domingo, 25 de dezembro de 2022

domingo, 18 de dezembro de 2022

Montanha azul

Rasgava a madrugada se pudesse 

Para estar contigo ...

Navegava o oceano 

Numa barcaça de antanho para te ouvir dizer o meu nome.

 

Gostava de ver - te florir no meu quintal 

Enquanto regava a tua boca com beijos  

Colhia poemas no meu jardim no meio das flores

E do arvoredo ... e satisfazia todos os teus desejos ...


Os mundos que nos separam estão prestes 

A ruir ... quando ficarmos frente a frente 

O teu sorriso apagará todas as minhas magoas 

As tuas caricias levarão para longe 

As montanhas que me esmagam ...

 

Um pássaro gigante de gelo e de fogo 

Libertará as nossas almas …

Que correram livres para se amarem 

Vencendo precipícios, ondas, marés e ventos fortes ... 


O tempo dos amantes 

Não é o tempo dos homens 

É mais lento,

Porque é feito para durar.


O sonho dos pássaros

Era voar ...

E conseguiram, 

O meu sonho é conquistar - te.

É mais fácil do que ganhar asas 

E voar ... logo o que tiver de acontecer acontecerá …

O amor não é uma equação matemática com um resultado previsível …

Por alguma razão os cupidos estão sempre a rir - se.


No amor devemos perdoar 

Quase tudo ...

Porque foi o amor que nos deu vida 

Logo é superior a nós.


Na poesia vale tudo 

O poema é o chocalhar da alma  

Dizemos o que queremos 

Mesmo o que não dizemos fica dito 

Será que este consegue condensar tudo num só grito?

E tudo o resto é a repetição 

Do que já foi escrito?

Só será assim se não tivemos o arrojo

De olhar por cima dos ombros dos gigantes 

E continuar a subir a montanha azul diligentemente 

Que se forma no inconsciente dos poetas 

E nos desafia ...

A percorre - la com os olhos da mente.


O poema é fruto de uma liberdade exógena acorrentada a nossa alma 

Que vem do interior ...

Mas não podemos esquecer 

Que o que liga tudo é o amor ... 


P. S - Quando o Walt Whitman 

         Libertou os versos 

         Aonde estavas?

         No meio das estrelas …

         Os poemas vieram ter comigo 

         E dançaram ao meu redor 

         Como pássaros de luz e de som 

         Som celestial …

    


 

 


 







terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Deambulações poéticas

 Subi a montanha pelo lado norte 

 O tempo estava bom …

 Lancei os búzios para ver se tinha sorte 

 Acredito que a ventura somos nós que a fazemos 

 Enquanto lutamos pelo que queremos. 


 Tento ler os meus pensamentos que se vão formando 

 No horizonte …

 Podia fazê-lo em casa mas gosto de estar no monte

 No meio das urzes, das flores e dos canaviais 

 Mesmo defronte do meu livre arbítrio …

 

 Da janela vislumbro o meu equilíbrio mental 

 Que por vezes me pergunta 

 Por onde ando …

 Em termos poéticos … tenho várias influências 

 Que passam imperceptíveis no meio rima e da métrica 

 mas estão lá …


 Aprendi a achar - me na solidão

  Só para depois me deixar surpreender 

  Pela multidão que habita dentro de mim 

  Ninguém é um só …  

   

   O vento uiva a chuva cai 

   Escrevo e seguro - me 

   Num fio muito fino …

   Que teci para me equilibrar feito de poesia 

   E do rimar das coisas que aparecem e desaparecem 

   Mas sempre fica alguma coisa desta dicotomia.


    Só não gosto de virar as pedras 

    À procura do que passou …

    Quem deixa o cavalo sossegado 

    Não apanha coices. 


     Desço a montanha

     Já cansado …

     Olho ao meu redor utilizando os meus sentidos 

     Gosto de olhar a natureza nos olhos 

     Se tiver bem comigo próprio é música para os meus ouvidos.


      Para desfrutar de algo 

      Temos de estar bem,

      Ou mesmo aquilo de que gostamos 

      Se vira contra nós e mostra - nos os dentes e rosna 

      É um desassossego …

      À que não nos deixar tentar quando sabemos que aquele caminho não é o nosso. 


       No teu mar

       Escolhes os ventos, as marés

       E as correntes …

       Que queres enfrentar …


       

      


sábado, 10 de dezembro de 2022

Ser ou não ser

 Coloca os teus pensamentos

 Na sombra não deixes que o Sol os ilumine

 Tão intensamente …

 Dá descanso ao teu entendimento.

 

  É preciso algum caos interior 

  Para se escrever algo concreto e diferente 

  E disciplina para não nos deixarmos 

  Vencer por ele.

   

   Os antigos egípcios tinham muito receio do caos 

   Porque consideravam que era o contrário da ordem 

   A sobrevivência em comunidade dependia disso 

   Por essa razão as pessoas têm tanto receio de mudar receiam o caos total.

     

    Os humanos  preferem as coisas fáceis às difíceis 

    Mas para vencer na vida temos de vencer as dificuldades 

    O que dá dividendos não é fácil de conseguir

    É mais fácil desistir … não o faças!


     Quando conseguires algo que querias muito 

     E te esforçaste imenso para o conseguir 

     É a felicidade suprema …

     Um despertar dos sentidos difícil de explicar 


     Quando realizamos um anseio 

     Por vezes nem sabemos se estamos a dormir 

     Ou acordados … é uma situação invulgar 

     Difícil de concretizar … 


     Existe uma grande diferença

     Entre ser e não ser

     Essa é a questão com a qual 

     Temos de lidar… para vencer na vida.


     Mas não podemos ficar em cima do muro 

     Sem saber para onde vamos 

     Se aparecer alguma dificuldade  temos de nos adaptar

       Sem mudar a nossa essência.  


       E assim mantemos o barco 

       A flutuar … quando parecia que íamos ao fundo 

       Ainda existem muitas milhas por percorrer 

       Neste mar imprevisível e soturno …


        P.S - we can’t smell the wood burning.

      

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Anosa barcaça

 A anosa barcaça está pronta para partir

 No meio de novos povos, ventos 

 E marés … algumas coisa boa …

 À de florir …

  

 A viagem segue com a costa 

 Mesmo ali ao lado 

 O alto mar … e as suas temerosas ondas

 Vão ter de esperar um bocado 

 Assim é mais seguro.

      

  Os pássaros passam por cima 

  Da barcaça aflitos ...

  E enchem o espaço 

  Com os seus gritos ...   

   

  A anosa barcaça está pronta para partir 

  No meio de novos povos, ventos 

  E marés …alguma coisa boa …

  À de florir. 


  O tempo está bom 

  O mar é de senhoras 

  Assim podemos ir a qualquer a parte 

  Desde que não nos falte 

  Empenho, engenho e Arte

      

  O mar está cheio de vida da mais pequena 

  À maior …

  Os golfinhos fazem companhia 

  À anosa barcaça nadando e pulando 

  Ao seu redor …

     

  Mas o tempo muda 

  E tudo se esfuma 

  Se a rota escolhida 

  Não for a melhor e não convém errar       

  Quando só temos uma casca de nós

  Para nos equilibrar…

      

   Mas o longevo barco 

   Não quer saber …

   Avança altaneiro

   Pelo meio das ondas  

   Sem nada temer ...

        

   A anosa barcaça está pronta para partir 

   No meio de novos povos, ventos 

   E marés … alguma coisa boa 

   À de florir …

   

sábado, 26 de novembro de 2022

A insustentável leveza do amor


Às vezes só me apetece 

Ver as flores, as árvores, o céu azul

E o mar, .... 

Contigo na lembrança ... enquanto

Percorro o teu rosto com o meu olhar.  


As ondas rebentam lá em baixo

Será que o que nos ligava 

Ficou em pedaços? 

Nunca fizeste um esforço para me conhecer.


Mas a vida tem de continuar 

Como as ondas do oceano  todos 

Precisamos de subir à superfície 

Para respirar ... enquanto procuramos um regaço 

Para descansar.

 

Tiro a minha Lira 

Do bolso ...

E retiro delas algumas 

Notas ... de desgosto ... por não 

Te ter sabido conquistar...


quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Não penses tanto

 Não penses tanto 

 No vento e na chuva 

 Que o Sol aparece 

 Sempre por entre as nuvens ...

   

  Depois da tempestade 

  Vem a bonança …

  E tudo parece encaixar 

  Na perfeição e os teus tormentos 

  Partiram para longe do teu coração.    

  

  Não penses tanto 

  No vento e na chuva

  Que o Sol aparece sempre 

  Sempre por entre as chuvas ...     

 

  O teu cansaço 

  Deu lugar a forças 

  Que pensavas que já não tinhas 

  E aquilo que te consumia foi vencido  

  Por entre a azafama do dia a dia.  

      

  Enquanto subo a ladeira da vida invisível 

  Mas tangível para os meus sentidos 

  Olho para os meus sonhos 

  Só para ver se estes ainda lá estão …

  Desafiam - me … querem mais mas por

  Vezes só apetece contemplar os que já concretizei.

        

  Não penses tanto 

  No vento e na chuva

  Que o Sol aparece 

  Sempre por entre as nuvens ...

 

   Se calhar a alma  

   Também precisa de respirar    

   Por vezes é preciso deixar as vontade e os alentos      

   Parados no tempo e espaço nem que seja por meio segundo. 

  

   Não penses tanto 

   No vento e na chuva

   Que o Sol aparece 

   Sempre por entre as nuvens ... 

  

    Por entre as nuvens 

    Vislumbro o  meu horizonte 

    Não sei se é real ou uma fantasia 

    Mas o que fica daquilo que sinto e vejo 

    Deixo registado na minha poesia …

    Não penses tanto … no vento e na chuva 

    Que o Sol aparece sempre 

    Por entre as nuvens …

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...