sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O pequeno corcel

                                                                                  I

O pequeno corcel
Fio de luz
No meio da pradaria apesar
Da sua pequena existência
A cair e a reerguer - se
Por querer dar saltos
Maiores que ele...
Maiores
Que a vida.
                                                                                  II
Mas levantasse sempre
Do tapete de erva verde
E amarela onde costuma
Cravar os cascos com a ousadia de um...
Antigo guerreiro basco.
                                                                                  III
Os tombos e saltos
Do pequeno corcel não são
Vitórias de Pirro… fá-lo crescer e endurecer
Só de pensar que a sua mãe à pouco tempo lhe cortou
O cordão umbilical do seu umbigo.

                                                                                  IV

O pequeno corcel montasse no vento
Relincha e solta a sua crina,
Num subtil ...movimento primevo
Antes de apanhar...
O fio do seu pensamento já coevo
Que lhe dá alento e forças mil como  quem escreve
O seu próprio enredo
Quer e parte do meio da erva
E do arvoredo,
Em busca do seu Sol.
                                                                                  V
Os seus coices pelo ar
São um portento de força
E ousadia...
Quer mostrar quem é...
Aos outros habitantes
Da pradaria.
                                                                                  VI
Uns criticam outros aceitam
A sua rebeldia,
Os que aceitam percebem e sabem
Que todas as gerações trazem consigo
O germe da mudança,
E percebem também que o pequeno corcel é ainda uma criança...
                                                                               
                                                                                  VII
È um ser pequeno
Mas que cresce dia a dia sem
Hesitar faz frente
Às constantes mudanças
Do seu mundo,...
Porque já o conhece bem no fundo...


                                                                                 VIII
O pequeno corcel
È da cor Isabel,
O Peito é musculado e forte
O focinho é bem delineado
A crina ao vento
É instável parecem bandos de
Estorninhos a querer voar
Em assimétricos voos
Desenhando, desenhos
Fantásticos no semblante
Do potro, cujos olhos
Meigos e muito castanhos
Passam pelo mundo observando tudo
À sua volta.

                                                                                 IX
O corpo é esbelto
As pernas são grossas mas
Muito bem delineadas
Os cascos parecem ter
No seu interior almofadas.
E quando o pequeno corcel
A trote ou a passo passeia
Parece que flutua
No espaço sem tocar no chão
Qual unicórnio.

                                                                                 X
Será que tem asas?
Ou será que um dia vai ter asas
Para poder descobrir
O seu próprio há-de-vir
O seu destino?
O seu à vontade profundo
A sua confiança
Revela que um dia quer
Conquistar o mundo.

                                                                                 XI
A sua personalidade é forte
Quer conquistar os seus sonhos
Que um dia vislumbrou
Quando Morfeu o visitou e lhe mostrou
Puros sonhos de realização pessoal
Daqueles que nos libertam a alma e nos ensinam a
Que aquele é o nosso caminho
Que nós transformam em nós próprios
E sabemos então que temos de vestir
A farpela que Deus nos deu
E vestir de sonhos
A nossa matéria que é pura
E não efémera.
Se formos connosco verdadeiros
E humildes como o pequeno corcel
Cuja alma é pura como o mais puro pingo de mel.

                                                                                XII
O pequeno corcel
Quer escrever a sua história
Mas não quer desenhar ao vento
O que já foi escrito e rescrito
Por vezes as pessoas pensam
Que ele é...um bonacheirão maldito.

                                                                               XIII
Qual Ícaro
Quer voar
Mas não quer cair
Gosta de ver a sua pessoa a evoluir
Sabe que as coisas evoluem
Ao misturar - se o velho com o novo
Mas o novo per si, sem essência, sem conteúdo
E sem a social ciência
É um estorvo à sapiência.

                                                                                XIV

Dá valor à amizade
Ao observar um pequeno pássaro,
Que voa em grupo para fugir
Aos predadores...o estorninho
Compreendeu... que ninguém vence sozinho.

                                                                                 XV

O pequeno corcel
Tem receios tem medos
Mas gosta de lhes fazer frente com
Fé em Deus,
E coração ao alto...
Qual leão...gosta de andar pelo meio do planalto.
A trote ou a galope
Às vezes pensa que tem azar
Mas também já teve sorte
As pessoas por vezes, lembram - se que já tiveram azar
Mas esquecessem dos momentos
Em que já tiveram... muita sorte
É um equilíbrio justo.

                                                                                XVI

E os lá de cima
A abusarem do nepotismo, peculato e corrupção
Que nos afunda
Que devora o pais,
Assim não vamos a nenhum lado
Será que vai ser sempre este
O nosso triste fado?
A sua linhagem é forte
Mas ,às vezes, o pequeno corcel pensa
Que vai tudo ficar em escombros
Porque ,por vezes, sente que carrega...
O mundo de Atlas... aos ombros.

                                                                              XVII

O pequeno potro
Já é um garanhão.
Porque o tempo voa... o tempo passa...
É o líder da manada
Gosta de sentir o cheiro das éguas
E da terra molhada.
O chão treme todo
À sua passagem.

                                                                               XVIII
Já tentou vários caminhos
Mas volta sempre ao seu,
E sente - se livre como um pássaro e...
Aceita o caminho que Deus lhe deu.

                                                                              XIX

À noite as sombras perseguem - o
E tentam encurrala- lo qual fossa
Mas  já sabe como evitar
O caminho de Canossa.

                                                                           
                                                                               XX                                            
Aprendeu com o seu avô
Que sempre lhe ensinou
Coragem  retidão, valores e ética acima de tudo
Pela sua boca e palavras
Mas também pela sua conduta moral irrepreensível
E assim o pequeno corcel
Vai passando entre as gotas da chuva,
Passando por aquela pequena fresta
Qual açor que com grande agilidade passa
Pelo meio da floresta...

                                                                              XXI

O garanhão lidera a manada logo
Pela madrugada,
E sem medo de nada
Troteia livre do cabresto
E do stick,
Em busca de si próprio
Em busca do seu Sol.



                                                                              XXII
Mas para mim será sempre
O pequeno corcel,
Fio de luz no meio
Da pradaria …
Apesar da sua pequena existência
A cair, a reerguer - se
A dar saltos
Maiores que ele...
Maiores que a vida.


 


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Poemas lusos e outros poemas

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Não confies no tempo

Não confies no tempo
O tempo é enganador
Chega a fingir que não é tempo
E que parou ao teu redor. 
(mas o tempo não para ...)

Mas tudo
Se renova
Desde o entardecer
À aurora...
Diz tudo o que tens a dizer
Faz tudo o que tens a fazer...
Porque a felicidade são breves momentos
E quando os tentamos apanhar já se foram embora.

Não confies no tempo
O tempo é enganador
Chega a fingir que  não é tempo
E que parou ao teu redor.

Mas o tempo também contém
Algo de bom em si mesmo
O tempo leva as tristezas
Para longe do nosso coração
E da nossa vista e...
Cala a desgraça
E tudo cura,
E tudo passa...

Não confies no tempo
O tempo é enganador
Chega a fingir que não é tempo
E que parou ao teu redor.

Se gostas de alguém
E à muito tempo que não lhes dizes...
Ao ouvido que a amas
Não te esqueças
Que nem  o tempo
Nem o amor, esperam por ti
Nem por ninguém...
Escolhe o momento certo
E quando tiveres perto da pessoa que amas
Diz lhe para ...

Não confiar no tempo
Porque o tempo
É enganador mas se à algo que consegue
Vencer o tempo essa raison d’ etre …
É o amor.


Se amas alguém...

Se amas alguém
Não te iludas
E não desistas
De ti...
Porque não consegues.
Não te habitues
A perder...
Porque a derrota
Gosta de se entranhar
Na pele e assim aos poucos
A tua vida murcha e debota.
Ganha o torneio
Da tua vida
Montado no teu alazão
De pelo russo,
Esporas de prata,
Crinas ao vento,
Rosto tranquilo
Sabor a vida
E tudo o que assimilaste
Naquela cantiga
Que ouviste um dia
E nunca mais esqueces-te.
Vence os teus demónios
E vai em frente
E transforma o amor
Que tanto desejaste, e lutaste com
Tanto sacrifício, e de uma forma tão suada...
Na coisa amada.



Que seja tudo

Que seja tudo como tu quiseres
Tudo...tudo...tudo...
Sabes que o tempo não espera por ninguém 
Mas o tempo também...
É dinheiro 
A juventude dá-nos  asas
Se o mundo te sorri
Sorri de volta solta a vontade
De vencer que à em ti
E escolhe o teu destino
Mesmo que te digam
Para não ires por aí
Vai...porque a sorte protege os audazes
E quando fazes o que gostas
Só boas recordações terás
Daquilo que conquistaste
E tão longamente planeaste.
Senão é o inferno em vida
E um dia puderas não descobrir
Uma saída para os teus sonhos
Porque levaste muito tempo a reagir
E deixaste que outros escolhessem
O teu destino por ti
Quem nasce
Nasce selvagem...
Mas depois no fundo
É preciso
Coragem
Para escolhermos que destino
Dar à nossa viagem...
Por este mundo.



Quando ...

Quando...o som
Da ribeira passa
Ao pé de ti
Não consegues fazer
Ouvidos de mercador
Qual musa inspiradora
Segues o som
Queres ver
A vida a transbordar de alegria
E de cor.
Esta reflete
Toda a beleza que existe
Na natureza, queres te perder
Para te encontrares nela.
A luz da ribeira é
Suave e transparente
O som puro e cristalino
Ainda se  consegue ouvir
Os sons de pequenos
Pássaros a serem criados
Pelos país,
No ninho.
Ras, sapos
E peixes,
Na sua azáfama...
Diária,
Vivem para o dia
E sobrevivem
Só Deus sabe como...
E vivem
Placidamente
Dolentes na tarde calma
Quem sabe se também
Não tem alma...
A ribeira não é fácil de descrever
Só vendo
Ao vivo,
O seu coração estremecendo
E as suas águas a palpitar de vida.
Por quanto tempo
A poderemos ver?
É o que quase todos
Gostaríamos de saber
Porque crimes ambientais
Nesta terra,
Estão sempre a acontecer.











Não faças caso

Não faças caso
Quando te criticarem duramente...
Por escreveres como bem entendes
Porque quem critica,
Por vezes nem sabe do que fala.
Assume ao que vens diz quem és.
Quem faz a língua de um país evoluir
Não é nenhum decreto
Seja este aprovado
Por braço no ar
Ou voto secreto.
São os escritores e poetas
Estes escrevem e escrevem
Muitas vezes
Aquilo que a pensar não se atrevem.
O povo sensível e honesto
Filtra o que foi escrito
E fala,
O português que se irá
Passar a ler e a ser dito.
Antes de Luís de Camões poeta maior
Criar a sua obra
Em Portugal,
Escrevia-se de uma maneira
Meio enrolada e
Difícil.
O poeta
Solto-lhe
As amarras
E esta voo
Ainda mais bela
Pela planície..,
Permitindo
A outros poetas descobrir
E enriquecer o português com
Novas palavras, novas frases,
Novos sentidos,
Que depois os portugueses
Ao tomarem de si conhecimento
E ao longo de gerações
Escolheram qual o léxico
Que devia perdurar
Na nossa língua,
Falada por milhões de falantes
Que orgulhosamente
Falam o português
Que um dia um poeta
Vestindo roupas velhas e descalço
Depurou... quem sabe a bordo de uma caravela
Que ao sabor do vento milenar
Na estrada marítima para a Índia
Ou noutro lugar qualquer
Desde que houvesse mar,
Lhe ia segredando,  novas palavras
Novas frases e estas
Foram ficando, passados todos estes anos,
Gravadas nas nossas mentes e nos nossos corações.

E a língua evoluiu
E o poeta falou.







Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...