segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Janelas poéticas

Criaste janelas
Aonde havia muros
Para poderes ver
O teu horizonte tão belo
Mas tão longínquo.
É algo novo
Tens dificuldade
Em o reconhecer
Quando isso acontecer
Inventa... não ponhas grilhetas
Nos teus pensamentos.
É preciso ter fé
Quando se vive num mundo
Tão imprevisível como o das letras
Sempre em mudança
Quem não acredita em si
Nunca transformará
Os seus sonhos em matéria.
Nunca terá
A glória de acontecer
Nunca saberá o que é vencer à la longue...
Puseste asas nos teus pensamentos
Eles agora voam por cima de ti
No meio do céu azul
Entre rios de nuvens
E ventos alísíos
Os seus olhos de águia
Procuram  reconhecimento
Uma espessei de cimento
Que os torne aceites.
O poeta fica a vê - los
E deseja - lhes boa sorte
Qual caravelas querem descobrir.
No meio de correntes e ventos contrários
E enormes vagalhões de espuma e água azulada
Novos públicos, novas gentes,
Novas terras para assentar arraiais.
A sua juventude
É desconcertante.
Os seus cabelos coloridos ao vento
As suas calças  rasgadas
A sua mente sempre de novas experiências
Carente...
É prova disso. 
Trazem a vontade
Das novas gerações
Acreditam na mudança
Querem deitar fora
As velhas formulas
Mas a sapiência livresca...velha
Aliada da cultura querem conservar
Para poderem subir nos ombros de gigantes
Qual montanha de Atlas,...
E verem
Numa pequena nesga de um muro
Muito espesso
O que está por fazer
Por dizer e por escrever.


P.S -  São pássaros coloridos e hipnóticos de vontade imensa
         Querem cravar as suas garras invisíveis
         Na tua alma e deixar a sua marca indelével.
                                                                                               

P.P.S. - Quero transformar sonhos em matéria e colocar janelas em muros para ver mais longe com os olhos da alma.

                                                                                                           
                                                                                                         Monsieur Bon Aire






   

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Puzzle poético

Quando passares
Por mim  tenta vislumbrar
O meu querer e a minha vontade
Em colocar as palavras
No papel.
Juntando no espaço - tempo... experiência de vida
Leituras diversas, alguma sapiência  e frases dispersas
No mesmo rectângulo branco
Em gestos desordenados
E apaixonados
A lembrar os condenados que lamentam
A sua sorte mas que sabem
Que têm que passar por "estes" tormentos
Para ficarem mais fortes.
Por vezes a rimar
Outras vezes a soltarem - se da rima
E muitas vezes a tentar  fugir
Por mim acima.
As palavras moldam - se à minha vontade
Porque sou um poeta lesto
E meto - as no cabresto
Dão alguma luta
Mas acabam por se entregar
E assim vou construindo um puzzle poético
Antes de ser invadido
Pela embriagues suave  dos sentidos não de vinho
Mas de palavras...
A estrutura do poema vai aparecendo
E o seu significado vou lendo
Só tenho de o descobrir
Entre a matéria e o sonho
E assim vão caindo muros
E abrindo - se janelas
No meu horizonte poético
Só o podes ver
Se me conseguires ler com os olhos da tua alma
Quando tiveres sintonizado (a) com a poesia
Porque de o outra maneira não vale a pena
Porque os significados perdem - se
E a música esgota - se e não a vais conseguir ler - me nem  ouvir - me.



P.S -  A poesia nasce sozinha pela mão do seu criador mas precisa de público
         para poder sobreviver.



                                                                                                 Monsieur  Bon Aire





domingo, 15 de dezembro de 2019

Write that down

Write that down
Write that down on paper...
Say everything that is stuck
In your throat
Hidden deep inside your heart
Lost in your brain
But it gives no rest to your soul
You have to leave the past on paper
To be free to love and live your
Life and be happy.
If you do that
You will sleep in a river of clouths
In a deep blue sky remebering
When everything was shining wall
Around you
For a short period
In your childhood...
Maybe you can find
That peace and that shine again
Write that down,
Write that down on  paper...


                                                                                                       
                                                                                                    Monsieur Bon Aire

P.S - Monsieur Bon Aire a étudié en Angleterre et écrit parfois en anglais.


sábado, 7 de dezembro de 2019

Believe

If you don´t believe in you
You will always fail miserably
You´l never know who you are
Your soul will wander tormented and aimless.

And your dreams will look
To you incredulous and shocked
Wandering in your arteries
Looking for that moment when you wake up and decide
That you want to accomplish your goals.

When you fight for something
Don't waste time with excuses
Do what has to be done
Because it is still possible to win in this world
Stay focused don't get scattered.

If you find a hole in the ground
From those you know can bring you problems like
Thinking too much about politics and economics don´t jump in... jump out
Forget don´t make your way a long and tortuous journey full of thorns.

Don't be afraid to win
Defeats will make you stronger
Only those who give up fighting
Are defeated and above all don't blame others for your failures.

And one day you will feel your soul
Smiling and your body getting wings
And you will feel it was worth not giving up on you and your dreams
Because when we achieve something no one can take it away from you.
                                                                                                     
                                                                                                           Monsieur Bon Aire

P.S - Monsieur Bon Aire a étudié en Angleterre et écrit parfois en anglais.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Não ponhas...

Os muros que construo
Ao meu redor são altos mas
Não são intransponíveis
São perfeitamente transponíveis
Só te peço...
Que não coloques arame farpado
Em cima do meu muro.
Descobre o que gostarias de fazer
Quando não estás a trabalhar
O que gostarias de comer
Quando estás esfomeado
Mesmo sem o estar
À sombra daquela árvore que tens
No teu jardim
Ao pé daquelas estátuas de mármore
Em posição airosa que mandaste vir de Itália
E que não sabes muito  bem o que representa.
Convida para o almoço
Quem quiseres
Delicia ~te a comer caviar
A devorar croquetes
E a beber champanhe
Se quiseres pede aos teus amigos
Para ficarem  para o jantar
Mas não ponhas arame farpado
Em cima do meu muro
Se a tua vida te parece incipiente
Lê um livro,
Aprende a tocar um instrumento, agarra - te
A uma causa com unhas
E dentes.
Alimenta com cultura a tua  mente
Vai viajar
Põe a tua alma a sorrir
Suavemente...
Descobre o  equilíbrio
Do teu metabolismo
Porque ele anda por ai descompensado
A perguntar por ti.
Em cada frase que proferes sente - se
Que és alguém que procura desesperadamente
Algo que perdeste pelo caminho
A tua raison d´être.
Os teus obstáculos
Que precisas ultrapassar
Para te sentires realizado
Estão ai ao teu lado
Mas primeiro...
Descobres quem és
Faz o que gostas
Resolve tudo o que dentro
Do teu córtex cerebral tem de ser resolvido esquece tudo
O que tem de ser esquecido...
Mas não ponhas arame farpado em cima do meu muro
Que tanto me custou a conquistar
E a perceber...
Ganha asas descobre
O que te faz feliz
Vive a tua vida
E não vivas a vida dos outros.
Esta grita por ti não a ouves gritar?
                                                                                                     Monsiuer Bon Aire

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Nada é estático

O nosso caminho é pessoal
E intransmissível
Está nos nossos genes
Mas nada é estático
Diz o poeta...
Mas há pelos menos um ser humano
Que nasceu para escrever poesia
E prosa.
Faz o que gosta
Banha - se no rio do  conhecimento
Já leu,
Algumas grandes obras universais
Compreende e gosta
Do seu conteúdo
Que fica gravado no seu cérebro
Bailando e preparando - se
Para de alguma forma fazer parte de um próximo
Poema que escondido na sua alma
Andando de um lado para outro como um felino prepara o salto
Para o papel
Mas isso só acontece quando os astros
Se alinham
E deixam lastro na alma do poeta
Que na sua sapiência confia
E em tudo o que aprendeu com os seus mestres
Mas também em tudo o que aprendeu à revelia....destes...
E depois escreve uma ínfima parte
Daquilo que leu, ouviu, viu e filtrou
E depois de muito penar
Escrevendo o poema vezes sem conta
Deste tortuoso processo qual
Caldo primordial
Fica,
No papel...
A sua impressão digital.

                                                                                                     Monsieur Bon Air


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Desejo animal

Os teus lábios
O teu corpo generoso
Passeiam pela pradaria como lobos
À procura da volúpia
E do amor
Têm mil pernas e mil olhos
E perseguem o desejo como loucos
Cheios de energia e de força
Ao jantar gostas de usar a mesma loiça
Fundo branco decorado com um fio de azul real
E brasão de armas
Gostas de viajar em águas calmas
À luz das velas
No lusco - fusco
Os teus pensamentos soltam - se
Enquanto misturas os acontecimentos passados com
Os novos por ti encontrados um pouco
Por todo os lados
Enquanto salpicas a vida com teu charme
E vives a vida louca
E como sabes o que queres não
À razão para alarme
Mas quando a natureza invoca
O teu nome
Os lobos que vivem na tua alma soltam - se
E sobem pela colina acima como
Cães...esfomeados
E uivam como as mães quando
Dão à luz um filho...
É o gatilho que põe a tua testosterona aos saltos
Tu olhas - me e sinto
O teu desejo animal
Bem dentro
No meu olhar...
                                                           
                                                                                                        Monsieur Bon Air

                                 

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...