quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Safiricun

Safiricun 


Quando as águas se abriram 

Para que o profeta se pudesse salvar

O mundo olhou incrédulo 

E o bem venceu…

O homem saiu do chão

As árvores desceram das nuvens,

E povoaram a terra.

O pecado nasceu 

Num dia de lua nova

Entre promessas 

Futuras e de antanho.

O olhar verde da cobra 

Deixou um fruto 

No beiral da porta...

Quem comeu gostou.

O safiricun sobrevoou

O vento colocou - se 

No sotavento esperou 

Pelos pescoços que passavam entre as árvores

E deixou a sua marca.

O desejo misturou - se com o sangue

E nunca mais o largou 

Nem as vagas mais altas 

Cheias de espuma e energia 

Conseguiram impedir

O amor de florir…

Mesmo naquelas terras onde já ninguém esperava nada 

Uma criança nasceu...

Sorriu e pediu que a deixassem sonhar. 


P.S - Safiricun é uma entidade cuja natureza não se consegue definir é uma palavra inventada. 


Rebelde

Rebelde 


Andavas só no meio do mar 

E do vento …

No convés de um barco 

Que queria evitar que um qualquer farol

Te trouxesse para terra.


Das tuas causas foste o primeiro 

A soltar as amarras ...

E dizer que querias ser um 

Rebelde de ti próprio.


Só por falares grandes vagas soltaram - se 

Do oceano para te provocar 

Para fazer chacota

Do teu pensar do teu querer.


Sem refletir saltas - te para o desconhecido 

Os seus enormes dentes 

Que devoram mesmo os mais fortes não te 

Amedrontaram…


As pessoas aproximaram - se 

Para ver o que era...vestiste 

As tuas roupas novas 

E sorriste…


O teu exercito de vinte e duas letras 

Agarrou no teu braço

Sentiste o teu corpo a esvoaçar no espaço 

As pessoas olharam para o que escreveste …


Pensaste que …


Se te chamassem nomes… resolvias 

Se não te quisessem sobrevivias 

Se não te entendessem… não morrias 

Se te ignorassem… voltavas noutro dia…


Uma pessoa relatou 

Que te viu andando atarefado com uns papeis na mão

O vento só deixava ouvir as tuas

Palavras entrecortadas… acharam estranho estares a sorrir…


Articulon

Articulon 

Queres colocar travões no infinito 
Para  teres uma alma nova, 
Colocar as mãos nas galáxias 
E impedir o universo de se expandir. 
Num tom aflito 
Mas impetuoso pretendes acabar com todas 
As guerras com um só grito…
Queres navegar num mar de senhoras 
Num meio de uma tempestade…
Que arranca as pedras do seu sono 
E permite as árvores começaram a andar.
Pretendes vencer batalhas 
E queres que te devolvam as medalhas 
Em guerras onde não 
Participaste…
Queres entrar numa nave espacial 
Mexer em todos os botões 
Navegar pelo espaço sem nunca 
Teres saído do lugar.  
Escrever o que não foi escrito e qual maestro
Pintar, palavras,  num oceano gigante de emoções
Só com um gesto... sem arriscar mudar a cor do céu?
Mas isso é articulon... 

P.S - Articulon é  uma palavra que inventei e significa uma fantasia impossível ou quase impossível.
É poesia experimental na criatividade não se deve colocar grilhões temos de procurar novas possibilidades claro que podemos ser criticados, mas por vezes apetece - me explorar novos caminhos poéticos, de outra forma não evoluímos mas devemos, por outro lado,  dar pistas aos leitores quando a nosso poema é muito diferente do habitual, por exemplo, se não tivesse explicado o que significa Articulon as pessoas não percebiam o poema. Mas com o risco de me contradizer não se deve explicar o poema todo, porque existe uma coisa conhecida por micro história que é a possibilidade de qualquer obra de Arte ao longo do tempo gerar novos públicos novas interpretações logo o poeta apenas deve dar algumas pistas quando de outra forma era impossível para os leitores perceberam o poema mas não deve dar a explicação toda, devemos dar espaço a cada pessoa que lê o que escrevemos de descobrir as suas vivências naquilo que o poeta escreveu.  E gerar a sua exclusiva interpretação daquilo que leu.  


 


Quero


Quero


Quero misturar – me com o teu azul

Enquanto sou escarlate 

E transformar o nosso mundo 

Em amarelo imperial.

Quero subir à superfície contigo

E respirar oxigénio puro 

Pela boca da mente 

Numa só golfada...

Quero conquistar 

Todos os sois do universo 

Num só impulso criativo…

Cheio de glamour, cor e sapiência. 

E usar os infravermelhos de uma nave alienígena 

Para ver mais longe 

Enquanto seguro 

O teu corpo contra meu…

Vou procurar – me no teu ser…

Misturar chocolate com baunilha 

E adormecer…

Passaram por mim duas sombras 

Não eram as nossas 

Eram uivos de lobo 

Que desapareceram 

Ao raiar do dia. 


sexta-feira, 29 de julho de 2022

Férias

Olá caros leitores (as) do blogue Miguel Lopes prosa e poesia neste momento vou de férias durante duas semanas, agradeço desde já a vosso interesse em ler aquilo que vou escrevendo, daqui a alguns dias estarei de regresso obrigado a todos,

Beijos e abraços

Miguel Lopes

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Um dia especial

       

Um dia especial 


Personagens: Hugo, Mestre Pereira, Martins, Lourenço  


Numa manhã solarenga três amigos encontram – se 

Numa vila pesqueira para um dia de pesca no mar alto. 

Reúnem - se num pequeno bar 

Para prepararem a pescaria.  


«Trouxeram o material todo»

«Claro ò Martins estás a gozar?»

«Já não vínhamos aqui à quanto tempo»

«Não sei Lourenço para ai à vinte anos.»

Naquela vila o casario era na sua maior parte constituído por casas de madeira e só tinham um andar onde vivam algumas pessoas sobretudo idosos.

«Oh Martins já reparaste?»

«Em quê Lourenço?»

«Dantes,... no antigamente quando começamos a vir para aqui à vinte anos.»

«O que é que tem?»

«Quantos bares é que havia aqui? 

«Seis, sete .»

«E depois?»

«Agora só à um… oh pá é estranho não achas?»

«Pois já tinha reparado os mais novos vão se embora ficam os mais velhos que vão se reformando e os bares fecham... é a vida.»

«Parece que dantes havia aqui mais pessoas…»

«É como te digo aos mais novos vão se embora emigram o que é que queres fazer?»

«Pois enfim… mas onde é que está o homem?»

«Mas qual homem?»

«O Pereira pá...»

«Lá começa o Hugo e as suas pressas tem calma…»

«Não é isso temos que ir para o barco ou não?»    

«Temos vou telefonar ao Pereira ao Mestre Pereira é este o posto dele.»

«Ainda nos consegue levar ao sitio para pescarmos.»

«Consegue claro que consegue.»

«Telefona lá!»


O Lourenço agarrou no seu smartphone topo de gama foi aos contatos e  fez a chamada.


«Olá Mestre Pereira está tudo bem? Já aqui estamos prontos para a  pescaria. Estamos no bar na vila a beber um copo, diga - nos o nome do barco e nós vamos buscar as canas de pesca e os carretos e vamos ai ter consigo,... o Rei dos mares? Está bem dentro de meia hora estamos ai no cais.»

«Então podemos ir buscar o material e depois seguimos para o cais.»

«Qual é o nome do barco?»

«O Rei dos mares.»

«Grande nome vamos?»

«Vou beber mais uma?»

«A esta hora?»

«Sabes que bem que num barco devemos evitar os três F.»

«Fome, fadiga, frio… queres ensinar a missa ao padre queres ver.»   

«Tem calma com isso tu andas a beber muito.»

«É impressão tua.»

«Depois do divórcio ficaste diferente.»

«Não me falas nisso...»

«Está bem pronto.»

Os três amigos beberam mais uma cerveja e depois foram para os carros buscar o material para poderem pescar no mar alto. Dirigiram - se para  a marina e entraram no Porto e lá avistaram o "O Rei do mares".  Era um barco de pesca dos anos noventa, de 9 metros, motor Renault de 220 cavalos, cor banca com riscas azuis e registado para atividade marítima e turística. 

«Oh pá tem um aspeto antigo.»

«Calma Martins é uma maquina do caraças.»

«Deve ser deve...mas isto é seguro oh  Lourenço vamos para o mar alto.»

«É seguro estou - te dizer.»

«Está ali o  Pereira.»  

O Mestre Pereira era um homem de setenta anos, estatura mediana, cabelo grisalho curto, usava óculos de ver ao perto. Era mais de observar do que falar mas quando falava era assertivo. 

O Lourenço fez sinal se podiam subir a bordo.

O velho lobo do mar  abanou a cabeça que sim. 

Os três homens subiram a bordo

«Olá como estão sou o Pereira.»

«Olá Lourenço.»

«Hugo.»

«Martins.»

«Bem vindos estão preparados para a pescaria?»

«Sim estamos.»

«Sim.»

«O preço é aquele que combinamos?.»

«Sim claro.»

«Sempre quem ir ao tal banco onde costumavam pescar?»

«Sim são aquelas coordenadas que lhe enviei por email.»

«Ai à pouco peixe.»

«É um sitio especial para nós. »

«Vocês é que sabem.»

«Bom então vamos zarpar.»

«Vamos a isso.»

«Vamos...»

«Embora...»


O velho lobo do mar deu à chave e ouviu - se os motores a rugir e as hélices a girar.  O barco rodou para estibordo em direção ao mar. O navio navegava a uma velocidade de 4 nós deslizando suavemente de um lado para o outro. Durante duas horas aquilo que os três amigos viram foi algumas gaivotas, um bando de golfinhos roazes, a nadarem e a saltarem na proa do velho barco como se tivessem a competir com ele. Ao longe também viram um tubarão martelo reconheceram - o pela sua enorme e fina barbatana dorsal.

Entretanto o comandante parou os motores e lançou a ancora,  pelo rádio informou as autoridades da sua posição.


«Estamos no banco…» gritou.

«Ó pessoal chegamos vamos a isto.»

Os três foram buscar o equipamento, montaram as canas e os carretos e lançaram o isco ao mar.

«Podemos muito bem pescar um dourado, um atum, um badejo ou um merlim azul.»

«Um  merlim azul é que era.»

«Nunca se sabe Hugo é tudo uma questão de sorte.»

«Já tivemos quase a pescar um merlim azul  mas o desgraçado tanto saltou que a linha partiu - se...foi o Martins que o fisgou.»

«Lembro - me disso mas o fisgar não é tudo é preciso coloca - lo dentro do barco isso é que é importante.»

«Estão a falar de mim.»

«Estamos a conversar daquele merlim que deixaste fugir.»

«Não tinha o equipamento correto e tu sabes bem disso e a linha escolhida também não era a melhor.»

«Quando o bailarino não sabe dançar diz que o chão está torto…»

«Tu não sabes o que dizes!»

«Parem lá com isso olha o homem… não pescamos o merlim mas pescamos outros.»

Os três pescadores cada um com o seu boné na cabeça esperaram, esperaram e esperaram que algum peixe mordesse o isco. O barco abanava de um lado para o outro com a ondulação  que batia no navio, alguma da água entrava no barco mas era escoada pela bomba do porão. No horizonte só se via a  água do mar e o céu azul, uma acessional ave passava por cima da embarcação. Entretanto o calor foi aumentando chegando aos 43.º graus. 

«Oh pá ò Hugo já viste o calor que está? Passam só  alguns minutos do meio dia e é um calor que não se pode.

«Pois está!»

«É as alterações climáticas…»

«Acreditas nisso Martins.»

«Acredito Hugo claro que sim!»

«Isso é tanga.»

«O Hugo tem juízo está mais do que provado.»

«Não acredito!»

«Está bem tens a tua opinião mas para mim as alterações climáticas é um fenómeno verdadeiro e tem de ser resolvido. Já viste o calor que está!»

«Já vi já mas…é o tempo dele.»

«Ó pá tem juízo está mais do que provado temos de salvar o mundo para o nosso bem e das futuras gerações.»

«É verdade Hugo o mundo está a aquecer está provado, negar isso é a pior coisa que podemos fazer, temos é que o resolver.»

«Desculpa Lourenço mas sou cético a esse respeito não acredito.»

«Pronto está bem é a tua opinião.»

Os três homens continuaram a sua faina o tempo passava e nenhum peixe mordia, começaram a ficar fartos daquela pescaria.

«Cheguem aqui.»

Os três homens homens dirigiram - se para a proa. 

«Diz lá Hugo…»

«Mas o que é isto? Nenhum peixe pica não percebo… dantes era peixe por todo o lado e agora nada...será que estamos no sitio certo?»

«Sim já confirmei no GPS do smartphone as coordenadas são estas.»

«Então oh Lourenço onde é está o peixe?»

«Oh pá ò Hugo alterações climáticas já ouviste falar?»

«Mas o que é que isso tem haver?»

«Não sei explicar mas está relacionado.»

«Perguntamos ao Pereira talvez ele saiba.»

«Está bem Martins vamos perguntar.»


Os três dirigiram - se à cabine do barco onde estava o Mestre Pereira sentado a ler um livro e perguntaram - lhe o que se passava com o peixe este levantou - se e poisou o livro numa mesa.


«Meus caros amigos neste banco não existe muito peixe por causa das alterações climáticas que aqueceram a água, grande parte dos peixes não suporta esta tipo de temperaturas e foi para outras paragens, por outro lado, temos também a questão da sobrepesca em que as pessoas pescam todo o pescado que lhe passam pela frente pequenos, grandes e o pescado não consegue recuperar e vai - se extinguindo, e cada vez à menos peixe e isto que neste momento vai acontecendo um pouco por todo o lado, um pouco por todo o mundo.»

Os três amigos voltaram para as canas de pesca, pensando que a pescaria não lhe ia trazer grandes proveitos, e assim aconteceu nenhum peixe picou deixando os companheiros de pescaria desconsolados  e já quase ao por do Sol o barco regressou ao porto, com os três amigos estupefatos mas também preocupados nunca tinham visto uma coisa assim nenhum peixe mordeu o anzol era algo inaudito. Pagaram ao comandante do navio e  despediram - se deste. Carregaram o equipamento de regresso aos carros. 

«Então Hugo já acreditas nas alterações climáticas?»

«Sim Lourenço não sabia que esta questão era assim tão grave fiquei esclarecido e estupefato temos de resolver isto.»

«É realmente uma coisa tremenda não podemos viver sem peixe a humanidade tem de se unir para resolver isto e rápido»

«Tens toda a razão Martins nunca pensei que não conseguíssemos pescar nada, é mau muito mau mas penso porque sou um otimista que tudo isto se vai resolver.»

«Que Deus te oiça Lourenço que Deus te oiça.»

Os três amigos entraram nos carros e voltaram para a sua vida citadina. 



  





domingo, 24 de julho de 2022

A quinta essência poética


A quinta essência poética 


                                                                I

No mundo existem quatro elementos na natureza  

A água, o ar, a terra, e o fogo. 

Muitos sonham em adivinhar qual será a quinta essência  

Considero que sei qual é esse elemento. 

 

A quinta essência é a felicidade  

Mas como fazer para a alcançar? 

                                                            II

Sou fiel a mim  

Quero plantar só flores  

Que colhi no meu jardim  

Passar ao lado da sapiência fácil  

E do conteúdo já muito lido  

Publicado, revisitado 

E quando alcançar esse patamar superior  

A escuridão torna – se luz 

Os segredos revelam – se  

O vento diz ao que vem  

Em vez de sussurrar e uivar 

Fala e não cala a sua antiguidade ancestral 

E conta histórias que só ele sabe  

Que só ele viu... 

E tudo encaixa e ficamos a saber muitos fatos sobre a humanidade  

Tudo aquilo que é incompreensível torna – se    

Compreensível... 

Quando acedemos à quinta essência  

Temos que perdoar a quem nos fez mal... 

Porque percebemos melhor  

O sentimento dessas pessoas quem ainda estão presas num patamar inferior  

Estão confusas e isso dói.  

Porque não percebem qual o seu lugar no mundo   

E não acreditam em si próprios  

E o que tem de fazer para melhorar  

E isso, por vezes, é duro e perturba  

O ser no fundo do seu amago   

Dai a sua agressividade...o seu desespero 

A sua critica fácil e dura ao trabalho dos outros.   

Quem acede à quinta essência 

Fica “zen” com o mundo. 

O universo revela – se em toda a sua pureza 

A natureza abre os braços para acolher essa pessoa. 

O mar abre um longo caminho  

Por onde passamos…  

E somos transportados por uma suave brisa matinal… 

No nosso trono de algas e de flores  

O barulho do oceano torna – se música celestial e tudo é diferente e tudo é novo.  


                                                                     III

 

Oh e o amor quando não é correspondido? 

Sim porque o outro é só rosas (o correspondido) 

Bom todos os jardins por mais belos que sejam têm sombras de mel  

E de dor…  

Quando não te querem  

É respeitar a vontade dos outros  

E navegar …para outras paragens sentimentais  

sempre portos de abrigo  

Onde a nossa alma pode descansar e recuperar do desencanto… 

Mas nunca desistas e nunca te deixes vencer… 

Porque… 

O amor é a nossa baleia branca. 

Que todos queremos e devemos alcançar sem aprisionar, 

Contemplar sem hostilizar, 

Deixa-la percorrer o oceano desconhecido 

Mas sentido…  

E a seu lado… 

Navegar… 

 

                                                                 IV


Não havia guerras se as pessoas percebessem 

Que os recursos do planeta são finitos  

Que ainda existem muitas doenças sem cura  

Que o planeta está a aquecer 

Que existem crianças com fome… 

E que um pouco por todo o lado 

A miséria grassa, 

E não deixa essas pessoas realizarem os seus sonhos 

E que a natureza está a desaparecer… 

Os animais estão se a extinguir  

Unidos...toda a humanidade unida  

E isto tudo ainda se pode resolver… 

Para contentamento nosso e das futuras gerações.  

Mas por enquanto não vejo  

Nada disso a acontecer (aqui e ali sim) 

Por outro lado, não me sinto superior  

A ninguém...sou apenas um poeta  

A surfar nas ondas  

Do seu pensamento.  

 

                                                                         V


A quinta essência  

É qualquer coisa...   

Que está no ar.…e não poisa  

Está no mindset das pessoas muda o teu mindset 

A tua maneira de ver o mundo e sê feliz.    

 

P.S - Um dia as pessoas vão todas perceber que quem não estiver “zen” com o mundo não vai conseguir alcançar a felicidade, porque a vida está cada vez mais complexa e difícil por essa razão é tão importante fazer aquilo que gostamos quer a nível profissional ou pessoal.    

 

Estar Zen com o mundo é respeitar a natureza e protege–la, perdoar a quem nos fez mal e compreender que a nossa liberdade termina quando começa a liberdade dos outros, em suma, não podemos submeter os outros à nossa vontade. Por outro lado, é importante fazermos aquilo que gostamos, porque se a nossa vida pessoal não estiver bem, o nosso emprego é um refúgio, se a nossa vida pessoal não está bem e não gostamos do nosso emprego a nossa vida é um pesadelo. Somos nos que construímos a nossa história e escolhemos o nosso caminho, existe o das rosas e a dos espinhos, que bom que é escolher o das rosas, posso não ter o trabalho mais bem pago, mas é onde me sinto feliz e não à dinheiro que pague isso.    

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...