci para me equilibrar feito de poesia
E do rimar das coisas que aparecem e desaparecem
Mas sempre fica alguma coisa desta dicotomia.
Só não gosto de virar as pedras
À procura do que passou …
Quem deixa o cavalo sossegado
Não apanha coices.
Desço a montanha
Já cansado …
Olho ao meu redor utilizando os meus sentidos
Gosto de olhar a natureza nos olhos
Se tiver bem comigo próprio é música para os meus ouvidos.
Para desfrutar de algo
Temos de estar bem,
Ou mesmo aquilo de que gostamos
Se vira contra nós e mostra - nos os dentes e rosna
É um desassossego …
À que não nos deixar tentar quando sabemos que aquele caminho não é o nosso.
No teu mar
Escolhes os ventos, as marés
E as correntes …
Que queres enfrentar …
Coloca os teus pensamentos
Na sombra não deixes que o Sol os ilumine
Tão intensamente …
Dá descanso ao teu entendimento.
É preciso algum caos interior
Para se escrever algo concreto e diferente
E disciplina para não nos deixarmos
Vencer por ele.
Os antigos egípcios tinham muito receio do caos
Porque consideravam que era o contrário da ordem
A sobrevivência em comunidade dependia disso
Por essa razão as pessoas têm tanto receio de mudar receiam o caos total.
Os humanos preferem as coisas fáceis às difíceis
Mas para vencer na vida temos de vencer as dificuldades
O que dá dividendos não é fácil de conseguir
É mais fácil desistir … não o faças!
Quando conseguires algo que querias muito
E te esforçaste imenso para o conseguir
É a felicidade suprema …
Um despertar dos sentidos difícil de explicar
Quando realizamos um anseio
Por vezes nem sabemos se estamos a dormir
Ou acordados … é uma situação invulgar
Difícil de concretizar …
Existe uma grande diferença
Entre ser e não ser
Essa é a questão com a qual
Temos de lidar… para vencer na vida.
Mas não podemos ficar em cima do muro
Sem saber para onde vamos
Se aparecer alguma dificuldade temos de nos adaptar
Sem mudar a nossa essência.
E assim mantemos o barco
A flutuar … quando parecia que íamos ao fundo
Ainda existem muitas milhas por percorrer
Neste mar imprevisível e soturno …
P.S - we can’t smell the wood burning.
A anosa barcaça está pronta para partir
No meio de novos povos, ventos
E marés … algumas coisa boa …
À de florir …
A viagem segue com a costa
Mesmo ali ao lado
O alto mar … e as suas temerosas ondas
Vão ter de esperar um bocado
Assim é mais seguro.
Os pássaros passam por cima
Da barcaça aflitos ...
E enchem o espaço
Com os seus gritos ...
A anosa barcaça está pronta para partir
No meio de novos povos, ventos
E marés …alguma coisa boa …
À de florir.
O tempo está bom
O mar é de senhoras
Assim podemos ir a qualquer a parte
Desde que não nos falte
Empenho, engenho e Arte
O mar está cheio de vida da mais pequena
À maior …
Os golfinhos fazem companhia
À anosa barcaça nadando e pulando
Ao seu redor …
Mas o tempo muda
E tudo se esfuma
Se a rota escolhida
Não for a melhor e não convém errar
Quando só temos uma casca de nós
Para nos equilibrar…
Mas o longevo barco
Não quer saber …
Avança altaneiro
Pelo meio das ondas
Sem nada temer ...
A anosa barcaça está pronta para partir
No meio de novos povos, ventos
E marés … alguma coisa boa
À de florir …
Às vezes só me apetece
Ver as flores, as árvores, o céu azul
E o mar, ....
Contigo na lembrança ... enquanto
Percorro o teu rosto com o meu olhar.
As ondas rebentam lá em baixo
Será que o que nos ligava
Ficou em pedaços?
Nunca fizeste um esforço para me conhecer.
Mas a vida tem de continuar
Como as ondas do oceano todos
Precisamos de subir à superfície
Para respirar ... enquanto procuramos um regaço
Para descansar.
Tiro a minha Lira
Do bolso ...
E retiro delas algumas
Notas ... de desgosto ... por não
Te ter sabido conquistar...
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece
Sempre por entre as nuvens ...
Depois da tempestade
Vem a bonança …
E tudo parece encaixar
Na perfeição e os teus tormentos
Partiram para longe do teu coração.
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece sempre
Sempre por entre as chuvas ...
O teu cansaço
Deu lugar a forças
Que pensavas que já não tinhas
E aquilo que te consumia foi vencido
Por entre a azafama do dia a dia.
Enquanto subo a ladeira da vida invisível
Mas tangível para os meus sentidos
Olho para os meus sonhos
Só para ver se estes ainda lá estão …
Desafiam - me … querem mais mas por
Vezes só apetece contemplar os que já concretizei.
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece
Sempre por entre as nuvens ...
Se calhar a alma
Também precisa de respirar
Por vezes é preciso deixar as vontade e os alentos
Parados no tempo e espaço nem que seja por meio segundo.
Não penses tanto
No vento e na chuva
Que o Sol aparece
Sempre por entre as nuvens ...
Por entre as nuvens
Vislumbro o meu horizonte
Não sei se é real ou uma fantasia
Mas o que fica daquilo que sinto e vejo
Deixo registado na minha poesia …
Não penses tanto … no vento e na chuva
Que o Sol aparece sempre
Por entre as nuvens …
Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...